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quinta-feira, 19 de julho de 2012
Benfica x Figo & Resto do Mundo
Não sou do Benfica, gosto de ver futebol esporadicamente, esse gosto aumenta quando se trata da Selecção Nacional!
Ontem não foi um jogo normal, pois não, foi um jogo com velhas glórias, um jogo por uma causa.
Cresci a ver jogos de futebol com estas glórias: o Figo, parece que não envelhece, sempre na mesma, Edgar Davids com os seus típicos óculos, Dimas, parece que foi há bocado que o vi jogar, Ronaldo, tão diferente, quem o viu e quem o vê, Futre, parece que ainda não esqueceu os truques, Fernando Mendes, um bem disposto muito redondo em campo que nunca pensei que conseguisse correr quanto mais chutar a bola, Rui Costa, o que as meninas gostavam de ver o homem jogar, Pauleta e o seu sotaque, Petit, outro que parece que ainda foi há bocado, Ricardo Araújo Pereira pelos textos que leio dele e Pedro Ribeiro pela admiração que tenho por ele enquanto profissional da rádio.
Deu gosto ver estes ícones todos juntos em campo.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Carta ao meu Eu passado
Pequena Kelle,
Se um dia chegares a ler esta carta é porque o mundo está de pernas para o ar e inventaram a máquina do tempo, o que provavelmente me dará jeito para ir lá atrás no tempo mudar uma ou duas coisitas assim sem ninguém dar conta.
Escrevo-te aos 26 anos e tal, uma vida curta é certo, mas já cheia de histórias para contar e conselhos para deixar. A vida não te tem corrido nada mal, lá vais dando a volta às adversidades como só tu sabes mas ainda assim vale a pena saberes algumas coisinhas:
- Andar em cima do muro da praia a dançar em pleno Inverno e com uma ventania descomunal não é boa ideia, a queda vai ser tal que te vai render 6 pontos no queixo e uma visita ao enfermeiro todos os sábados
durante umas valentes semanas
- Quando o teu pai disser para abrires a boca para ele ver só se o dente está a abanar muito ou pouco, foge, que ele acabará por arrancar-te os dentes de leite quase todos... e sem doer nada!
- Aproveita muito bem as tardes passadas com a tua bisavó, mesmo aquelas em que tens a cabeça no regaço dela enquanto ela te tira lêndias que ganhaste na escola, com a maior paciência do mundo, aproveita a companhia e a sabedoria, aproveita para jogares muito ao burro em pé com ela, para lhe contares os sinais, para fazeres festas de pijama em casa com as tuas amigas pequeninas e com ela enquanto os pais vão todos passear. As saudades não vão passar e as memórias nunca serão esquecidas, vai estar sempre presente e vais começar muitas vezes frases com "Se a avó Bina estivesse aqui..."
- Não aprenderes as reduções na 3ªclasse à primeira não é um bicho de sete cabeças, aprende já a lidar com frustrações para te evitar duas idas ao pediátrico com prisão de ventre!
- A certa altura vais perceber que tens hemorragias nasais quando apanhas demasiado sol e quando te enervas. Não aproveites isso para fazer chantagem com a tua mãe quando ela te for ralhar por algum motivo. É feio, mas apesar disso essas situações serão motivos de riso quando cresceres.
- Quando estiveres em casa da avó (antes de entrares para a escola ou depois de vires da escola) não te chateies se ela estiver sempre a perguntar por ti, é uma mulher informada e já tem noção que há pessoas que raptam crianças e tem um medo de morte que lhe roubem a pirralha loura de olhos azuis.
- Quando fores à confissão na igreja aproveita para ir cedo, assim evitas de ir a casa do padre pedir-lhe para te ir confessar, armada em miúda forte e com coragem (quando toda a gente tem medo dele), com o teu primo escondido atrás de ti com medo sequer de falar com o padre. Se chegares em cima da hora limite vais ter uma história para contar e a certeza que és capaz de tudo, até de falar com o padre!
- Não desistas da natação a um mês de passares para as competições para ires aprender música, nunca vais dar nada a tocar nenhum instrumento, música para ti só mesmo ouvi-la, fazê-la é com quem percebe disso!
- O mundo não vai acabar com um desgosto de amor aos 16 anos, a vida continua e essa foi apenas mais uma experiência que levas na bagagem.
- Aproveita os momentos com o teu irmão enquanto são pequenos, aos 25 anos ele vai emigrar para provavelmente não mais voltar e só o verás de 6 em 6 meses, com sorte. Aproveita para serem mais amigos senão quando falares nele vais acabar a falar das sessões de porrada e o facto de ele uma vez te ter deixado cair na banheira. Ele não sabe bem demonstrar que gosta de ti (tirando aquele texto que ele escreveu quando nasceste) por isso aprecia as prendas que ele te oferece como uma demonstração de afecto. Se ele não confiasse em ti não te dava o cartão da conta dele para quando andavas com a vida mais difícil.
- A Lassy (na foto) será o teu eterno animal de estimação, foi a melhor prenda que alguém alguma vez te deu. Obrigada ao avô que teve grande esta bela ideia quando tinhas 10 anos! No dia que ela adoecer vais começar-te a preparar para o pior e vais chegar à conclusão que nunca se está preparado para perder alguém tão querido, vai-te custar horrores voltar a entrar em casa e ela não estar à tua espera.
- O teu pai pode não ter sido o pai mais presente e fofo do mundo, mas um dia as coisas mudam e ele acaba por se tornar o melhor pai do mundo, não o trocaria por nada nem ninguém! Ele é a prova viva de que as pessoas até mudam e voltam a ser aquilo que eram em tempos longínquos.
- Aquela festa de shots no Hollywood à sexta à tarde não vai acabar bem, se é para ser ao menos troca a saia e os saltos altos por umas calças de ganga e umas sapatilhas, sempre estarás mais confortável.
- O desporto é bom e faz bem, não passes os anos da Faculdade sem mexer uma palha, a certa altura vais perceber que depois dos 20 os abdominais deixam de se notar. Levantar copos de fino não é um desporto válido apesar do cansaço e da fadiga que proporciona.
- Não penses em mudar de curso quando receberes o teu primeiro 11 na tua primeira cadeira de programação, é normal, pois nunca tinhas visto programação à frente e daí para a frente até te vais safar bastante bem.
- Aproveita bem a vidinha académica que quando deres conta ela já acabou para não mais voltar, e quando voltares a estudar depois disso, nunca mais será a mesma coisa.
- Continua a chamar "mamã" à tua mãe, ela adora, e dá-lhe miminhos, não lhe ralhes por cá cá aquela palha, à medida que o tempo passa a tua mãe vai perder o ar de mulher de armas e vai passar a ser frágil, muito se deve ao facto de o médico lhe ter dito para viver um dia de cada vez, nunca se sabe o dia de amanhã, isto foi provavelmente a maior estalada que a vida lhe deu.
- Evita falar com o teu irmão naquela semana de 13 de Maio de 2007, vão ter uma discussão tal, daquelas sem jeito nenhum, mas em grandes proporções, de modo que vais deixar de lhe falar durante uns dias e mais tarde arrepender-te-ás de tal parvoíce, nem sequer te vais lembrar do assunto que deu origem a tal discussão.
