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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Férias

Dez meses sem umas férias dignas de nome (um dia aqui e um dia ali não contam) é coisa para me deixar com uma veia na cabeça prestes a rebentar!
Falta um mês para mais uma edição da operação F.E.R.I.A.S (tal como em 2008, em 2009 e em 2010) com a melhor companhia de sempre: os amigos! Desta vez, o destino é mais a Sul do que em todas as outras edições e quase que aposto que vai ser a animação do costume!

Fonte da foto: Flickr

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bali, testemunhos

Dizem que a vida muda quando vamos a Bali. Acredito que vai mudar, acredito que vou olhar as coisas de outra forma. Acredito que a cultura, as pessoas, a gastronomia, as paisagens, as ondas, os mercados me vão fascinar. Acredito tanto que tenho de ir lá ver como é o paraíso. Adiei demasiado tempo, não vou adiar mais.

Bali – Os deuses não estão loucos


2011/04/01 

Não é à toa que lhe chamam “a ilha dos deuses”. Em Bali, na Indonésia, o divino está presente em tudo: nas paisagens, nas pessoas, no clima, nos sabores. Os deuses não estão loucos, mas você pode ficar.

Quando aterramos em Denpasar é já noite cerrada. Pedimos o visto, que é dado na hora, pomos as mochilas às costas e passamos por uma casa de câmbio para trocar alguns dólares de Singapura por rupias. De repente, ficamos cheios de notas e sentimo-nos milionários.

Sabíamos que íamos chegar tarde e a más horas, por isso marcámos um hotel de véspera. A reserva deu direito a um motorista que nos veio buscar ao aeroporto. Ele chama-se Made (que se pronuncia Mádê), tem sorriso fácil e fala razoavelmente inglês. Simpatizamos de imediato com o seu jeito tímido e educado e é dele que recebemos a primeira lição acerca da cultura balinesa. Aqui, os homens têm um de quatro nomes que são atribuídos segundo a ordem de nascimento. Os primogénitos chamam-se Wayan. Depois vêm os Made, seguidos dos Nyoman e por fim os Ketut. Além da lição, dá-nos também um conselho: “Não andem de mota. Podem magoar-se”. Quem te avisa, teu amigo é, já diz o ditado e com razão, porque o trânsito é caótico. Enxames de scooters ziguezagueiam entre os carros. Umas levam famílias inteiras: pai, mãe, o filho de dez anos, a filha de cinco, o reguila de três e o bebé de colo; outras são conduzidas por turistas bronzeados com uma mão no guiador e outra a segurar a prancha de surf. Os carros ultrapassam outros carros pela berma enquanto são ultrapassados por cinco ou seis motas. A certa altura, acho mesmo que Made tem poderes de adivinho, prevendo sempre a direção que os outros vão tomar. Tarefa impossível quando nem carros nem motas parecem vir equipados de série com pisca-piscas.

Chegamos ao hotel, atiramos as mochilas para um canto, tomamos um duche e jantamos na varanda. De um grupo de cinco portugueses, dois andam a cirandar pela Ásia há umas semanas, um mora em Singapura há sete meses, e os outros dois chegaram há um par de dias trazendo-nos pitéus caseiros para matar saudades. Nada contra o nasi goreng (arroz frito) – antes pelo contrário –, mas este pão de Mafra com chouriço assado veio mesmo a calhar.

De outro mundo
Seguindo o conselho de Made, em vez de motas, alugamos um carro e partimos à descoberta da ilha. Na praia de Uluwato as ondas sucedem-se, alinhadíssimas e hipnóticas. Controlamos o surfista que há dentro de cada um de nós – até porque hoje as ondas são areia demais para a nossa camioneta – e optamos por um roteiro cultural. Primeira paragem: o templo de Uluwato. Pagamos a entrada, vestimos um sarong, como manda o protocolo, e um tipo que se auto-intitula guia cola-se a nós. Diz que tem de defender-nos dos macacos, que gostam de surripiar os visitantes. Ao longo da visita repete sempre a mesma lengalenga: “O templo tem 500 anos. Cuidado com os macacos. As ondas em Uluwato hoje estão boas”. Tentamos saber mais coisas. “Quem construiu isto? Há quanto tempo é que está abandonado? Ainda se realizam cerimónias aqui?”. Ele responde: “O templo tem 500 anos. Cuidado com os macacos. As ondas em Uluwato hoje estão boas”. Pede-nos 20 mil rupias pelo serviço e não conseguimos dizer que não – ao fim e ao cabo são dois euros.

