segunda-feira, 29 de julho de 2013

Frase do dia #68

I look to the future because that's where I'm going to spend the rest of my life.
George Burns

Primeiro mergulho do ano


21 de Julho de 2013, foi o dia em que inaugurei finalmente a época balnear deste ano com um grande e demorado mergulho no mar da minha praia, tão mais tarde que nos anos anteriores.
O mar estava calmo, ainda que com algumas ondas que traziam uma grande massa de água, a água não parecia tão fria como em anos anteriores, o dia estava quente e a companhia foi óptima, estavam reunidas as condições para um óptimo dia de praia.
Isto só pode ser um prenúncio de grandes dias de praia este Verão.

Ana Moura no rio



Ouço fado desde sempre, na minha casa havia um gira-discos que tinha sempre lá dentro um vinil da Amália.  Foi um gosto incutido pelo meu pai que sempre admirou esta música tão nossa, pelo que não foi por acaso que comecei há uns anos a ouvir as novas vozes do fado. No meio dessas vozes estava a Ana Moura, com uma voz grave e doce, forte e tocante. Dediquei-me a conhecer o trabalho desta artista e não pensei duas vezes quando soube que ia estar em Coimbra, a cantar à beira rio, aos pés de uma cidade marcada também ela pelo fado.
O concerto foi mesmo muito bom, a interacção da Ana Moura com o público é muito boa, a boa disposição da artista e o guitarrista exímio marcaram uma noite incrível. Gosto, gosto sempre e muito de ouvir Ana Moura, especialmente a música "Caso Arrumado" que me enche a alma. Ainda que não a tivesse cantado, a noite seria igualmente memorável.





Descida do Rio Mondego em kayak



Andava há muitos anos a dizer que um dia haveria de descer o rio de canoa, mas nunca se tinha proporcionado tal aventura, até que a oportunidade finalmente surgiu com a FAME, a escola de dança que frequento. A malta da FAME, um conjunto de boas pessoas cheias de boa disposição e sempre com um sorriso, organizaram a descida de rio para promover o encontro entre todos os alunos da escola e para passar um dia diferente. O evento resultou num dia muito divertido com aquelas pessoas que começamos a conhecer aos poucos. Foram 15.60km a remar, expostos a um sol abrasador, mas 15.60km sorridentes.

Conclusões: 
  • Descer o rio num daqueles dias de calor extremo pode resultar em queimaduras solares e desidratação, é preciso ter atenção e estar sempre a repôr o protector solar e a beber água. Eu consegui não me queimar nem um bocadinho, mas cheguei a parar no meio do rio para meter o protector.
  • Há muitas empresas que organizam descidas de canoa no Mondego, fomos com o Pioneiro do Mondego e devo dizer que a antipatia da maioria das pessoas que lá trabalham me levam a nunca mais descer o rio com eles.
  • A barragem da Aguieira faz descargas de manhã, pelo que às 11h o caudal do rio é o mais adequado para a prática destes desportos.
  • Se pararmos de remar, quando se acaba o embalo a canoa pára também, não há corrente suficiente para ir por aí abaixo sem remar.
  • Como a descida é um bocadinho demorada, ainda foram uns quantos km, convém levar comida para ir repondo a energia.
Foi um dia diferente e divertido, que não me importo de repetir. Aqui fica o percurso que fizémos sempre com a pagaia nas mãos, umas vezes a remar e outras que nem por isso. :)



terça-feira, 23 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Frase do dia #67

Não são as pessoas que fazem as viagens mas sim as viagens que fazem as pessoas.
John Steinbeck

quinta-feira, 11 de julho de 2013

São João em 2013

Há anos que não passo a noite de S. João na minha praia. Durante anos participei nesse evento anual que enche a praia de gente, de boa disposição, festa e diversão. Este ano não foi excepção, ainda assim, dado que a noite de S.João era de domingo para segunda, no sábado fizemos a festa, e se fizemos!
Foi tudo por acaso, nada combinado, encontrámo-nos todos porque calhou (não que a praia seja grande) e talvez por não ter sido planeado foi uma noite em grande, com amigos e conhecidos, com muita música e dança, com muita boa disposição, até nascer o dia.
Estas noites alimentam a alma e as conversas dos dias seguintes, estas noites dão saúde, são memoráveis e eu gosto de as guardar cá dentro.
(este era o cenário da praia antes de ir dormir)

Museu de Arte Xávega

Sou gandaresa, digo-o com orgulho e à boca cheia. Nasci e cresci no coração da gândara.