- Deixar o portátil no carro na Padre António Vieira, depois de almoço, mesmo que escondido atrás do banco não é boa ideia. Vais ser assaltada e vais ficar sem nadinha do que lá estava, backups não existem porque em casa de ferreiro espeto de pau!
- Lembra-te que não existem essas coisas de amigos para sempre, pelo menos com algumas pessoas, pára de ser otária.
- O teu sentido de iniciativa nunca se esgota, por mais que isso te irrite, por mais que as pessoas inertes te irritem vais acabar a ser sempre tu a teres a iniciativa, até ao dia em que desistires e deixares de acreditar nas pessoas. Tenho impressão que esse dia vai chegar, sim, quando se acabar a paciência.
- Vais engolir muitos sapos vida fora, são coisas que te vão custar porque tentas dar o teu melhor em tudo, mas os sapos são inevitáveis porque há tantas pessoas parvas neste mundo.
- Nunca percas essa vontade de chegar, ver e vencer, é uma característica muito boa, espero que não te tornes numa pessoa mole, essa garra e pêlo na venta que te caracterizam fazem de ti uma melhor pessoa, mesmo que todos os outros acabem a chamar-te nomes menos bonitos à conta disso mas é essa característica que faz de ti quem és. Se te chamarem "generala" pode ser um elogio ou uma crítica, não sei, descobre por ti.
- Nunca deixes de te rir de ti própria, é das coisas que mais te diverte!
- Continua a escrever cartas à mão e postais de Natal, é tão giro!
- Agradece à tua mãe todos os dias pela boa educação que te deu e pela forma como te ensinou a gerir o dinheiro, não te tornarás numa pessoa forreta mas sim numa pessoa comedida nos gastos e isso será um orgulho para a mãe.
- Ser a filha mais nova pode até ter vantagens, não vais sair à noite com o teu irmão enquanto fores pirralha só porque ele é mais velho (nem ele te vai querer levar nem a tua mãe vai deixar-te ir com ele) mas podem existir outras vantagens.
- Pára de tentar mudar o mundo, não vais ser capaz, e um dia talvez te apercebas que o mundo te mudou a ti!
Às vezes demora mas as coisas melhoram, é preciso é continuar a ver o lado positivo das coisas!
Se lesses esta carta provavelmente não ias ligar nenhuma, gostas de fazer as coisas à tua maneira, mesmo quando bates com a cabeça.
A ideia não é original, li por aqui e por ali umas cartas ao passado e adorei a ideia!
Se um dia chegares a ler esta carta é porque o mundo está de pernas para o ar e inventaram a máquina do tempo, o que provavelmente me dará jeito para ir lá atrás no tempo mudar uma ou duas coisitas assim sem ninguém dar conta.
Escrevo-te aos 26 anos e tal, uma vida curta é certo, mas já cheia de histórias para contar e conselhos para deixar. A vida não te tem corrido nada mal, lá vais dando a volta às adversidades como só tu sabes mas ainda assim vale a pena saberes algumas coisinhas:
- Andar em cima do muro da praia a dançar em pleno Inverno e com uma ventania descomunal não é boa ideia, a queda vai ser tal que te vai render 6 pontos no queixo e uma visita ao enfermeiro todos os sábados
durante umas valentes semanas
- Quando o teu pai disser para abrires a boca para ele ver só se o dente está a abanar muito ou pouco, foge, que ele acabará por arrancar-te os dentes de leite quase todos... e sem doer nada!
- Aproveita muito bem as tardes passadas com a tua bisavó, mesmo aquelas em que tens a cabeça no regaço dela enquanto ela te tira lêndias que ganhaste na escola, com a maior paciência do mundo, aproveita a companhia e a sabedoria, aproveita para jogares muito ao burro em pé com ela, para lhe contares os sinais, para fazeres festas de pijama em casa com as tuas amigas pequeninas e com ela enquanto os pais vão todos passear. As saudades não vão passar e as memórias nunca serão esquecidas, vai estar sempre presente e vais começar muitas vezes frases com "Se a avó Bina estivesse aqui..."
- Não aprenderes as reduções na 3ªclasse à primeira não é um bicho de sete cabeças, aprende já a lidar com frustrações para te evitar duas idas ao pediátrico com prisão de ventre!
- A certa altura vais perceber que tens hemorragias nasais quando apanhas demasiado sol e quando te enervas. Não aproveites isso para fazer chantagem com a tua mãe quando ela te for ralhar por algum motivo. É feio, mas apesar disso essas situações serão motivos de riso quando cresceres.
- Quando estiveres em casa da avó (antes de entrares para a escola ou depois de vires da escola) não te chateies se ela estiver sempre a perguntar por ti, é uma mulher informada e já tem noção que há pessoas que raptam crianças e tem um medo de morte que lhe roubem a pirralha loura de olhos azuis.
- Quando fores à confissão na igreja aproveita para ir cedo, assim evitas de ir a casa do padre pedir-lhe para te ir confessar, armada em miúda forte e com coragem (quando toda a gente tem medo dele), com o teu primo escondido atrás de ti com medo sequer de falar com o padre. Se chegares em cima da hora limite vais ter uma história para contar e a certeza que és capaz de tudo, até de falar com o padre!
- Não desistas da natação a um mês de passares para as competições para ires aprender música, nunca vais dar nada a tocar nenhum instrumento, música para ti só mesmo ouvi-la, fazê-la é com quem percebe disso!
- O mundo não vai acabar com um desgosto de amor aos 16 anos, a vida continua e essa foi apenas mais uma experiência que levas na bagagem.
- Aproveita os momentos com o teu irmão enquanto são pequenos, aos 25 anos ele vai emigrar para provavelmente não mais voltar e só o verás de 6 em 6 meses, com sorte. Aproveita para serem mais amigos senão quando falares nele vais acabar a falar das sessões de porrada e o facto de ele uma vez te ter deixado cair na banheira. Ele não sabe bem demonstrar que gosta de ti (tirando aquele texto que ele escreveu quando nasceste) por isso aprecia as prendas que ele te oferece como uma demonstração de afecto. Se ele não confiasse em ti não te dava o cartão da conta dele para quando andavas com a vida mais difícil.
- A Lassy (na foto) será o teu eterno animal de estimação, foi a melhor prenda que alguém alguma vez te deu. Obrigada ao avô que teve grande esta bela ideia quando tinhas 10 anos! No dia que ela adoecer vais começar-te a preparar para o pior e vais chegar à conclusão que nunca se está preparado para perder alguém tão querido, vai-te custar horrores voltar a entrar em casa e ela não estar à tua espera.
- O teu pai pode não ter sido o pai mais presente e fofo do mundo, mas um dia as coisas mudam e ele acaba por se tornar o melhor pai do mundo, não o trocaria por nada nem ninguém! Ele é a prova viva de que as pessoas até mudam e voltam a ser aquilo que eram em tempos longínquos.
- Aquela festa de shots no Hollywood à sexta à tarde não vai acabar bem, se é para ser ao menos troca a saia e os saltos altos por umas calças de ganga e umas sapatilhas, sempre estarás mais confortável.