Seguimos para oeste. Um casal simpático diz-nos que vale a pena ir até ao templo de Tanah Lot, acessível apenas durante a maré vazia porque fica no meio do mar. Homens e mulheres balineses desfilam trajados de branco e a rigor. Vêm para um ritual que, mais do que pelo aspeto folclórico, deslumbra pela genuína devoção com que os crentes separaram para os deuses o que têm de melhor, seja a mais bela flor do jardim ou a melhor peça de fruta do quintal.

No regresso, decidimos atalhar caminho. Diz-se que quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos, mas, neste caso, a história será outra. Desviados da rota inicial, temos a sorte de dar de caras com Echo Beach. Cá para mim foram os deuses que nos empurraram para aqui, para nos mostrarem mais um cartão postal da sua ilha. Enquanto uns apreciam as últimas novidades da sétima arte pirateadas por um vendedor ambulante, outros tentam aprender com alguns miúdos a arte de lançar papagaios de papel.

Enquanto fotografo o pôr-do-sol penso que, provavelmente, por ter passado boa parte da minha infância nos Açores, consigo sempre perceber as singularidades de uma ilha vulcânica, seja ela no Atlântico, no Índico ou no Pacífico. A humidade cola o suor ao corpo, as plantas têm cores estapafúrdias, os cheiros são mais intensos e a terra emana uma energia tão intensa que entra por nós adentro. Bali tem tudo isso e mais ainda. Tem o condão de nos encher a alma e o coração de paz. E o bandulho de iguarias… o buffet de peixe e mariscos do bar da praia é qualquer coisa de divinal.

Metamorfoses
Espreitamos depois Padang Padang, praia tão boa que merece que o seu nome seja dito duas vezes. O mar continua a não querer nada connosco, surfistas amadores. Seguimos para Ubud. Da janela do carro assistimos à metamorfose que é passar do litoral para o interior. Os surfistas desapareceram, as lojinhas deram lugar a oficinas e os arrozais tomaram conta da paisagem. Em Ubud, mistura-se o chique e o hippie, o sofisticado e o pé descalço, o caro e o barato. É a custo que compramos apenas meia dúzia de coisas. Dá vontade de trazer este mundo e o outro, de ligar para um amigo galerista e dizer-lhe que encontramos um artista talentoso na rua, de comprar espaço a peso de ouro num contentor de cargueiro para levar mobílias que são ao preço da chuva. Os miúdos são negociantes natos e conseguem fazer-nos crer que uma bugiganga qualquer ou um postal que retrata a paisagem acabada de fotografar são a última coca-cola no deserto. Cedemos, não pelas coisas, mas pela alegria que lhes damos quando fechamos negócio.

Em Tampak Siring, nas redondezas de Ubud, mergulhamos na fonte sagrada de Pura Tirta Empul. Reza a lenda que foi o deus Indra quem a criou para regenerar os seus poderes depois de ter sido envenenado por Mayadanawa. Os habitantes acreditam que estas águas têm propriedades curativas. Não sabemos se foi o poder da sugestão mas sentimo-nos tão revigorados que vamos diretos para a noite de Kuta.

Bagus = Cool
Um tipo a imitar Michael Jackson, uma inglesa desafinada a cantar Whitney Houston a plenos pulmões, um espéculo de drag queens ou malabarismos com fogo. Tudo acontece no espaço de 500 metros em Kuta Beach. Bebericamos umas quantas Bintangs (cervejas) no M-Bar e acabamos a dançar no Sky Garden. Aqui, a noite pode ser demasiado ousada e frenética para malta de hábitos pouco extravagantes. Ou então agressiva de mais para quem abusar do jungle juice. É que o dito “suminho” é um cocktail à base de arak (espécie de aguardente), que tem uma percentagem alcoólica obscena.

