sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sangue do Meu Sangue



Sangue do Meu Sangue conta a história de uma família num bairro degradado de Lisboa, Márcia (Rita Blanco) é mãe solteira de dois filhos, Cláudia (Cleia Almeida) que estuda enfermagem e trabalha num supermercado e João Carlos (Rafael Morais), um jovem delinquente que faz o maior erro da vida dele ao tentar enganar o dealer. Na mesma casa vive Ivete (Anabela Moreira), irmã de Márcia que ajudou a criar os dois.
Perante as encruzilhadas em que os filhos se metem, a mãe tem coragem, determinação e energia suficiente para resolver os problemas dos filhos da maneira que acha que os protege mais. É, mais que tudo, uma história de sobrevivência e amor incondicional, com grande teor de violência e actualidade. Ainda assim, tanta referência à "portugalidade" é capaz de ser demais: o relato de futebol sempre presente, a música de Tony Carreira sempre no fundo e as t-shirts da Selecção caem na banalidade do estereótipo português.
Márcia mora com a irmã, Ivete, num bairro camarário dos arredores de Lisboa. Juntas, criaram os filhos de Márcia: Cláudia, que estuda enfermagem e é caixa num supermercado, e Joca, que se tornou num pequeno delinquente. Um dia, a vida da família é abalada para sempre: Joca tentou enganar o dealer para quem traficava e é apanhado; e Cláudia apresenta à mãe o seu novo namorado, seu professor e muito mais velho. E quando esta o conhece, percebe que tem de fazer tudo para acabar com a relação, assombrada por uma tragédia sem nome. Esta é uma história de amor incondicional, de sacrifício e de redenção.
Fonte: cinema.sapo.pt
Sangue do Meu Sangue no IMDB.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Camarate - A Verdade Não Perscreve, de Inês Serra Lopes



Inês Serra Lopes levou a cabo uma longa investigação sobre o caso Camarate durante o tempo em que esteve na TVI. Este livro, lançado em 1996, compila um conjunto de informações que a jornalista conseguiu apurar desta investigação intensiva sobre o caso Camarate. No dia 4 de Dezembro de 1980, durante a campanha de Soares Carneiro, o Cessna onde viajavam o Primeiro-Ministro Francisco Sá Carneiro, o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, suas esposas, os pilotos e ainda o chefe de gabinete do Primeiro-Ministro, António Patrício Gouveia, despenhou-se alguns segundos depois de levantar voo do Aeroporto da Portela. Ninguém sobreviveu.

Ainda hoje a dúvida persiste, nada foi provado, acidente ou atentado? Perante as ilacções de Inês Serra Lopes publicadas neste livro, cada um poderá tirar as suas conclusões. Muitos foram silenciados, muitos factos encobertos, encontraram-se factos contraditórios, muitos nomes que actualmente estão na política foram surgindo no curso da investigação e o mistério persiste até aos dias de hoje. Passaram já 33 anos, o caso prescreveu, mas a verdade, essa, permanece por apurar.

"Aliás, não tenho pressa: o procedimento criminal prescreveu. A verdade, não."

quinta-feira, 27 de março de 2014

Niassa, de Francisco Camacho


Niassa, livro com o mesmo nome de um dos lagos mais misteriosos de Moçambique, é uma história de descoberta, tanto a nível pessoal como a nível familiar.

Cansado da vida boémia em Cascais, cansado das festas de fim de Verão, de fim disto ou daquilo, aos trinta anos, o mais jovem da família Garcia decide partir para as profundezas de Moçambique para procurar o irmão Rafa que mal conhece, de quem ninguém sabe há algumas semanas. A sua viagem por Moçambique leva-nos a conhecer um pouco de Moçambique e do seu passado português.

Este é um romance contemporâneo que ajuda a perceber um pouco mais desse bocado da história que foi a presença portuguesa em África, sem saudosismos, através de algum detalhe mas com uma escrita clara e objectiva como é característico dos jornalistas, classe a que Francisco Camacho pertence.

Os livros que descrevem África e a influência que de alguma forma os portugueses lá tiveram continuam a fascinar-me, não que alguma vez me tenha passado pela cabeça sequer visitar algum deles. Este livro foi lido num ápice e no fim ficou aquela saudade de um livro que ainda não devia ter acabado, ainda havia tanto que eu queria saber.
"Esperar algum reconhecimento daquela gente era o mesmo que fazer uma visita guiada com um grupo de fornacos por um museu de bonecas de porcelana e contar com um forte aplauso no fim."
FARTO DA VIDA QUE LEVA EM LISBOA, um homem de trinta anos resolve partir para o Niassa, a região de Moçambique onde existe um dos maiores e mais enigmáticos lagos africanos, à procura do irmão que desapareceu em circunstâncias misteriosas e que ele mal conhece.A investigação do paradeiro de Rafa leva-o a peregrinar pelos sonhos de grandeza dos tempos coloniais, pela brutalidade da guerra civil moçambicana e pela história trágica da sua família, numa viagem ao imprevisto decorrida entre paisagens deslumbrantes.
Fonte: fnac.pt

A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe


Se me perguntarem sobre que trata este livro só poderei responder: a velhice. Assim de forma nua e crua porque é assim que todo o livro está escrito, de forma crua, dolorosa e ao mesmo tempo com alguma sensibilidade em relação a essa época do fim de vida.

Tendo sido o primeiro livro que li deste autor cabe-me realçar o tipo de escrita do autor, sem maiúsculas, sem indicações de discurso directo, passando por cima das regras da boa escrita que todos aprendemos. Este tipo de escrita em nada acrescenta valor ao livro, é uma clara ousadia que nos faz, inevitavelmente, compará-lo com Saramago que também ignorava muitas das regras de escrita. Ainda assim, vou ignorar este ponto negativo na minha descrição do livro.

A história passa-se num lar de idosos onde António Silva chega depois de ter perdido a sua mulher, Laura, companheira de uma vida inteira, onde é colocado pela filha, ainda que esteja suficientemente lúcido para estar sozinho e por isso ali chega num misto de revolta e solidão. É através do próprio que conhecemos a sua vida passada e aquela que agora tem de enfrentar com novas pessoas, novos amigos dos quais se destaca Esteves, uma personagem que diz ter sido inspiração de um poema de Pessoa.

Ao mesmo tempo que é uma história cómica, é também angustiante que a vida se acabe assim, daquela forma para os tantos velhinhos que ali estão a ver o dia passar. É um livro que acaba por nos fazer pensar e dar mais valor a esta fase da vida e a estas pessoas que têm tantas histórias ainda por contar.

O livro tem alguns diálogos hilariantes, sejam fruto da senilidade de alguns ou se devam ao facto de com aquela idade já se poder dizer tudo, esses diálogos traduzem-se em críticas à sociedade e à classe política da actualidade.

No entanto, parece-me que se assume aqui um estereótipo claro pois nem todos os idosos são assim depositados num lar e praticamente abandonados pelas famílias.

Ainda assim, fiquei com curiosidade para ler outros livros deste autor que está a ter tanto sucesso entre esta nova geração de autores, a história é muito cativante.