Gândara é, por definição, uma zona de terreno arenoso, improdutivo. A minha gândara era assim, a terra era areia solta, areia que pertenceu ao mar e que os gandareses, antepassados nossos, pessoas de muita coragem, se esforçaram por trabalhar para que produzissem alguma coisa, ainda hoje lutam para que aquele terreno arenoso produza batatas, feijões, couves, alfaces e todo um arraial de coisas.

Um gandarês é um lutador, seja em terra ou no mar, o povo da gândara é rijo, não se deixa ir abaixo perante as contrariedades da vida, somos feitos de uma massa forte. É com a cabeça erguida que aceitamos derrotas e nos propomos aos desafios.

Há mais de 50 anos atrás o meu avô, gandarês de gema, enfrentou um desafio que se transformou numa paixão, enfrentou as ondas violentas do mar da nossa praia num barco a remos para pescar, para dar corpo e voz à Arte Xávega, a pesca de arrasto tão tradicional na nossa costa.

Agora essa Arte toma forma num museu que irá nascer na Praia da Tocha e enche-me de orgulho pensar que as minhas/as nossas raízes estarão expostas para quem as quiser conhecer. Sei que aquele museu terá para sempre um bocadinho da história da minha família na figura do meu avô, um homem rijo, com uns olhos azuis brilhantes como o mar, com a pele queimada de tantas e tantas horas exposto ao sol daquela praia onde cada ruga marcada conta uma história.

Uma palavra: orgulho.



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Eu tinha um blog...

...onde escrevia umas coisas de vez em quando, até escrevia frequentemente, tinha tempo, não escrevia coisas profundas mas ia fazendo um registo do que fazia, gostava, não gostava, dos sítios onde ia. Depois voltei a arranjar emprego e as actualizações ao blog descambaram.
Agora tenho um blog com 9 posts em rascunho e sem previsões para os terminar porque está um sol que não se pode e ao fim de semana apetece-me é praia, desportos náuticos, copos e amigos, e à noite durante a semana as corridas e as esplanadas ocupam o meu tempo. É isto, pronto.

Nem tempo tenho tido para ir cortar o cabelo...ai como isto anda!!

Gangster Squad


Em LA, no pós-Segunda Guerra Mundial, o gangster e ex-pugilista Mickey Cohen (Sean Penn) ameaça controlar a cidade e todas as formas de poder, incluindo o poder político e judicial. A polícia (os poucos honestos que sobram) parecem estar de mãos atadas perante as influências de Mickey Cohen, no entanto, o chefe da polícia Bill Parker (Nick Nolte) resolve convocar o sargento John O'Mara (Josh Brolin) para organizar um grupo de polícias de topo para destruírem o império de Cohen e capturá-lo, sem fardas nem qualquer identificação policial. Jerry Wooters (Ryan Gosling), colega e amigo de O'Mara começa por achar a missão impossível, ainda assim junta-se a ela.
É impossível ficar indiferente a este conjunto de actores e ao facto de ser uma história baseada em factos reais que aconteceu numa época de grande ebulição em LA.
Provavelmente não é uma obra à altura de outras do género mas é um filme intenso, com um elenco forte e um tema que não desilude, com um bom ritmo, com alguns momentos de humor. Por ser baseado numa história real, o argumento é limitado.
Levantam-se questões sobre legalidade, moralidade e integridade das acções deste grupo de polícias que se junta para acabar com Mickey e com as suas acções no mundo do crime organizado.
É ainda assim um filme interessante, no entanto, fica a sensação que ficou algo por aproveitar neste filme, seja a nível das personagens quer da história.
Los Angeles, 1949. Cruel, nascido em Brooklyn e rei de um gang, Mickey Cohen comanda a vida na cidade, colhendo os ganhos ilícitos de drogas, de armas, da prostituição e - se tiver oportunidade - de todas as apostas colocadas a oeste de Chicago. Mickey faz tudo isso com a protecção não só dos seus guarda-costas, como também da polícia e dos políticos que estão sob o seu controlo. É o suficiente para intimidar até o polícia mais corajoso, excepto talvez para a pequena e secreta equipa da LAPD liderada pelo Sargento John O'Mara e Jerry Wooters, que se juntam para derrubar o mundo de Cohen. Sob a direcção de Ruben Fleischer, "The Gangster Squad" mostra-nos uma série de acções que envolvem os esforços da Polícia para recuperarem a sua cidade do chefe da Máfia mais perigoso de todos os tempos. O filme conta ainda com a participação de Nick Nolte como chefe da Polícia "Whiskey Bill" Parker; e Emma Stone como Grace Faraday, a namorada de Mickey e alvo da atenção de Wooters.
Fonte: cinema.sapo.pt
Gangster Squad no IMDB.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

