quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Hotel for Dogs

Uma comédia inteligente sobre cães vadios, adolescentes órfãos, famílias de acolhimento malucas e o carinho incondicional dos jovens pelos cães. Os dois irmãos, Andi (uma rapariga de 16 anos) e Bruce (um jovem de 11 anos), encontram um hotel abandonado e transformam-no num autêntico lar para os cães abandonados da cidade.
Uma comédia que vale a pena ver, especialmente para alguém que goste de animais. Um pormenor muito engraçado: o cão dos dois irmãos chama-se Friday! :)

Frase do dia #17

Never continue in a job you don't enjoy. If you're happy in what you're doing, you'll like yourself, you'll have inner peace. And if you have that, along with physical health, you will have had more success than you could possibly have imagined.
Johnny Carson (1925 - 2005)

domingo, 20 de setembro de 2009

O rapaz do pijama às riscas

O Holocausto é, provavelmente, um dos episódios mais horrendos da história da Humanidade. "O Rapaz do Pijama às Riscas" é uma história que se passa nesse período. Duas crianças da mesma idade vivem em realidades completamente distintas, Bruno é filho de um soldado nazi que comanda um campo de concentração de judeus onde Schmuel, a outra criança, está presa.
O filme avança muito devagar e os momentos mais marcantes do filme situam-se, em grande parte, nos últimos 15 minutos de filme. Vale a pena ver. A palavra chave deste filme? Inocência.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Eu gostava de... #2

... ver o concerto que estes senhores vão dar dia 28 de Setembro no Pavilhão Atlântico. Mas não se pode ter tudo e há outras prioridades. Mas que gostava, lá isso gostava!

Eu gostava de... #1

...fazer aquela viagem da subida do Rio Douro.

Gostava de sair do cais da Ribeira pela manhã fresquinha, a ouvir Rui Veloso com o seu famoso "Porto Sentido", seguir até à Régua passando pelas barragens de Crestuma e do Carrapatelo, ver a Casa Museu de Eça de Queiroz em Tormes...fotografar aquelas paisagens, ver as vinhas nos socalcos, sentir o silêncio entre os montes... ai gostava tanto!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Patrick Swayze (1952 - 2009)


A menina que nunca sonhou dançar com este homem que levante o braço!
Patrick Swayze foi protagonista do filme que mais vezes vi na minha vida, a certa altura já sabia de cor tudo o que eles diziam, mas continuava a deliciar-me sempre que ele dançava.
Da banda sonora deste filme fica "The time of my life", "Hungry eyes" e "She's like the wind".
Faleceu ontem, com 57 anos, vencido por um adversário que raramente perde: o cancro.

Mafalda Veiga - Fim do dia

Esta podia ser a banda sonora de tantos fins de tarde...


Esperei-te no fim de um dia cansado
À mesa do café de sempre
O fumo, o calor e o mesmo quadro
Na parede já azul poente
Alguém me sorri do balcão corrido
Alguém que me faz sentir
Que há lugares que são pequenos abrigos
Para onde podemos sempre fugir

Da tarde tão fria há gente que chega
E toma um café apressado
E há os que entram com o olhar perdido
À procura do futuro no avesso do passado

O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar

O escuro lá fora incendeia as estrelas
As janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos
Num pequeno reflexo da lua

Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste

Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu braço fechado

E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar
No lado quente da saudade

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Slumdog Milionaire

Mais vale tarde que nunca. Andava para ver este filme desde a sua estreia e ontem, finalmente, vi-o, do início ao fim sem nunca fechar a pestana, que o filme não permite fechar o olho, fiquei colada do início ao fim.
Epah, tenho a dizer que gostei mesmo muito da história do filme, mas que grande história! E que grande interpretação a deste senhor rapazinho e dos outros miudinhos que dão vida às personagens principais enquanto crianças!
Ver este filme fez-me ter ainda menos vontade de conhecer a Índia. Desde pequenina que acho que a Índia é aquele lugar que as pessoas vão lá e desaparecem para todo o sempre...não me perguntem porquê.
Mas voltando ao filme, gostei muito da banda sonora, bem que me disseram que só ia gostar da banda sonora depois de ver o filme. É um filme cruel: duas crianças assistem ao assassínio da mãe na primeira fila, três crianças sobrevivem pelas ruas de Mumbai sem ninguém que os proteja, arranjam maneira de fazer negócio com tudo para poderem comer, a traição do irmão mais velho, tantas coisas que fizeram deste filme o grande vencedor da última edição dos Óscares! Recomenda-se, obviamente!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Anjo ou demónio

Ia eu a caminhar pelo centro comercial e a pensar na vidinha que boa ou má é a minha, e quando dei conta já estava dentro de uma perfurmaria. Veio uma moça simpática e cheia de felicidade ter comigo e, pela indumentária, percebi que trabalhava no estabelecimento. Deu-me a provar (não foi a beber, foi mais a cheirar) este perfume. Epah, eu não sou esquisita com perfumes, não tenho um perfume de eleição, nem sequer sou de ir comprar perfumes para mim, mas este perfume... upa upa, tem muito que se lhe diga. Só sei que andei o resto da tarde com a amostra enfiada no nariz para tentar sentir o cheiro do que restava da dita.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Camané

Porque hoje é para isto que me está a dar. Gostava mesmo de ver este senhor ao vivo! Olha que bela surpresa que era um bilhete para um concerto dele! :)


Frase do dia #15

Success is the ability to go from one failure to another with no loss of enthusiasm.
Sir Winston Churchill (1874 - 1965)

Se fosse um vilão de cinema...