Deixo aqui algumas passagens aleatórias que de alguma forma marcaram:

"e a reforma é que devia vir mais cedo. antes das dores nas costas e da perda de jeito para conduzir. eu já não conduzo nada. fico encandeado com as luzes e confunde-me o barulho e a gente a vir de todos os lados."
(...)
"ó senhor cristiano, não vai falar outra vez do regime. não é isso, é que é importante pensar nestas coisas, respondia ele. estamos para aqui todos fascistas, com pensamentos de um fascismo indelével a achar que antigamente é que era bom. este é o fascismo remanescente que vem das saudades. sabe, acharmos que salazar é que arranjaria isto, que ele é que punha esta juventude toda na ordem, é natural, porque temos medo destes novos tempos, não são os nossos tempos, e precisamos de nos defendermos. quando dizemos que antigamente é que era bom estamos só a ter saudades, queremos na verdade dizer que antigamente éramos novos, reconhecíamos o mundo como nosso e não tínhamos dores de costas nem reumatismo. é uma saudade de nós próprios, e não exactamente do regime e menos ainda de salazar."
(...)
"(...) que antigamente havia vergonha, e agora devem estar  a tirá-la dos dicionários. toda a gente lê a bola e o problema é que a bola nem sequer explica porque é que o benfica não ganha quando não faz sentido que uma equipa daquelas, sustentada daquele modo, perca desavergonhadamente. "
(...)
"até os nossos euros haviam de pensar serem escudos numa crise de identidade à portuguesa como nunca se viu outra. é que somos estuporados por todo o lado, pagamos o mesmo que a europa paga por qualquer coisa, mas ganhamos três vezes menos. temos salário de rato. salário de humanos de segunda. porque os nossos governos não têm tomates suficientes para ler a bola e ordenar que o benfica seja campeão."
(...)
"vocês já perceberam que se o benfica fosse campeão o país até se começava a levantar da letargia. dizem que têm seis milhões de adeptos, o benfica campeão havia de funcionar como combustível nos espíritos da nação e pôr esta gente toda a bulir. "
(...)
"é que no meio disto tudo os cães no algarve têm de aprender a miar porque ali ninguém sobrevive sem falar duas línguas."
(...)
"(...) portugal ainda é uma máquina de fazer espanhóis. é verdade, quem de nós, ao menos uma vez na vida, não lamentou já o facto de sermos independentes. quem, mais do que isso até, não desejou que a espanha nos reconquistasse, desta vez para sempre e para salários melhores."

Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo. "A Máquina de Fazer Espanhóis" é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de conhecimento outro no qual o indivíduo se repensa para reincidir ou mudar. O que mudará na vida de antónio silva, com oitenta e quatro anos, no dia em que violentamente o seu mundo se transforma?
Fonte: fnac.pt

A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós


Gonçalo Mendes Ramires, o Fidalgo da Torre, é a figura central desta história, descendente de uma família muito antiga, nobre, com grandes posses e nome na sociedade da altura. Nesta obra é-nos relatada toda a história familiar dos Ramires, num romance histórico a par com a descrição contemporânea da vida na província. A bisbilhotice, mesquinhez e intrigas da vida provinciana estão bem patentes em cada parágrafo da descrição da vida na aldeia, o que se torna num ponto comum com outras obras de Eça que li.
Gonçalo, a personagem central, surge aqui na personificação de Portugal, com os seus medos, mentiras, a decadência, a cobardia, a futilidade, a falta de vontade, mas ao mesmo tempo a aspiração a ser uma grande figura na sociedade, com nome e feitos históricos familiares mas um futuro incerto e até amargo.
Eça de Queirós era um grande observador e crítico da socidade portuguesa e este livro vem mais uma vez atestar essa perspicácia tão sua em colocar numa obra um retrato tão fidedigno de Portugal no século XX que em muito toca no Portugal da actualidade.

Gonçalo Mendes Ramires é efectivamente Portugal, conforme se pode ler nesta passagem do livro:

"- Talvez se riam. Mas eu sustento a semelhança. Aquele todo de Gonçalo, a franqueza, a doçura, a bondade, a imensa bondade, que notou o Sr. padre Soeiro... Os fogachos e entusiasmos, que acabam logo em fumo, e juntamente muita persistência, muito aferro quando se fila à sua ideia... A generosidade, o desleixo, a constante trapalhada nos negócios, e sentimentos de muita honra, uns escrúpulos, quase pueris, não é verdade?... A imaginação que o leva sempre a exagerar até à mentira, e ao mesmo tempo um espírito prático, sempre atento à realidade útil. A viveza, a facilidade em compreender, em apanhar... A esperança constante nalgum milagre, no velho milagre de Ourique, que sanará todas as dificuldades... A vaidade, o gosto de se arrebicar, de luzir, e uma simplicidade tão grande, que dá na rua o braço a um mendigo... Um fundo de melancolia, apesar de tão palrador, tão sociável. A desconfiança terrível de si mesmo, que o acobarda, o encolhe, até que um dia se decide, e aparece um herói, que tudo arrasa... Até aquela antiguidade de raça, aqui pegada à sua velha Torre, há mil anos... Até agora aquele arranque para a África... Assim todo completo, com o bem, com o mal, sabem vocês quem ele me lembra?
- Quem?...
- Portugal."

Outras passagens do livro que por algum motivo foram marcantes:

"- Oh, senhores! Que eu não possa vir à cidade sem encontrar de cara este animal do Cavaleiro! E sempre no largo, defronte da casa! É sorte!... Esse bigodeira não achará outro lugar para onde vá caracolar com a pileca?"
(...)
"- Pois é necessário um menino. Eu por mim não caso, não tenho jeito: e lá se vão desta feita Barrolos e Ramires! A extinção dos Barrolos é uma limpeza. Mas, acabados os Ramires, acaba Portugal.(...)"

(...)
"- Mas o que não compreendo, menino, é esse o teu «horror» pela D. Ana... Caramba! Mulher soberba! Um quebrado de quadris, uns olhões, um peitoril..."
(...)

"Agora porém, durante três, quatro anos, os regeneradores não trepavam ao Governo. E ele, ali, através desses anos, no buraco rural, jogando voltaretes sonolentos na Assembleia da vila, fumando cigarros calaceiros nas varandas dos Cunhais, sem carreira, parado e mudo na vida, a ganhar musgo, como a sua caduta, inútil Torre! Caramba! era faltar cobardemente a deveres muito santos para consigo e para com o seu nome!...  Em breve os seus camaradas de Coimbra penetrariam nos altos empregos, nas ricas companhias; muitos nas Câmaras por vacaturas abençoadas, como a do Sanches; um ou outro mesmo, mais audaz ou servil, no Ministério. Só ele, com talentos superiores, um tal brilho histórico, jazeria esquecido e resmungando como um coxo numa estrada, quando passa a romaria."
(...)

"Meu filho, onde não há saia, não há ordem!"

Com base nas edições críticas publicadas pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda sob a coordenação do Professor Carlos Reis, a Presença dá a conhecer ao público em geral o texto que corresponde à última vontade do autor fixado em edição corrente. A partir deste critério foram já publicados "O Mandarim"; "A Capital!" e "Alves e Cª". A primeira versão de "A Ilustre Casa de Ramires", embora ainda incompleta, foi publicada na Revista Moderna entre 1897 e 1899. A partir desta primeira versão, Eça reescreveu este romance, que foi publicado em livro em 1900 – após a morte do escritor nesse ano – sendo por isso considerada uma obra «semipóstuma».
Fonte: fnac.pt

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Ana


A Ana nasceu hoje, 5 de Fevereiro, mais um dia que ficará para sempre com uma marca especial no nosso calendário. A Ana é a minha sobrinha luso-vietnamita e nasceu esta noite, ou esta tarde pelo fuso horário do Vietname.
Pouco mais de 3Kgs de gente e já encantou as duas partes do mundo, a família da mãe do lado de lá e a família do pai do lado de cá. A partir do momento em que recebi a mensagem do meu irmão quase à 1 da manhã de cá a dizer "Ela vem aí" nem foi preciso acordar muito bem para perceber o que se passava, a Ana já estava com ordem de chegada. A partir daí trocámos mensagens pela noite fora, dormi nos intervalos e quando acordei a última vez já tinha no telemóvel três fotos da minha sobrinha, com uma carinha exótica, ainda de olhos fechados sem se incomodar com o mundo que gira cá fora que a aguardava ansiosamente.