Fartos de perder tempo no meio do trânsito e de nos perdemos, entregamos o carro de aluguer e ligamos ao nosso fiel amigo Made, que, por um preço estupendo, aceita conduzir-nos por Bali nos dias seguintes. Ainda temos tanto para fazer. Como por exemplo, surfar em Bingin e jantar um belo naco de espadarte com os pés na água na baía de Jimbaran, enquanto cantamos Beach Boys acompanhados por “mariachis” balineses. Também ouvimos dizer que o Ku De Ta, em Seminyak, é o bar mais “in” do momento e que se não formos ver o nascer do sol no monte Batur, um vulcão em Kintamani, é como ir a Roma e não ver o Papa.

Mas isso são cenas dos próximos capítulos. Para já, concentramos todas as nossas atenções neste pôr-do-sol em Balangan. Com os pés na areia e uma Bintang na mão sentimos que encontrámos a fórmula da pedra filosofal. Haverá outra maneira de nos sentirmos mais perto dos deuses?

por Maria Ana Ventura 
fotos Maria Ana Ventura e João Pedro Jorge


Tomei conhecimento deste texto através de Strawberry feelings.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Bali, Bali...

O último filme que vi fez-me lembrar das férias deste ano. Ainda faltam tantos meses para chegar a Bali!
Fonte da foto: aqui

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

La Covatilla

O fim de semana foi passado aqui, na estância de Béjar, perto de Salamanca.
No sábado à noite quando chegámos a Béjar ainda deu para jantar e beber uns copos com uma rapaziada que também rumou a Espanha para fazer o gosto aos skis e às pranchas.
Fomos, na loucura, fazer dois dias de snoaboard (e ski). O tempo estava muito fresquinho e no domingo nevou o dia todo. Eu nunca tinha visto nevar, já lá tinha ido várias vezes mas estava sempre sol. Cheguei à conclusão que a neve é bonita quando estamos dentro de casa a ver nevar lá fora porque fazer snowboard e levar com a neve na cara não é muito divertido. Pela primeira vez usei a máscara em vez dos óculos de sol. Foi preciso pôr correntes no carro para poder sair da estância e houve mesmo carros que tiveram de ficar na estância pois de tão congelados que estavam não conseguiram sair do estacionamento.
Na segunda-feira já não nevava mas ainda assim estava muito frio e muito nevoeiro, e com tanto grau negativo e sem visibilidade não foi nada fácil a prática do snowboard! Quando saímos da estância para voltar a casa, o carro marca -8ºC, nem imagino quantos estavam lá no cimo do monte.
Deu para fazer o gosto à prancha e estrear as botas de snowboard novas que comprei no início do mês. Constata-se que o bichinho da neve continua cá e apesar de hoje me doer muitos músculos e ter algumas nódoas negras ao nível dos joelhos (sim, dei o pai dos espalhos na segunda-feira) foi mesmo muito divertido.
Sim, esta coisa com ar de ET sou eu a tentar proteger-me do frio no meio do nevão!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ando a planear


Sou uma mulher de planos. Na minha cabeça faço e refaço planos, penso em tudo até ao mais desprezível pormenor.
O que mais gosto de planear são viagens, de lazer, pois claro.
Em Janeiro começo logo a pensar como serão as férias do ano, e este ano conto fazer uma grande viagem, uma daquelas a que chama a viagem de uma vida. Foi essa a descrição de quem já fez esta viagem.
O destino é a Ásia, ainda não sei exactamente quais serão os países a incluir, ainda estou a tentar decidir mas andará à volta de Singapura, Bali (na Indonésia), Tailândia, Cambodja e mais ilhas da Indonésia que mereçam ser visitadas, tudo isto em 15 dias de viagem.
A par com essa viagem, está ainda planeado um fim de semana na Madeira, para fazer aquela levada que não fiz nas duas vezes que já lá fui, e ainda um fim de semana prolongado no Gerês numa casa de sonho.
E agora expliquem-me, com estes planos todos e outros tantos na cabeça ainda por definir, como é que escrevo uma Tese? Ainda estou a ressacar a falta de tempo de que sofri no ano passado. Agora apetece-me fazer tudo, ir a todo o lado e aproveitar a vidinha!

