domingo, 22 de setembro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
O Fim da Inocência II, de Francisco Salgueiro
"O Fim da Inocência 2" surge na linha do anterior mas desta vez da perspectiva de um rapaz. Gonçalo é um adolescente como tantos que conhecemos, filho de gente com uma vida financeira abastada, com uma vida simples e fácil cujos pais passam mais tempo a trabalhar e a tratar da vida social do que propriamente a educar os filhos, Gonçalo e Constança, mais nova que o irmão. Como toda a sua geração, Gonçalo é viciado na Internet, especialmente no Facebook e tudo na vida se traduz no número de Likes que se consegue nesta rede social para aumentar o ego e sentir-se importante e popular.
Diogo, João, Isabel, Sara e Madalena são o grupo de amigos, a aprender e a descobrir a sexualidade e as drogas por si só, demasiado cedo e sem qualquer acompanhamento parental que os possa fazer ver o que afinal é certo e é errado, porque aos 13 anos é muitas vezes dúbia a linha entre o certo e o errado. As drogas, a gravidez na adolescência, o roubo de telemóveis cheios de fotos pornográficas, não são coisas que só acontecem aos outros, ao contrário do que estes jovens ainda pensam. Parecendo que não, as experiências destes jovens na "idade da parvalheira", a adolescência, vão moldá-los para o resto da vida.
"O Fim da Inocência 2" é mais uma história verídica e assustadora da juventude dos nossos dias.
Este livro é um abrir de olhos para os pais que pensam que os seus filhos são melhores que os outros, que não se metem em perigos e aventuras e que são bem formados. A boa educação não cai do ar.
No fundo este é um livro que conta uma história verdadeira e demasiado triste.
Com boas notas, e a estudar num dos melhores colégios de Lisboa, Gonçalo é o filho que todos os pais gostariam de ter.
Desde cedo, ele e o grupo de amigos são bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e celebridades levando a uma erotização precoce. A ausência de educação sexual por parte dos pais e colégio leva-os a investigar o extenso mundo da pornografia na internet. Em simultâneo, a sua impreparação para lidarem com as redes sociais leva-os a serem participantes e vítimas na busca vertiginosa de likes para ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nos desafios e nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação online com estranhos, serem paparazzi da vida uns dos outros e a prostituição com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não existe, apenas o logo à noite.
Depois do best-seller que abalou a sociedade portuguesa, Francisco Salgueiro regressa com uma nova história sobre os adolescentes portugueses do século 21.
Fonte: fnac.pt
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Não esquecer #265
Cumpro isto religiosamente, e está quase a chegar o dia de ir conhecer um lugar novo este ano.
Fonte: icanread
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
A Última Canção da Noite, de Francisco Camacho
"A Última Canção da Noite", de Francisco Camacho, cruza a história de uma estrela do rock, Jack Novak, e de um crítico de música, David Almodôvar. Jack é o guitarrista dos Bitters com um talento comparável a Jimmy Hendrix, que sofre com a fama que a êxito lhe conferiu. David, fã assumido dos Bitters e de Jack, ganha a vida a fazer críticas de músicas até ao dia em que é injustamente acusado de plágio e, no entretanto, é deixado pela mulher que ama, Vera.
O destino de Jack e David junta-se no dia que Jack reaparece (três anos depois do seu desaparecimento misterioso) em Portugal, o país onde passou parte da sua infância, para contar a sua história a alguém que a escreva e esse alguém será David, que Jack achou ter sido o único crítico que algum dia o compreendeu. No entretanto, David tem de tentar recuperar Vera e o seu amor, então parte para Marrocos com Jack ao lado e enquanto o guitarrista conta a sua história, David tenta encontrar Vera, sempre com uma banda sonora a acompanhar a viagem.
A história do desaparecimento de Jack é contada com recurso a analepses, para recuar ao contexto político da guerra dos Balcãs e à Croácia nos anos 90 e assim pode contar a vida de Jack.
O livro leva-nos numa viagem que passa por Cluj, Berlim, Londres, Croácia, La Herradura, Marrocos e Lisboa, que a cada página virada dá ainda mais vontade de saber como acabarão as histórias de Jack e David.