Quando soube que seria uma menina e que se ia chamar Ana escrevi este texto, que não poderia deixar de relembrar neste dia de alegria imensa.

E agora vamos aguardar com calma e paciência que se chegue o tempo de ela vir pessoalmente conhecer-nos, no entretanto já pedi que me mandassem sempre fotos para a ver crescer, ainda que a mais de 11000km.

Fonte da imagem: aqui

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Stomp


Os Stomp vão voltar a Portugal! Depois de os ter visto no Porto em 2011, só me resta deixar um conselho: façam um favor a vós próprios em prol da vossa cultura e vão assistir a um espectáculo destes senhores, que é dinheiro muito bem empregue.
Desta vez não vão estar só em Lisboa e Porto, o centro do país começa a deixar de ser paisagem, finalmente.

  • 2 e 3 de Abril no CAE na Figueira da Foz
  • 5 e 6 de Abril no Coliseu do Porto
  • 9 a 12 de Abril no CCB em Lisboa

Agora esqueçam-se...

Fonte da foto: Stomp website

Parker


Para mim, este tipo de papéis assenta em Jason Statham que nem uma luva, aliás, duvido muito que um dia lhe sejam atribuídos outros, como alguém escreveu "Jason Statham is a hooligan dessed like a dandy" e eu não poderia concordar mais.
Parker (Jason Statham) é um ladrão profissional que, ainda que assim seja, tem um conjunto de regras que definem a sua conduta enquanto ladrão: não rouba a quem não tem e não mata quem não merece. No entanto, no seu mais recente assalto, a equipa que lhe arranjaram passa-lhe a perna, fica com a parte dele e ainda pensam que o deixam morto numa berma de estrada. Determinado a vingar-se, Parker vai até Palm Beach, Miami, onde a antiga equipa orienta o golpe da vida deles. Disfarça-se de homem de negócios do Texas e conhece Leslie (Jennifer Lopez), a agente imobiliária que lhe anda a mostrar as casas para venda, que conhece bem a área e que acaba por se tornar sua aliada.
É um filme de acção com uma história igual a tantas outras, mas o que é certo é que prende desde início.
Jenifer Lopez apresenta-se-nos bastante mais magra, com uma boa interpretação, Jason Statham nasceu para filmes de porrada, tiros e facada e para mandar aquelas respostas típicas sempre com um ar sério. Vale a pena ler alguns dos diálogos:

Leslie Rodgers: How do you sleep at night?
Parker: I don't drink coffee after 7.

Parker: [points the gun] Do what I say and you won't get hurt.
Jack: [tried to take out gun from holster] Mine's bigger than yours.
Parker: [shoots him in the leg] It's not the size, it's how you use it.

Parker: I don't steal from anyone who can't afford it, and I don't hurt anyone who doesn't deserve it.

Jake Fernandez: [after Leslie buys a large cup of coffee] Hey, you have a cupholder in your car, or you just keep that between your legs?
Leslie Rodgers: Well, it's large and black, Jake. Where do you think I like it?
Parker é um assaltante ousado, meticuloso e implacável , um especialista em planear e executar assaltos aparentemente impossíveis. Tudo o que exige à sua equipa é lealdade absoluta e estrita adesão ao plano. Quando durante um assalto, um descuido de um membro do seu grupo coloca toda a equipa numa situação de perigo, Parker recusa entrar num novo golpe, apesar de este ser pedido pelo chefe do crime Melander. Não estando disposto a aceitar um não como resposta, Melander ataca Parker, deixando-o como morto numa estrada deserta. Sobrevivendo ao ataque e decidido a vingar-se, Parker segue os seus atacantes até Palm Beach, onde assume a identidade de um texano rico à procura de comprar uma casa. Lá conhece Leslie, uma vendedora de imóveis com problemas financeiros e um enorme conhecimento da região. Ao descobrir que o grupo de Melander pretende roubar mais de 50 milhões de dólares em joias, Parker elabora um plano para sequestrar o prémio e assim executar a sua vingança.
Fonte: cinema.sapo.pt
Parker no IMDB.

American Hustle


Baseado em acontecimentos reais, American Hustle acompanha a vida do vigarista Irving Rosenfeld (Christian Bale) e da sua sedutora aliada Sydney Prosser (Amy Adams) na época da recessão de 1970 que atingiu os EUA. O agente do FBI Richie DiMaso (Bradley Cooper) acaba por os apanhar e levá-los a trabalhar para o governo em troca da liberdade, uma vez que o seu conhecimento dos meandros do crime é vasto e precioso para apanhar outros burlões. Nesta história surge Rosalyn Rosenfield (Jennifer Lawrence), a desequilibrada, ainda assim cómica, mulher de Irving, que vai tendo um papel cada vez mais importante à medida que a acção avança e que pode deitar tudo a perder mesmo no momento fulcral.
Dinheiro, mulheres bonitas, corrupção e negócios escuros são os ingredientes que fazem de American Hustle um sério candidato aos Oscars 2014.
O elenco é de luxo, Amy Adams tem claramente um papel principal, com a sua personagem sedutora com grandes decotes, no entanto, o seu papel só faz sentido ao lado de um Bale irreconhecível, gordo e pouco atraente.
O argumento não é propriamente original, julgo que o objectivo nunca foi esse, ainda assim é filme de entretenimento com histórias de máfia, corrupção e bandidos, divertido, com uma localização temporal interessante e um bom ritmo na acção.
É de notar a breve aparição de Robert de Niro no papel de Victor Tellegio, é sempre um gosto vê-lo neste tipo de papéis.
Situado no fascinante mundo de um dos escândalos mais impressionantes que abalou os EUA, Golpada Americana é uma ficção sobre a história do brilhante vigarista Irving Rosenfeld, que em conjunto com a igualmente astuta e sedutora Sydney Prosser se vê  forçado a trabalhar para Richie DiMaso, um alucinado agente do FBI. DiMaso empurra-os para o mundo vigarista e mafioso de Jersey que tem tanto de perigoso quanto de aliciante. Carmine Polito, é um apaixonado e volátil político de Jersey que acaba envolvido nesse universo de polícias e vigaristas. E Rosalyn, a imprevisível mulher de Irving, poderá ser aquela a puxar o fio que fará todo este mundo desabar.
Fonte: cinema.sapo.pt
American Hustle no IMDB.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Não esquecer #273


