Vinte e quatro horas inteirinhas, para mim, é pouco para um dia só. Em dias como os de hoje, em que quero juntar aqueles amigos que escolhi como família emprestada nesta cidade também emprestada, em que quero cozinhar com gosto para 12 pessoas, em que quero reunir sorrisos, promessas e desejos, em que quero sair do trabalho, apanhar a miúda na escola, fazer as últimas compras e começar a empreitada que é cozinhar para aquele bando de gente que eu gosto com uma miúda agarrada às minhas pernas a chamar-me a cada 30 segundos, vinte e quatro horas não chegam. A quem dirijo o pedido de acrescentar mais horas ao dia?
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
terça-feira, 4 de junho de 2013
ColorRun - Coimbra
Ainda não tinha tido oportunidade de mencionar aqui o quão divertido e colorido foi a ColorRun que decorreu no dia 4 de Maio aqui nesta bela cidade de estudantes, já lá vai um mês.
A expectativa era alta, a julgar pela publicidade que se fazia "os 5km mais divertidos do planeta", o que é certo é que foi realmente divertido e bem organizado. O mais aborrecido foi o tempo ao sol em cima da ponte antes da partida, porque só partiam 1000 pessoas de cada vez e participaram mais de 13000 pessoas. Estar na ponte, tudo aos saltos e sentir a ponte abanar foi qualquer coisa de surreal.
Conseguimos correr, às vezes só dava para andar porque as pessoas acumulavam-se nos pontos de cor, conseguimos levar com muito pó de tinta, e rir muito. No fim ainda havia um DJ para animar a malta e barraquinhas para comer e beber. Durante a corrida deram-nos águas em alguns pontos, mas continuo a achar que no final deviam dar uma buchazinha, que depois de tanta parvalheira uma pessoa fica com uma certa fome e ao preço que pagámos pela inscrição acho que era adequado. É sempre bom passar uma tarde divertida com os amigos de cá e os que vieram de Lisboa só para participar. O estado da minha roupa, pele e cabelo foi este que se vê na foto, tive de esfregar-me muito bem e o cabelo teve de ser lavado duas vezes, saiu tudo mas foi precisa alguma insistência.
É possível que volte a repetir a experiência, já que fico sempre muito contente quando estas iniciativas ocorrem nesta bela cidade, porque Portugal não é só Lisboa...
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Piódão
Depois de uma primeira tentativa frustrada de uma caminhada e piquenique no Piódão, decidimos fazer nova tentativa no feriado de 1 de Maio. Desta vez todos em carros, mais do que na vez anterior, com uma hora para a frente em relação à partida e aí vão eles muito airosos pela estrada fora, novamente com os carros carregados de carne para gelhar, pão, sumos, minis e muita boa disposição.
A viagem fez-se bem, sempre em velocidade cruzeiro. Ignorámos o GPS e seguimos as placas, como devíamos ter feito na semana anterior. Chegámos ao Piódão e tratámos logo de comer uma fatia de bolo, meter águas e fruta nas mochilas e demos início à caminhada.
A caminhada que tínhamos visto na Internet e da qual arranjámos o percurso para o GPS (outra vez o GPS...) era do Piódão a Foz d'Égua e regresso por um caminho diferente. A caminhada começou por estrada e a certa altura lá entrámos por um trilho meio escondido sem qualquer indicação a descer e a subir por um caminho estreito, com pedras soltas, vegetação e tudo a que tínhamos direito. Foz d'Égua é um pequeno lugar com poucas casas, um ribeiro e uma ponte à Indiana Jones mas com cariz de lugar paradisíaco (claro que eu não sobrevivia mais de 2 dias naquele ermo).
O regresso da caminhada foi pela outra margem e muito menos acidentado no que toca a pedras soltas, descidas acentuadas e vegetação no caminho.
Quando chegámos novamente ao Piódão já a fome era negra e as horas de almoço já lá iam. A aldeia tem um pequenino parque de merendas mesmo no centro com churrasqueira e tudo. Claro que nos alapámos ao lugar e só de lá saímos com a barriga cheia de carne, pão, batatas fritas e salada, e depois de tudo devidamente limpo e arrumado.