Jack Novak – o conceituado guitarrista dos Bitters que há muito conquistou o respeito das elites e o coração das massas – desaparece misteriosamente durante uma digressão da banda pela Europa de Leste, numa madrugada pródiga em estranhos acontecimentos. O incidente dá, por isso, origem a uma onda de especulações e deixa uma multidão de fãs na expectativa de uma verdade que, todavia, tarda em chegar. Um desses admiradores é o português David Almodôvar, crítico de música desempregado e caído em desgraça, que atravessa uma crise existencial e tem um desafio quase impossível pela frente: descobrir o paradeiro de Vera e dar-lhe a derradeira prova de amor que ela lhe exige. Quando os destinos destes dois homens se cruzam, David vê-se confrontado com as motivações de dois desaparecimentos – o da mulher que ama e o do músico que idolatra – e empreenderá uma viagem que lhe permitirá conhecer um segredo que Jack já desistiu de guardar e, ao mesmo tempo, resolver o tremendo impasse em que se encontra. Com um ritmo imparável, diálogos sublimes e uma história surpreendente que decorre em geografias tão distintas como o deserto de Marrocos ou a cidade de Berlim, "A Última Canção da Noite" é um romance de contrastes sobre os dilemas e as paixões que moldam a nossa vida quando a noção de mortalidade nos atinge de forma inescapável.Fonte: fnac.pt
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Snitch
Inspirado numa história real, "Snitch" conta a história de um pai que tudo faz para que o seu filho não seja acusado injustamente de tráfico de droga, o que lhe pode valer uma pena de prisão de 10 anos. No auge do desespero por fazer justiça e libertar o seu filho, John Matthews (Dwayne Johnson) faz um acordo com o Governo e acaba por ser informante da divisão de narcotráfico infiltrado num cartel de droga.
É um filme com algumas cenas de acção, com um argumento interessante, que explora o desespero e a tensão de um pai que se vê a braços com a prisão do filho e as agressões que ele sofre na prisão.
Quote:
John Matthews: I admire you so much. The stand you're taking. You didn't take the easy way out. Not setting up one of your friends. I couldn't do what you did. So it looks like you're the one teaching me what real character and integrity is all about. I love you, son.
Dwayne Johnson é um pai cujo filho adolescente foi injustamente acusado de um crime de tráfico de droga e arrisca-se a uma sentença mínima de 10 anos de cadeia. Desesperado e determinado a resgatar seu filho a todo custo, ele faz um acordo para trabalhar numa perigosa missão, como informador infiltrado junto de traficantes de drogas – arriscando tudo, incluindo a sua família e sua a própria vida.Fonte: cinema.sapo.pt
Snitch no IMDB.
domingo, 8 de setembro de 2013
O mar enrola na areia
Adormecer ao som das ondas do mar da minha praia não é para todos!
Caramba, gosto mesmo deste sítio!
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Percebes que...
... Setembro não vai ser um bom mês quando ao 4º dia do mês já gastaste com o carro em seguro, revisão e arranjo, inspecção e imposto mais do que aquilo que ganhas no mês inteiro...
Fonte: weheartit
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
I Give It a Year
Josh (Rafe Spall) e Nat (Rose Byrne) conhecem-se e começam a namorar. Ao fim de poucos meses casam e nenhum dos amigos ou familiares acredita que aquela relação vá durar muito, pois o feitio de um é completamente o oposto do outro. Uns meses depois de terem casado já estão infelizes e sem saberem o que fazer. Entretanto Josh reaproxima-se da amiga e ex-namorada Chloe (Anna Faris) e Nat conhece um cliente que a encanta, Guy (Simon Baker).
Esta comédia romântica, sem grande sumo, segue os típicos estereótipos das comédias românticas americanas, sem grandes interpretações ou desempenhos relevantes, sem grande surpresa, portanto. Eu diria mesmo que é um filme fraquinho.
Não é uma grande comédia nem um grande romance, é apenas aquilo que esperava, hora e meia de boa disposição com um final feliz, e mais nada.
Apesar das suas diferenças, o escritor Josh e a ambiciosa Nat vivem delirantemente felizes desde que se conheceram numa festa. Josh é um sonhador, Nat é pragmática, mas a química entre eles é inegável. O seu casamento é um sonho tornado realidade, mas ninguém - nem família, nem amigos ou até o padre que os casou - acreditam que vai durar. A ex-namorada de Josh, Chloe, e o atraente novo cliente de Nat são duas alternativas sedutoras.Fonte: cinema.sapo.pt
I Give It a Year no IMDB.