Fonte: Icanread

The Place Beyond the Pines


"The Place Beyond the Pines" conta a história de um acrobata de motas, Luke (Ryan Gosling), que actua com uma companhia de circo em feiras pelo país. Na sua passagem por Schenectady (NY), reaproxima-se da ex-namorada do ano anterior, Romina, (Eva Mendes) e descobre que quando a deixou ela estava grávida e têm agora um filho, Jason. Assim, Luke decide ficar na cidade, mesmo ainda sem emprego à vista, Luke pretende aproximar-se do filho e ajudar a criá-lo. Nessa altura conhece o dono de uma oficina que lhe dá emprego mas cujo verdadeiro objectivo é passar ao assalto de bancos, tirando partido das competências de Luke ao volante de uma mota.
Avery (Bradley Cooper) é um jovem polícia em início de carreira. Avery é responsável pela captura de Luke depois de um assalto que acaba por morrer nessa captura. Avery fica ferido durante a perseguição e torna-se uma espécie de herói do povo. Entretanto dá de caras com esquemas de corrupção que nada lhe dizem, mesmo dentro da instituição para a qual trabalha e, fazendo uso inteligente disso com a ajuda do pai influente, ascende na carreira. Aqui termina a primeira parte do filme que de seguida evolui para 15 anos depois quando os caminhos de Jason (filho de Luke) e AJ (filho de Avery) se cruzam na escola. Jason (Dane DeHaan) é um adolescente com problemas de droga e com a polícia. AJ é um bully, marcado pelo divórcio dos pais, mimado e irritante.
A história destas personagens pede atenção, interligando-se de forma fluida como seriaprevisível a partir da segunda parte.
É importante realçar que as escolhas dos pais estarão para sempre presentes das escolhas dos filhos.
Uma particularidade: o papel de Ray Liotta assenta-lhe que nem uma luva, é que ele tem mesmo ar de corrupto e sacana.
Luke ganha a vida a realizar performances de motas em feiras populares que viajam de cidade em cidade. Ao passar por Schenectady em New York, Luke tenta reaproximar-se da ex-namorada Romina e descobre que na sua ausência de quase um ano, ela teve um filho seu, Jason. Luke resolve desistir da sua vida na estrada para sustentar a família, conseguindo um emprego como mecânico de automóveis. Ao perceber o talento e ambição de Luke, o seu novo chefe, Robin, propõe-lhe sociedade numa série de espetaculares assaltos a bancos - o que vai colocar Luke na mira do novato e ambicioso policia Avery Cross. Avery, que trabalha num departamento local da polícia, controlado pelo corrupto e perigoso detetive Deluca, está a tentar encontrar um equilíbrio entre a sua vida profissional e a vida familiar, que inclui a sua mulher Jennifer e o filho AJ. O confronto entre Avery e Luke vai trazer consequências para o futuro e são os filhos de ambos, Jason e AJ, que terão de enfrentar este fatídico legado.
Fonte: cinema.sapo.pt
The Place Beyond the Pines no IMDB.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Não esquecer #268


Fonte: Icanread

The Butler


Baseado no caso real de Eugene Allen, "The Butler" conta a história de Cecil Gaines (Forest Whithaker), o mordomo negro que serviu 8 Presidentes na Casa Branca ao longo de 34 anos. Em criança trabalhava com os seus pais numa quinta de algodão até ao dia que vê o patrão violar a mãe e assassinar o pai. A senhora da quinta (Vanessa Redgrave) leva Cecil para ser o negro da casa e ensina-lhe todas as regras de servir.
Cecil consegue emprego na Casa Branca numa altura em que a separação entre brancos e pretos é clara e evidente, nos cafés e restaurantes há zonas diferentes para pessoas com pele branca e pele escura, como se fossem bichos. É nessa altura que surge Martin Luther King e os seus ideais. A história do filme permite acompanhar os acontecimentos mais relevantes na história dos EUA e do mundo.
Cecil é casado com Gloria (Oprah Winfrey) e o casal tem dois filhos, Charlie (Isaac White) e Louis (David Oyelowo), um patriota que acede a ir para a guerra lutar pelo seu país e o outro revolucionário e insatisfeito nesta luta entre brancos e pretos.
Esta é uma história real desde os tempos da escravatura, sobre a dignidade humana, a descriminação, conflitos raciais, humilhação pela cor de pele e a falta de reconhecimento. É um filme que entristece pelo lado desumano que apresenta.
Para os mais distraídos, a banda sonora do filme é de Rodrigo Leão, sim sim o nosso.
A Oprah está incrível neste papel. Temos também Mariah Carey num papel muito secundário e relâmpago, Jane Fonda (no papel de Nacy Reagan), John Cusack (Nixon) e Cuba Gooding Jr.
Baseado em fatos verídicos, o filme conta a história de um mordomo negro que serviu 8 presidentes na Casa Branca, durante o período de 1952 e 1986. A partir deste ponto de vista único, o filme traça as mudanças dramáticas que abalaram a sociedade Americana, desde o movimento pelos Direitos Civis, até à Guerra do Vietname, e a forma como essas mudanças afetaram a vida e a família deste homem.
Fonte: cinema.sapo.pt
The Butler no IMDB.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Cirque du Soleil - Dralion


Dois anos e tal depois da última vez, voltámos a ir ao Cirque du Soleil desta vez ver o Dralion que esteve no Meo Arena de 1 a 12 de Janeiro. Mais uma vez o espectáculo é surpreendente, completamente diferente do Saltimbanco mas igualmente fantástico, com muito malabarismo, equilibrismo e muito sentido de humor. Dá vontade de dizer "uau" depois de cada cena do espectáculo. As luzes, a cor, a música, as acrobacias e todos os intervenientes congeminam para que sejam duas horas grandiosas que passam a correr.


No vídeo oficial de promoção do espectáculo podem ter uma pequena ideia do quão grandioso ele é.

PPC

Pelo terceiro ano consecutivo fiz parte desta aventura que é o PPC, obra da Miss PN, que continua a contribuir para dar emprego aos carteiros deste país. É verdade, já pouca gente envia postais daqueles em papel que vão pelo correio, e isso é uma coisa que me aflige, porque há tradições que não se deviam perder.
Assim sendo, este ano voltei a participar e recebi o meu postalinho vindo de perto, veio de Aveiro da Tinkerbell do Viver é fazer diferente! que muito generosamente além do postal me enviou um bloco de notas lindo com uma dedicatória mesmo à minha medida. É sempre uma agradável surpresa perceber o carinho com que se prepara um postal mesmo para alguém que não se conhece.
Claro que, conforme ditam as regras, eu também enviei um postal. Li o blog da minha "amiga-Natal" de uma ponta à outra, tudo de seguida para perceber o que ela gostava mais e não houve dúvidas, enviei-lhe um postal com um gatinho natalício cheio de pinta, não fosse a minha "amiga-Natal" a Bigodes de Nata do blog com o mesmo nome.
A surpresa maior aconteceu quando recebi da Bigodes de Nata um postal de volta depois de ela ter recebido o meu. Assim recebi dois postais de Natal e agora colecciono mais dois blogs na lista de blogs que leio todos os dias.


Por mim podia ser outra vez Natal, gosto tanto.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

The Hunger Games


Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) vive num país chamado Panem, outrora a América do Norte, no pior e mais pobre Distrito, o Distrito 12, com a mãe e a irmã. Todos os anos o Capitólio da nação organiza os Hunger Games em que um rapaz e uma rapariga são sorteados em cada distrito para que participem nesses jogos, um evento transmitido pela televisão para todo o país em que os "Tributos" devem lutar entre si até apenas restar um sobrevivente.
Quando Katniss ouve o nome da sua irmã no sorteio, oferece-se como voluntária para o lugar da irmã e vê-se obrigada a confiar no instinto e no seu mentor que, embora se tenha tornado num alcóolico, foi vencedor de uma edição dos jogos, Haymitch Abernathy (Woody Harrelson).
Apesar de baseado num livro, acho o conceito do horripilante, lutas pela sobrevivência dos pobres enquanto os ricos assistem satisfeitos às chacinas e às diversas de estratégia para matar o adversário, ainda assim, o filme está bem conseguido.
Num futuro não muito distante, os E.U.A. sucumbiram a secas, guerras, fogos e fome, e deram lugar a Panem, dividido em 12 estados. Para entretenimento das massas todos os anos se realizam os Hunger Games, onde 2 representantes de cada estado se digladiam até à morte.
Fonte: cinema.sapo.pt
The Hunger Games no IMDB.