- O desporto é bom e faz bem, não passes os anos da Faculdade sem mexer uma palha, a certa altura vais perceber que depois dos 20 os abdominais deixam de se notar. Levantar copos de fino não é um desporto válido apesar do cansaço e da fadiga que proporciona.
- Não penses em mudar de curso quando receberes o teu primeiro 11 na tua primeira cadeira de programação, é normal, pois nunca tinhas visto programação à frente e daí para a frente até te vais safar bastante bem.
- Aproveita bem a vidinha académica que quando deres conta ela já acabou para não mais voltar, e quando voltares a estudar depois disso, nunca mais será a mesma coisa.
- Continua a chamar "mamã" à tua mãe, ela adora, e dá-lhe miminhos, não lhe ralhes por cá cá aquela palha, à medida que o tempo passa a tua mãe vai perder o ar de mulher de armas e vai passar a ser frágil, muito se deve ao facto de o médico lhe ter dito para viver um dia de cada vez, nunca se sabe o dia de amanhã, isto foi provavelmente a maior estalada que a vida lhe deu.
- Evita falar com o teu irmão naquela semana de 13 de Maio de 2007, vão ter uma discussão tal, daquelas sem jeito nenhum, mas em grandes proporções, de modo que vais deixar de lhe falar durante uns dias e mais tarde arrepender-te-ás de tal parvoíce, nem sequer te vais lembrar do assunto que deu origem a tal discussão.
- Deixar o portátil no carro na Padre António Vieira, depois de almoço, mesmo que escondido atrás do banco não é boa ideia. Vais ser assaltada e vais ficar sem nadinha do que lá estava, backups não existem porque em casa de ferreiro espeto de pau!
- Lembra-te que não existem essas coisas de amigos para sempre, pelo menos com algumas pessoas, pára de ser otária.
- O teu sentido de iniciativa nunca se esgota, por mais que isso te irrite, por mais que as pessoas inertes te irritem vais acabar a ser sempre tu a teres a iniciativa, até ao dia em que desistires e deixares de acreditar nas pessoas. Tenho impressão que esse dia vai chegar, sim, quando se acabar a paciência.
- Vais engolir muitos sapos vida fora, são coisas que te vão custar porque tentas dar o teu melhor em tudo, mas os sapos são inevitáveis porque há tantas pessoas parvas neste mundo.
- Nunca percas essa vontade de chegar, ver e vencer, é uma característica muito boa, espero que não te tornes numa pessoa mole, essa garra e pêlo na venta que te caracterizam fazem de ti uma melhor pessoa, mesmo que todos os outros acabem a chamar-te nomes menos bonitos à conta disso mas é essa característica que faz de ti quem és. Se te chamarem "generala" pode ser um elogio ou uma crítica, não sei, descobre por ti.
- Nunca deixes de te rir de ti própria, é das coisas que mais te diverte!
- Continua a escrever cartas à mão e postais de Natal, é tão giro!
- Agradece à tua mãe todos os dias pela boa educação que te deu e pela forma como te ensinou a gerir o dinheiro, não te tornarás numa pessoa forreta mas sim numa pessoa comedida nos gastos e isso será um orgulho para a mãe.
- Ser a filha mais nova pode até ter vantagens, não vais sair à noite com o teu irmão enquanto fores pirralha só porque ele é mais velho (nem ele te vai querer levar nem a tua mãe vai deixar-te ir com ele) mas podem existir outras vantagens.
- Pára de tentar mudar o mundo, não vais ser capaz, e um dia talvez te apercebas que o mundo te mudou a ti!
Às vezes demora mas as coisas melhoram, é preciso é continuar a ver o lado positivo das coisas!
Se lesses esta carta provavelmente não ias ligar nenhuma, gostas de fazer as coisas à tua maneira, mesmo quando bates com a cabeça.
A ideia não é original, li por aqui e por ali umas cartas ao passado e adorei a ideia!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Ninguém me pediu opinião
Já tinha pensado sobre este assunto, já tinha inclusive partilhado a opinião com pessoas sobre este assunto, já tinha até manifestado a minha reprovação no que a estas situações diz respeito.
A Miss Murder meteu em palavras exactamente aquilo que penso, aqui. Não entendo a necessidade que as pessoas têm de ir expor os sentimentos no Facebook assim para toda a gente ver, pessoas que nem são de grandes manifestações de afecto na rua. Pronto, agora podem vir os comentários menos simpáticos, eu aguento! :)
A Miss Murder meteu em palavras exactamente aquilo que penso, aqui. Não entendo a necessidade que as pessoas têm de ir expor os sentimentos no Facebook assim para toda a gente ver, pessoas que nem são de grandes manifestações de afecto na rua. Pronto, agora podem vir os comentários menos simpáticos, eu aguento! :)
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Caras conhecidas
Uma ida ao cinema serve habitualmente, na minha óptica, para descansar o miolo e para assistir ao que de melhor se faz (às vezes) em Hollywood, ora eu não contava ir para o cinema moer o cérebro, cansar-me a dar voltas ao miolo.
Sentei-me tranquilamente à espera do início do filme até que entra um rapaz e uma rapariga e se sentam nos lugares à minha frente. Rapidamente reconheci a cara do rapaz, só não conseguia perceber de onde. Tinha-o visto alguma vez na vida, tinha inclusivamente falado com ele mas não me lembrava nem onde nem sobre o quê. Fico sempre sem jeito e incomodada quando isto me acontece, é horrível não me lembrar de onde conheço as pessoas. A minha sorte foi que provavelmente ele nem me reconheceu senão tinha sido bonito, dar duas no cravo e três na ferradura.
Já o filme ia a meio quando, no intervalo, tive um flash no cérebro e percebi de onde conhecia o tal rapaz! Dançava muitas vezes com ele nas aulas de Salsa!! Parece que tudo aconteceu há uma eternidade e devem ter passado apenas uns meros cinco anos. As voltas que a vida deu em cinco anos...
Limitei-me a sorrir quando me recordei de onde o conhecia, não me lembro do nome mas ficou-me na memória que ele dançava salsa lindamente!
Sentei-me tranquilamente à espera do início do filme até que entra um rapaz e uma rapariga e se sentam nos lugares à minha frente. Rapidamente reconheci a cara do rapaz, só não conseguia perceber de onde. Tinha-o visto alguma vez na vida, tinha inclusivamente falado com ele mas não me lembrava nem onde nem sobre o quê. Fico sempre sem jeito e incomodada quando isto me acontece, é horrível não me lembrar de onde conheço as pessoas. A minha sorte foi que provavelmente ele nem me reconheceu senão tinha sido bonito, dar duas no cravo e três na ferradura.
Já o filme ia a meio quando, no intervalo, tive um flash no cérebro e percebi de onde conhecia o tal rapaz! Dançava muitas vezes com ele nas aulas de Salsa!! Parece que tudo aconteceu há uma eternidade e devem ter passado apenas uns meros cinco anos. As voltas que a vida deu em cinco anos...