La Cage Dorée
Maria (Rita Blanco) e José Ribeiro (Joaquim de Almeida) são dois portugueses emigrantes a viver em França há mais de 30 anos, ela porteira e ele pedreiro. Os seus filhos Pedro (Alex Alves Pereira) e Paula (Barbara Cabrita) já nasceram em Paris e estão perfeitamente integrados na sociedade francesa. Quando Maria e José recebem a notificação que herdaram a quinta da família no Douro começam a sonhar com o regresso ao seu país e à sua terra. Tentam manter segredo até decidir se efectivamente regressam ou não, mas a notícia espalha-se sem que eles saibam e toda a vizinhança começa a conspirar para que eles não regressem pois têm noção da falta que eles lhes fazem em Paris, enquanto pessoas e trabalhadores.
Este é um filme que mostra a vida dos emigrantes portugueses em França com gosto e elegância, com orgulho no feitio trabalhador dos portugueses, com grandes interpretações dos actores escolhidos.
Ruben Alves, o realizador, é, apesar de francês, ele próprio filho de emigrantes portugueses, filho de uma porteira e de um pedreiro. Dá gosto ver como os portugueses e os franceses se renderam a este filme, um filme onde se mistura o talento dos actores portugueses, franceses e luso-descendentes.
Mostrando ao mundo a realidade dos emigrantes portugueses em França, este filme é uma comédia inteligente muito perspicaz, uma bonita homenagem aos nossos emigrantes e à sua luta para singrar em terras estrangeiras.
"A Gaiola Dourada" faz rir em muitas ocasiões mas também dá que pensar, um arrepio corre-nos no corpo quando numa casa de fados em Paris Catarina Wallenstein canta o fado (da Amália) e várias cenas se vão sucedendo até culminar com a última frase deste fado "Das mãos de Deus tudo aceito, mas que morra em Portugal".
Um filme que recomendo a todos os portugueses quer tenham família emigrante ou não, porque aqui está retratada um bocadinho da nossa história.
E este é o fado que faz arrepiar.
C'est ça que c'est bon.
Num dos melhores bairros de Paris, Maria e José Ribeiro vivem há cerca de 30 anos na casa da porteira no rés-do-chão de um prédio da segunda metade do século XIX. Este casal de imigrantes portugueses é querido por todos no bairro: Maria uma excelente porteira e José um trabalhador da construção civil fora de série. Com o passar do tempo, este casal tornou-se indispensável no dia-a-dia dos que com ele convivem. São tão apreciados e estão tão bem integrados que, no dia em que surge a possibilidade de concretizarem o sonho das suas vidas, regressar a Portugal em excelentes condições, ninguém quer deixar partir os Ribeiro, tão dedicados e tão discretos. Até onde serão capazes de ir a sua família, os seus vizinhos e os patrões para não os deixarem partir? Mas estarão, a Maria e o José, verdadeiramente com vontade de deixar França e de abandonar a sua preciosa gaiola dourada?Fonte: cinema.sapo.pt
La cage dorée no IMDB.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Gosto de ir à praia de manhã
Este ano as férias de Verão foram única e exclusivamente passadas na minha praia, a do costume. Foram 15 dias de boa vida por lá.
Não digo que foram de descanso porque descanso foi coisa que efectivamente não houve.
O problema (ou será a vantagem?) de passar férias na minha praia é que se conhece toda a gente, está sempre lá muita gente amiga de férias e é impossível haver descanso, são almoços com uns, jantares com outros, tardes de praia com outros, caminhadas pela manhã e copos à noite com outros!
Foi a primeira vez que passei 15 dias de férias seguidos por lá depois de deixar de ser estudante, em que o mês de Agosto era inteiramente passado lá, e devo dizer que não me arrependo nada, foi até revigorante voltar a estar por lá tanto tempo seguido. Se no próximo ano se proporcionar posso muito bem voltar a fazer o mesmo, porque...there's no place like home.
Não digo que foram de descanso porque descanso foi coisa que efectivamente não houve.
O problema (ou será a vantagem?) de passar férias na minha praia é que se conhece toda a gente, está sempre lá muita gente amiga de férias e é impossível haver descanso, são almoços com uns, jantares com outros, tardes de praia com outros, caminhadas pela manhã e copos à noite com outros!
Foi a primeira vez que passei 15 dias de férias seguidos por lá depois de deixar de ser estudante, em que o mês de Agosto era inteiramente passado lá, e devo dizer que não me arrependo nada, foi até revigorante voltar a estar por lá tanto tempo seguido. Se no próximo ano se proporcionar posso muito bem voltar a fazer o mesmo, porque...there's no place like home.