Disconnect



Com um nó na garganta e o estômago contraído, é assim que uma pessoa fica depois de ver este filme.
O filme envolve todo um conjunto de histórias de pessoas que no final, de alguma forma, acabam por se cruzar. No entanto, apesar de o género já ser bastante comum, este filme é diferente, é criativo e cativante. As histórias que marcam o filme todas têm em comum o uso em excesso das novas tecnologias e os efeitos perigosos a que o uso descabido da tecnologia pode levar. Histórias que envolvem redes sociais, fishing, videochats sexuais e a partilha excessiva de informação na internet deixam transparecer a solidão e incompreensão que as pessoas envolvidas sentem.
Este filme acaba por nos fazer reflectir um pouco e levantar algumas questões sobre o uso de tecnologias na sociedade actual e sobre a natureza humana e para onde ela caminha.
Uma teia de histórias entrelaçadas sobre pessoas à procura de ligação humana num mundo cada vez mais conectado virtualmente.Um advogado workaholic que perdeu o contacto com a família; um casal em perigo ao terem os seus bens roubados online; um ex-polícia viúvo que luta pela educação do seu filho, que se serve da internet para fazer bullying sobre um colega; uma jornalista ambiciosa que explora a história de um menor que se exibe num site para adultos.São estranhos, vizinhos e colegas cujas histórias se cruzam neste filme compulsivo que explora as consequências da tecnologia moderna e de como esta determina o nosso dia-a-dia.
Fonte: cinema.sapo.pt
Disconnect no IMDB.

Stuck in Love


Este filme mostra o amor nas várias fases da vida de uma pessoa, desde a inocência do primeiro amor, ao primeiro desgosto, passando pelo primeiro namoro e pelas segundas oportunidades, situações todas elas retratadas na família de Bill Borgens (Greg Kinnear), um escritor que teve o seu sucesso e atravessa agora uma fase difícil da sua vida tentando recuperar o amor da ex-mulher Erica (Jennifer Connelly) perante a renitência dos dois filhos adolescentes, Samantha (Lily Collins) e Rusty (Nat Wolff).
Do filme podemos sempre concluir que perdoar é sempre possível, basta querer muito.
Um filme simples, bem conseguido, sem grandes presunções, que nos cativa com aqueles lugares comuns que nos prendem, que acaba por nos transportar para as nossas próprias memórias guardadas nos mais recônditos lugares da nossa mente.
Uma nota: Stephen King também entra neste filme, ainda que só se ouça a voz dele.
Um aclamado escritor, a sua ex-mulher e os seus filhos adolescentes chegam a um acordo com as complexidades do amor em todas as suas formas, ao longo de um ano atribulado.
Fonte: imdb.com
Stuck in Love no IMDB.

2 Guns


Bobby (Denzel Washington) e Stigman (Mark Wahlberg) são dois agentes infiltrados que foram incumbidos de prender o patrão da Máfia, no entanto nenhum dos dois sabe que o parceiro é polícia. Ao descobrirem esse facto, terão de se unir para fazer face às ameaças dos verdadeiros bandidos e de quem os quer ver mortos.
É um filme de acção sem grandes aspirações com uma boa dose de humor e uma dupla de actores que raramente desilude mesmo com um argumento nada inovador. A missão dos dois passa por prender Papi Greco (Edward James Olmos) após terem falhado a transacção de droga que incriminaria o barão, então passam ao assalto do banco onde suspeitam que estará o dinheiro da droga. Claro que o assalto não corre como esperado e a dupla tem de lidar com uma série de peripécias, entre as quais a corrupção na polícia e a descoberta da verdadeira identidade do parceiro.
Nos últimos 12 meses, o agente da DEA Bobby Trench e o agente da Marinha dos EUA Marcus Stigman, foram relutantemente forçados a trabalhar juntos. A trabalharem como infiltrados num sindicato de narcóticos, cada um desconfia tanto do seu parceiro como dos criminosos que foram contratados para derrubar. Quando o plano de infiltrar um cartel de drogas Mexicano para recuperar milhões dá errado, Trench e Stigman são de repente renegados pelos seus superiores. Agora que todos os querem na prisão, só podem contar um com o outro. Infelizmente para os seus perseguidores, quando os bons passam anos a fingir que são maus, eles aprendem alguns truques ao longo do caminho.
Fonte: cinema.sapo.pt
2 Guns no IMDB.

O Teu Rosto Será o Último, de João Ricardo Pedro



Tinha alguma curiosidade na leitura deste livro desde que foi lançado, não só por ter valido ao autor o Prémio Leya 2011 mas também por ter sido escrito por um engenheiro talvez pouco habituado às letras, pelo menos a título profissional.
A história representa as três gerações masculinas de uma família, saltitando entre as várias gerações ao longo do livro sem informação prévia, no entanto, essas mudanças acompanham-se perfeitamente. O avô, médico da cidade que optou por se mudar para uma aldeia perdida no meio de nenhures, o pai que foi obrigado a ir para a guerra e regresso com muitas mazelas psicológicas e o neto, o herdeiro de todas as histórias. A história é contada em pequenos episódios, num vai-vem entre o passado e o presente o que obriga o leitor a encaixar na sua cabeça todas as peças deste "puzzle".
Apesar da leitura agradável e simples, esperava um livro mais marcado pela época e pela nossa história.
Prémio Leya 2011 Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu. Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial. Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos? “O vencedor do Prémio Leya 2011 escreveu um dos romances de estreia mais fortes e entusiasmantes da literatura portuguesa dos últimos anos.” José Mário Silva, Expresso “O prémio Leya 2011 pode bem ser o retrato literário de que uma geração andava à procura.”Rui Lagartinho, Público“Pela sua qualidade, honra o mais avultado galardão literário português, e o seu autor veio para ficar.”Miguel Real, Jornal de Letras
Fonte: fnac.pt

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Banco Alimentar


O Banco Alimentar Contra a Fome levou a cabo a sua segunda campanha do ano nos passados 30 de Novembro e 1 de Dezembro. Há algum tempo inscrevi-me como voluntária para o armazém que nas lojas não seria grande ajuda, já que detesto ser eu a dirigir-me às pessoas para pedir o que quer que seja, sou muito mais útil no backoffice a meter as mãos na massa (esta expressão pode ser considerada no seu sentido literal que o que não falta nas doações é massa).
Assim sendo, e depois do apelo via email por parte das pessoas que organizam estas coisas cá na cidade, inscrevi-me para ir ajudar na tarde de sábado, a separar os produtos por cestos de categorias.
Saí de casa a pensar que estava a ser útil à sociedade, por abdicar de uma tarde de sábado para ajudar quem precisa, e efectivamente foi o sentimento que perdurou a tarde toda, estava mesmo feliz por estar a ajudar de alguma forma, e soube-me bem conviver durante uma tarde com pessoas que como eu acharam que dar uma tarde de sábado à sociedade não era nada demais e não me ia cair nenhum braço. Valeu, mais não fosse pela simpatia e disponibilidade de todos os envolvidos.
Ainda tentei encontrar o saco de coisas que eu tinha doado nessa manhã ao Banco Alimentar mas era impossível tal a velocidade com que abrimos os sacos e os despejamos na passadeira dos produtos.
A reter: os pacotes de farinha rompem-se com grande facilidade, e o esparguete também, especialmente aqueles que são de marcas próprias dos supermercados.
Esta é, sem dúvida, uma experiência a repetir.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Deixem o Pimba em Paz