Perante isto, nem sei o que hei-de dizer...talvez: tenham cuidado!!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Gosto de pessoas simpáticas

Quando uma pessoa se vê obrigada a levantar de madrugada para ir fazer umas análises, não há nada melhor que chegar lá ao estaminé onde tiram o sangue e encontrar pessoas alegres e bem dispostas, apesar de serem 8h da manhã. É que uma pessoa até fica logo com outro ânimo para o resto do dia. Um sorriso e cara alegre são as melhores armas de quem trabalha com o público. Até mudei logo de cara, apesar de continuar com o bucho vazio!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Zmar - "Verde para crer"

No fim de semana passado (aquele que consta que acabou ontem) proporcionou-se uma ida ao Zmar - Eco Camping Resort, o primeiro parque ecológico e de 5 estrelas (luxo) e que fica lá para os lados da Zambujeira do Mar.
Fiquei surpreendida pelo espaço em si: um descampado gigantesco, com caixotes de separação de lixo em todo o lado, com estação de tratamento de águas, centro de reciclagem, com infra-estruturas muito boas, uma piscina de 100m, uma sala de convívio gigante e muito bem decorada, matrecos grátis, um supermercado, uma esplanada com o comprimento da piscina, uma piscina de ondas, actividades desportivas durante a tarde, parque infantil cheio de distracções para as crianças, entre tantas coisas! Ficámos numa ZVilla, uma casinha de madeira, assente em estacas, com dois quartos, uma casa de banho, uma cozinhita e uma sala com TV (até tinhamos SportTV).

Provavelmente o único espaço verde lá do sítio. A malta estica as toalhas na relva e vai para a piscina.

Esta casinha devia ser a única coisa que existia neste terreno. Atrás dela está um espaço enorme (como tudo neste sítio) reservado a espectáculos.
Aproveitei para fazer umas piscinas (ali vou eu com o bracito no ar) mas a piscina parecia não ter fim. Quando chegava à outra ponta já quase conseguia cuspir os pulmões.

A esplanada era feita de um material que imitava madeira. Ocupava todo o comprimento da piscina.

E aqui está a dita piscina que parecia que não acabava nunca! Só não tinha pé no meio da piscina, de resto há sempre pé e nas pontas de um lado tem uma rampa e do outro degraus. Tem 4 nadadores salvadores, um exagero diria eu, mas antes demais que de menos!

Nesta foto vê-se um bocadinho do percurso da actividade Arvorismo e apesar de parecer perigoso, os monitores acompanhavam sempre as pessoas, preparados para subir a um exercício para is buscar alguém e davam umas dicas para quem fazia aquilo a primeira vez.

Um dos exercícios é slide de um monte para o outro. Há 3 slides durante o percurso, mas a inclinação não é muito grande e por isso não assusta.

O exercício final era provavelmente o mais complicado, tentar manter o equilibrio em cima de uns cilindrozitos de madeira (que se viravam facilmente) era tarefa complicada.

Depois de 2 dias neste Resort especial recomendo a quem queira passar uns dias na paz e no sossego do Alentejo, com umas óptimas condições e com educação sobre a separação e reciclagem do lixo. Tenho a certeza que muitas das pessoas que lá estavam voltaram a casa muito mais conscientes da necessidade de separação do lixo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Último Ano em Luanda

Durante as férias dediquei-me à leitura de "O Último Ano em Luanda" de Tiago Rebelo. Provavelmente, foi o livro dele que mais gostei de ler.
Pude conhecer um pouco mais sobre a história de Angola, as razões dos "retornados" terem regressado sem nada depois de tanto trabalho numa terra que já consideravam a sua, a força dos movimentos de libertação de Angola, a ineficácia da administração portuguesa, os interesses das potências, a razão de ter exército português no terreno, tantos assuntos da época do 25 de Abril que estavam envoltos numa nuvem e que depois desta leitura ficaram esclarecidos, porque eu não sou dessa época nem lá perto, só sei do que ouvi falar e do que li.
O livro é escrito com base em factos verídicos, com base na história do próprio autor e daí aproximar-se o mais possível da realidade que aconteceu.
Para quem não conhece bem esta parte da nossa história é importante ler este livro porque ajuda a compreender aquele período turbulento que se seguiu à Revolução do 25 de Abril, para perceber que nem tudo foram cravos nessa revolução e há partes da história convenientemente esquecidas nos discursos oficiais que se fazem sempre nas comemorações desse dia.
Em 1974, uma revolução em Lisboa apanha de surpresa centenas de milhares de portugueses que vivem em Angola. A partir desse dia inicia-se a derrocada imparável de uma sociedade inteira que, tal como um navio a afundar-se, está condenada à destruição e à ruína. Em escassos meses, trezentos mil portugueses são obrigados a largar tudo e a fugir, embarcando numa ponte aérea e marítima que marca o maior êxodo da história deste povo. Para trás ficam as suas casas, os carros e até os animais de estimação. Empresas, fábricas, comércio e fazendas são abandonados enquanto Luanda, a capital da jóia da coroa do império português, é abalada por uma guerra civil que alastra ao resto do território angolano. Três movimentos de libertação, cujos exércitos estavam derrotados a 25 de Abril de 1974, estão novamente activos e combatem entre eles pelo poder deixado vazio pelas Forças Armadas portuguesas. É neste cenário de total desorientação social e de insegurança generalizada que Nuno, um aventureiro que há anos atravessa os céus do sertão angolano no seu avião, Regina e o filho de ambos se movem, numa extraordinária luta para sobreviverem à violência diária, às perseguições políticas, às intrigas e traições que fazem de Luanda uma cidade desesperada. Esta é a história de coragem e abnegação de um casal surpreendido, tal como milhares de outros, num processo de degradação que se deve à recusa do Exército em defender os seus próprios compatriotas a favor de um movimento até há pouco inimigo, ao desinteresse dos políticos, à total incapacidade do governo de Lisboa para impor os termos de um acordo assinado no Alvor e constantemente violado em Angola e à intervenção militar das duas potências mundiais envolvidas numa guerra fria que é combatida por intermédio dos exércitos regionais.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Operação F.E.R.I.A.S

