terça-feira, 27 de agosto de 2013

Berlenga

Dois anos e meio depois da última vez, voltámos para passar o fim de semana nas Caldas da Raínha já com o plano do fim de semana bem delineado: visita à ilha Berlenga, Feira Medieval de Óbidos e ainda uma passagem pela Foz do Arelho e São Martinho do Porto. O plano estava fechado e nem o mau tempo que parecia querer ficar nos atrapalhou a vida.

No sábado (13/07) por volta das 11h00 chegámos a Peniche com a ideia de apanhar o barco para a Berlenga. No caminho das Caldas para Peniche chovia, estávamos na dúvida se apanharíamos o barco ou não por causa do mau tempo. No entanto quando chegámos a Peniche, apesar das nuvens, decidimos ir. Vimos o barco grande partir e apanhámos uma lancha pequena, que levava 12 pessoas no máximo. O mar estava tranquilo, não se previa uma viagem atribulada, ainda assim depois das histórias que já tinha ouvido sobre esta viagem ia algo reticente com medo de enjoar. Não aconteceu. A viagem durou cerca de 45minutos e foi feita a conversar, a ver as vistas e a aproveitar aqueles momentos no mar.
Quando chegámos à ilha Berlenga, a maior do arquipélago e a única que se visita, o tempo esta encoberto. Não se previa grande dia por ali. Mal saímos da lancha ficámos boquiabertos com a transparência da água e a beleza da ilha.



A ilha tem um pequeno parque de campismo que, devido à enorme quantidade de gaivotas na ilha, fica com as tendas completamente pintadas de fezes de gaivota, as tendas ficam brancas, portanto.



O caminho para o Forte de S. João Baptista não é longo mas é sinuoso, tem pedras soltas, degraus de diferentes alturas, o que não é propriamente confortável para quem ia de chinelos de praia como nós.


A paisagem quando se desce para o Forte é genial, o Forte ali no meio das águas transparentes com uma pequena ponte que o liga a terra.


A curiosidade aguçou-se e vi-me obrigada a fazer uso das tecnologias para saber um pouco mais sobre a história deste Forte:
A ocupação humana da Berlenga Grande (única habitável) remonta à Antiguidade, sendo assinalada como ilha de Saturno pelos geógrafos Romanos. Posteriormente foi visitada por navegadores Muçulmanos, Vikings, corsários Francesese Ingleses.
Em 1513, com o apoio da rainha D. Leonor, monges da Ordem de São Jerónimo aí se estabeleceram com o propósito de oferecer auxílio à navegação e às vítimas dos freqüentes naufrágios naquela costa atlântica, assolada por corsários, fundando o Mosteiro da Misericórdia da Berlenga, no local onde, desde 1953, se ergue um restaurante. Entretanto, a escassez de alimentos, as doenças e os constantes assaltos de piratas e corsários MarroquinosArgelinos, Ingleses e Franceses, tornaram impossível a vida de retiro dos frades, muitas vezes incomunicáveis devido à inclemência do mar.
No contexto da Guerra da Restauração, sob o governo de D. João IV (1640-1656), o Conselho de Guerra determinou a demolição das ruínas do mosteiro abandonado e a utilização de suas pedras na construção de uma fortificação para a defesa daquele ponto estratégico do litoral. Embora se ignore a data em que as obras foram iniciadas, já em 1655, quando ainda em construção, resistiu com sucesso ao seu primeiro assalto, ao ser bombardeada por três embarcações de bandeira turca.
Em 1666, no contexto da tentativa de rapto da princesa francesa Maria Francisca Isabel de Saboia, noiva de Afonso VI (1656-67), uma esquadra espanhola integrada por 15 embarcações intentou a conquista do forte, defendido por um efetivo de pouco mais de duas dezenas de soldados sob o comando do Cabo Antônio Avelar Pessoa. Numa operação combinada de bombardeio naval e desembarque terrestre os atacantes perderam, em apenas dois dias, 400 soldados em terra e 100 nos navios (contra um morto e quatro feridos pelos defensores), sendo afundada a nau Covadonga e sériamente avariadas outras duas, afundadas no regresso a Cádiz. Traída por um desertor, sem mais munição e mantimentos, a praça finalmente se rendeu perdendo nove das peças da sua artilharia capturadas pelos invasores.
Ao tempo da Guerra Peninsular foi utilizada, como base de apoio pelas forças inglesas, numa campanha de guerrilha na qual colaborou ativamente a população de Peniche.
Posteriormente sofreu obras de restauração, com a reedificação da Capela em seu interior.
Durante a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), a fortaleza encontrava-se em mãos dos partidários de Miguel I de Portugal (1828-1834). Com deficiência de artilharia, entretanto, não resistiram diante do assalto dos liberais que a utilizaram como base para o assalto à cidadela de Peniche, reduto dos miguelistas.
Sem maior valor militar, diante da evolução dos meios bélicos no século XIX, foi desartilhada (1847) e abandonada passando a ser utilizada como base de apoio para a pesca comercial.
Em meados do século XX foi parcialmente restaurada e aberta ao turismo adaptada como pousada. Actualmente funciona apenas como casa-abrigo, sob a gestão da Associação dos Amigos das Berlengas.
Fonte: Wikipedia