Limitei-me a sorrir quando me recordei de onde o conhecia, não me lembro do nome mas ficou-me na memória que ele dançava salsa lindamente!
sexta-feira, 2 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Sabedoria
Vi há pouco uma reportagem na TVI sobre a vida depois da reforma. Surpreende-me ver pessoas cheias de vida como o Dr. Gentil Martins de 81 anos que continua a operar, ou como a Filipa Vacondeus que continua a fazer os seus programas de culinária. Acredito que têm muitos ensinamentos a transmitir às gerações mais novas, acredito que eles próprios se sentem vivos e saudáveis a fazerem aquilo que gostam. Vi exemplos de outras pessoas que depois da reforma se inscreveram na Universidade Sénior, que fazem desporto, que dão os seus passeios no parque. Essas pessoas combatem a solidão à sua maneira e na cidade é muito fácil uma pessoa mais idosa sentir-se sozinha e solitária porque os amigos de outrora já partiram, porque as caras já não se vão reconhecendo na rua. No campo, na minha aldeia, a solidão não afecta assim tanto os idosos porque todos se conhecem, porque têm o seu quintal que vão cuidando dia após dia e os dias passam-se num vaivém de afazeres, porque basta sair à porta de casa para encontrar alguém com quem conversar um bocadinho. Alegra-me passar de bicicleta pela aldeia e ver aqueles que ainda são os meus vizinhos cheios de vida, sempre atarefados, mas sempre disponíveis para dois dedos de conversa e uma coscuvilhice.
A idade não é nem nunca foi uma condicionante, por lá, a idade é sinónimo de sabedoria e experiência da vida, de muitas histórias para contar. Ainda hoje me sento com gosto à mesa dos avós a ouvir histórias do antigamente, de quando o meu avô era carteiro antes de ser pescador de Arte Xávega, ou quando ia para terras além Tejo para cultivar campos sem fim. Gosto de ouvir histórias de vizinhos que fugiram para França numa época em que sair do país era proibido para determinada faixa etária porque estavam destinados a ir para o Ultramar, regozijo-me com as peripécias da passagem da fronteira, divirto-me ao som de recordações antigas de pessoas ainda mais antigas.
Quem disse que os velhos já para nada servem nunca teve um avô, um vizinho, um tio ou um conhecido que lhe contasse as peripécias por que passou, nunca teve a alegria de receber um conselho de quem já de lá vem e desconhece a vontade de os ter ali para sempre.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Folhas soltas do tempo
Não gosto do Inverno, não gosto nem nunca gostei, ter de vestir 15 camisolas, enrolar-me no cachecol e ainda meter um casaco quente por cima é coisa para me deixar em estado de claustrofobia, no entanto, preocupa-me que não chova. Preocupam-me as colheitas, sem chuva poderão estragar-se irreversivelmente.
Ando empenhada nas minhas corridas pelo menos duas vezes por semana, tentamos correr sempre entre 45 minutos e uma hora, a alegria espelha-se em mim quando vejo no Endomondo (a app que me ajuda a contabilizar tempo e distância) os meus quase 8km de corrida numa hora.
Já só se fala da Madonna em Coimbra, mas o preço dos bilhetes parece-me um abuso! Gostava de ir, mas aquilo é coisa para se juntar para lá mais gente que numa feira de S. João e eu não gosto muito de grandes ajuntamentos de gente.
As conversas com as minhas amigas vão invariavelmente parar ao tema do casamento. Dizia-me uma delas no outro dia "além de mim tu és a única pessoa que se diverte a planear a logística toda do casamento". É verdade, divirto-me e era capaz de fazer disto vida! A parte dos vestidos de noiva é que me anda a consumir, tenho pouca paciência para começar, mas sábado lá terá de ser, antes que seja tarde demais.
Ignoro as doenças familiares, é a minha forma de lidar com elas, não ligo, faço de conta que está tudo bem, que há ainda pelo menos 30 anos pela frente, e não penso nelas.
Voltei a dedicar-me à leitura naqueles 30 minutos antes de dormir e estou a adorar o livro, custa-me pensar que a sociedade nos tempos da ditadura não fazia qualquer sentido, 40 anos não foi assim há tanto tempo e a liberdade de escolha e de expressão é um bem de que nunca conseguiria abdicar, não depois de ser educada nesta forma de liberdade.
Tenho saudades de consumir filmes como quem bebe água, não vou ao cinema faz muito muito tempo, e é claro que me faz falta, há outras formas de colmatar esta falha, mas ver um filme em casa não tem nada a ver com vê-lo no cinema, lá porque tenho uma televisão que mais parece um ecrã de cinema não quer dizer que tenha um sistema de som do mesmo calibre.
Criei uma lista de coisas que tenho de fazer e estão incluídas tarefas como escrever o post sobre o Vietname, o último local da viagem à Ásia, no A Vida Lá Fora, tenho um artigo para escrever sobre Arte Xávega e a tarefa de encontrar uma revista que o publique e às fotos que tirei numa ida ao mar no barco do meu avô pescador, tenho de actualizar as imagens do header de imagens do A Vida Lá Fora com as imagens da Ásia, tenho fotos fantásticas, tenho uma base de dados dos meus livros para criar, tenho tantas coisas planeadas e outras tantas em andamento. Acho que preciso de uma licença.
Mais uma vez jurei não comprar livros de lazer este ano, tenho uma estante cheia deles por ler, mas ontem adquiri um livro técnico, Marketing do Turismo, um tema que me desperta muito interesse.
Assino três revistas (uma foi assinatura oferta), uma delas é semanal, as outras duas são mensais e leio mais depressa as que são mensais do que aquela que é semanal, consigo acumular três revistas semanais para ler e acabo sempre a ler a maior parte dos artigos à noite enquanto vejo televisão.
Está frio, não se prevêem melhoras e há muito que sinto falta do calor do Verão e dos dias grandes que nunca mais acabam.
Fonte da imagem: weheartit
Inspiração para o post: Pedro Ribeiro
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O meu primeiro acidente
Nunca tinha tido um acidente em 7 anos e tal de carta mas, como se diz por aí, uma vez é a primeira.
Naquela maldita rotunda a uma sexta-feira de manhã ia eu alegre e contente para o trabalho, a ouvir a rádio do costume, quando de repente sinto o camião que seguia na faixa ao meu lado (que na verdade estava na minha faixa) a bater-me. Bastante calma lá parei o carro com 4 piscas e o camião parou mais à frente, por momentos ainda me passou pela cabeça que ele não parasse e eu tivesse de ir atrás dele, mas não chegou a ser preciso.
Ora o homem disse logo que pagava, que a culpa era dele, que não queria meter o seguro ao barulho (pois, lá se ia o prémio) e nem assinei declaração amigável nem chamei a polícia, à confiança, como faço sempre, acredito sempre que as pessoas são boas e séries, mas às vezes isso não acontece.
Ora no meio da confusão toda do acidente e de telefonemas para trás e para frente, orçamentos para aqui e para ali, o camionista acabou por me dar o dinheiro para arranjar o carro (que está neste momento a ser tratado na oficina) e tudo se resolveu da melhor forma, mas houve ali um momento em que depois achei que ele já não me ia pagar e quem se lixava era eu.