A operação F.E.R.I.A.S (Febras, Empalhadas, Risos, Imperiais, Amigos e Sol) deste ano começou a 16 de Agosto, domingo, e sendo uma operação de grande "risco", durou até uma semana depois (e soube a pouco). :)

Domingo, 16 Agosto
Saímos de Coimbra aos pares de 2, eu e o R. e o H. com o F. Viagem que é viagem começa sempre atrasada. A1 fora, lá fomos nós, com um trânsito do diabo, uns a ir de férias e outros a regressar. Desta vez decidimos assentar arraiais no Parque de Campismo do Forte do Cavalo, em Sesimbra, um parque que fica do lado Oeste da baía de Sesimbra, acima do Porto de Abrigo. Escolhemos um canto muito jeitoso e montámos o estaminé. Nem demorou muito tempo o processo de montagem da tenda, tendo em conta que o C. trouxe a tenda familiar que lhe oferecemos no aniversário e que é grande como o raio!
Como já vem sendo tradição, nas férias temos de ver os jogos do Benfica, incluindo aqueles que nem são adeptos de tal clube, e assim sendo fomos jantar na pizzaria ao lado da Casa do Benfica, já que a dita Casa tinha para lá gente que nunca mais acabava. O Benfica empatou a 1 com o Marítimo e sobre este assunto não me pronuncio.
Um fino aqui, uma mini acolá e uma partida de matrecos na Casa do Benfica. Regressámos ao Parque e como o F. tinha trazido fichas de poker e cartas e tudo e tudo, a rapaziada aproveitou para aprender a jogar e ir bebendo Beirão. E siga, que ainda agora isto começou.

Segunda, 17 Agosto
Hoje juntaram-se a nós mais 2, a D. e o V. De manhã estivemos na praia de Sesimbra, um calor que não se podia e a água estava impecável! 12h30, são horas de almoço! Fomos ao Rodinhas, a melhor tasca de petiscos que conheço naqueles lados...e a Sangria? Coisa boa! Depois de um cafézinho em casa da prima A. que tem aquele apartamento em cima da praia, descemos as escadinhas que dão acesso à praia e lá fomos nós esticarmo-nos uma vez mais ao sol, tal e qual lagartos.

Comprámos umas carnes e uma Dourada para grelhar para o jantar, como seria de esperar! Não falhamos a tradição! Estava uma ventania do diabo, mal conseguimos comer com tudo a voar, mas pelo menos não foi preciso abanador para acender a fogueira que o vento fez o serviço! Assim que acabámos de jantar, parou a ventania! Não chegámos a sair do Parque nessa noite, bebemos por lá um café e fomos para a nossa mesa jogar poker e beber Beirão/Whisky.

Terça, 18 Agosto
Alvorada por volta das 9h que a rapaziada é bicho muito pegado à cama! Destino do dia: Portinho da Arrábida. Ficámos por lá o dia todo, levámos umas sandochas e fruta para podermos andar sempre na água. Com o calor que estava (e sem ponta de vento) era impossível passar 5 minutos sem ir à água. Inventou-se um novo jogo de raquetes com 3 jogadores e 2 bolas e foi a animação.
Nessa noite jantámos em Sesimbra, num restaurante da praça. Como os carros tinham de entrar no parque até à 1h (senão ficavam na rua), depois do café numa esplanada lá fomos para o parque fazer a habitual jogatana de poker.

Quarta, 19 Agosto
Alvorada um pouco mais tarde que o costume e o típico pequeno almoço na manta da comunidade. Como já não era cedo fomos logo directos a Setúbal almoçar na Tasca das Marés, à beira dos barquinhos. Mas que bela bucha lá se faz. Fondue de marisco a assar numa pedra que vem para a mesa, trazem também um tabuleiro de fruta e tudo e tudo.

À tarde ficámo-nos pela praia da Figueirinha, que tinha gente que nunca mais acabava. O mar estava mais fresquinho mas isso não é impedimento para uns mergulhos!
À noite voltámos à faina de grelhar, comer, grelhar, levar com o vento na cara, apanhar coisas do chão que o vento virou, grelhar, comer. Depois do habitual café no Parque, voltámos à carga com o Poker. Desta vez, All In que até eu me dediquei a aprender como se jogava. Às 3h da manhã já não havia condições (a vários níveis) e dormir foi a melhor opção.

Quinta, 20 Agosto
Sendo que rebentou um esgoto na praia de Sesimbra e esta ficou interdita decidimo-nos pela praia do Meco. A praia é grande mas tem uma descida de terra batida para a praia que é o diabo. O vento tornou a estadia na praia um bocadinho desagradável, então depois de fazermos a bucha na praia, com as nossas sandochas, a fruta, a água e tal e tal, levantámos arraiais e fomos fazer uma visita ao Cabo Espichel, um bicho que mete respeito pela altura da falésia. Dali fomos ao Castelo de Sesimbra e havia lá um barzinho no meio, claro está que nos abancámos por lá a comer gelados e a beber finos até serem horas de ir às compras (porque decidimos jantar cedo...).

Fomos ao supermercado fazer as comprinhas para o jantar na tranquilidade do meio da tarde para irmos jantar cedo. Quando chegámos ao Parque começámos logo a preparar tudo (ainda o sol se via bem), a meio da bucha falta o gás numa das botijas. Arranjou-se de imediato uma equipa de salvamento que fosse comprar uma onde as houvesse (D. V. e H.). Pouco depois de eles sairem, falha o gás na outra. Posto isto, sendo que éramos 4 e não havia maneira de continuar a fazer o jantar, pronto, começámos um torneio de sueca. Acabámos por jantar tarde à mesma, de noite escuro, quase sem ver o prato, como de costume! Como já era tarde demais para sair do Parque, por ali ficámos num sítio novo e cheio de luz que arranjámos para jogar poker (o sítio dos tanques de lavar roupa que tinha lá um cantinho onde encaixava mesmo bem uma manta, as arcas com as minis e as garrafas de Beirão/Whisky).