Fonte da imagem: weheartit

domingo, 3 de outubro de 2010

Regresso à Madeira

A viagem começou com um atraso de duas horas do avião da Easyjet, à hora que devíamos estar a levantar voo com destino ao Funchal ainda o avião estava em Madrid. Não fosse o Terminal 2 do Aeroporto de Lisboa ser um barraco sem nada para fazer e as duas horas até se teriam passado bem.
À chegada ao Funchal tínhamos já à espera a boleia para nos levar a casa e daí irmos jantar a Espetada típica madeirense. Fomos ao Viola, no Estreito da Câmara de Lobos, um sítio onde se come mesmo muito bem, adorei a comida e a simpatia das pessoas. Fomos depois beber um copo a Câmara de Lobos, seguiu-se Nr.2 no Lido, a discoteca Copacabana no Funchal (por baixo do Casino), uma passagem pelo Jam (a música é qualquer coisa de espectacular, é das antigas) e por fim, já tarde o suficiente para haver fome, acabámos a noite a comer uma sandes de espada frito.

No dia seguinte acordámos tarde, pois claro, almoçámos no Centro Comercial mais próximo e fomos à praia Formosa beber café. Seguiu-se um passeio até ao teleférico que tem uma vista muito bonita sobre a zona onde estávamos. Como o domingo é o dia de a malta se encontrar para beber poncha, lá fomos à Venda do André provar a poncha de tangerina (foi eleita a minha preferida) e depois Taberna da Serra d'Água para outra poncha e encontrar malta que já não via desde a última vez que estive na Madeira.




No dia seguinte, segunda-feira começámos a viagem na Praia do Garajau, onde vimos o Cristo Rei que está virado para o mar, fomos a Machico, à Prainha, à Ponta de São Lourenço, a Santana ver as casas típicas, a Porto Moniz ver as piscinas naturais e regresso a casa pela Serra d'Água para a poncha do dia. Nessa noite, depois de jantar, apareceu um dos amigos madeirenses com um saco cheio de tabaibos e logo me disse para ter cuidado com as serugas (os picos do fruto do cacto). O fruto é óptimo, fresco e saboroso.









No dia seguinte, terça-feira, estava um dia muito bonito e aproveitámos para ir à Calheta (a praia de areia branca vinda da Figueira da Foz e de Marrocos) mandar um mergulho. À tarde fomos ver as vistas à Eira do Serrado (avista-se o Curral das Freiras lá em baixo), descemos ao Curral das Freiras para comprar o tradicional bolo de castanha e voltámos a casa. Fomos jantar ao Caniço, à Vista D. António, que belo entrecosto e entremeada que lá comemos! E a vista lá de cima era qualquer coisa de espectacular.


No dia seguinte, quarta-feira, o último dia na ilha, visitámos o Funchal de manhã, claro que não falhou a visita ao Mercado dos Lavradores e até visitámos o museu do vinho da Madeira com direito a visita guiada só para nós e uma prova no final. Na rua avistámos um quiosque de bolo do caco. Claro que não podia passar sem parar para comprar, eu adoro bolo do caco! À tarde demos mais umas voltinhas pelo Caniço e ainda fomos à Doca do Cavacas ver a piscina natural. Apanhámos o avião ao início da noite, e prometemos voltar para ir ao Pico do Areeiro e andar nos Carros de Cesto que ficou a faltar nesta visita.






A Madeira é daqueles sítios a que é sempre bom voltar, sem dúvida.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Férias de Verão - 2010

Os 15 dias de férias de Verão este ano dividiram-se apenas por dois lugares: Praia da Tocha e Porto Côvo, os meus dois lugares do coração.