Fizémos um piquenique nos muros do Forte, deliciosamente preparado pela minha querida S., e regressámos ao ponto de partida. Ainda que com a barriga cheia, o caminho de volta pareceu ainda mais difícil, foi preciso subir muitos degraus, cada um com o seu tamanho, uns pequenos, outros gigantescos.
Já que ali estávamos e a lancha de regresso era apenas às 17h30 decidimos ir fazer o passeio de visita às grutas da ilha. 


Passeio de barco ao largo da ilha Berlenga para visitar as grutas da ilha, que pertence ao arquipélago das Berlengas, ao largo de Peniche.


A piada do passeio não está nas grutas que por si só não são nada de extraordinário, mas sim na possibilidade de ver a ilha por fora, isto é, pelo ponto de vista do mar. Não me canso de dizer o quanto a água é transparente e bonita naquele sítio! Pelo caminho, o nosso timoneiro ia-nos chamando a atenção para algumas formações rochosas especiais, como a da baleia, a do elefante, entre outras, onde a rocha toma a forma destes animais.





Claro que isto de andar a passear faz fome, depois do passeio de barco não resistimos ao lanche: ameijoas e perceves, tudo impecavelmente confeccionado no pequeno restaurante da ilha.


No regresso o mar continuava tranquilo e ainda tivémos a oportunidade de ver três golfinhos a passear nas águas entre a Berlenga e Peniche, o condutor da nossa lancha fez até questão de dar a volta para trás para que pudéssemos ver melhor e de mais perto estes espécimes que fazem as delícias de qualquer pessoa.

No regresso ainda fomos ao Baleal fazer o segundo lanche do dia: moelas, pois claro. 
O plano para a noite manteve-se: jantar na Feira Medieval de Óbidos. Eu que só tinha ido a pequenas Feiras Medievais aqui pela zona achei a de Óbidos verdadeiramente espectacular, há realmente muito empenho e investimento neste evento.







Enquanto jantávamos cordornizes assadas, espetadas e pernas de frango ainda tivémos direito a um espectáculo de teatro mesmo à nossa frente. Uma das coisas que mais me impressionou nesta feira, além das construções que fizeram de propósito para a mesma, foram os espectáculos de rua, sempre a acontecer em vários locais ao mesmo tempo, fosse música, teatro ou outro tipo qualquer de espectáculo, em todos os lugares havia alguma coisa a acontecer.


Feira Medieval de Óbidos



Claro que a noite acabou com um copo na Foz, como não podia deixar de ser. Foi um sábado realmente preenchido. No domingo já só queríamos descanso. Fomos à praia a S. Martinho do Porto e apesar do tempo nublado não se estava mal por lá, apesar de a areia ser do mais rijo que há, mais parece que estamos deitados num bocado de cimento. Acabámos por almoçar (e quase lanchar, tal foi a extensão do almoço) por ali, com esta vista e não resistimos a brindar à vida, à nossa!




sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Life of Brian


"Life of Brian", de 1979, conta a história de um homem da Judéia que nasceu no mesmo dia de Jesus Cristo e frequentemente é confundido com Ele. Uma multidão de pessoas pensa que ele é o salvador da humanidade e segue-o para todo o lado como se de um grande sábio se tratasse mas ele nunca quis que isso acontecesse e foge da multidão na tentativa vã de se ver livre de toda aquela gente. Brian acaba por viver cenas bíblicas e ter de enfrentar alguns desafios semelhantes aos do Messias. Brian mete-se em muitas confusões e no meio de tanta sátira é caçado pela guarda romana.
O filme é uma obra dos Monty Phyton que ridiculariza o fanatismo religioso. Os jogos de equívocos, de linguagem e o absurdo das situações tornam o filme cómico, inteligente e de uma crítica que tanto tem de subtil como de escandalosa.
Paródia bíblica, em que Brian (nascido no dia de Natal e membro de um grupo separatista anti-domínio romano) é considerado Messias e não consegue convencer ninguém de que não o é. Uma sátira social e religiosa, cheia do humor que caracteriza os Monty Python: non sense e crítico...
Fonte: cinema.sapo.pt
Life of Brian no IMDB.

Astérix et Obélix: Au Service de Sa Majesté

Assistir aos filmes que vão saindo do Astérix e do Obélix é já uma espécie de obrigação saudável, não me escapa um.
A Grã-Bretanha está ameaçada pelo exército de César. No entretanto, mandam chamar Astérix e Obélix para ajudar nesta luta o que dá origem a um confronto de culturas que o filme mostra de forma particular, as personagens inglesas falam francês com um sotaque inglês muito engraçado.
O filme é simpático, sem grandes novidades ou momentos brilhantes, ainda assim sabe sempre bem assistir às aventuras destes dois amigos que marcaram muitos momentos da nossa infância e adolescência.
Conduzidas por Júlio Cesar, as gloriosas legiões de Roma invadiram a Britânia. Mas uma aldeia continua a resistir à invasão, todos os dias com mais dificuldade. A rainha dos bretões resolve enviar o seu leal funcionário Anticlímax à Gália para procurar ajuda junto de outra aldeia, famosa pela sua heroica resistência aos romanos. Entretanto, Asterix e Obélix foram escolhidos para levarem a cabo uma delicada missão - meter algum juízo na cabeça de Justforkix, o irritante sobrinho do Chefe da aldeia, que apenas pensa em mulheres e musica. Quando Anticlímax descreve a desesperante situação da sua aldeia, os gauleses oferecem-lhe, no seu regresso a casa, um barril da famosa poção, e a proteção de Asterix e Obélix - com Justforkix a reboque.
Fonte: cinema.sapo.pt
Astérix et Obélix: Au Service de Sa Majesté no IMDB.

Side Effects

Side Effects é um filme de intriga e suspense que anda à volta de uma mulher que sofre de depressão, o seu marido, o psiquiatra, a antiga psiquiatra sempre com a indústria farmacêutica em plano de fundo.
Emily é emocionalmente frágil, desequilibrada que conta com o apoio do marido Martin (Channing Tatum) e do médico Dr. Jonathan (Jude Law).
O filme dá várias voltas mas sempre de uma forma muito inteligente e pensada ao pormenor de modo a agarrar bem o espectador, o que acaba por o tornar num filme brilhante e que vale muito a pena ver.
Emily e Martin Taylor formam um jovem, belo e saudável casal, que tem uma vida bem sucedida, com uma mansão, barco e todos os luxos que o dinheiro pode comprar – até Martin ser preso. Quatro anos mais tarde, Emily espera por ele num pequeno apartamento na zona norte de Manhattan, mas a sua libertação é tão devastadora quanto a sua encarceração e Emily entra em profunda depressão. Depois de uma tentativa de suicídio falhada, o psiquiatra Jonathan Banks é chamado para consultar o caso de Emily. Desesperada para não ser hospitalizada, Emily concorda em entrar num regime de terapia e antidepressivos, uma decisão que vai mudar a vida de todos os envolvidos. Uma vez que Emily não apresenta melhoras, Banks prescreve uma nova medicação que acalma os seus demónios. Mas os efeitos secundários do medicamento têm consequências arrepiantes: casamentos arruinados, o emprego de Banks dizimado e uma pessoa morre – mas quem é responsável? Devastado por este revés profissional, Banks torna-se obcecado em descobrir a resposta. Mas a verdade que descobre ameaça destruir aquilo que resta da sua carreira e vida privada.
Fonte: cinema.sapo.pt
Side Effects no IMDB.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Frase do dia #68

I look to the future because that's where I'm going to spend the rest of my life.
George Burns

Primeiro mergulho do ano


21 de Julho de 2013, foi o dia em que inaugurei finalmente a época balnear deste ano com um grande e demorado mergulho no mar da minha praia, tão mais tarde que nos anos anteriores.
O mar estava calmo, ainda que com algumas ondas que traziam uma grande massa de água, a água não parecia tão fria como em anos anteriores, o dia estava quente e a companhia foi óptima, estavam reunidas as condições para um óptimo dia de praia.
Isto só pode ser um prenúncio de grandes dias de praia este Verão.