Sexta, 21 Agosto
A praia de Sesimbra continuava interdita, as análises à água ainda não tinham sido terminadas. Decidimo-nos pelo Portinho da Arrábida mais uma vez. Desta vez com um pouco mais de vento e a água mais fresquita. Fizemos a bucha lá debaixo de uma árvore à sombrinha e passámos meia tarde na esplanada...para não apanhar calor! Desta vez jogámos volei, deu para rir, para chorar a rir, houve quem se magoasse e houve até quem fotografasse umas grandes poses a jogar.
Nessa noite jantámos na Tasca dos 13, em Sesimbra, e que boa bucha lá se comeu. Recomenda-se a caldeirada que estava divinal! Depois de um fino no English lá voltámos ao Parque e ao jogo nocturno, o Poker.

Sábado, 22 Agosto
A praia continuava interdita. Rumámos a Setúbal para comer, uma vez mais! Desta vez descobrimos outro tasco onde faziam rodízio de peixe. Até que estava bom mas já vi rodizios com peixe de melhor qualidade! Como tínhamos uma rapaziada que não conhecia bem Tróia (e quem conhecia deixou de conhecer que aquilo está tudo novo e diferente), fomos apanhar o Ferry para atravessar o Sado e seguir até às praias de Tróia. A fila para o Ferry era enorme. No entanto, têm lá uma rapaziada que entretia a malta que estava na fila. Vendedores de óculos de sol de "finíssima qualidade", que quase nos entravam pela janela do carro para nos mostrar a quantidade de óculos que conseguia transportar numa só mão. Ainda tive de experimentar uns óculos de borboleta devido a tanta insistência.

Lá atravessamos no barco verde que leva as pessoas e os carros e escolhemos uma praia em Tróia. A água é fresquita e mais agitada que as praias da Arrábida, no entanto, não deixou de ser uma tarde agradável. À vinda já não voltámos de Ferry, fomos descobrir o caminho à volta, raio do Sado que é grande, andámos uns 100km para regressar a Setúbal!
Passámos no supermercado de novo para comprar coisas para fazer o jantar e acabámos a comprar a coisa mais inteligente de todas as férias: um candeeiro para nos alumiar o jantar! Foi a primeira vez que jantámos com uma luz decente, até conseguíamos ver a comida!
Sendo que era a última noite por aquelas bandas, tentámos acabar com todos os restos a jogar poker mas não fomos capazes... às 5h da manhã desistimos de beber, do poker e fomos todos dormir que já não dava para mais!

Domingo, 23 Agosto
Desmontar o arraial de tendas e tarecos e tentar voltar a meter tudo dentro da mala do carro é uma tarefa quase impossível, porque apesar de levarmos menos coisas parece que tudo inchou! Alguns de nós ainda foram à praia, a de Sesimbra, que já tinham saído o resultado das análises à água e ao que parece estava impecável (eu não vi lá nada a boiar). Estava-se lá tão bem, com um sol tão quentinho, que era capaz de lá ter ficado mais uma semana. Eu sempre disse que era capaz de me habituar àquela vida...
Pouco depois de almoço regressámos também à realidade e fica a promessa de para o ano que vem termos mais luz para não jantarmos às escuras. Se nos permitirem vamos continuar a acampar por esse país fora, a grelhar como se não houvesse amanhã, a rir até doer a barriga e a partilhar estes momentos com os amigos!

Foram umas férias impecáveis com alguns dos do costume! E soube a tão pouco...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Frase do dia #14

Fale quando estiver com raiva. Fará o melhor discurso, do qual se arrependerá.
Ambrose Bierce

Há dias que eu devia falar. Falo muito, bastante mais do que a minha voz consegue suportar, mas quando fico com aquele sentimento de raiva, não consigo falar. Sinto as veias a latejar, sinto que o grito fica preso na garganta e não me saem todas as palavras que deveria dizer quando tenho raiva. O mais certo era arrepender-me, mas ia ter a satisfação de dizer na cara aquilo que penso, aquilo que me incomoda, apontar aos outros os seus erros, reduzir os outros à insignificância do seu ser. Mas não sou capaz! Não foi assim que me educaram! Digo as verdades mas da forma correcta, da forma mais educada, da forma que me ensinaram! Detesto hipocrisias de meia tigela, detesto pessoas com duas caras, detesto aqueles que fazem uma grande festa quando nos vêem e quando viramos costas é vê-los espetar facas com palavras. Há gentinha que não vale um caracol.
E é só porque há dias que eu devia falar que escrevi todo este discurso de frustração, raiva, fúria, nervos. Detesto injustiças, não há nada pior do que me sentir injustiçada.
Aviso à navegação: se um dia me salta a mola, é bom que algumas pessoas se escondam em trincheiras da 2ª Guerra Mundial porque haverá mortos e feridos.
Há dias que eu devia falar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Do Ernesto ao Che

Argentina, Bolívia, Perú, Equador, Venezuela, Guatemala. Ao longo dos últimos dias viajei por estes países com Ernesto Guevara e Carlos Calica Ferrer, em autocarros num estado tão precário que até era difícil imaginar ou à boleia quando o dinheiro escasseava.
Esta foi a segunda viagem que Ernesto Guevara fez pela América Latina, a viagem que o transformou no Comandante Che Guevara.
Guevara interessava-se pela política dos países por onde passava e pela luta contra a lepra.
Foi depois desta viagem, que para ele terminou na Guatemala, depois de passar por ditaduras e democracias condicionadas que foi para o México, como clandestino, foi preso e acusado de estar entre aqueles que planeavam uma invasão a Cuba, onde governava Batista. Aliou-se à causa e a Fidel Castro e, juntamente com outros homens, conseguiram fazer uma revolução que levou à libertação de Cuba.
Ficou-me uma frase dita pelo próprio Ernesto Guevara:
"Nasci na Argentina, não é segredo para ninguém. Sou cubano e também sou argentino e, se os ilustríssimos senhores da América Latina não se ofendem, sinto-me tão patriota da América Latina, como o mais patriota, e no momento em que fosse necessário estaria disposto a dar a vida pela libertação de qualquer países da América Latina, sem pedir nada a ninguém, sem nada exigir, sem explorar ninguém."