The Last Stand



Depois de deixar o seu lugar na brigada de narcóticos da polícia de LA, Ray Owens (Arnold Schwarzenegger) muda-se para uma pequena cidade fronteiriça, Sommerton Junction. A pacífica cidade deixa de o ser quando Gabriel Cortez (Eduardo Noriega), o líder de um cartel de droga no corredor da morte, foge da prisão e faz de Sommerton Junction o seu ponto de passagem para o México. Cortez planeia sair dos EUA a 300km/h num Corvette ZR1 com um refém a bordo passando pela pequena cidade numa ponte improvisada pela sua tropa. A autoridade local tem aqui a sua oportunidade de interceptar o violento fugitivo antes que este escape para o outro lado da fronteira onde a polícia americana não o poderá prender.
Owens é afastado da captura devido à sua inexperiente e pequena equipa mas ele acaba por tomar as rédeas da captura, mostrando a todos do que ainda é capaz.
Uma mistura entre acção e comédia, com interpretações bastante aceitáveis, é um filme descontraído que nos mostra um Schwarzengger mais velho, mais calmo e com mais experiência. E é claro que é sempre um gosto ver o Rodrigo Santoro num filme de acção...
      
Após cair em desgraça em Los Angeles devido a uma operação fracassada, Ray Owens parte para o interior e assume a posição de xerife numa pequena cidade na fronteira dos Estados Unidos com o México. O que ele não esperava era que um poderoso homem das drogas, que escapou recentemente da prisão, quisesse cruzar a fronteira exatamente na cidade onde trabalha. Para enfrentá-lo, Ray precisa reunir todo o pessoal que tem à disposição.
Fonte: cinema.sapo.pt
The Last Stand no IMDB.

The Expatriate


"The Expatriate" conta a história de um antigo agente da CIA, Ben Logan (Aaron Eckhart), que recomeça a sua vida na Bélgica com a sua filha adolescente Amy Logan (Liana Liberato) depois da morte da sua mulher.  Ben arranja trabalho numa empresa que mais tarde acaba por perceber que afinal não existia e vê-se envolvido numa conspiração da qual só sairá morto, caso não lute a par com Amy contra esse destino.
Sem ter uma história original e inovadora, é um filme sólido e bem montado, envolve e entretém com uma intriga ritmada com alguns momentos de imprevisibilidade e boas cenas de acção. Cativante e com um certo encanto intelectual, um filme que dá gosto ver.
Após mais de 14 anos a trabalhar como agente da CIA, Ben Logan começa agora a questionar a sua vida. Quando a sua ex-mulher morre deixando Amy, a filha adolescente de ambos, ao cuidado do avô, Logan resolve abandonar a CIA e dedicar mais tempo a ser pai. Logan consegue um emprego na multinacional Hudson Security Systems e muda-se para a Bélgica com Amy. Mas um dia, ao chegar ao trabalho, Logan descobre os escritórios vazios e que a empresa e os seus colegas desapareceram, como se nunca tivessem existido. Na procura de uma lógica para o sucedido, Logan torna-se um alvo a abater por um colega da empresa onde trabalhava, vendo-se obrigado a fugir com Amy. Na fuga frenética que se segue, Logan começa por desenrolar o novelo da intriga em que se vê enredado, e que envolve o governo americano, um poderoso Barão de Negócios, assassinos profissionais e Anna Brandt uma agente da CIA numa missão de encobrimento do poder corporativo. Mas a única coisa com que todos eles não contavam era encontrar em Logan um assassino disposto a tudo para salvar a única pessoa que ele realmente ama.
Fonte: cinema.sapo.pt
The Expatriate no IMDB.

Santos Populares


Gostava tanto de ir aos Santos a Lisboa, respirar aquele espírito de arraial, quero lá saber de marchas e coisas que tais, eu gosto é de festas de rua, arraiais, festa rija.