Ana Moura no rio



Ouço fado desde sempre, na minha casa havia um gira-discos que tinha sempre lá dentro um vinil da Amália.  Foi um gosto incutido pelo meu pai que sempre admirou esta música tão nossa, pelo que não foi por acaso que comecei há uns anos a ouvir as novas vozes do fado. No meio dessas vozes estava a Ana Moura, com uma voz grave e doce, forte e tocante. Dediquei-me a conhecer o trabalho desta artista e não pensei duas vezes quando soube que ia estar em Coimbra, a cantar à beira rio, aos pés de uma cidade marcada também ela pelo fado.
O concerto foi mesmo muito bom, a interacção da Ana Moura com o público é muito boa, a boa disposição da artista e o guitarrista exímio marcaram uma noite incrível. Gosto, gosto sempre e muito de ouvir Ana Moura, especialmente a música "Caso Arrumado" que me enche a alma. Ainda que não a tivesse cantado, a noite seria igualmente memorável.





Descida do Rio Mondego em kayak



Andava há muitos anos a dizer que um dia haveria de descer o rio de canoa, mas nunca se tinha proporcionado tal aventura, até que a oportunidade finalmente surgiu com a FAME, a escola de dança que frequento. A malta da FAME, um conjunto de boas pessoas cheias de boa disposição e sempre com um sorriso, organizaram a descida de rio para promover o encontro entre todos os alunos da escola e para passar um dia diferente. O evento resultou num dia muito divertido com aquelas pessoas que começamos a conhecer aos poucos. Foram 15.60km a remar, expostos a um sol abrasador, mas 15.60km sorridentes.

Conclusões: 
  • Descer o rio num daqueles dias de calor extremo pode resultar em queimaduras solares e desidratação, é preciso ter atenção e estar sempre a repôr o protector solar e a beber água. Eu consegui não me queimar nem um bocadinho, mas cheguei a parar no meio do rio para meter o protector.
  • Há muitas empresas que organizam descidas de canoa no Mondego, fomos com o Pioneiro do Mondego e devo dizer que a antipatia da maioria das pessoas que lá trabalham me levam a nunca mais descer o rio com eles.
  • A barragem da Aguieira faz descargas de manhã, pelo que às 11h o caudal do rio é o mais adequado para a prática destes desportos.
  • Se pararmos de remar, quando se acaba o embalo a canoa pára também, não há corrente suficiente para ir por aí abaixo sem remar.
  • Como a descida é um bocadinho demorada, ainda foram uns quantos km, convém levar comida para ir repondo a energia.
Foi um dia diferente e divertido, que não me importo de repetir. Aqui fica o percurso que fizémos sempre com a pagaia nas mãos, umas vezes a remar e outras que nem por isso. :)



terça-feira, 23 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Frase do dia #67

Não são as pessoas que fazem as viagens mas sim as viagens que fazem as pessoas.
John Steinbeck

quinta-feira, 11 de julho de 2013

São João em 2013

Há anos que não passo a noite de S. João na minha praia. Durante anos participei nesse evento anual que enche a praia de gente, de boa disposição, festa e diversão. Este ano não foi excepção, ainda assim, dado que a noite de S.João era de domingo para segunda, no sábado fizemos a festa, e se fizemos!
Foi tudo por acaso, nada combinado, encontrámo-nos todos porque calhou (não que a praia seja grande) e talvez por não ter sido planeado foi uma noite em grande, com amigos e conhecidos, com muita música e dança, com muita boa disposição, até nascer o dia.
Estas noites alimentam a alma e as conversas dos dias seguintes, estas noites dão saúde, são memoráveis e eu gosto de as guardar cá dentro.
(este era o cenário da praia antes de ir dormir)

Museu de Arte Xávega

Sou gandaresa, digo-o com orgulho e à boca cheia. Nasci e cresci no coração da gândara.