O meu carro não ficou em muito mau estado, tendo em conta que o acidente envolveu um camião, mas ainda assim o arranjo ficou bem para cima do que eu pensava quando vi o estrago, teve de arranjar a jante, desempenar o painel lateral, pintar a lateral toda, pintar pára choques, desempenar o guarda lamas, enfim, o cabo dos trabalhos (quem me manda ter um carro caro...).
Posto isto, nota mental que ficou: nunca mais confiar em ninguém, assinar sempre a declaração amigável ou chamar a polícia!! Vão por mim, é o melhor...
Apanhei o 6
Durante os meus tempos de estudante fui sempre uma cliente assídua do serviço dos SMTUC, ia para todo o lado de autocarro, de casa para a faculdade, para a praça para sair com os amigos à noite, para a baixa passear à quarta à tarde, para a estação para apanhar o comboio à sexta, para o centro comercial, para dentista, para o hospital, ou seja, corria a cidade toda com os SMTUC.
Quando comecei a trabalhar em part-time, a minha mãe emprestou-me o carro porque não havia autocarros para o sítio onde trabalhava (provavelmente havia 2 por dia, um para ir e outro para vir a horas pouco convenientes). Isto já foi em 2007. Desde essa altura coloquei de lado o passe de autocarro e passei a deslocar-me de carro para todo o lado.
Sensivelmente 4 anos depois tive de ir a uma conferência na zona da praça, um sítio onde o estacionamento não abunda e o pouco que existe é a pagar. Ainda por cima chegaram-me a assaltar o carro na rua para onde ia, o que não me ia deixar nada descansada ao estacionar lá.
Ora num rasgo de inteligência pensei que o melhor mesmo era ir de boleia e voltar de autocarro, numa loucura de quem não anda de autocarro há 4 anos e já nem sequer sabe os horários dos autocarros de cor e já nem sequer mora no mesmo sítio!
Depois da conferência dirigi-me à praça para apanhar um autocarro que me levasse à portagem e depois iria apanhar outro para casa (nunca tinha apanhado um autocarro para onde moro agora, na margem sul). Qual não é o meu espanto quando vejo chegar o 6 (eu nem sabia que o 6 passava na praça) e lembrei-me que aquele autocarro me passava quase à porta de casa. No alto dos meus saltos altos lá entrei num autocarro cheio de gente, encostei-me a uma janela e lá fui eu durante meia hora a ouvir conversas de autocarro, a pensar como é bom não ter de conduzir no trânsito de fim de tarde da baixa e a relembrar aqueles tempos tão lá atrás em que eu só andava de autocarro.
Fiquei até um pouco saudosista, não sei se de andar de autocarro ou se de lembrar dos tempos em que andava de autocarro. Uma coisa é certa, por muito que não me importe de andar de autocarro de vez em quando se der jeito, não troco o meu carrinho por nada deste mundo!
Fonte da foto: aqui
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Uma mini por favor
O que me apetecia mesmo mesmo era uma mini (ou duas vá) fresquinha numa esplanada ao sol!
É sexta-feira e as férias nunca mais chegam!
Fonte da imagem: aqui
É sexta-feira e as férias nunca mais chegam!
Fonte da imagem: aqui
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Já só se fala em férias
Numa altura em que toda a gente já começa a falar em ir de férias, que muitos fazem contas ao tempo que falta para as suas férias e que outros tantos já anunciam os sítios onde se vão esticar ao sol em vacaciones, faço a minha contagem.
Faltam 2 dias para o fim de semana.
Faltam 8 dias para o fim de semana na Madeira.
Faltam 21 dias para o fim de semana prolongado em Sesimbra, provavelmente os primeiros dias de praia e calor da minha época.
Faltam 28 dias para a primeira entrega da Tese para revisão.
Faltam 67 dias para as férias de Verão.
Faltam 120 dias para a entrega oficial da Tese.
Faltam 124 dias para a partida da viagem à Ásia.
Faltam 133 dias para o meu aniversário.
Fonte da imagem: weheartit
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O tempo faz-se
"As pessoas dizem que não têm tempo para nada porque isso de alguma forma legitima o facto de não tomarem certas decisões na sua vida, como por exemplo serem mais organizadas!" (Pedro Boucherie Mendes)
Há pessoas que dizem "ah, não tenho tempo de ir beber café contigo", "ah, não tenho tempo para ler", "ah, não tenho tempo para fazer desporto", "ah, não tenho tempo para visitar os amigos".
Ainda que com algumas excepções, o tempo é aquilo que queremos fazer com ele e quando queremos mesmo fazer algo ou estar com alguém, não há desculpas, arranjamos tempo e pronto, estabelecemos prioridades, corremos, fazemos das tripas coração, mas estamos lá.
Se era mais fácil o dia ter 48h? Pois claro que era, podíamos fazer tudo a um ritmo menos acelerado e talvez com mais perfeição.
Se era mais fácil não ter tanta coisa ao mesmo tempo? Sim, certamente, o dia resumia-se a uma actividade ou outra, sem grande correria.
Mais fácil é arranjar desculpas para não fazermos algumas coisas, o difícil e o que tem piada é espremermo-nos todos para conseguir fazer tudo aquilo que queremos, onde e quando queremos, para no fim sentir o orgulho de sermos capazes e colocar na cara o sorriso nº42, o da vitória!
Fonte da imagem: weheartit
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Bali, testemunhos
Dizem que a vida muda quando vamos a Bali. Acredito que vai mudar, acredito que vou olhar as coisas de outra forma. Acredito que a cultura, as pessoas, a gastronomia, as paisagens, as ondas, os mercados me vão fascinar. Acredito tanto que tenho de ir lá ver como é o paraíso. Adiei demasiado tempo, não vou adiar mais.
Bali – Os deuses não estão loucos
2011/04/01
Não é à toa que lhe chamam “a ilha dos deuses”. Em Bali, na Indonésia, o divino está presente em tudo: nas paisagens, nas pessoas, no clima, nos sabores. Os deuses não estão loucos, mas você pode ficar.
Quando aterramos em Denpasar é já noite cerrada. Pedimos o visto, que é dado na hora, pomos as mochilas às costas e passamos por uma casa de câmbio para trocar alguns dólares de Singapura por rupias. De repente, ficamos cheios de notas e sentimo-nos milionários.
Sabíamos que íamos chegar tarde e a más horas, por isso marcámos um hotel de véspera. A reserva deu direito a um motorista que nos veio buscar ao aeroporto. Ele chama-se Made (que se pronuncia Mádê), tem sorriso fácil e fala razoavelmente inglês. Simpatizamos de imediato com o seu jeito tímido e educado e é dele que recebemos a primeira lição acerca da cultura balinesa. Aqui, os homens têm um de quatro nomes que são atribuídos segundo a ordem de nascimento. Os primogénitos chamam-se Wayan. Depois vêm os Made, seguidos dos Nyoman e por fim os Ketut. Além da lição, dá-nos também um conselho: “Não andem de mota. Podem magoar-se”. Quem te avisa, teu amigo é, já diz o ditado e com razão, porque o trânsito é caótico. Enxames de scooters ziguezagueiam entre os carros. Umas levam famílias inteiras: pai, mãe, o filho de dez anos, a filha de cinco, o reguila de três e o bebé de colo; outras são conduzidas por turistas bronzeados com uma mão no guiador e outra a segurar a prancha de surf. Os carros ultrapassam outros carros pela berma enquanto são ultrapassados por cinco ou seis motas. A certa altura, acho mesmo que Made tem poderes de adivinho, prevendo sempre a direção que os outros vão tomar. Tarefa impossível quando nem carros nem motas parecem vir equipados de série com pisca-piscas.