"O que deve saber aos 20 anos, mas ninguém lhe diz"
Li um artigo no outro dia cujo título era este mesmo: "O que deve saber aos 20 anos, mas ninguém lhe diz". Olho para trás e, apesar de ainda não terem passado assim tantos anos desde que eu andava nos 20, é quase tudo verdade.
Aqui está, retirado do Expresso:
E atenção, eu faço questão de informar toda a malta que anda ali na faixa etária dos 18-22 que isto é mesmo assim, que é assim que vai ser e por mais que corram ou saltem não vai fugir muito disto. Hoje chego à conclusão que segui muito destes conselhos mesmo sem mos terem dado, fiz boas opções, é um facto.
Fonte da foto: Weheartit
Aqui está, retirado do Expresso:
1.Mantenha o contacto com os amigos verdadeiros
É fácil perder o pé nos próximos tempos, ofuscado com a quantidade de pessoas novas que vão entrar na sua vida e a animação constante que se avizinha. Mas não se esqueça de continuar a falar com os seus melhores amigos de sempre, porque esses você sabe que estarão sempre ao seu lado, já o mesmo não pode dizer (para já) das pessoas que vai conhecer daqui em diante.
2.Apesar de ser inteligente, o seu cérebro ainda está em formação. Escute os seus pais, mais do que eventualmente gostaria
Só aos 23 anos o seu cérebro consegue estabelecer todas as ligações que o tornam realmente 'adulto'. Até lá (e também depois disso...) continue a escutar os conselhos e os alertas dos seus pais. Eles são (na maioria dos casos) mais fiáveis do que as suas ideias.
3.Aproveite o momento
Mais do que em qualquer outra fase da sua vida, esta é a altura em que está mais concentrado no seu futuro. Mas vá com calma. Isso é bom para se agarrar aos estudos e dar o seu máximo, mas não deixe de viver por causa disso. Saber gozar cada momento é uma capacidade que vai perdendo à medida que os anos passam. Aproveite-a agora!
4.Vai sentir saudades desse seu corpo mais tarde
Chegará o dia em que terá saudades mesmo dessas partes do seu corpo que hoje odeia. E por mais inacreditável que lhe pareça, até vai achar que, afinal, eram quase perfeitas. Cuide bem do seu corpo. Alimente-se de forma saudável e faça exercício físico.
5.Se alguém for realmente indelicado consigo, o problema está nele, não em si
Palavras duras e injustas são geralmente usadas por pessoas inseguras contra aqueles que consideram mais fortes ou melhores do que elas, como a única forma de os tentar abalar. Não se deixe abater.
6.Aprenda a pedir desculpa
Admita quando errou. Diga 'lamento', seja humilde e não arranje mais desculpas para se justificar.
7.A formação é muito importante
Acredite que se vai orgulhar da sua licenciatura para o resto da vida... e se irá arrepender se não a completar. Não interessa se vai ser médico, engenheiro ou professor, ou seguir uma profissão que nada tem a ver com o seu curso, mas fique com a certeza que será sempre um profissional melhor e uma pessoa mais esclarecida.
8.Deve dizer NÃO sempre que achar necessário
A vida é sua e ninguém o pode obrigar a fazer aquilo que não quer. Mesmo que agora as consequências lhe pareçam pesadas, vai sentir-se muito pior se aceder a fazer algo que considera errado ou inapropriado, apenas porque os outros querem.
9.Tudo o que 'postar' nas redes sociais fica para sempre
Uma fotografia que retrata um momento embaraçoso, um vídeo atrevido ou um comentário irreflectido podem impedi-lo de chegar tão longe como gostaria. Cada vez mais os recrutadores usam as redes sociais para conhecer a verdadeira personalidade dos candidatos.
10.Siga a sua voz interior
Não se deixe manipular pelos outros em relação ao que pretende fazer da sua vida. Se o seu sonho é ser advogado não dê ouvidos ao seu melhor amigo que quer à força levá-lo com ele para Publicidade. Até pode ser uma carreira mais excitante, mas se não é isso que o entusiasma, deixe-o ir.
11.A meditação ajuda-o a alcançar os objectivos
Não deixe que os dias passem uns atrás dos outros, sem parar um pouco para reflectir se está a caminhar na direção certa. O curso pode não ser afinal aquilo que imaginara, e não vale a pena esperar pelo final para depois voltar a trás ou transformar-se numa pessoa infeliz. Quanto mais cedo se aperceber e tomar medidas, mais rapidamente muda para o rumo certo. Mas este hábito também lhe será muito útil em outras questões do dia-a-dia - na escolha dos amigos, no tipo de vida que leva, no investimento que está a fazer no estudo, entre outras coisas.