Gândara é, por definição, uma zona de terreno arenoso, improdutivo. A minha gândara era assim, a terra era areia solta, areia que pertenceu ao mar e que os gandareses, antepassados nossos, pessoas de muita coragem, se esforçaram por trabalhar para que produzissem alguma coisa, ainda hoje lutam para que aquele terreno arenoso produza batatas, feijões, couves, alfaces e todo um arraial de coisas.

Um gandarês é um lutador, seja em terra ou no mar, o povo da gândara é rijo, não se deixa ir abaixo perante as contrariedades da vida, somos feitos de uma massa forte. É com a cabeça erguida que aceitamos derrotas e nos propomos aos desafios.

Há mais de 50 anos atrás o meu avô, gandarês de gema, enfrentou um desafio que se transformou numa paixão, enfrentou as ondas violentas do mar da nossa praia num barco a remos para pescar, para dar corpo e voz à Arte Xávega, a pesca de arrasto tão tradicional na nossa costa.

Agora essa Arte toma forma num museu que irá nascer na Praia da Tocha e enche-me de orgulho pensar que as minhas/as nossas raízes estarão expostas para quem as quiser conhecer. Sei que aquele museu terá para sempre um bocadinho da história da minha família na figura do meu avô, um homem rijo, com uns olhos azuis brilhantes como o mar, com a pele queimada de tantas e tantas horas exposto ao sol daquela praia onde cada ruga marcada conta uma história.

Uma palavra: orgulho.



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Eu tinha um blog...

...onde escrevia umas coisas de vez em quando, até escrevia frequentemente, tinha tempo, não escrevia coisas profundas mas ia fazendo um registo do que fazia, gostava, não gostava, dos sítios onde ia. Depois voltei a arranjar emprego e as actualizações ao blog descambaram.
Agora tenho um blog com 9 posts em rascunho e sem previsões para os terminar porque está um sol que não se pode e ao fim de semana apetece-me é praia, desportos náuticos, copos e amigos, e à noite durante a semana as corridas e as esplanadas ocupam o meu tempo. É isto, pronto.

Nem tempo tenho tido para ir cortar o cabelo...ai como isto anda!!

Gangster Squad


Em LA, no pós-Segunda Guerra Mundial, o gangster e ex-pugilista Mickey Cohen (Sean Penn) ameaça controlar a cidade e todas as formas de poder, incluindo o poder político e judicial. A polícia (os poucos honestos que sobram) parecem estar de mãos atadas perante as influências de Mickey Cohen, no entanto, o chefe da polícia Bill Parker (Nick Nolte) resolve convocar o sargento John O'Mara (Josh Brolin) para organizar um grupo de polícias de topo para destruírem o império de Cohen e capturá-lo, sem fardas nem qualquer identificação policial. Jerry Wooters (Ryan Gosling), colega e amigo de O'Mara começa por achar a missão impossível, ainda assim junta-se a ela.
É impossível ficar indiferente a este conjunto de actores e ao facto de ser uma história baseada em factos reais que aconteceu numa época de grande ebulição em LA.
Provavelmente não é uma obra à altura de outras do género mas é um filme intenso, com um elenco forte e um tema que não desilude, com um bom ritmo, com alguns momentos de humor. Por ser baseado numa história real, o argumento é limitado.
Levantam-se questões sobre legalidade, moralidade e integridade das acções deste grupo de polícias que se junta para acabar com Mickey e com as suas acções no mundo do crime organizado.
É ainda assim um filme interessante, no entanto, fica a sensação que ficou algo por aproveitar neste filme, seja a nível das personagens quer da história.
Los Angeles, 1949. Cruel, nascido em Brooklyn e rei de um gang, Mickey Cohen comanda a vida na cidade, colhendo os ganhos ilícitos de drogas, de armas, da prostituição e - se tiver oportunidade - de todas as apostas colocadas a oeste de Chicago. Mickey faz tudo isso com a protecção não só dos seus guarda-costas, como também da polícia e dos políticos que estão sob o seu controlo. É o suficiente para intimidar até o polícia mais corajoso, excepto talvez para a pequena e secreta equipa da LAPD liderada pelo Sargento John O'Mara e Jerry Wooters, que se juntam para derrubar o mundo de Cohen. Sob a direcção de Ruben Fleischer, "The Gangster Squad" mostra-nos uma série de acções que envolvem os esforços da Polícia para recuperarem a sua cidade do chefe da Máfia mais perigoso de todos os tempos. O filme conta ainda com a participação de Nick Nolte como chefe da Polícia "Whiskey Bill" Parker; e Emma Stone como Grace Faraday, a namorada de Mickey e alvo da atenção de Wooters.
Fonte: cinema.sapo.pt
Gangster Squad no IMDB.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