Fonte da foto: aqui

O Bruno Nogueira é daqueles humoristas que me passa um bocado ao lado, porque se às vezes acho que tem graça, outras acho que é só uma parvoíce pegada.
Ainda assim, e sem saber bem o que poderia esperar, fui ao CAE no passado dia 29 de Novembro, ver "Deixem o Pimba em Paz", espectáculo idealizado e montado pelo próprio Bruno Nogueira com a participação da cantora (e mulher de muitos instrumentos neste espectáculo) Manuela Azevedo.
A direcção musical, a cargo de Filipe Melo e Nuno Rafael, é brilhante, os arranjos são fantásticos, não conhecesse eu a música pimba de forma mais ou menos peculiar e só ia reconhecer o refrão da música.
Na minha modesta opinião que não percebo assim muito de música, além de divertido é um espectáculo com qualidade musical.
Sempre que uma nova música começava era ver a plateia ansiosa por saber qual era, e frequentemente olhei à minha volta e vi os espectadores a cantarem a par com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, com aquela sensação de quem está a ouvir alguém tocar na sala lá de casa numa noite de jantarada com amigos.
E há lá coisa melhor que ver as tias da Figueira desfilar no CAE os seus casacos de peles com um cheirinho a naftalina?

Só uma notazinha, Bruno, diz-se "língua gestual" e não "linguagem gestual"...
Desde sempre fascinado pelo universo pimba, Bruno Nogueira propõe-se dar outra vida a essas canções, juntando Manuela Azevedo, vocalista dos Clã, e outros músicos que fizeram arranjos de jazz e pop onde eles eram pouco prováveis.
O pimba é unificador. Às escondidas, para não parecer mal. Seja numa festa da Quinta do Lago, seja no meio de um churrasco em Massamá, aos primeiros acordes de uma música de Quim Barreiros haverá uma debandada a correr para a pista de dança e a cantar o refrão em alegre e alta voz.
"Deixem o Pimba em Paz" é um concerto e um espectáculo de desconstrução e, quem sabe, a oportunidade de juntar numa sala pessoas da Quinta do Lago e de Massamá. E já não é pouco.
Ideia original e direcção: Bruno Nogueira
Direcção musical e arranjos: Filipe Melo, Nuno Rafael
Não querendo ser spoiller não resisti a meter aqui o alinhamento do espectáculo, ainda que conheçam as músicas originais, no espectáculo estão totalmente transformadas.

Alinhamento:
José Malhoa - 24 Rosas
Nel Monteiro - Azar na Praia
Ágata - Sozinha
Mónica Sintra - Na Minha Cama com Ela
Camané em vídeo, não consegui identificar o que cantou
Graciano Saga - Vem Devagar Emigrante
Ágata - Comunhão de Bens
Leonel Nunes - Porque Não Tem Talo o Nabo
Marco Paulo - Isabel
Quim Barreiros - A Garagem da Vizinha
Dino Meira - Meu Querido Mês de Agosto
Marco Paulo - Ninguém, Ninguém
Romana - Não És Homem para Mim
Marco Paulo - Taras e Manias

Meddley:
Quim Barreiros - Peitos da Cabritinha
Quim Barreiros - Os Tomates a Bater no Pito
Quim Barreiros - A Padaria
Quim Barreiros - Os Bichos da Fazenda


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Como gastar 50€ sem dar conta disso


Entras na Loja do Cidadão e levantas 50€ logo à partida. Tiras senha para o balcão do IMTT e outra para o IRN (Instituto de Registos e Notariado).
A senhora do IMTT chama primeiro, lá vais tu, sentas-te e pedes para mudar a morada da Carta de Condução que deve estar a condizer com a morada do Cartão de Cidadão (que mudaste online e por isso não tiveste de pagar nadinha, um luxo nos dias que correm). Depois de mostrar a carta de condução, o cartão de cidadão e de dar uma foto tipo-passe, assinas uma folha e largas logo ali 15€. Ainda assim a nova carta vai demorar entre 3 a 4 meses, diz a senhora que estas coisas estão assim com grande atraso, vá-se lá saber porquê.
A seguir o senhor do balcão do Documento Único Automóvel do IRN chama a tua senha (isto pode demorar um bocadinho, dependendo da quantidade de conversa que o cliente anterior está disposto a ter com o senhor que atende neste balcão), pedes para mudar a morada do proprietário do teu veículo. Depois de mostrares o Documento Único Automóvel e o Cartão de Cidadão, dizes a morada nova, assinas e entregas 35€. Está tratado, assim, com rapidez que eu não sou pessoa de fazer esperar quem está a seguir. Demora cerca de uma semana a vir o novo documento, pelo menos este é rápido.
Quando sais pensas "acabei de contribuir com mais uma pedrinha para tapar o buraco do Estado."
Ora vamos lá ver, há uma coisa que é preciso frisar, se há uma coisa boa que esta gente inventou foi a Loja do Cidadão, ora se assim não fosse eu teria de me dirigir a dois edifícios diferentes, que podiam não se situar sequer perto um do outro, e que estariam fechados à hora a que fui à Loja do Cidadão, teria provavelmente de perder uma tarde para ir tratar destes assuntos e assim numa hora ficou tudo resolvido e pago. O que está bem feito também deve ser falado e a Loja do Cidadão foi uma grande invenção.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Olympus Has Fallen


"Olympus Has Fallen" conta a história do assalto perfeito à Casa Branca, feito por um grupo de terroristas da Coreia do Norte que planeiam destruir os EUA. O objectivo é fazer reféns as pessoas mais importantes dos EUA, incluindo o Presidente Benjamim Asher (Aaron Eckhart) de modo a obter os 3 códigos necessários para controlar os mísseis nucleares.
O golpe é ameaçado a partir do momento em que surge o agente Mike Banning (Gerard Butler), que pertenceu à segurança pessoal do Presidente até ao dia em que este perdeu a sua esposa num acidente, que consegue entrar no edifício e se torna a última esperança de os EUA sobreviverem a este ataque terrorista.
É um filme de acção mas com alguns excessos, nomeadamente nos jactos de sangue a saltar que fazem lembrar os filmes do Tarantino. Não tem um argumento inovador mas cumpre o seu propósito: entretém.
Através de um ousado ataque à Casa Branca, um pequeno grupo de extremistas fortemente armados e meticulosamente treinados consegue apoderar-se do edifício e prender o Presidente Benjamin Asher e a sua equipa, dentro de um bunker subterrâneo impenetrável. Durante a invasão, Mike Banning, um ex-agente dos serviços secretos da guarda do Presidente, que acaba por ficar involuntariamente preso no edifício, decide juntar-se à batalha e fazer o trabalho para o qual treinou durante toda a sua vida: proteger o presidente, a todo custo. Banning usa o seu treino e profundo conhecimento da residência oficial do presidente, tornando-se nos olhos e ouvidos da equipa de segurança nacional, chefiada por Allan Trumbull (Morgan Freeman), no interior da Casa Branca. Com o escalar da tensão, os terroristas começam a executar reféns e prometem concretizar todas ameaças, caso as suas exigências não sejam atendidas. A equipa de segurança nacional não tem assim outra opção se não depositar as suas esperanças em Banning para cumprir a missão de resgatar o Presidente antes dos terroristas levarem a cabo o seu aterrorizante plano.
Fonte: cinema.sapo.pt
Olympus Has Fallen no IMDB.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Monsters University