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Frase do dia #13

Honesty is the best image.
Tom Wilson

Porque as pessoas nos desiludem...
Porque as pessoas nos defraudam as espectativas...
Porque as pessoas não têm respeito...
Porque as pessoas não têm consideração...
Porque as pessoas são assim mesmo e eu não posso fazer nada!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

Frase do dia #11

I don't know the key to success, but the key to failure is trying to please everybody.
Bil Cosby (1937 - )

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"Do Ernesto ao Che"

Comecei no sábado a ler este livro. Ando com um espírito meio revolucionário por isso acho que foi a altura certa para conhecer ao pormenor uma das viagens que tornou Ernesto Guevara no famoso comandante Che Guevara.


A 7 de Julho de 1953, Ernesto Guevara, na altura com 25 anos, apanhou um comboio em Buenos Aires rumo à sua segunda e última viagem pela América Latina. Carlos Ferrer, o seu amigo e companheiro nesta viagem, relata pela primeira vez todas as aventuras desse marcante período que determinou a transformação do jovem Ernesto no comandante Che Guevara. Tal como na primeira viagem que fez com Alberto Granado, também aqui Ernesto se confrontou com toda a beleza e sofrimento de um continente subjugado durante séculos.

«O nome do acompanhante mudou, agora Alberto chama-se Calica; mas a viagem é a mesma: duas vontades dispersas estendendo-se pela América sem saber precisamente o que procuram nem onde está o norte», escreveu Guevara no seu diário de viagem.
Os dois amigos percorrem a Bolívia, Peru e Equador, alternando o entusiasmo de viajantes e as brincadeiras juvenis com reveladoras descobertas acerca da realidade sociopolítica latino-americana, convertendo-se numa viagem de autodescoberta que os mudará para sempre.

O livro apresenta também fotos inéditas do álbum pessoal de Calica que retratam a infância e adolescência dos dois amigos na cidade de Alta Gracia e a viagem que partilharam.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

TO DO list - mais um passo

Ontem risquei mais um item da minha TO DO list!
Fui finalmente jantar à casa nova daquela amiga! Um jantar daqueles à moda antiga: muita conversa, muita comida, muitos risos, muitas histórias do passado, muito vinho, muita nostalgia... Um jantar que durou desde as 20h30 às 3h da manhã, e tinha durado até mais tarde se hoje não fosse dia de trabalho! Caramba, que sabe bem juntarmo-nos com os amigos antigos, ver o percurso que fizemos, onde estamos hoje. É bom ver que há coisas que nunca mudam! É bom ver que ainda conservamos aqueles amigos com quem partilhámos toda uma infância e adolescência repleta de histórias e aventuras.

terça-feira, 14 de julho de 2009

TO DO list - já comecei

Ontem comecei a fazer alguma coisa por esta TO DO list. O puzzle é grande (2000 peças) mas nada que umas noites de volta dele não resolvam! Agora temos um problema: não se fazem jantares lá em casa enquanto o puzzle não estiver terminado pois ele ocupa a mesa da sala toda!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

TO DO list

Chegados ao final de uma etapa fazemos sempre planos para o tempo livre! Estes são os meus:
- ler, ler e ler
- acabar de montar o puzzle que foi encostado à box há uns meses atrás
- jantar em casa daquela amiga
- ir à praia com as outras duas
- arrumar o sótão
- arrumar a roupa de Inverno
- seleccionar e mandar imprimir as fotos de Londres
- fazer os acabamentos nos álbuns de Londres e de Cuba
- acordar de madrugada (6h) um dia para ir ao mar com o avô, sem esquecer a 450D para a reportagem fotográfica
- escolher a banda sonora para os vídeos do Brother
- actualizar o CV
- formatar o portátil
- seleccionar as minhas fotos para a pasta dos wallpapers
- conhecer música nova
- voltar a dançar (Salsa, de preferência)
- voltar a nadar (seja no mar ou na piscina municipal, aquela que parece que nunca mais tem fim)
- ir ao cinema (o preço do bilhete até já deve ter aumentado desde a última vez que fui)
- ver filmes de domingo à tarde e comer pipocas daquelas que se fazem no microondas

...e tantas outras coisas que me vou lembrando à medida que vou ficando sem tempo...

Update:
Depois de ler a TO DO list de uma amiga, lembrei-me de mais umas coisas que quero fazer:
- ir a uma discoteca (pode ser a Estação da Luz, que já tenho saudades)
- ir às consultas dos três especialistas que me faltam (não seria pior começar por marcar as consultas)

E agora?

A sensação que fica depois de o quase chegar ao fim é uma sensação muito estranha. Não é aquele vazio de não ter nada para fazer que isso não é coisa que me aconteça, que eu quando não tenho que fazer, invento. Foi a sensação de aperto, foi a sensação de nó, foi uma sensação estranha que incomodou o resto do dia.
Para ver se esse nó se desatava, nada melhor que um fim de semana por terras gandaresas para desintoxicar a alma :) Praia, sol, calor, mar azul e fresquinho, amigos, petiscos de fim de tarde, copos, conversas até ser quase de manhã :) E há lá vida melhor que esta?
Agora? Agora não sei! Ainda há uma defesa para fazer lá para o fim do mês. Depois? Também não sei! Só sei que detesto este clima de incerteza... Olhem, a ver vamos!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Um quase assim...