12.Viaje
Esta é a fase ideal para conhecer outras formas de estar na vida. Nem sempre é preciso gastar muito, se souber procurar boas oportunidades. Pode viajar de comboio, autocarro ou em voos low cost e tentar ficar em casa de amigos, ou de amigos de amigos, para poupar na estadia. E porque não aproveitar o convite do seu colega polaco para ir visitar o país dele? Vai precisar de mundo para ser um bom profissional e isso não se consegue na faculdade.
13.Não polua o seu corpo
Não fume, não abuse do álcool, não tome drogas, e reduza a junk food ao máximo. As toxinas afetam não apenas a sua saúde, mas também a sua beleza exterior - arruínam a pele, o cabelo e retiram-lhe o brilho característico da juventude. E estes hábitos influenciam a imagem que as pessoas constroem sobre si. Cuide-se.
14.Dê uma oportunidade aos outros
Escute as pessoas mesmo quando não concorda com elas. Tente perceber o que as leva a defender argumentos diferentes dos seus - por vezes, até há factos que pode desconhecer. Não faça julgamentos precipitados. Tenha uma mente aberta.
15.Seja você próprio
Pare de se comparar com os outros ou de tentar ser uma cópia de alguém. Esse é um comportamento típico da adolescência que é suposto não levar na bagagem para a faculdade. Aprenda a valorizar os seus pontos fortes e tente melhorar os fracos, sem lhes dar demasiada importância.
16. Fale com os professores
Peça ajuda sempre que precisar. Na faculdade os professores são mais distantes, mas não são inacessíveis. Conversar com eles sobre dúvidas ou dificuldades pode até contribuir para que fiquem com mais atenção ao seu desempenho e possam ajudar a abrir-lhe algumas portas quando for preciso.
17.Se quer receber, não se esqueça de dar
Em vez de se queixar que a senhora de idade que lhe aluga o quarto lhe desliga o esquentador quando se demora no duche e não o deixa cozinhar depois das 21h, já pensou em oferecer-se para lhe carregar os sacos do supermercado ou a ajudou a conversar com o neto que está em Londres, através do Skype? Se lhe tentar agradar mais vezes, talvez ela até o adote como um neto e feche os olhos a algumas coisas
18.As pessoas vão tratá-lo da forma que as deixar
Está nas suas mãos o poder de determinar como as pessoas o vão tratar. Rodeie-se de pessoas positivas, bem formadas e divertidas, e mantenha as negativas ou abusadoras à distância. Esta é a forma de ter uma vida mais agradável.
19.Repare como os colegas tratam os pais e... os empregados
Quando conhece alguém (especialmente alguém por quem se sinta atraído), observar como lida com os pais é um bom indicador do que poderá esperar dessa pessoa no futuro. Também a forma como trata os empregados - de lojas, cafés - diz muito sobre o seu carácter.
20.É possível ter boas notas e divertir-se ao mesmo tempo
O truque é fazer uma boa gestão do tempo. A universidade implica muito mais estudo do que o secundário, mas não precisa de lhe dedicar todo o tempo que passa acordado. Além disso, não é necessário estudar afincadamente todos os dias. Nas épocas de testes e exames convém reduzir as saídas, mas há sempre espaço para desanuviar. Preocupe-se em descobrir rapidamente qual o melhor método de estudo e depois encaixe a diversão no tempo livre.
E atenção, eu faço questão de informar toda a malta que anda ali na faixa etária dos 18-22 que isto é mesmo assim, que é assim que vai ser e por mais que corram ou saltem não vai fugir muito disto. Hoje chego à conclusão que segui muito destes conselhos mesmo sem mos terem dado, fiz boas opções, é um facto.
Fonte da foto: Weheartit
Now You See Me
"Now You See Me", realizado por Louis Leterrier, é um thriller original e com bastante criatividade e suspense. A história é construída à volta de truques de magia, quatro mágicos são escolhidos para integrarem o grupo dos "Quatro Cavaleiros", J. Daniel Atlas (Jesse Eisenberg), Merritt McKinney (Woody Harrelson), Henley Reeves (Isla Fisher) e Jack Wilder (Dave Franco), dirigido não se sabe por quem, cujos maiores truques resultam em assaltos a bancos. Esse resultado faz com que sejam procurados por uma equipa de agentes entre os quais Dylan Rhodes, (Mark Ruffalo) e a agente Alma Dray (Mélanie Laurent) da Interpol. O cérebro por trás dos "Quatro Cavaleiros" está sempre alguns passos à frente da polícia, que os tenta apanhar a todo o custo. O elenco conta ainda com o grande Morgan Freeman na pele de um mágico que ganha a vida a desvendar os truques de outros mágicos.