The Last Stand



Depois de deixar o seu lugar na brigada de narcóticos da polícia de LA, Ray Owens (Arnold Schwarzenegger) muda-se para uma pequena cidade fronteiriça, Sommerton Junction. A pacífica cidade deixa de o ser quando Gabriel Cortez (Eduardo Noriega), o líder de um cartel de droga no corredor da morte, foge da prisão e faz de Sommerton Junction o seu ponto de passagem para o México. Cortez planeia sair dos EUA a 300km/h num Corvette ZR1 com um refém a bordo passando pela pequena cidade numa ponte improvisada pela sua tropa. A autoridade local tem aqui a sua oportunidade de interceptar o violento fugitivo antes que este escape para o outro lado da fronteira onde a polícia americana não o poderá prender.
Owens é afastado da captura devido à sua inexperiente e pequena equipa mas ele acaba por tomar as rédeas da captura, mostrando a todos do que ainda é capaz.
Uma mistura entre acção e comédia, com interpretações bastante aceitáveis, é um filme descontraído que nos mostra um Schwarzengger mais velho, mais calmo e com mais experiência. E é claro que é sempre um gosto ver o Rodrigo Santoro num filme de acção...
      
Após cair em desgraça em Los Angeles devido a uma operação fracassada, Ray Owens parte para o interior e assume a posição de xerife numa pequena cidade na fronteira dos Estados Unidos com o México. O que ele não esperava era que um poderoso homem das drogas, que escapou recentemente da prisão, quisesse cruzar a fronteira exatamente na cidade onde trabalha. Para enfrentá-lo, Ray precisa reunir todo o pessoal que tem à disposição.
Fonte: cinema.sapo.pt
The Last Stand no IMDB.

The Expatriate


"The Expatriate" conta a história de um antigo agente da CIA, Ben Logan (Aaron Eckhart), que recomeça a sua vida na Bélgica com a sua filha adolescente Amy Logan (Liana Liberato) depois da morte da sua mulher.  Ben arranja trabalho numa empresa que mais tarde acaba por perceber que afinal não existia e vê-se envolvido numa conspiração da qual só sairá morto, caso não lute a par com Amy contra esse destino.
Sem ter uma história original e inovadora, é um filme sólido e bem montado, envolve e entretém com uma intriga ritmada com alguns momentos de imprevisibilidade e boas cenas de acção. Cativante e com um certo encanto intelectual, um filme que dá gosto ver.
Após mais de 14 anos a trabalhar como agente da CIA, Ben Logan começa agora a questionar a sua vida. Quando a sua ex-mulher morre deixando Amy, a filha adolescente de ambos, ao cuidado do avô, Logan resolve abandonar a CIA e dedicar mais tempo a ser pai. Logan consegue um emprego na multinacional Hudson Security Systems e muda-se para a Bélgica com Amy. Mas um dia, ao chegar ao trabalho, Logan descobre os escritórios vazios e que a empresa e os seus colegas desapareceram, como se nunca tivessem existido. Na procura de uma lógica para o sucedido, Logan torna-se um alvo a abater por um colega da empresa onde trabalhava, vendo-se obrigado a fugir com Amy. Na fuga frenética que se segue, Logan começa por desenrolar o novelo da intriga em que se vê enredado, e que envolve o governo americano, um poderoso Barão de Negócios, assassinos profissionais e Anna Brandt uma agente da CIA numa missão de encobrimento do poder corporativo. Mas a única coisa com que todos eles não contavam era encontrar em Logan um assassino disposto a tudo para salvar a única pessoa que ele realmente ama.
Fonte: cinema.sapo.pt
The Expatriate no IMDB.

Santos Populares


Gostava tanto de ir aos Santos a Lisboa, respirar aquele espírito de arraial, quero lá saber de marchas e coisas que tais, eu gosto é de festas de rua, arraiais, festa rija.