Está quase, mas o quase que falta parece um quase tão grande! Diria mesmo que o quase que falta, que cada vez fica menos quase, parece maior a cada dia que passa.
Por muito quase que seja, ainda há um quase muito grande para lá chegar!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Frase do dia #10

We judge ourselves by what we feel capable of doing, while others judge us by what we have already done.
Henry Wadsworth Longfellow (1807 - 1882)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ouvi dizer

Já não ouvia Ornatos Violeta há, talvez, mais de um ano. De repente, numa procura repentina por um som que me pudesse libertar das palavras que se proferem à minha volta, que me permitisse concentrar-me no meu trabalho sem ouvir as graças, conversas, risos e o arraial que por vezes aqui se instala, tropecei nesta banda. Ornatos faz-me recuar 2 anos no tempo, uma altura em que ouvia muito o álbum "O Monstro Precisa de Amigos", o meu preferido.
Hoje, a música que me prendeu foi Ouvi Dizer, onde Vitor Espadinha também entra com um dizer que faz a imaginação viajar...

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!

No seu álbum Cão, havia uma música chamada Raquel. Há histórias curiosas à volta desta música, nomeadamente no SW07, mas isso são histórias para outra altura.

terça-feira, 23 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

Quero é viver!

Porque às vezes parece que a vida se nos escorrega entre os dedos, e as oportunidades passam sem as conseguirmos prender, e "esta vida são dois dias e um é para acordar das histórias de encantar", como dizia Pedro Abrunhosa em "Viagens".

Repitam comigo:


Vou viver
Até quando eu não sei
Que me importa o que serei
Quero é viver

Amanhã
Espero sempre um amanhã
E acredito que será
Mais um prazer

A vida
É sempre uma curiosidade
Que me desperta com a idade
Interessa-me o que está para vir

E a vida
Em mim é sempre uma certeza
Que nasce da minha riqueza
Do meu prazer em descobrir

Encontrar, renovar, vou fugir ou repetir.

Humanos (a voz de Camané)

Frase do dia #8

Hard work never killed anybody, but why take a chance?
Edgar Bergen

terça-feira, 16 de junho de 2009

Frase do dia #7

Democracy consists of choosing your dictators, after they've told you what you think it is you want to hear.
Alan Corenk
Outra frase do dia só porque sim...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mini-férias em Tavira

Estas mini-férias vieram mesmo na altura certa, estava a precisar de uns dias de descanso do rodopio em que a vida se tem tornado.
Nada melhor que uns dias com os amigos para libertar o cérebro da pressão, dos nervos e do stress. Pena terem sido umas férias tamanho mini. Agora vou ali dar o litro mais um mês e meio e depois talvez volte a respirar outra vez.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Frase do dia #6

Politics is the art of looking for trouble, finding it whether it exists or not, diagnosing it incorrectly, and applying the wrong remedy.

Ernest Benn

Esta vem a propósito das eleições do fim de semana passado, das críticas da Oposição, das medidas do Governo, dos comentários, do tempo de antena, dos factos, dos casos Freeport, Apito Dourado e todos aqueles com nomes pomposos que escondem o que de pior temos na nossa sociedade, dos sacos azuis, do "Eu prometo", da crise financeira, do BPN, da bancarrota, dos despedimentos em série, do encerramento de empresas em massa, da lei do financiamento dos partidos, das eleições do Sporting, da rescisão de contrato do Quique Flores, dos juízes que entregam crianças aos pais biológicos quando estes não conseguem tomar conta deles próprios quanto mais de uma criança e de mais umas quantas coisas que me chateiam.
E agora uma nota: eu não discuto política!

No ar o cheiro do destino, no chão a pele quente do Algarve a acordar

Se me permitem, hoje vou passar o dia a ouvir esta música. E agora cantem comigo!

Ja são 5 da manha
Ainda há tempo esta noite
Para quem começa a viver,
A rádio sussurra "Manhata"
Em acordes distorcidos
Que nos enchem de prazer
Voam pássaros morcegos
Assustando o pára-brisas
E a paisagem que amanhece.
Queres parar, mas não aqui
Que essa luz parte de ti
E o desejo que acontece.
Da chuva faço mil estradas de vidro
E o meu carro a rolar.
No ar o cheiro do destino,
No chão a pele quente
Do Algarve a acordar
Uuu! Uuu!
Ja passámos Castro Verde,
E escreveste na planície
Como se esta fosse um papel,
Dizes: "o mundo não compreende
+ do que esta superfície"
"Ne me quitte pas", pede Brell
Entre nons e Nirvana
Vais mudando de estação
Como se a próxima
Fosse a melhor.
E os sons que a serra esconde
Entre o asfalto e o monte,
São mais que a pressa do motor.
Da chuva faço mil estradas de vidro
E o meu carro a rolar.
No ar o cheiro do destino,
No chão a pele quente
Do Algarve a acordar
Um dia de silêncio
um dia de amargura
Igual a outro dia qualquer
Trazes nos olhos o desejo
Onde vejo a aventura
Que ainda vamos viver.
Da chuva faço mil estradas de vidro
E o meu carro a rolar.
No ar o cheiro do destino,
No chão a pele quente
Do Algarve a acordar

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Frase do dia #5

It is always the best policy to speak the truth unless, of course, you are an exceptionally good liar.
Jerome K. Jerome (1859 - 1927)

Frase do dia #4

Time is the most valuable thing a man can spend.
Theophrastus (372 BC - 287 BF)

Passo a semana a pensar que nunca mais chega o fim de semana, passo o fim de semana a pensar em todas as coisas que queria fazer e não tenho tempo. E assim a vida passa por nós, numa ansiedade do dia que nunca chega.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Frase do dia #2

Patiente is the great of all virtues
Cato the Elder (234 BC - 149 BC)

Isto é tudo muito bonito de dizer, mas a paciência tem limites. Vou ali contar até 100 muito baixinho para ninguém me ouvir e já volto com mais calma e paciência para isto.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Qualidade de vida #1

Eu, o sofá e o fado...
E neste momento ouve-se Rosa Enjeitada por Hermínia Silva.