Depois de beber café achámos que era altura para passeio a pé pela aldeia, parámos logo na banca dos licores, passámos pela Igreja, subimos à Capela e andámos por ali a descobrir um bocadinho dos recantos da aldeia. É a terceira vez que vou ao Piódão e é a terceira vez que venho de lá a dizer que as pessoas são umas antipáticas de primeira. Meus senhores do Piódão, vocês vivem num buraco no fundo da serra do Açor, se não forem simpáticos com quem vos vai visitar e comprar os vossos produtos, sujeitam-se a uma maior solidão e menos rendimentos. "O posto de turismo fechou às 17h" não é resposta que se dê a uma pessoa curiosa sobre o pormenor das cruzes, que pergunta educadamente e com simpatia, ainda para mais a senhora estava na Igreja a vender velas, devia ao menos dizer que não sabia com bons modos. Os bons modos nunca fizeram mal a ninguém. (Desculpem lá, alguém tinha de dizer isto).
Posto isto, arrumámo-nos todos nos carros e fomos embora à nossa vida que ainda nos esperavam uns bons quilómetros até casa.
No caminho aproveitámos para passar na Mata da Margaraça e na Fraga da Pena, uma queda de água muito fresquinha de cerca de 20metros que fica junto à aldeia de Benfeita, na serra do Açor.
Claro que o dia não ficou por aí, e quando chegámos ainda nos juntámos para comer e beber o que sobrou. Mais um daqueles dias memoráveis. Agora que já sabemos como é temos de ir às outras aldeias históricas de Portugal.
A viagem fez-se bem, sempre em velocidade cruzeiro. Ignorámos o GPS e seguimos as placas, como devíamos ter feito na semana anterior. Chegámos ao Piódão e tratámos logo de comer uma fatia de bolo, meter águas e fruta nas mochilas e demos início à caminhada.
A caminhada que tínhamos visto na Internet e da qual arranjámos o percurso para o GPS (outra vez o GPS...) era do Piódão a Foz d'Égua e regresso por um caminho diferente. A caminhada começou por estrada e a certa altura lá entrámos por um trilho meio escondido sem qualquer indicação a descer e a subir por um caminho estreito, com pedras soltas, vegetação e tudo a que tínhamos direito. Foz d'Égua é um pequeno lugar com poucas casas, um ribeiro e uma ponte à Indiana Jones mas com cariz de lugar paradisíaco (claro que eu não sobrevivia mais de 2 dias naquele ermo).
O regresso da caminhada foi pela outra margem e muito menos acidentado no que toca a pedras soltas, descidas acentuadas e vegetação no caminho.
Quando chegámos novamente ao Piódão já a fome era negra e as horas de almoço já lá iam. A aldeia tem um pequenino parque de merendas mesmo no centro com churrasqueira e tudo. Claro que nos alapámos ao lugar e só de lá saímos com a barriga cheia de carne, pão, batatas fritas e salada, e depois de tudo devidamente limpo e arrumado.
Depois de beber café achámos que era altura para passeio a pé pela aldeia, parámos logo na banca dos licores, passámos pela Igreja, subimos à Capela e andámos por ali a descobrir um bocadinho dos recantos da aldeia. É a terceira vez que vou ao Piódão e é a terceira vez que venho de lá a dizer que as pessoas são umas antipáticas de primeira. Meus senhores do Piódão, vocês vivem num buraco no fundo da serra do Açor, se não forem simpáticos com quem vos vai visitar e comprar os vossos produtos, sujeitam-se a uma maior solidão e menos rendimentos. "O posto de turismo fechou às 17h" não é resposta que se dê a uma pessoa curiosa sobre o pormenor das cruzes, que pergunta educadamente e com simpatia, ainda para mais a senhora estava na Igreja a vender velas, devia ao menos dizer que não sabia com bons modos. Os bons modos nunca fizeram mal a ninguém. (Desculpem lá, alguém tinha de dizer isto).
Posto isto, arrumámo-nos todos nos carros e fomos embora à nossa vida que ainda nos esperavam uns bons quilómetros até casa.
No caminho aproveitámos para passar na Mata da Margaraça e na Fraga da Pena, uma queda de água muito fresquinha de cerca de 20metros que fica junto à aldeia de Benfeita, na serra do Açor.
Claro que o dia não ficou por aí, e quando chegámos ainda nos juntámos para comer e beber o que sobrou. Mais um daqueles dias memoráveis. Agora que já sabemos como é temos de ir às outras aldeias históricas de Portugal.
domingo, 3 de março de 2013
Rock Planet
Quem estudou em Coimbra deve-se lembrar daquele espaço mítico na praça que era a Via Latina. Há algum tempo a Via fechou e sofreu umas obras de requalificação, abrindo como Rock Planet. O estabelecimento está aberto há meses mas só agora tive oportunidade de ir conhecer o espaço.