A história situa-se antes daquela que nos foi apresentada no primeiro filme. Desde pequeno que Mike sonha em frequentar a Universidade dos Monstros para ser assustador na Monstro S.A.. Com grande esforço e muito trabalho atingiu o seu objectivo e foi admitido na Universidade no Programa de Susto, e deu início ao curso da mesma forma como entrou, com muito trabalho, muito estudo e muita sabedoria bebida dos livros.
Já Sullivan é um assustador por natureza, já o seu pai é assustador, mas ele não se esforça nada nas aulas, não estuda e só quer saber de frequentar os eventos da Universidade.
Quando se cruzam numa aula, Mike e Sullivan, de tão diferentes, tentam medir forças mas corre mal a ambos e são expulsos do curso. Mike, que toda a vida sonhou com o momento de se formar em assustador, tenta encontrar uma forma alternativa de voltar a entrar no curso, através dos tão famosos Jogos de Susto que visam consagrar a equipa mais assustadora da escola. O problema é que Mike precisa de uma equipa de seis pessoas e os únicos disponíveis são os Omega Kappa, os "nerds" da escola, e Sullivan.
Juntos vão ter de encontrar uma forma de encontrar o melhor de cada um para benefício da equipa.
Bullying, amizade, descoberta, sucesso, fracasso são apenas alguns dos temas retratados neste filme que é tão adequado para crianças como para adultos.
Desde que o universitário Mike Wazowski era um pequeno monstro, que sonhava em ser Assustador e sabe melhor que ninguém que os melhores Assustadores vêm da Universidade dos Monstros (MU). Mas durante o seu primeiro semestre na MU, os planos de Mike vêem-se subitamente alterados quando conhece o grandalhão James P. Sullivan, "Sulley", um Assustador com um talento natural. O espírito competitivo fora de controlo de ambos faz com que sejam expulsos do prestigiado curso de Sustos da Universidade. Para piorar a situação, eles percebem que vão ter de trabalhar juntos, juntamente com um estranho grupo de monstros inadaptados, caso queiram que as coisas dêem certo.
Fonte: cinema.sapo.pt
Monsters University no IMDB.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Despicable Me 2


Despicable Me 2 volta a trazer-nos Gru, as irmãs órfãs e os minions, aqueles bonecos amarelos que nunca se entende o que dizem. Neste filme, Gru, o antigo vilão que se deixou da vida do crime para cuidar das suas filhas adoptivas, Margo, Edith e Agnes, é agora chamado ao dever por Lucy Wild, uma agente secreta, para se juntar à Liga Antivilões e assim ajudar na destruição de um terrível malfeitor que ameaça destruir o mundo. Sem grandes alternativas, Gru aceita a missão e reaviva em si os seus instintos maléficos para ajudar a apanhar o grande vilão.
Os minions continuam a ser fulcrais na acção e no entretenimento do público, sem grandes falas, pequenos e amarelos, são quem mais gargalhadas arranca aos espectadores.
É um filme aceitável que proporciona uma boa sessão de cinema entre família e/ou amigos, ainda que a história não seja inovadora ou surpreendente.
Este comédia animada da Illumination Entertainment marca o regresso do antigo super-vilão Gru (Nicolau Breyner), que se afastou da vida de criminoso para cuidar das suas três filhas. Mas as coisas sofrem uma volta inesperada quando é recrutado pela Liga Anti-Vilões para capturar um evasivo criminoso que está a ameaçar o mundo. Agora, com a nova parceira Lucy Wilde (Rita Blanco) a seu lado, Gru e os Mínimos partem para uma imprevisível e inesperada aventura…
Despicable Me 2 no IMDB.

Por Ti, Resistirei, de Júlio Magalhães


"Por Ti, Resistirei", do jornalista Júlio Magalhães, conta a história de amor de Carlos, jovem de Cascais pertencente à alta sociedade, e Nicole, uma judia francesa, estudante de enfermagem, a viver em Paris, onde os dois se conhecem, num contexto sócio-económico difícil que engloba o período da Segunda Guerra Mundial.
Carlos precisa de voltar a Portugal por uns tempos devido à doença da sua mãe (e pressão do seu pai, com quem nunca se deu bem) e deixa Nicole em Paris. No entretanto as tropas de Hitler começam a avançar Europa fora e Nicole parte para Bordéus para pedir ao Cônsul português, Aristides de Sousa Mendes, um visto para entrar em Portugal. Nicole consegue chegar a Portugal e encontrar Carlos. Quando o pai de Carlos se apercebe da situação de Carlos e de Nicole depressa recorre aos seus conhecimentos e influências para os separar, o que acaba por conseguir de certa forma, fazendo com que os dois apaixonados se afastem.
A história é baseada em factos reais mas deixa aquela sensação de que muito ficou por dizer, muito ficou por contar e por explorar. No entanto, é uma leitura agradável, simples e fácil que facilmente nos faz querer avançar nos capítulos.
Carlos e Nicole conheceram-se nas ruas de Paris. As tropas alemãs avançavam em passo forte e determinado, mas todos acreditavam que a capital francesa estava a salvo da loucura de Adolf Hitler. Enganavam-se. Em poucas semanas, as tropas nazis estavam às portas de Paris e milhares de refugiados procuravam salvação. Nicole encontrou-a em Bordéus pelas mãos do embaixador Aristides de Sousa Mendes que lhe entregou um visto para chegar até Portugal, onde finalmente cairia nos braços do seu amado. Longe da guerra, longe do perigo, longe do estigma de ser judia, seria finalmente feliz. Mas há preconceitos que são difíceis de quebrar e mais uma vez os dois amantes são obrigados a seguir caminhos diferentes. Carlos fica em Lisboa, entre os negócios do pai, um homem influente na sociedade salazarista e a doença da mãe. Nicole parte para Londres, uma cidade que vive dias dramáticos sob a ameaça de ser bombardeada pela aviação alemã. Participa no esforço de guerra da melhor forma que sabe, vestindo a farda de enfermeira, pondo em risco a sua vida para ajudar os outros. Na esperança de conseguir esquecer Carlos. Contudo no meio dos escombros da Segunda Guerra Mundial há um amor capaz de resistir a tudo.
Fonte: fnac.pt

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dia Mundial da Poupança


Diz-se por aí que hoje é o Dia Mundial da Poupança. Considero-me uma pessoa poupada, na medida do possível, o meu objectivo de poupar passar sempre pelo mesmo: caso haja alguma eventualidade financeira que não esteja nos planos ou, depois disso, conhecer o mundo aos bocadinhos.

As minhas poupanças:
- Almoço sempre que posso em casa comida cozinhada na véspera ou na hora;
- Não compro legumes, vem tudo do quintal da avó;
- A maior parte das vezes também não compro peixe, como o que o meu avô pescou no Verão e que vamos guardando para o Inverno;
- Faço a depilação e a manicure em casa, uma vez por ano lá vou à esteticista;
- Só corto o cabelo uma ou duas vezes por ano;
- Não pinto o cabelo, felizmente ainda não preciso;
- Não pago mensalidade de ginásio, gosto de corridas e caminhadas na rua;
- Compro produtos de marca branca quando acho que a qualidade é de fiar e aproveito os 50% de desconto (quando os produtos que estão em promoção são aqueles que eu compro);
- Compro roupa e calçado só quando preciso mesmo, podem-se passar meses sem comprar nada;
- Não compro comida feita;
- As sobras da comida não se metem fora cá em casa, viram nova refeição no dia seguinte;
- Não tenho empregada de limpeza, eu limpo, esfrego, passo a ferro, talvez não com a cadência devida, mas lá me vou orientando;
- Não frequento o cinema com regularidade, mas quando vou uso descontos que me permitam um bilhete mais barato;

Agora aquilo que se pode considerar um luxo:
- Almoço em casa, podia levar a marmita para o trabalho mas o meu cérebro precisa desligar-se daquele sítio;
- Mais de 100 canais de TV quando só vejo meia dúzia;
- Jantar fora de casa uma vez por semana ou uma vez de 15 em 15 dias, com os amigos;
- Dou-me ao luxo de ir a médicos privados (e ter seguro de saúde), ainda posso;
- Tenho seguro contra todos os riscos no meu carro, apesar de ele já ter feito 4 anos;
- Vou ao teatro sempre que há uma peça que chame mais a atenção;

Se podia poupar em mais coisas? Podia, mas ainda me posso dar ao luxo de viver (e não sobreviver).