Praia da Tocha
Uma semana com a família e os amigos de sempre. Os dias passaram entre manhãs e tardes de praia, esplanadas, à noite café prolongado com os amigos. O acontecimento dessa semana foi mesmo ter ido ao mar no barco de pesca, a pesca artesanal (Arte Xávega) que  se pratica na minha praia (post para um dia), coisa que andava a prometer há pelo menos 10 anos. Adorei aquela ida ao mar, estava tranquilo, bandeira verde, as ondas quase nem se notavam e aprendi algumas coisas sobre o processo da pesca. Nessa semana comemos quase sempre peixe grelhado, e ainda não enjoei de carapau grelhado, não. O carapau da minha praia é mesmo bom! A noite era reservada para conversas longas, copos e risos. É incrível como todos os anos encontro as pessoas de sempre pela praia, mesmo aquelas que só vejo nesta altura do ano, há qualquer coisa na praia que faz voltar.
 Nota: Esta foto podia ser minha, mas as minhas ainda estão na máquina, por isso pedi-a emprestada aqui.

Porto Côvo
Pelo 3º ano consecutivo, alguns do costume juntaram-se para passar férias: eu, R. F. C. e H. Desta vez armámo-nos em importantes e em vez de acamparmos como era habitual decidimos arrendar uma casinha para essa semana.
Foi uma tarefa difícil encontrar casa na costa alentejana mas com sorte (e um dedinho de um contacto) encontrámos uma casa em Porto Côvo. Foi um tiro no escuro porque não fomos ver a casa nem nada. Quando lá chegámos ficámos surpreendidos com a dimensão da casa e os utensílios que tinha. Tinha três quartos, uma sala bastante grande, dois wc's e uma cozinha mais bem equipada que a minha, com tudo. Além disso ainda tínhamos um alpendre com uma churrasqueira para fazermos os nossos tão característicos grelhados.
Como desportos oficiais deste Verão tivemos: monopoly, skimming, leitura, matraquilhos, correr atrás das gaivotas e apanhar boleia das ondas.
Chegámos a ter visitas para jantar e tudo, porque afinal há pessoas conhecidas a morar naquelas bandas.

Nos dois últimos dias ainda tivemos a visita da F., uma simpatia de vegetariana com jeito para jogar matraquilhos.
Foi com pena que regressámos à realidade porque eu era capaz de ficar por lá até qualquer dia.

domingo, 8 de agosto de 2010

Irlanda #7 - 11 de Junho

Acordar em Dublin é qualquer coisa de espectacular. Era capaz de me habituar a acordar em Dublin todos os dias. Era sim.

Começámos a visita do dia pelo Trinity College, a Universidade principal de Dublin, fundado em 1592 pela rainha Isabel I no lugar onde havia um mosteiro com monges Agostinhos. A ideia era que os anglicanos não abandonassem a Irlanda para estudar na Europa, onde predomina o Catolicismo.
Algumas das personagens mais famosas da Irlanda passaram pelo Trinity College. Só a partir de 1970 é que os católicos puderam começar a frequentar aquela Universidade.

Ao passarmos para o outro lado da ponte, avistámos um edifício antigo que é a Alfândega. Na outra margem há uma coluna de pedra calcária que marcou a chegada do povo viking.

A fachada principal do Trinity College tem duas estátuas de duas pessoas importantes: Burke e Goldsmith.
Já dentro da Universidade fomos visitar a biblioteca da Universidade e "Book of Kells", um livro onde estão os 4 Evangelhos que se pensa ter sido manuscrito na Escócia. Com o ataque dos vikings foi trazido para Dublin e guardado.






O espaço da Universidade é muito bonito, com construções antigas, dá mesmo aquele ar de Universidade cheia de história. Uma coisa muito curiosa que vimos nos jardins da Universidade foi caixotes do lixo que eles próprio fazem a compactação do lixo, funcionando a energia solar.