Chegamos ao hotel, atiramos as mochilas para um canto, tomamos um duche e jantamos na varanda. De um grupo de cinco portugueses, dois andam a cirandar pela Ásia há umas semanas, um mora em Singapura há sete meses, e os outros dois chegaram há um par de dias trazendo-nos pitéus caseiros para matar saudades. Nada contra o nasi goreng (arroz frito) – antes pelo contrário –, mas este pão de Mafra com chouriço assado veio mesmo a calhar.
De outro mundo
Seguindo o conselho de Made, em vez de motas, alugamos um carro e partimos à descoberta da ilha. Na praia de Uluwato as ondas sucedem-se, alinhadíssimas e hipnóticas. Controlamos o surfista que há dentro de cada um de nós – até porque hoje as ondas são areia demais para a nossa camioneta – e optamos por um roteiro cultural. Primeira paragem: o templo de Uluwato. Pagamos a entrada, vestimos um sarong, como manda o protocolo, e um tipo que se auto-intitula guia cola-se a nós. Diz que tem de defender-nos dos macacos, que gostam de surripiar os visitantes. Ao longo da visita repete sempre a mesma lengalenga: “O templo tem 500 anos. Cuidado com os macacos. As ondas em Uluwato hoje estão boas”. Tentamos saber mais coisas. “Quem construiu isto? Há quanto tempo é que está abandonado? Ainda se realizam cerimónias aqui?”. Ele responde: “O templo tem 500 anos. Cuidado com os macacos. As ondas em Uluwato hoje estão boas”. Pede-nos 20 mil rupias pelo serviço e não conseguimos dizer que não – ao fim e ao cabo são dois euros.
Seguimos para oeste. Um casal simpático diz-nos que vale a pena ir até ao templo de Tanah Lot, acessível apenas durante a maré vazia porque fica no meio do mar. Homens e mulheres balineses desfilam trajados de branco e a rigor. Vêm para um ritual que, mais do que pelo aspeto folclórico, deslumbra pela genuína devoção com que os crentes separaram para os deuses o que têm de melhor, seja a mais bela flor do jardim ou a melhor peça de fruta do quintal.
No regresso, decidimos atalhar caminho. Diz-se que quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos, mas, neste caso, a história será outra. Desviados da rota inicial, temos a sorte de dar de caras com Echo Beach. Cá para mim foram os deuses que nos empurraram para aqui, para nos mostrarem mais um cartão postal da sua ilha. Enquanto uns apreciam as últimas novidades da sétima arte pirateadas por um vendedor ambulante, outros tentam aprender com alguns miúdos a arte de lançar papagaios de papel.
Enquanto fotografo o pôr-do-sol penso que, provavelmente, por ter passado boa parte da minha infância nos Açores, consigo sempre perceber as singularidades de uma ilha vulcânica, seja ela no Atlântico, no Índico ou no Pacífico. A humidade cola o suor ao corpo, as plantas têm cores estapafúrdias, os cheiros são mais intensos e a terra emana uma energia tão intensa que entra por nós adentro. Bali tem tudo isso e mais ainda. Tem o condão de nos encher a alma e o coração de paz. E o bandulho de iguarias… o buffet de peixe e mariscos do bar da praia é qualquer coisa de divinal.
Metamorfoses
Espreitamos depois Padang Padang, praia tão boa que merece que o seu nome seja dito duas vezes. O mar continua a não querer nada connosco, surfistas amadores. Seguimos para Ubud. Da janela do carro assistimos à metamorfose que é passar do litoral para o interior. Os surfistas desapareceram, as lojinhas deram lugar a oficinas e os arrozais tomaram conta da paisagem. Em Ubud, mistura-se o chique e o hippie, o sofisticado e o pé descalço, o caro e o barato. É a custo que compramos apenas meia dúzia de coisas. Dá vontade de trazer este mundo e o outro, de ligar para um amigo galerista e dizer-lhe que encontramos um artista talentoso na rua, de comprar espaço a peso de ouro num contentor de cargueiro para levar mobílias que são ao preço da chuva. Os miúdos são negociantes natos e conseguem fazer-nos crer que uma bugiganga qualquer ou um postal que retrata a paisagem acabada de fotografar são a última coca-cola no deserto. Cedemos, não pelas coisas, mas pela alegria que lhes damos quando fechamos negócio.
Em Tampak Siring, nas redondezas de Ubud, mergulhamos na fonte sagrada de Pura Tirta Empul. Reza a lenda que foi o deus Indra quem a criou para regenerar os seus poderes depois de ter sido envenenado por Mayadanawa. Os habitantes acreditam que estas águas têm propriedades curativas. Não sabemos se foi o poder da sugestão mas sentimo-nos tão revigorados que vamos diretos para a noite de Kuta.
Bagus = Cool
Um tipo a imitar Michael Jackson, uma inglesa desafinada a cantar Whitney Houston a plenos pulmões, um espéculo de drag queens ou malabarismos com fogo. Tudo acontece no espaço de 500 metros em Kuta Beach. Bebericamos umas quantas Bintangs (cervejas) no M-Bar e acabamos a dançar no Sky Garden. Aqui, a noite pode ser demasiado ousada e frenética para malta de hábitos pouco extravagantes. Ou então agressiva de mais para quem abusar do jungle juice. É que o dito “suminho” é um cocktail à base de arak (espécie de aguardente), que tem uma percentagem alcoólica obscena.
Fartos de perder tempo no meio do trânsito e de nos perdemos, entregamos o carro de aluguer e ligamos ao nosso fiel amigo Made, que, por um preço estupendo, aceita conduzir-nos por Bali nos dias seguintes. Ainda temos tanto para fazer. Como por exemplo, surfar em Bingin e jantar um belo naco de espadarte com os pés na água na baía de Jimbaran, enquanto cantamos Beach Boys acompanhados por “mariachis” balineses. Também ouvimos dizer que o Ku De Ta, em Seminyak, é o bar mais “in” do momento e que se não formos ver o nascer do sol no monte Batur, um vulcão em Kintamani, é como ir a Roma e não ver o Papa.
Mas isso são cenas dos próximos capítulos. Para já, concentramos todas as nossas atenções neste pôr-do-sol em Balangan. Com os pés na areia e uma Bintang na mão sentimos que encontrámos a fórmula da pedra filosofal. Haverá outra maneira de nos sentirmos mais perto dos deuses?
por Maria Ana Ventura
fotos Maria Ana Ventura e João Pedro Jorge
Tomei conhecimento deste texto através de Strawberry feelings.