Fonte da foto: aqui

É isso mesmo

«Olha as pessoas nos olhos. Cumprimenta firme. Sorri. Usa protector solar. Come maçãs com casca. Aprende com os mais velhos. Ajuda os mais velhos. Sorri para as pessoas. Principalmente para as mais velhas. Não gastes mais do que aquilo que tens. Lê tudo o que possas, ainda que sejam maus livros. Canta alto. Ouve música. Abre a janela do carro. Trata as pessoas, todas elas, com respeito. Tem um cão grande. Mas não o compres. Aprende a usar os talheres. Não adoces o café. Não contes anedotas se não tiveres jeito. Abraça. Não beijes, abraça. Corre de manhã. Aprecia o cheiro da terra molhada, não há outro igual. Diz às pessoas que amas que as amas. Mas só a essas. Não abras páginas de facebook. Resolve os teus problemas antes de dormir. Ouve o teu pai. E a tua mãe. Não tenhas vergonha de chorar defronte de um quadro. Não tenhas vergonha de chorar seja por que razão for. Escreve à mão. Lê jornais. Anda a pé. Não compres sapatos apartados. Eles nem sempre alargam. Viaja. Se não souberes onde gastar o dinheiro, viaja. Se estiveres indeciso entre comprar um carro e viajar, viaja. Tem um filho. Tem outro filho. Joga poker. Não tenhas medo. Nunca tenhas medo.»

Por Pipoco Mais Salgado.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Iron Man 3



Ir ao cinema é sempre um acontecimento interessante, pois é um sítio onde raramente vou por diversas razões. A última dia ao cinema foi para ver o Iron Man 3 com os amigos. Esta deve ser a única triologia que vi inteira no cinema.
Sou fã assumida do Robert Downey Jr e acho que ele encaixa perfeitamente no papel de Homem de Ferro.
A história foca-se na luta do super herói contra um terrorista, um cientista brilhante cujas armas por si criadas podem levar à destruição total e que conhece bem as fragilidades de Tony Stark.
A personagem a que Robert Downey Jr dá vida é de se lhe tirar o chapéu, arrogante, inteligente, bem humorada sem perder a postura, em torno da qual todo o filme gira.
Um filme e uma história que não desiludem, não surpreendem por aí além, mas seguramente não desiludem.
Frente a frente o ousado e brilhante industrialista Tony Stark / Homem de Ferro e um inimigo que não conhece barreiras. Quando Stark encontra o seu mundo pessoal destruído pelas mãos do seu inimigo, embarca numa angustiante busca para encontrar os responsáveis. Esta busca irá testar constantemente a sua determinação. Encostado à parede, Stark terá de lutar sozinho, contando apenas com o seu engenho e instinto para proteger os que lhe são mais próximos. Na luta para regressar, Stark descobre a resposta à questão que secretamente o tem atormentado: o homem faz o fato ou o fato faz o homem?
Fonte: cinema.sapo.pt
Iron Man 3 no IMDB.

ColorRun - Coimbra


Ainda não tinha tido oportunidade de mencionar aqui o quão divertido e colorido foi a ColorRun que decorreu no dia 4 de Maio aqui nesta bela cidade de estudantes, já lá vai um mês.
A expectativa era alta, a julgar pela publicidade que se fazia "os 5km mais divertidos do planeta", o que é certo é que foi realmente divertido e bem organizado. O mais aborrecido foi o tempo ao sol em cima da ponte antes da partida, porque só partiam 1000 pessoas de cada vez e participaram mais de 13000 pessoas. Estar na ponte, tudo aos saltos e sentir a ponte abanar foi qualquer coisa de surreal.
Conseguimos correr, às vezes só dava para andar porque as pessoas acumulavam-se nos pontos de cor, conseguimos levar com muito pó de tinta, e rir muito. No fim ainda havia um DJ para animar a malta e barraquinhas para comer e beber. Durante a corrida deram-nos águas em alguns pontos, mas continuo a achar que no final deviam dar uma buchazinha, que depois de tanta parvalheira uma pessoa fica com uma certa fome e ao preço que pagámos pela inscrição acho que era adequado. É sempre bom passar uma tarde divertida com os amigos de cá e os que vieram de Lisboa só para participar. O estado da minha roupa, pele e cabelo foi este que se vê na foto, tive de esfregar-me muito bem e o cabelo teve de ser lavado duas vezes, saiu tudo mas foi precisa alguma insistência.
É possível que volte a repetir a experiência, já que fico sempre muito contente quando estas iniciativas ocorrem nesta bela cidade, porque Portugal não é só Lisboa...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Frase do dia #66

What would be the point of living if we didn’t let life change us
Mr. Carson - Downton Abbey 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Piódão