Seguimos a visita e andámos a passear nas ruas de Dublin, Marion Square - Oscar Wilde nasceu aqui, onde agora está a Irish American University, passámos pela National Gallery of Ireland, na Lyster House, onde desde 1945 funciona o Parlamento irlandês, até que chegámos às praças georgianas. As praças georgianas têm um propósito: como as casas não tinham jardim, era construído na praça um jardim comum fechado onde só entravam os moradores na praça. As portas de entrada das casas georgianas são uma de cada cor e têm um vitral por cima, em forma de leque, para dar luz ao hall de entrada. No rés-do-chão têm a sala de jantar e escritório. No primeiro andar está a sala de visitas. Na cave fica a cozinha e a despensa. A sala de visitas principal era o espaço mais amplo. No 2º andar estão os quartos e no último andar fica os aposentos da empregada e a sala das crianças brincarem. Esta topologia tem uma clara influência britânica. A Fitzwilliam Square é mais uma praça georgiana cheia de pequenas casas típicas. Só as casas que pertenciam à realeza é que tinham porta dupla. Numa outra praça georgiana, a St. Stephens Green, nos meses de Verão fazem-se concertos ao ar livre.



Em Dublin há um café histórico, o Bewley's, que é o nome da marca de chá mais famosa da Irlanda. Em Lawson Street  existe o pub mais pequeno de Dublin, é mesmo minúsculo. Na Grafton Street vimos a estátua de Molly Malone, uma vendedeira famosa na cidade.

O castelo de Dublin, construído em 1204, foi local de residência do Governador. A Catedral de Christ Church (protestante) estava ligada aos ingleses, enquanto a Catedral de St. Patrick (católica) estava ligada aos irlandeses católicos e pobres.






A paragem seguinte foi na Guinness para visitar a fábrica. A fábrica da Guinness ocupa 26 hectares. Arthur Guinness foi o responsável pela fundação da fábrica de cerveja. Teve 21 filhos e em 1759 assinou um contrato por 9 mil anos por uma renda anual para o espaço da fábrica de 45 libras. O local onde está a fábrica chama-se St. James Gate.


A cerveja baseia-se numa cerveja inglesa preta chamada Porter. A matéria prima utilizada para fazer a Guinness inclui: cevada malteada (torrada), água de Dublin, lúpulo e levedura. A cevada torrada é que dá a cor escura à cerveja. A água utilizada vem da Serra de Wicklow  que fica nos arredores de Dublin. Dizia-se, em tempos, que a cerveja era preta porque era feita com água do rio Liffey que tem as suas águas muito negras.





A cevada é transformada em malte (torrada), vai para o moinho triturar, junta-se água quente, filtra-se e junta-se o lúpulo que lhe dá um gosto picante. Ferve-se 90min, filtra-se de novo, arrefece e junta-se o fermento. Depois há o período de fermentação em que o açúcar se transforma em álcool e que dura cerca de 48h.





No final de todo o processo da visita fomos ao último andar da fábrica, ao Gravity Bar, o bar de provas da Guinness com vista a toda à volta para a cidade de Dublin.






Almoçámos na Dame Street num pequeno restaurante, e adivinhem lá, comemos o quê? Puré, pois claro!

A tarde foi livre para passear por Dublin e adquirir as últimas recordações.









À noite jantámos em Temple Bar, no bar do Hotel Arlington onde assistimos a um espectáculo de música tradicional irlandesa, uma das músicas europeias que manteve a sua vivacidade. Assistimos ainda a um espectáculo de sapateado. A Irlanda é um país com grande tradição musical, foi o único país que venceu 7 vezes o Festival da Eurovisão e obteve 2 segundos lugares. Usam-se alguns instrumentos em particular: melodeon (uma espécie de acordeão), a gaita de foles, a harpa, o banjo (uma espécie de guitarra redonda), a flauta irlandesa e a rabeca (violino). A harpa constitui o símbolo da Guinness por ser tão tradicional da Irlanda.







Depois de jantar, aproveitando que já estávamos em Temple Bar, fomos passear pelos pubs, ouvi música ao vivo, ver a alegria contagiante daquela gente e despedimo-nos de Dublin. Regressámos no dia seguinte a Portugal e eu trouxe a Irlanda, e em especial Dublin, no coração.