Bali – Os deuses não estão loucos
2011/04/01
Não é à toa que lhe chamam “a ilha dos deuses”. Em Bali, na Indonésia, o divino está presente em tudo: nas paisagens, nas pessoas, no clima, nos sabores. Os deuses não estão loucos, mas você pode ficar.
Quando aterramos em Denpasar é já noite cerrada. Pedimos o visto, que é dado na hora, pomos as mochilas às costas e passamos por uma casa de câmbio para trocar alguns dólares de Singapura por rupias. De repente, ficamos cheios de notas e sentimo-nos milionários.
Sabíamos que íamos chegar tarde e a más horas, por isso marcámos um hotel de véspera. A reserva deu direito a um motorista que nos veio buscar ao aeroporto. Ele chama-se Made (que se pronuncia Mádê), tem sorriso fácil e fala razoavelmente inglês. Simpatizamos de imediato com o seu jeito tímido e educado e é dele que recebemos a primeira lição acerca da cultura balinesa. Aqui, os homens têm um de quatro nomes que são atribuídos segundo a ordem de nascimento. Os primogénitos chamam-se Wayan. Depois vêm os Made, seguidos dos Nyoman e por fim os Ketut. Além da lição, dá-nos também um conselho: “Não andem de mota. Podem magoar-se”. Quem te avisa, teu amigo é, já diz o ditado e com razão, porque o trânsito é caótico. Enxames de scooters ziguezagueiam entre os carros. Umas levam famílias inteiras: pai, mãe, o filho de dez anos, a filha de cinco, o reguila de três e o bebé de colo; outras são conduzidas por turistas bronzeados com uma mão no guiador e outra a segurar a prancha de surf. Os carros ultrapassam outros carros pela berma enquanto são ultrapassados por cinco ou seis motas. A certa altura, acho mesmo que Made tem poderes de adivinho, prevendo sempre a direção que os outros vão tomar. Tarefa impossível quando nem carros nem motas parecem vir equipados de série com pisca-piscas.
Chegamos ao hotel, atiramos as mochilas para um canto, tomamos um duche e jantamos na varanda. De um grupo de cinco portugueses, dois andam a cirandar pela Ásia há umas semanas, um mora em Singapura há sete meses, e os outros dois chegaram há um par de dias trazendo-nos pitéus caseiros para matar saudades. Nada contra o nasi goreng (arroz frito) – antes pelo contrário –, mas este pão de Mafra com chouriço assado veio mesmo a calhar.
De outro mundo
Seguindo o conselho de Made, em vez de motas, alugamos um carro e partimos à descoberta da ilha. Na praia de Uluwato as ondas sucedem-se, alinhadíssimas e hipnóticas. Controlamos o surfista que há dentro de cada um de nós – até porque hoje as ondas são areia demais para a nossa camioneta – e optamos por um roteiro cultural. Primeira paragem: o templo de Uluwato. Pagamos a entrada, vestimos um sarong, como manda o protocolo, e um tipo que se auto-intitula guia cola-se a nós. Diz que tem de defender-nos dos macacos, que gostam de surripiar os visitantes. Ao longo da visita repete sempre a mesma lengalenga: “O templo tem 500 anos. Cuidado com os macacos. As ondas em Uluwato hoje estão boas”. Tentamos saber mais coisas. “Quem construiu isto? Há quanto tempo é que está abandonado? Ainda se realizam cerimónias aqui?”. Ele responde: “O templo tem 500 anos. Cuidado com os macacos. As ondas em Uluwato hoje estão boas”. Pede-nos 20 mil rupias pelo serviço e não conseguimos dizer que não – ao fim e ao cabo são dois euros.
Seguimos para oeste. Um casal simpático diz-nos que vale a pena ir até ao templo de Tanah Lot, acessível apenas durante a maré vazia porque fica no meio do mar. Homens e mulheres balineses desfilam trajados de branco e a rigor. Vêm para um ritual que, mais do que pelo aspeto folclórico, deslumbra pela genuína devoção com que os crentes separaram para os deuses o que têm de melhor, seja a mais bela flor do jardim ou a melhor peça de fruta do quintal.
No regresso, decidimos atalhar caminho. Diz-se que quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos, mas, neste caso, a história será outra. Desviados da rota inicial, temos a sorte de dar de caras com Echo Beach. Cá para mim foram os deuses que nos empurraram para aqui, para nos mostrarem mais um cartão postal da sua ilha. Enquanto uns apreciam as últimas novidades da sétima arte pirateadas por um vendedor ambulante, outros tentam aprender com alguns miúdos a arte de lançar papagaios de papel.
Enquanto fotografo o pôr-do-sol penso que, provavelmente, por ter passado boa parte da minha infância nos Açores, consigo sempre perceber as singularidades de uma ilha vulcânica, seja ela no Atlântico, no Índico ou no Pacífico. A humidade cola o suor ao corpo, as plantas têm cores estapafúrdias, os cheiros são mais intensos e a terra emana uma energia tão intensa que entra por nós adentro. Bali tem tudo isso e mais ainda. Tem o condão de nos encher a alma e o coração de paz. E o bandulho de iguarias… o buffet de peixe e mariscos do bar da praia é qualquer coisa de divinal.
Metamorfoses
Espreitamos depois Padang Padang, praia tão boa que merece que o seu nome seja dito duas vezes. O mar continua a não querer nada connosco, surfistas amadores. Seguimos para Ubud. Da janela do carro assistimos à metamorfose que é passar do litoral para o interior. Os surfistas desapareceram, as lojinhas deram lugar a oficinas e os arrozais tomaram conta da paisagem. Em Ubud, mistura-se o chique e o hippie, o sofisticado e o pé descalço, o caro e o barato. É a custo que compramos apenas meia dúzia de coisas. Dá vontade de trazer este mundo e o outro, de ligar para um amigo galerista e dizer-lhe que encontramos um artista talentoso na rua, de comprar espaço a peso de ouro num contentor de cargueiro para levar mobílias que são ao preço da chuva. Os miúdos são negociantes natos e conseguem fazer-nos crer que uma bugiganga qualquer ou um postal que retrata a paisagem acabada de fotografar são a última coca-cola no deserto. Cedemos, não pelas coisas, mas pela alegria que lhes damos quando fechamos negócio.
Em Tampak Siring, nas redondezas de Ubud, mergulhamos na fonte sagrada de Pura Tirta Empul. Reza a lenda que foi o deus Indra quem a criou para regenerar os seus poderes depois de ter sido envenenado por Mayadanawa. Os habitantes acreditam que estas águas têm propriedades curativas. Não sabemos se foi o poder da sugestão mas sentimo-nos tão revigorados que vamos diretos para a noite de Kuta.
Bagus = Cool
Um tipo a imitar Michael Jackson, uma inglesa desafinada a cantar Whitney Houston a plenos pulmões, um espéculo de drag queens ou malabarismos com fogo. Tudo acontece no espaço de 500 metros em Kuta Beach. Bebericamos umas quantas Bintangs (cervejas) no M-Bar e acabamos a dançar no Sky Garden. Aqui, a noite pode ser demasiado ousada e frenética para malta de hábitos pouco extravagantes. Ou então agressiva de mais para quem abusar do jungle juice. É que o dito “suminho” é um cocktail à base de arak (espécie de aguardente), que tem uma percentagem alcoólica obscena.