Sou essa rosa, caprichosa, sem ser má
Flor de alma pura e de ternura ao Deus dará
Que viu um dia, que sentia um grande amor
E de paixão o coração estalar de dor

Rosa enjeitada
Sem mãe sem pão sem ter nada
Que vida triste e chorada
O teu destino te deu
Rosa enjeitada
Rosa humilde e perfumada
Afinal desventurada quem és tu?
Rosa enjeitada
Uma mulher que sofreu

Tão pobrezinha que ainda tinha uma afeição
Alguém que amava e que sonhava uma ilusão
Mas esse alguém por outro bem se apaixonou
E assim fiquei sem ele que amei e me enjeitou

terça-feira, 2 de junho de 2009

Inauguração da época balnear

No sábado de manhã ia eu a caminho da minha outra casa, aquela onde vivi 18 anos da minha vida, ao lado da praia, quando recebo uma mensagem da Sara que dizia: "Às 15h30 passo em tua casa para irmos beber café e irmos fazer praia." Estavam 36º quando cheguei e eu não tinha levado roupa nenhuma para praia, nem toalha nem coisa nenhuma. Mas pedi umas coisas emprestadas lá em casa e lá fomos nós, as três do costume, para a praia. Pensei que ia estar vento (naquela praia faz sempre vento) mas qual não é o espanto quando nos esticamos na toalha na praia e estava um calor de morrer e nem ponta de vento. O mar estava calmo, maré baixa, alguns cruzeiros, mas como já conheço aquele mar como a palma da minha mão estacionámos num sítio onde podíamos ir à água tranquilas se nos apetecesse. Depois de 10 minutos esticadas na toalha não deu para aguentar mais e lá fomos meter o pé na água a ver como estava. GELADA! Outra coisa não seria de esperar. Senti o pé a congelar desde a ponta dos dedos até ao tornozelo. Mas eu e a Sandrita não nos podíamos ficar por ali, tivemos mesmo que nos meter dentro de água (desde sempre que temos tiques de peixe). É como aquele ditado: "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Depois de nos habituarmos um bocadinho à temperatura já não queríamos de lá sair! Até a Sara andou dentro de água conosco. A Sandrita sai-se com o melhor disparo do dia "Já não era feliz assim há tanto tempo!"
Depois de um belo dia de praia, o dia só podia acabar com um jantar dos nossos cujo tema foi "inauguração da época balnear". Porque nós gostamos é de fazer jantares e não há jantar que não tenha um tema.
Depois de jantar, o destino é o mesmo de sempre: Piolho. Juntaram-se a nós a Ângela e o esposo e a outra Sara. Parvalheira até às 4h30 da manhã! Foi um sábado a saber a Verão, e agora que venha Agosto!!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

I'm still a child...

Eu acho que sou e a minha mãe também porque ofereceu-me um livro de receitas só de bacalhau para eu fazer os melhores cozinhados do mundo com bacalhau! O que vocês não sabem é que eu sou perdida por pratos de bacalhau!
E qual não é o espanto quando abro o livro e dou com a receita de "Bacalhau com batatas assadas na areia à moda da Praia da Tocha". Finalmente os meus amigos vão poder constatar que isto de eu dizer que na lá na minha praia se fazem batatas assadas na areia não é mentira! Obrigada àquela super mulher que é a minha mãe!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Frase do dia #1 (só porque sim)

Any fool can write code that a computer can understand. Good programmers write code that humans can understand.
Martin Fowler

quarta-feira, 27 de maio de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma verdade tão bem dita...

A HannaH Sophia disse aqui uma verdade da qual me esqueço muitas vezes:

Não importa quem fomos. Importa o que aquilo que fomos fez de nós.

Não importa como nos construímos para ser quem somos. Importa aquilo que dessa construção se ergueu.

Não importa termos sido. Importa sermos.
Hoje.
Para que amanhã sejamos ainda mais.

Tens razão, HannaH. Lembra-me mais vezes...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Grande disparo na Comercial

Hoje estava a ouvir a Comercial, como faço todas as manhãs, e nisto ouço o Pedro Ribeiro dizer o seguinte:
O tempo hoje vai estar farrusco. Podia estar bobi, mas não, hoje vai estar farrusco.

E com isto me parti a rir...achei bem partilhar!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"O teu blog merecia ser filmado"

Este prémio foi-me dado pela HannaH Sophia e traz um desafio associado!
As regras são as seguintes:
  • Publicar a imagem do selo e linkar o blog que o ofereceu.
  • Escolher 5 situações na tua vida que mereciam ser repetidas em câmara-lenta.
  • Passar o desafio a 12 blogs e avisá-los.
As situações que eu gostaria de ver repetidas em câmara-lenta:
  1. A última vez que estive com a Lassy. Se pudesse não só o repetia como o prolongava por tempo indeterminado. Sabia que era a última vez que a via...quis ficar ali para sempre.
  2. As tardes de sábado passadas com os amigos a brincar pela aldeia até ser de noite escuro, quando ninguém tinha telemóvel, ninguém sabia o que andávamos a fazer e por onde andávamos mas era tranquilo.
  3. O fim de semana prolongado em Porto Côvo em Junho de 2008, o nosso primeiro fim de semana digno desse nome.
  4. Aqueles jantares com aquelas amigas de sempre, que são sempre tudo menos jantares normais, vão desde o riso às lágrimas.
  5. Os fins de semana em Sesimbra! Esses não deviam acabar nunca! Fazem bem a tudo, só a paisagem do apartamento é de tirar a respiração!
E agora a tarefa mais difícil. A quem irei passar o prémio e desafio. Desculpem se já for repetido, mas cá vai:
  1. Mary
  2. Patxi
  3. Kris
  4. carl@
  5. Butterfly
Eu sei que são só cinco, mas são de boa vontade!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Do fim de semana por terras alentejanas...