Fonte da imagem: weheartit

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Intruso



17 de Outubro de 2013. Estamos em crise, toda a gente sabe, e esta crise não é de agora, tem-se vindo a arrastar lentamente como uma lagartixa preguiçosa.
Marco Horácio é o actor que traz até nós uma peça cheia de boa disposição com dicas para ultrapassar a crise, introduzindo o conceito de low-cost em tudo desde a namorada aos sogros. Até truques de magia Marco Horácio, ou deverei dizer Arménio Carlos, faz em palco, frente a uma plateia onde figurava o grande mágico Luís de Matos.
Durante mais de uma hora uma plateia inteira riu, mas riu com vontade, durante mais de uma hora a crise animou aquela sala que no fim aplaudiu de pé e com toda a força.
Apetecia-me apontar todos os bons disparos do Marco Horácio, que foram tantos, mas lembro-me particularmente de um: "primeiro mandaram-nos apertar o cinto, não sei para quê, é que agora mandaram-nos baixar as calças!"
Portugal também é Coimbra, não me canso de dizer, e peças destas fazem-nos falta, cada vez que uma peça destas vem a Coimbra enche a sala, isso não é um sinal de que merecemos mais varidade?
Marco Horácio, o apresentador, ator, humorista, criador e intérprete, propõe “soluções” para combater a crise. Vai fazer refletir. Vai descortinar maneiras de os portugueses olharem a crise de frente. Até os estrábicos. Vai mostrar pequenos truques para fazer face à falta de dinheiro, à falta de perspetivas e à falta de noção de quem usa t-shirts de alças. E não menos importante que isso, Marco Horácio vai demonstrar como o low cost pode ser aplicado nas mais pequenas e variadas coisas do quotidiano. Desde a namorada low cost, aos sogros low cost, ao artista low cost, nada parece impossível aos olhos deste gentil-homem e benfeitor comediante. Um espetáculo de intrusos, que nada têm a perder: do público, à senhora da bilheteira, ao técnico. Intrusos que de repente assistem a um espetáculo… por um Intruso. O texto foi escrito por três dos mais conceituados guionistas portugueses: Henrique Dias, Frederico Poiares e Roberto Pereira, em coautoria com o próprio Marco Horácio. TEXTO Frederico PoiaresHenrique Dias e Roberto PereiraCOAUTOR Marco HorácioENCENAÇÃO Sónia Aragão INTERPRETAÇÃO Marco HorácioENCENAÇÃO DE MAGIA Luís de MatosMÚSICA Carlos Menezes e Carlos LeitãoSOM Luís Ramos/Jorge PinaPRODUÇÃO Ana Soares Produções Lda.PRODUÇÃO EXECUTIVA Ana Teresa Soares
Fonte: TAGV

Enquanto Salazar Dormia, de Domingos Amaral


Jack Gil Mascarenhas Deane, filho de pai inglês e mãe portuguesa, regressa a Lisboa com 85 anos para assistir ao casamento do seu neto Paul que, surpreendentemente, irá casar com uma portuguesa. Depois de 50 anos longe daquela cidade com uma luz inconfundível, Jack encontra uma Lisboa totalmente diferente daquela que conheceu nos anos da 2ª Guerra Mundial. Enquanto Londres era fustigada pelas bombas de Hitler e os seus exércitos conquistavam a Europa, em Lisboa parecia reinar a calma e a tranquilidade de uma nação peuso-neutra na questão da guerra, naquela época desembarcava em Lisboa a elite europeia numa tentativa de fugirem ao fogo cruzado que se fazia sentir por toda a Europa.
Nessa época, o jovem Jack Gil está à frente do escritório lisboeta da companhia de navegação do seu pai e tem prometida a jovem Carminho, menina de boas famílias com uma saúde muito frágil cujo pai admirava Churchill e irmãos simpatizavam com Hitler.
No entanto, Jack Gil começa-se a aperceber que o ambiente tranquilo de Lisboa pode ser apenas aparência e que nas ruas da capital portuguesa circulam espiões ingleses, alemães, vigiados pela PVDE. A vida de Jack Gil era tranquila até ao dia em que também ele passou a ser um espião pertencente ao MI6.
As memórias do velho Jack desvendam-nos as redes de espionagem, redes essas difíceis de diferenciar dos romances tórridos que ele teve com as mulheres que amou em Lisboa.
Era "enquanto Salazar dormia" que Lisboa acordava, sedutora e perigosa, temida por uns, amada por outros.
Ainda que algumas personagens sejam efectivamente reais e alguns eventos tenham realmente acontecido, a história é ficção. Retrata-nos uma época fascinante que foi um marco na história mundial, claramente pelas piores razões. A neutralidade de Portugal nesta guerra foi desde sempre questionada, à Inglaterra não lhe interessava mais uma frente de combate, à Alemanha interessava o volfrâmio que fornecíamos e assim Portugal manteve-se aparentemente à margem de uma guerra que matou milhões.
O livro oferece-nos uma leitura agradável, com um enredo bem organizado e com acção suficiente para prender o leitor página após página.
Uma história de amor em tempo de Guerra. Lisboa, 1941. Memórias de um espião numa cidade cheia de luz e sombras.Numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial, os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários, actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.
Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões.
Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade.
Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam «enquanto Salazar dormia», como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6. Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40.
Publicado no Brasil com o título Enquanto o Ditador Dormia por uma das mais prestigiadas editoras do país.
Fonte: fnac.pt

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

G.I. Joe: Retaliation


Neste filme os GI Joes Roadbloack (Dwayne Johnson aka The Rock), Flint (D.J. Cotrona) e Jaye (Adrianne Palicki) ajudados pelo General (Joe Colton )Bruce Willis terão de lutar contra o vilão Cobra e derrotar os seus planos para controlar o mundo, o que inlui uma ameaça nuclear.
Este é um filme sem uma história genial ou personagens profundos, é um filme cheio de clichés de super heróis, patriotismo americano, diálogos simples e fáceis e muitas cenas de acção.
Este é essencialmente um filme que entretém, mas que não traz nada de novo ou espectacular ao cinema, ainda assim é divertido ver.

Roadblock: [to Snake Eyes, after planning to take down Cobra Commander] Snake Eyes, how's all of that sound?
[Snake Eyes is silent]
Roadblock: That's what I thought.
Os populares bonecos dos anos 80 que formam uma secreta equipa de elite num filme cheio de acção e efeitos especiais do realizador de «A Múmia» e «Van Helsing».
Fonte: cinema.sapo.pt
G.I. Joe: Retaliation no IMDB.

Não esquecer #267


Fonte: Booklover

quinta-feira, 3 de outubro de 2013