Fartos de perder tempo no meio do trânsito e de nos perdemos, entregamos o carro de aluguer e ligamos ao nosso fiel amigo Made, que, por um preço estupendo, aceita conduzir-nos por Bali nos dias seguintes. Ainda temos tanto para fazer. Como por exemplo, surfar em Bingin e jantar um belo naco de espadarte com os pés na água na baía de Jimbaran, enquanto cantamos Beach Boys acompanhados por “mariachis” balineses. Também ouvimos dizer que o Ku De Ta, em Seminyak, é o bar mais “in” do momento e que se não formos ver o nascer do sol no monte Batur, um vulcão em Kintamani, é como ir a Roma e não ver o Papa.
Mas isso são cenas dos próximos capítulos. Para já, concentramos todas as nossas atenções neste pôr-do-sol em Balangan. Com os pés na areia e uma Bintang na mão sentimos que encontrámos a fórmula da pedra filosofal. Haverá outra maneira de nos sentirmos mais perto dos deuses?
por Maria Ana Ventura
fotos Maria Ana Ventura e João Pedro Jorge
Tomei conhecimento deste texto através de Strawberry feelings.
terça-feira, 22 de março de 2011
O tempo em dias
Faltam 3 dias para o fim de semana.
Faltam 9 dias para o fim do mês.
Faltam 30 dias para o fim de semana prolongado da Páscoa no Gerês.
Faltam 45 dias para o aniversário do MQT.
Faltam 80 dias para o fim de semana prolongado na Madeira.
Faltam 94 dias para um dia de férias a fazer um fim de semana prolongado que se espera de praia e sol, talvez Sesimbra seja uma opção.
Faltam 139 dias para as pequenas férias de Verão.
Faltam 195 dias para a viagem à Ásia.
Faltam 215 dias para o meu aniversário.
Fonte da imagem: weheartit
Faltam 9 dias para o fim do mês.
Faltam 30 dias para o fim de semana prolongado da Páscoa no Gerês.
Faltam 45 dias para o aniversário do MQT.
Faltam 80 dias para o fim de semana prolongado na Madeira.
Faltam 94 dias para um dia de férias a fazer um fim de semana prolongado que se espera de praia e sol, talvez Sesimbra seja uma opção.
Faltam 139 dias para as pequenas férias de Verão.
Faltam 195 dias para a viagem à Ásia.
Faltam 215 dias para o meu aniversário.
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quinta-feira, 3 de março de 2011
As voltas que o tempo dá
Apetece tshirts, apetece pé descalço na areia, apetece óculos de sol e creme protector, apetece saias coloridas e sandálias a condizer, apetece férias e calor, apetece longos passeios de bicicleta, apetece cor de rosa, verde alface e laranja, apetece a alegria das cores. É só a mim que me apetece que o calor chegue em força para dar alegria aos dias? Já dizia o Sérgio Godinho, "a alegria é o que nos torna os dias úteis".
Fonte da imagem: weheartit
Fonte da imagem: weheartit
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Excedi a velocidade
Estava Kelle Maria a chegar ao trabalho, depois de almoço, estaciona a viatura e recebe um telefone da mãe a informar que Kelle Maria tinha lá em casa um "presente de 120€" para pagar.
Ora vamos lá analisar a situação: Kelle Maria apanhou uma multa de excesso velocidade, a primeira multa em 7 anos de carta, uma desilusão.
Eu que até sou uma pessoa que se esforça por cumprir as regras da estrada, que não bebe quando conduz, que não passa traços contínuos, que trava quando vê um sinal cor de laranja, que só ultrapassa em completa segurança, vão-me multar por excesso de velocidade??
Estou indignada. Eu sei que ia um bocadinho mais depressa que o permitido, mas entendam-me, ia para o trabalho e quando vou trabalhar vou sempre com pressa! A estrada era boa, a placa de limite de velocidade de 50km/h não faz sentido naquele troço da estrada. Tenham dó e não me mandem mais nenhuma carta dessas que eu passei quase 1 ano da minha vida a fazer esse percurso e se elas começam a chover na caixa do correio, levam-me à falência que é um instante!
Fonte da imagem: weheartit
Ora vamos lá analisar a situação: Kelle Maria apanhou uma multa de excesso velocidade, a primeira multa em 7 anos de carta, uma desilusão.
Eu que até sou uma pessoa que se esforça por cumprir as regras da estrada, que não bebe quando conduz, que não passa traços contínuos, que trava quando vê um sinal cor de laranja, que só ultrapassa em completa segurança, vão-me multar por excesso de velocidade??
Estou indignada. Eu sei que ia um bocadinho mais depressa que o permitido, mas entendam-me, ia para o trabalho e quando vou trabalhar vou sempre com pressa! A estrada era boa, a placa de limite de velocidade de 50km/h não faz sentido naquele troço da estrada. Tenham dó e não me mandem mais nenhuma carta dessas que eu passei quase 1 ano da minha vida a fazer esse percurso e se elas começam a chover na caixa do correio, levam-me à falência que é um instante!
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Momentos presos
Adoro fotografias, e quanto mais antigas melhor.
Adoro perder-me no meio de memórias de momentos que prendi no tempo.
Adoro sentir que aqueles momentos ainda me dizem muita coisa.
Essas fotografias continuam a fazer-me sorrir anos e anos depois, fazem-me recordar situações e pormenores que trago guardados num cantinho especial da mente.
Saudosista, não poderia ter outra nacionalidade que não portuguesa!
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Há dias assim
Há dias em que parece que preciso de me encontrar, anda por aí a minha alma a vaguear sozinha nem sei bem onde. Há dias em que penso: até quando vou adiar os meus pequenos projectos, até quando a minha vida vai ser um constante adiamento de pequenas coisas que me fazem feliz. Até quando?
O problema é que não sei estar parada. Esta energia que tenho cá dentro não me permite muito sossego, invento mil e uma coisas para fazer, tenho ideias, tenho planos e como ando sempre metida em imensas coisas ao mesmo tempo, não me sobra tempo para os concretizar, para pôr em prática essas pequenas coisas que também fazem de mim quem sou. Ando sempre um passo à frente do que o tempo me permite.
Vou ali dar um chuto no tempo a ver se ele se apercebe do quão depressa me foge e já volto. E agora cara alegre que é sexta-feira, está um lindo dia de sol e o fim de semana promete ser bom!
Fonte da imagem: weheartit
O problema é que não sei estar parada. Esta energia que tenho cá dentro não me permite muito sossego, invento mil e uma coisas para fazer, tenho ideias, tenho planos e como ando sempre metida em imensas coisas ao mesmo tempo, não me sobra tempo para os concretizar, para pôr em prática essas pequenas coisas que também fazem de mim quem sou. Ando sempre um passo à frente do que o tempo me permite.
Vou ali dar um chuto no tempo a ver se ele se apercebe do quão depressa me foge e já volto. E agora cara alegre que é sexta-feira, está um lindo dia de sol e o fim de semana promete ser bom!
Fonte da imagem: weheartit
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