Em termos de aspecto está simplesmente espectacular, desde um Dodge antigo à entrada, uma Harley estacionada atrás de um dos balcões ou até um eléctrico pendurado sobre a pista de dança, a decoração está mesmo bem conseguida. A música é à antiga, dos 80s, daquela que nos faz cantar até ficarmos roucos, que nos faz olhar para o lado e ver que a faixa etária dos frequentadores do espaço vai desde malta mais jovem que nós até grupos de pessoas da idade dos nossos pais.
Fiquei mesmo fã do Rock Planet, ainda assim só tenho a apontar o facto de haver um conjunto de "artistas"com violinos eléctricos, contratados certamente, que de quando em vez interrompiam a música e começavam a tocar, afastando assim as pessoas da diversão da pista de dança, um autêntico turn off.
É um lugar que não só recomendo como espero voltar!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Troquei o Carnaval pelo Fado...
...e marquei presença na noite de sábado no Diligência.
Decidi não festejar o Carnaval e acabei numa noite de fados, cheia de boa disposição, risos, sangria, música e alegria.
O Carnaval já não é como os Outros Carnavais, e este ano não estava com grande espírito para os festejos associados a esta época, com máscaras e disfarces e a obrigatoriedade da diversão, por isso este ano troquei o Carnaval pelo Fado e que bem que me soube.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Celebração do 25 de Abril
Os jantares entre amigos começaram a ter toda uma dinâmica temática. Se em tempos passados nos juntávamos para jantar sem motivo, só porque sim, agora disfarçamos a vontade de jantar todos juntos com temas da actualidade.
Depois dos temas "Primavera" e "Espanha", a Revolução dos Cravos não poderia passar sem se dar por ela, pois não, e por essa razão lá se organizou um jantar comemorativo da revolução que meteu fim ao Estado Novo.
Como não fazemos as coisas por menos, houve toda uma panóplia de enfeites alusivos ao tema, desde cravos na mesa junto ao talher de cada um, a doçaria representativa e a banda sonora adequada!
Estes jantares estão a chegar a um nível digno de registo, ai estão estão!!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Jantares de amigos
Quando a "ficha caiu" e decidimos a data do casamento os nossos amigos ficaram tão ou mais felizes que nós, de tal maneira que exigiram um jantar de noivado entre amigos.
Como qualquer motivo é bom para juntar os amigos, na sexta-feira passada lá nos juntámos para jantar, com o especial motivo de que era um jantar de noivado, no Farinha de Milho.
Curiosamente, na sexta passada foi sexta-feira 13 e éramos 13 pessoas à mesa.
Quando chegámos ao restaurante, azar dos azares, não havia luz. Claro que com boa vontade tudo se resolve e acabámos a jantar, os 13, à luz das velas. O jantar foi, como é costume com os amigos, uma animação e quando nos apercebemos já era tarde e já a luz tinha voltado há muito tempo.
Foram momentos de muita conversa, confidências, opiniões e planos. É muito bom poder partilhar os planos com eles, dizem que os amigos são a família que escolhemos e é muito bom ver a família que ali temos.
Acabámos por ficar por ali até à hora do restaurante fechar, 2 da manhã, e conseguimos esgotar algum do stock de bebidas!
Claro que um jantar destes não terminava assim e lá fomos parar ao bar do costume, continuando as conversas, as confidências e os planos e todo um reboliço de gargalhadas. Se há noites que valem por mil são estas!
Fonte da imagem: weheartit
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Noites de Verão no Outono
As noites de Outono têm tido outro sabor nas últimas semanas, as noites de Outono sabem a noites de Verão, poucas noites de Verão foram abençoadas com este calorzinho bom que se tem feito sentir.
Há noites em que os amigos se juntam em varanda alheia, conversam, bebem, queixam-se, riem até a noite começar a dar lugar à madrugada e quando dão conta é tarde, demasiado tarde para quem trabalha no dia seguinte, mas apetece continuar ali, a conversar e a rir sem parar, porque estes momentos são demasiado especiais.
Fonte da imagem: weheartit
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Pastless people
Antes de começar devo dizer que o arraial de palavras que vou escrever a seguir foi inspiradíssimo (sócio...) num post da Pólo Norte, essa personagem da comunidade dos blogs mais conhecida que a Padeira de Aljubarrota.
Num dia de Fevereiro de 2010 já aqui tinha mencionado o meu grupo de amigos da escola. Não, ainda não fizemos nenhum jantar para nos voltarmos a encontrar, essas coisas têm tendência a ser adiadas, mas tenho esperança que um dia vai acontecer.