Depois de uma primeira tentativa frustrada de uma caminhada e piquenique no Piódão, decidimos fazer nova tentativa no feriado de 1 de Maio. Desta vez todos em carros, mais do que na vez anterior, com uma hora para a frente em relação à partida e aí vão eles muito airosos pela estrada fora, novamente com os carros carregados de carne para gelhar, pão, sumos, minis e muita boa disposição.
A viagem fez-se bem, sempre em velocidade cruzeiro. Ignorámos o GPS e seguimos as placas, como devíamos ter feito na semana anterior. Chegámos ao Piódão e tratámos logo de comer uma fatia de bolo, meter águas e fruta nas mochilas e demos início à caminhada.
A caminhada que tínhamos visto na Internet e da qual arranjámos o percurso para o GPS (outra vez o GPS...) era do Piódão a Foz d'Égua e regresso por um caminho diferente. A caminhada começou por estrada e a certa altura lá entrámos por um trilho meio escondido sem qualquer indicação a descer e a subir por um caminho estreito, com pedras soltas, vegetação e tudo a que tínhamos direito. Foz d'Égua é um pequeno lugar com poucas casas, um ribeiro e uma ponte à Indiana Jones mas com cariz de lugar paradisíaco (claro que eu não sobrevivia mais de 2 dias naquele ermo).
O regresso da caminhada foi pela outra margem e muito menos acidentado no que toca a pedras soltas, descidas acentuadas e vegetação no caminho.
Quando chegámos novamente ao Piódão já a fome era negra e as horas de almoço já lá iam. A aldeia tem um pequenino parque de merendas mesmo no centro com churrasqueira e tudo. Claro que nos alapámos ao lugar e só de lá saímos com a barriga cheia de carne, pão, batatas fritas e salada, e depois de tudo devidamente limpo e arrumado.
Depois de beber café achámos que era altura para passeio a pé pela aldeia, parámos logo na banca dos licores, passámos pela Igreja, subimos à Capela e andámos por ali a descobrir um bocadinho dos recantos da aldeia. É a terceira vez que vou ao Piódão e é a terceira vez que venho de lá a dizer que as pessoas são umas antipáticas de primeira. Meus senhores do Piódão, vocês vivem num buraco no fundo da serra do Açor, se não forem simpáticos com quem vos vai visitar e comprar os vossos produtos, sujeitam-se a uma maior solidão e menos rendimentos. "O posto de turismo fechou às 17h" não é resposta que se dê a uma pessoa curiosa sobre o pormenor das cruzes, que pergunta educadamente e com simpatia, ainda para mais a senhora estava na Igreja a vender velas, devia ao menos dizer que não sabia com bons modos. Os bons modos nunca fizeram mal a ninguém. (Desculpem lá, alguém tinha de dizer isto).
Posto isto, arrumámo-nos todos nos carros e fomos embora à nossa vida que ainda nos esperavam uns bons quilómetros até casa.
No caminho aproveitámos para passar na Mata da Margaraça e na Fraga da Pena, uma queda de água muito fresquinha de cerca de 20metros que fica junto à aldeia de Benfeita, na serra do Açor.
Claro que o dia não ficou por aí, e quando chegámos ainda nos juntámos para comer e beber o que sobrou. Mais um daqueles dias memoráveis. Agora que já sabemos como é temos de ir às outras aldeias históricas de Portugal.







quinta-feira, 9 de maio de 2013

Broken City


Nicholas Hostetler (Russel Crowe) é o Presidente da Câmara de Nova Iorque, arrogante, ambicioso e meio fanfarrão que está prestes a ser re-eleito. Nick contrata Billy Taggart (Mark Wahlberg), ex-polícia e agora detective privado, para investigar quem é o amante da sua esposa Cathleen (Catherine Zeta-Jones). Apesar de reticente, Billy aceita o trabalho mas começa a desconfiar que algo está errado quando o suposto amante aparece morto à porta de casa. Billy descobre que as intenções por trás desta investigação de um suposto amante são outras e Billy acaba envolvido num cenário de crime e corrupção.
Não tendo um argumento de grande originalidade ou eloquência, este filme tem a capacidade de nos deixar divididos entre o que está certo perante a lei e o que está certo na consciência de cada um, tal como aconteceu em Flight.
Billy Taggart tem uma carreira promissora como polícia da cidade de Nova York até à noite em que se vê envolvido num controverso tiroteio. Billy é afastado da polícia, mas consegue manter-se em liberdade graças ao popular presidente da câmara de Nova Iorque, começando a trabalhar como detetive particular. Os tempos estão difíceis para Billy mas parecem melhorar quando o presidente lhe oferece $50.000 para investigar as supostas relações extraconjugais da primeira-dama.
Infelizmente, rapidamente se torna evidente que as intenções do presidente da câmara não são o que parecem e que para Billy alcançar a redenção, terá de arriscar tudo - até possivelmente a sua liberdade.
Fonte: Sétima Arte Online