É difícil imaginar o desfecho do final quase até o próprio chegar.
Eu que nem sou muito fã de truques e magia, fiquei espantada com alguns truques, mesmo os simples, é que eu também pensei naquela carta no primeiro truque do filme...
J. Daniel Atlas: Don't worry about it. I'll call you.
Atlas Groupie: You don't have my number.
J. Daniel Atlas: I'm magic. I'll find it. Have a good night.
Uma equipa de elite do FBI num jogo de "gato e rato" contra "Os Quatro Cavaleiros ", uma super equipa que reúne os maiores ilusionistas do mundo. Durante os seus espetáculos "Os Quatro Cavaleiros" executam uma série de ousados golpes contra corruptos líderes do mundo dos negócios, provocando depois uma “chuva” dos lucros roubados sobre a audiência, permanecendo sempre um passo à frente da lei.Fonte: cinema.sapo.pt
Now You See Me no IMDB.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Madrugada Suja, de Miguel Sousa Tavares
O mais recente romance de Miguel Sousa Tavares já fez correr muita tinta fruto de opiniões bastante diversas, pessoas espantadas que não julgam ter sido possível o mesmo autor a escrever o brilhante Equador e esta obra de segunda, de acordo com opiniões a que sou alheia.
Na minha modesta opinião, que vale o que vale, Madrugada Suja não está claramente ao nível de Equador porque não é esse o propósito desta obra. Madrugada Suja não pretende ser um romance histórico que prende e apaixona, Madrugada Suja é um romance que esconde uma crítica à vida social e política do nosso país no pós-revolução, é uma viagem pela corrupção e pelos subornos, pelos jogos de interesses, pela desertificação do interior, pela política suja, e, arrisco a dizer, bem conseguida.
A história começa com um acidente causado pela loucura das festas universitárias mas depressa nos leva a uma aldeia perdida no meio do Alentejo, Medronhais da Serra, à qual já poucos habitantes restam. Foi em Medronhais da Serra que Filipe cresceu, perdendo a mãe e posteriormente o pai, foi criado pelos avós, pessoas que sempre viveram naquele lugar e que não pretendem dali sair. Filipe, sendo a personagem mais central da história, vê-se envolvido em jogos de interesses, corrupção, dilemas interiores e todo um conjunto de situações que se materializam nas críticas do autor.
É um livro envolvente com romance, história, crítica e política e frisa-nos em várias situações que um pequeno erro acompanha-nos para o resto da vida e, quando menos esperamos, os segredos são revelados e a vida como a conhecíamos pode deixar de existir.
Muito para lá do romance, Madrugada Suja é uma crítica dura ao nosso Portugal.
Li-o compulsivamente, com a curiosidade que os livros do Miguel Sousa Tavares me causam.
Do livro todo apenas condeno o final, é um final pouco realista para uma história com tantas verdades.
Um pequeno excerto do livro:
"Um Portugal de aldeias mortas, de comerciantes falidos, de agricultores sentados à berma das estradas construídas com os dinheiros da Europa, vendo passar os grandes camiões TIR que traziam de Espanha e dessa Europa as frutas e os legumes criados em estufas maiores do que quaisquer hortas deles, em direcção aos centros comerciais onde, em breve, eles próprios aprenderiam o novo e insípido sabor dos melões e das cebolas, dos reinventados “frangos do campo”, ou dos porcos sem gordura nem pecado, embalados em vácuo."
O livro, nas palavras de Miguel Sousa Tavares:
Um surpreendente romance
sobre o Portugal que construímos.