A minha vida tem sido um acumular de pessoas, cada uma no seu cenário, e a certa altura temos os amigos da escola, da catequese, das actividades desportivas, das férias, dos encontros de amigos dos pais, os amigos daqui, os dali, os d'acolá, esta bagagem emocional com que vamos crescendo agrada-me. Essas pessoas, de alguma forma, acabam por nos marcar e tornar-nos pessoas diferentes, com uma bagagem de experiências.
Na minha aldeia havia a Ângela e o Ricardo, que ainda hoje guardo bem guardados. Acabámos por andar na mesma escola e na catequese todos juntos também, mas conhecemos mais pessoas. A Ana Lúcia e a Cláudia, juntamente com a Ângela, marcaram os quatro anos do primeiro ciclo entre brincadeiras no recreio e a sala de aula. Da mudança de escola e dos 5 anos aí passados guardo a Dora, a Marta, o André, o Telmo, a Carina e a Ana Cristina, e todos aqueles jantares e almoços só nossos, a viagem a França e puros momentos de riso e alegria. Guardo a Filipa dos Verões da Praia da Tocha, aquele mês de Agosto inteirinho só nosso. Guardo a Paulinha, a Elsa, a Ângela, a Catarina, o Luís e o Daniel das férias passadas com os pais, os amigos dos pais e respectivos filhos, a acampar em Monte Gordo e Armação de Pêra em finais dos anos 80 e até metade da década de 90. Guardo a Joana da escola secundária, coitada, caiu na nossa turma de pára-quedas, e guardo a Inês e a Anabela. Guardo a Sara do primeiro ano de curso com as noites na praça, jantares de curso e farra , e a Marta, o Rafael, o Richard, dos dois seguintes, trabalhos e muito código que fizemos juntos. Nos restantes guardo o Miguel, o Rúben, o Moura, cortejos, jantares e muita boa vida de estudante. Do MBA/Mestrado (já quase final) guardo a Teresa, o Luís, a Nádia e o António, as nossas conversas e os trabalhos feitos juntos. Os de hoje? Estão aqui guardados sim, ficam para um post lá mais para a frente.
Esta é só parte da minha bagagem e gosto muito de a ter, o passado não se apaga, está lá e eu gosto de olhar para trás e ver o meu, passar na rua e parar para conversar com pessoas que já me disseram tanto e que em algum momento foram efectivamente importantes, são histórias com gente dentro que guardo.
Fonte da imagem: weheartit
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Qualidade de Vida #3
Qualidade de vida é, à sexta-feira à tarde, receber um telefonema de uma amiga a combinar um copinho depois do trabalho numa esplanada da cidade para meter a conversa em dia e depois a seguir receber uma mensagem de um casal amigo com um convite para jantar.
Há amigos assim, mas estes são meus! :)
Fonte da imagem: aqui
Há amigos assim, mas estes são meus! :)
Fonte da imagem: aqui
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Damien Rice - The Blower's Daughter
Tive uma vez um amigo que me mostrou Damien Rice. Adorei a música dele, especialmente a "The Blower's Daughter" que também serve de banda sonora ao filme Closer (com Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen). Depois esse meu amigo foi à vida dele, eu fui à minha e nunca mais voltámos a conversar.
Fonte: weheartit
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Hoje lembrei-me deles
Dos amigos de infância e dos adolescência.

Desde sempre que fomos 3: eu, a A. e o R. Frequentávamos a escola do 1ºciclo da freguesia. Íamos para a escola juntos, vínhamos da escola a pé, rua abaixo ao sol, ao vento, ao frio ou à chuva. Não éramos da mesma turma, o R. estava noutra turma. Mas éramos vizinhos e por isso andávamos sempre juntos. A A. era a minha colega de carteira. Foi-o durante 2 anos. Irritava-me com ela, estava sempre a distrair-me e eu queria prestar atenção, ela sempre gostou de conversar! Ao sábado juntavamo-nos para brincar, andar de bicicleta, passear, fazer jogos. Ninguém sabia onde estavamos exactamente, andávamos pela aldeia, nas terras, nos pinhais, nos quintais alheios, a subir às árvores, a jogar às escondidas no milho, andávamos por lá. Lanchávamos na casa de um de nós e continuávamos a paródia até o Sol se esconder, altura em que tínhamos de estar em casa, caso contrário sujeitávamo-nos a um castigo. Lembro-me de um episódio engraçado em que eu e a A. andávamos empoleiradas num árvore que estava caída sobre o ribeiro do parque das merendas. A certa altura, escorregou-se-lhe um pé e ela caiu dentro de água. O dia acabou aí que tivemos de ir para casa para ela mudar de roupa. Depois houve a situação do roubo das nêsperas. Estávamos os três e fomos apanhados em cima da nespereira a comer nêsperas alheias!