Fonte da foto: aqui

É isso mesmo

«Olha as pessoas nos olhos. Cumprimenta firme. Sorri. Usa protector solar. Come maçãs com casca. Aprende com os mais velhos. Ajuda os mais velhos. Sorri para as pessoas. Principalmente para as mais velhas. Não gastes mais do que aquilo que tens. Lê tudo o que possas, ainda que sejam maus livros. Canta alto. Ouve música. Abre a janela do carro. Trata as pessoas, todas elas, com respeito. Tem um cão grande. Mas não o compres. Aprende a usar os talheres. Não adoces o café. Não contes anedotas se não tiveres jeito. Abraça. Não beijes, abraça. Corre de manhã. Aprecia o cheiro da terra molhada, não há outro igual. Diz às pessoas que amas que as amas. Mas só a essas. Não abras páginas de facebook. Resolve os teus problemas antes de dormir. Ouve o teu pai. E a tua mãe. Não tenhas vergonha de chorar defronte de um quadro. Não tenhas vergonha de chorar seja por que razão for. Escreve à mão. Lê jornais. Anda a pé. Não compres sapatos apartados. Eles nem sempre alargam. Viaja. Se não souberes onde gastar o dinheiro, viaja. Se estiveres indeciso entre comprar um carro e viajar, viaja. Tem um filho. Tem outro filho. Joga poker. Não tenhas medo. Nunca tenhas medo.»

Por Pipoco Mais Salgado.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Iron Man 3



Ir ao cinema é sempre um acontecimento interessante, pois é um sítio onde raramente vou por diversas razões. A última dia ao cinema foi para ver o Iron Man 3 com os amigos. Esta deve ser a única triologia que vi inteira no cinema.
Sou fã assumida do Robert Downey Jr e acho que ele encaixa perfeitamente no papel de Homem de Ferro.
A história foca-se na luta do super herói contra um terrorista, um cientista brilhante cujas armas por si criadas podem levar à destruição total e que conhece bem as fragilidades de Tony Stark.
A personagem a que Robert Downey Jr dá vida é de se lhe tirar o chapéu, arrogante, inteligente, bem humorada sem perder a postura, em torno da qual todo o filme gira.
Um filme e uma história que não desiludem, não surpreendem por aí além, mas seguramente não desiludem.
Frente a frente o ousado e brilhante industrialista Tony Stark / Homem de Ferro e um inimigo que não conhece barreiras. Quando Stark encontra o seu mundo pessoal destruído pelas mãos do seu inimigo, embarca numa angustiante busca para encontrar os responsáveis. Esta busca irá testar constantemente a sua determinação. Encostado à parede, Stark terá de lutar sozinho, contando apenas com o seu engenho e instinto para proteger os que lhe são mais próximos. Na luta para regressar, Stark descobre a resposta à questão que secretamente o tem atormentado: o homem faz o fato ou o fato faz o homem?
Fonte: cinema.sapo.pt
Iron Man 3 no IMDB.

ColorRun - Coimbra


Ainda não tinha tido oportunidade de mencionar aqui o quão divertido e colorido foi a ColorRun que decorreu no dia 4 de Maio aqui nesta bela cidade de estudantes, já lá vai um mês.
A expectativa era alta, a julgar pela publicidade que se fazia "os 5km mais divertidos do planeta", o que é certo é que foi realmente divertido e bem organizado. O mais aborrecido foi o tempo ao sol em cima da ponte antes da partida, porque só partiam 1000 pessoas de cada vez e participaram mais de 13000 pessoas. Estar na ponte, tudo aos saltos e sentir a ponte abanar foi qualquer coisa de surreal.
Conseguimos correr, às vezes só dava para andar porque as pessoas acumulavam-se nos pontos de cor, conseguimos levar com muito pó de tinta, e rir muito. No fim ainda havia um DJ para animar a malta e barraquinhas para comer e beber. Durante a corrida deram-nos águas em alguns pontos, mas continuo a achar que no final deviam dar uma buchazinha, que depois de tanta parvalheira uma pessoa fica com uma certa fome e ao preço que pagámos pela inscrição acho que era adequado. É sempre bom passar uma tarde divertida com os amigos de cá e os que vieram de Lisboa só para participar. O estado da minha roupa, pele e cabelo foi este que se vê na foto, tive de esfregar-me muito bem e o cabelo teve de ser lavado duas vezes, saiu tudo mas foi precisa alguma insistência.
É possível que volte a repetir a experiência, já que fico sempre muito contente quando estas iniciativas ocorrem nesta bela cidade, porque Portugal não é só Lisboa...