Três histórias que se cruzamdesde uma aldeia deserta até ao topo do poder.No princípio, há uma madrugada suja: uma noite de álcool de estudantes que acaba num pesadelo que vai perseguir os seus protagonistas durante anos.Depois, há uma aldeia do interior alentejano que se vai despovoando aos poucos, até restar apenas um avô e um neto. Filipe, o neto, parte para o mundo sem esquecer a sua aldeia e tudo o que lá aprendeu. As circunstâncias do seu trabalho levam-no a tropeçar num caso de corrupção política, que vai da base até ao topo. Ele enreda-se na trama, ao mesmo tempo que esta se confunde com o seu passado esquecido.Intercaladamente, e através de várias vozes narrativas, seguimos o destino dessa aldeia e em simultâneo o dos protagonistas daquela madrugada suja e daquela intriga política. Até que o final do dia e o raio verde venham pôr em ordem o caos aparente.
Excerto
«E agora, de volta à minha aldeia, onde a luz eléctrica chegara tarde demais para os homens, madrugada dentro, eu lia o Guerra e Paz. Numa aldeia morta, numa noite deserta, seguia, como se estivesse a ver, o esplendor dos salões de baile do Império Russo, a imensidão das estepes gélidas, os gritos de horror dos estropiados pelo fogo dos canhões de Napoleão Bonaparte, e chegava-me mais ao calor da lareira para não sentir a solidão das trincheiras de lama, húmidas, frias, desoladas, onde se abrigava o exército de Kutúsov. Alguém dissera um dia que se podia viver sem tudo, menos água e comida, mas que viver sem livros e sem música não seria o mesmo que viver.»
Fonte: fnac.pt
Debaixo de Algum Céu, de Nuno Camarneiro
"Debaixo de Algum Céu" deu a conhecer ao mundo literário o autor Nuno Camarneiro depois de lhe ser atribuído o Prémio Leya 2012 por esta obra tão bem escrita.
Neste livro fala-se do Homem em geral, da sua vida rotineira, das inspirações, dos objectivos, das frustrações.
A história passa-se em apenas uma semana, a semana que inclui o Natal e o Ano Novo, e nessa semana a vida daquelas pessoas que moram naquele prédio à beira mar é descortinada de uma forma tão real que nos apercebemos que todos nós temos um bocadinho de alguma daquelas pessoas, um história cheia de encontros e desencontros fruto de uma tempestade que deixa o prédio às escuras. Naquele prédio vive um jovem padre numa crise de Fé, uma viúva com o seu gato, dois casais de média idade com filhos, um jovem solitário e um reformado misterioso. Ainda que um dos apartamentos esteja vago, também ele tem uma história com gente dentro. Nos dias em que li este livro, quase me senti parte daquele prédio.
De uma escrita mais fácil que o livro anterior Nuno continua a escrever frases que chegam a ser poéticas, frases com sentimento dentro que facilmente convidam à reflexão.
Num prédio encostado à praia, homens, mulheres e crianças - vizinhos que se cruzam mas se desconhecem - andam à procura do que lhes falta: um pouco de paz, de música, de calor, de um deus que lhes sirva. Todas as janelas estão viradas para dentro e até o vento parece soprar em quem lá vive. Há uma viúva sozinha com um gato, um homem que se esconde a inventar futuros, o bebé que testa os pais desavindos, o reformado que constrói loucuras na cave, uma família quase quase normal, um padre com uma doença de fé, o apartamento vazio cheio dos que o deixaram. O elevador sobe cansado, a menina chora e os canos estrebucham. É esse o som dos dias, porque não há maneira de o medo se fazer ouvir.
A semana em que decorre esta história é bruscamente interrompida por uma tempestade que deixa o prédio sem luz e suspende as vidas das personagens - como uma bolha no tempo que permite pensar, rever o passado, perdoar, reagir, ser também mais vizinho.
Entre o fim de um ano e o começo de outro, tudo pode realmente acontecer - e, pelo meio, nasce Cristo e salva-se um homem. Embora numa cidade de província, e à beira-mar, este prédio fica mesmo ao virar da esquina, talvez o habitemos e não o saibamos. Com imagens de extraordinário fulgor a que o autor nos habituou com o seu primeiro romance, "Debaixo de Algum Céu" retrata de forma límpida e comovente o purgatório que é a vida dos homens e a busca que cada um empreende pela redenção.
Fonte: fnac.pt
Um Lugar Dentro de Nós, de Gonçalo Cadilhe
Depois da leitura de "No Meu Peito Não Cabem Pássaros" precisava de uma leitura mais leve e factual e claro que nada melhor que o mais recente livro de Gonçalo Cadilhe, "Um Lugar Dentro de Nós" que aguardava na estante pela sua vez de saltar dela e deliciar-me com as suas viagens pelo mundo.