Começou no sábado muito cedinho. Seis da manhã não costumava ser a hora de levantar mas sim a hora de deitar! Mas quem corre por gosto não cansa, nem custou quase nada levantar de madrugada!
Às 10h estávamos no Monte dos Seis Reis para a prova de vinho que nos levou ao Alentejo. Uma herdade a perder de vista com 200hectares de terreno, divididos entre videiras, oliveiras e sobreiros. Resumindo, uma quinta a perder de vista.

O Monte dos Seis Reis é uma empresa ainda recente. Produz vinho desde 2003, quando o dono da herdade se apercebeu que a produção de vinho era coisa para resultar nuns cobres e decidiu investir no negócio.

Enquanto esperávamos pela visita guiada, demos uma voltinha pelos arredores do edifício central. Entre um jardim bastante grande e uma cerca com cavalos, deu para perceber que os cães também têm tiques de alentejanos pois não se incomodaram com a nossa presença, estavam muito concentrados na sesta matinal.
Entretanto lá veio a menina guiar-nos pelo processo de colheita das uvas, fabrico do vinho, pormenores dos tipos de vinho, a história da quinta, as razões do nome, a origem dos nomes dos vinhos e todo um conjunto de informação que gostei muito de saber.

Os senhores que percebem da coisa chamam "barricas" àquilo que eu sempre chamei "pipas", o que me causa algum transtorno no cérebro, mas pronto, não é nada a que não me consiga habituar.
Depois da visita guiada chega a hora da prova de vinhos que, para dizer a verdade, foi isso mesmo que lá fomos fazer.

À nossa espera estava um pratinho com chouriço, outro com queijo, um cestinho com pão alentejano, um frasco de doce e seis garrafas de vinho: um rosé, um branco e quatro tintos. Claro está que se não fosse esta bucha estávamos bem arrumados que um bocadinho no copo de 6 garrafas ainda fazem qualquer coisa!
Posto isto, comprámos uma caixa de vinho (antes que começasse) e fomos à nossa vida, que é como quem diz que fomos a Estremoz procurar um tasco para almoçar.

Almoçámos na "Adega do Isaías", um tasco mesmo daqueles típicos onde se come bem como o raio!
De Estremoz seguimos para o Alandroal e depois Vila Viçosa.

Visitámos castelos, igrejas, pudémos apreciar a vida santa dos velhinhos alentejanos ao sol a conversar. É relaxante!
No caminho para Borba achámos que poderia fazer parte da visita cultural uma fotografia ao buraco da pedreira de onde tiram o mármore. O mármore é típico desta zona, tudo quanto é construção tem mármore. Até o lancil da estrada é feito de mármore.

O nosso hotel (Hotel Rural Valmonte) ficava depois de Borba, como quem vai para Elvas. O hotel ficava num vale e o caminho para lá era de terra batida. Por momentos tive a sensação que nos tinhamos enganado no caminho, mas daí a poucos metros avistámos o hotel no vale. O hotel tinha pinta de ter sido uma casa antiga reconstruida, mas tudo muito arranjadinho e bonitinho. Além da paz e do sossego do deep Alentejo que só por si só já é bom, tinha piscina, cavalos, uma pequena barragem, coelhos a fugir, árvores de fruto, videiras que nunca mais acabavam, pavões, galinhas, um terraço com esplanada, uma biblioteca, comida boa... Enfim, um magote de coisas que me fez gostar muito daquele sítio.


Quando chegámos a senhora da recepção disse que nos ia pôr no quarto da Torre porque havia um grupo de 20 pessoas alojado nessa mesma noite e era para estarmos mais descansados. O quarto da Torre é provavelmente o melhor quarto daquele estaminé! Tem janelas para todas as frentes, é grande, tem uma sala privada e tudo! Tinha uma secretária e um armário com um aspecto muito antigo, daqueles que parece que estão carregadinhos de história. Se eles falassem tenho a certeza que contavam histórias de encantar!
Nessa noite jantámos no hotel. Achei um bocadinho caro mas comi muito bem e as pessoas eram simpáticas!
No dia seguinte havia um pequeno almoço dos bons à nossa espera! Fizemos check-out e seguimos em direcção a Portalegre para ir a Marvão. As ruas são estreitinhas, as casas pequenas e só lá moram velhinhos, pelo menos eram os únicos que se iam vendo às portas à espera de uma oportunidade para dois dedos de conversa.
Marvão fica mesmo muito lá em cima, tivemos de passar muita curva até lá chegar mas acho que valeu a pena. O castelo é grande e tem uma vista espectacular. Foi pena estar o céu um bocadinho enevoado.
Depois de visitar Marvão, descemos o monte até a uma localidade chamada Portagem onde procurámos um tasco para almoço. Fomos ao restaurante "Mil Homens" indicado pela mãe (que andou a fazer pesquisas na Internet porque esta senhora prepara os fins de semana como deve ser). Mas que bela bucha que se fazia naquele tasco e onde o vinho da casa é alentejano :) Recomendo!
Depois de almoço seguimos para Vila Viçosa onde visitámos a Judiaria (antigo bairro judeu) e a sinagoga/museu.

Seguiu-se a visita ao castelo que nada tinha de extraordinário mas de onde se via a vila toda.

Vila Viçosa foi a última cidade alentejana (do norte) que visitámos. Depois disto voltámos para casa que o fim de semana estava no fim e ainda tínhamos de descansar :) Duas palavras para este fim de semana: muito bom!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Next weekend - Estremoz e arredores

Agora que o tempo começa a melhorar (ou pelo menos devia), apetece passear!
No próximo fim de semana vamos fazer uma prova de vinhos em Estremoz no Monte dos Seis Reis.
Como não se vai ao Alentejo só para ir provar uns tintos, vamos ficar o fim de semana todo por lá! Assim sendo, aceitam-se sugestões de monumentos, museus, exposições, sítios bonitos e afins, a visitar na zona de Estremoz. Como é perto de Vila Viçosa e Borba, também se aceitam sugestões para estes sítios!