Através das histórias de Gonçalo Cadilhe também eu viajo, ou pelo menos sonho acordada, e fico sempre com vontade de bater com a porta e ir por aí viver estes sonhos, ir conhecer lugares e pessoas, porque sei que quando se volta não se volta igual.
As histórias do seu mundo são cativantes e fascinam, fazem sorrir e sonhar, fazem conhecer e até ponderar ir, não nestes moldes, mas ir.
Cada capítulo, cada viagem e cada fotografia deste livro são únicos e exigem um momento de reflexão, um momento para parar e pensar "e se fosse eu?".
Este é um livro diferente dos nove anteriores que Gonçalo já escreveu, este livro não corre o mundo na sua forma mais normal, este livro faz uma viagem ao interior da alma do autor, com reflexões pessoais que não nos deixam indiferentes porque depois de tantas viagens Gonçalo nunca mais foi o mesmo menino que um dia saiu de casa na Figueira da Foz para correr mundo.
"Não são as pessoas que fazem as viagens mas sim as viagens que fazem as pessoas."
John Steinbeck
Não importa onde te leva a viagem mas sim o que ela faz de ti.Depois de nove livros trepidantes sobre as suas viagens, Gonçalo Cadilhe apresenta nesta obra o seu trabalho mais sereno e envolvente até à data. Um Lugar Dentro de Nós não pretende partilhar apenas as jornadas do autor e de outras pessoas com quem se cruza, mas visa essencialmente inspirar o leitor para que cumpra o seu próprio destino. «Não sigas a minha viagem. Procura que a tua viagem surja dentro de ti.»Um Lugar Dentro de Nós apresenta um conjunto de reflexões vividas em viagem e uma série de imagens de alguns lugares espalhados pelo mundo, mas captadas pela sensibilidade do homem que olha e não do homem que escreve. «O que me interessava fotografar era a minha própria felicidade, feita de luz e pureza sobre a paisagem. Cada fotografia minha era um lugar dentro de mim.»
Excertos
«Cada vez que deixamos de ser eficientes, cumpridores, responsáveis, pontuais, cada vez que reformulamos as prioridades da vida e metemos o tempo à frente do dinheiro, os amigos à frente do patrão, a conversa à frente do negócio, a lentidão à frente da pressa, somos mais felizes.»
«E de noite, sempre à noite, apoiado na amurada, no silêncio e na contemplação que só o infinito líquido e ondulante dos oceanos permite, compreendia o mesmo que qualquer astronauta pode compreender: que este planeta nunca deveria ter sido chamado de Terra por ninguém, pois a sua substância fundamental é a água, e os indivíduos mais felizes da espécie humana são aqueles que a escolhem como caminho de viagem.»
Fonte: fnac.pt
No Meu Peito Não Cabem Pássaros, de Nuno Camarneiro
"No Meu Peito Não Cabem Pássaros" é o romance de estreia de Nuno Camarneiro, jovem escritor da Figueira da Foz recentemente galardoado com o Prémio Leya 2012 (com a obra "Debaixo de Algum Céu") que não conheci apenas aquando da sua nomeação para o Prémio Leya, os laços com a nossa pessoa em comum fizeram-me conhecê-lo há anos numa altura em que talvez não sonhasse que um dia haveria mesmo vencer tal prémio. Adiante.
Este livro conta três histórias distintas e individuais de Fernando, Karl e Jorge, que temporalmente se localiza em 1910 aquando da passagem de dois cometas pelo nosso planeta.
Cada capítulo remete para uma das três histórias, e embora as três personagens sejam bem conhecidas no mundo da literatura, o facto de Fernando ser Pessoa, Karl ser Kafka e Jorge ser Jorge Borges pode passar ao lado dos mais distraídos e dos que não fizeram uma pesquisa prévia sobre a obra. Acaba por ser uma homenagem a três meninos que se fizeram homens e de alguma forma marcaram a literatura.
A obra não é para todos os gostos, tem um estilo muito próprio, com um cariz introspectivo e abstracto com uma linguagem poética e filosófica que requer alguma dedicação na leitura.
Uma frase que me ficou: "Os Portugueses não querem nada que não possam meter no bolso. Como é que esta gente descobriu tanto mundo?"
Um livro muito bem escrito sobre três figuras importantes: Kafka, Pessoa e Borges. Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de nova iorque a um rapaz misantropo que chega a lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros.
Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo. Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance – três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar. Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles.
Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, "No Meu Peito não Cabem Pássaros" é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.
Fonte: fnac.pt
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