A certa altura mudámos de escola para a E.B. 2,3, passámos a ser os três da mesma turma. Nesta altura conhecemos outros miúdos que vinham de outras aldeias da freguesia mas continuámos a ir para casa juntos, a fazer asneiras juntos e a brincar ao sábado.
No 7ºano, juntaram alunos de várias turmas numa só e conhecemos aquele que seria o nosso grupo de amigos. A nós 3 juntaram-se os meninos (o A. e o T.) e as meninas (D., M., C., e AC.). O grupo passou a ter 9 pessoas.
E passámos a ir os 9 para todo o lado! Começámos por fazer almoços juntos na praia, churrascos. Íamos de bicicleta com a traquitana toda em mochilas. Íamos passar tardes à praia ou à praia fluvial, sempre de bicicleta. Fazíamos quilómetros de bicicleta. Passámos de almoços a jantares.
Mudámos de escola no 10ºano e continuámos a pertencer à mesma turma. Fomos de viagem de finalistas juntos. Assistimos aos mais velhos do grupo a tirar a carta. Deixámos de andar de bicicleta e passámos a andar à boleia dos que já tinham carta. No 12ºano separámo-nos em três turmas diferentes mediante as opções que escolhemos. Fizemos amigos nas novas turmas mas continuámos a sair juntos, e a encontrarmo-nos nos intervalos e a frequentar os bares da cidade juntos. Houve situações difíceis e apoiámo-nos uns aos outros. Sofremos juntos a pressão dos Exames Nacionais. Alguns de nós entraram na Universidade, outros ficaram a fazer disciplinas e outros ficaram por ali, não quiseram estudar mais. Dos que entraram na Universidade nesse ano, foi em cursos diferentes, e até cidades diferentes. Cada um de nós conheceu pessoas diferentes mas nunca deixámos de nos encontrar. Ao longo do tempo alguns de nós perderam o contacto.
Hoje, vejo a A. bastantes vezes, moramos na mesma cidade, encontramo-nos na praia e às vezes na cidade. Ainda gostamos de conversar como antes, conseguimos passar horas a meter a conversa em dia. É a minha amiga mais antiga, sempre foi como uma irmã. Mesmo que não a veja há meses, quando a reencontro é como se a tivesse visto ontem. Anda para ir jantar lá a casa há meses. A minha agenda é o diabo, é só trabalhar e estudar e às vezes esqueço-me que também preciso de momentos com os amigos.
O R. trabalha na mesma cidade que eu. Encontramo-nos apenas na praia ou na casa dos pais (sempre foi o meu vizinho do lado). Já combinámos encontrarmo-nos na cidade para beber um copo e meter a conversa em dia mas a minha agenda preenchida ainda não permitiu.

Desde sempre que fomos 3: eu, a A. e o R. Frequentávamos a escola do 1ºciclo da freguesia. Íamos para a escola juntos, vínhamos da escola a pé, rua abaixo ao sol, ao vento, ao frio ou à chuva. Não éramos da mesma turma, o R. estava noutra turma. Mas éramos vizinhos e por isso andávamos sempre juntos. A A. era a minha colega de carteira. Foi-o durante 2 anos. Irritava-me com ela, estava sempre a distrair-me e eu queria prestar atenção, ela sempre gostou de conversar! Ao sábado juntavamo-nos para brincar, andar de bicicleta, passear, fazer jogos. Ninguém sabia onde estavamos exactamente, andávamos pela aldeia, nas terras, nos pinhais, nos quintais alheios, a subir às árvores, a jogar às escondidas no milho, andávamos por lá. Lanchávamos na casa de um de nós e continuávamos a paródia até o Sol se esconder, altura em que tínhamos de estar em casa, caso contrário sujeitávamo-nos a um castigo. Lembro-me de um episódio engraçado em que eu e a A. andávamos empoleiradas num árvore que estava caída sobre o ribeiro do parque das merendas. A certa altura, escorregou-se-lhe um pé e ela caiu dentro de água. O dia acabou aí que tivemos de ir para casa para ela mudar de roupa. Depois houve a situação do roubo das nêsperas. Estávamos os três e fomos apanhados em cima da nespereira a comer nêsperas alheias!
A certa altura mudámos de escola para a E.B. 2,3, passámos a ser os três da mesma turma. Nesta altura conhecemos outros miúdos que vinham de outras aldeias da freguesia mas continuámos a ir para casa juntos, a fazer asneiras juntos e a brincar ao sábado.
No 7ºano, juntaram alunos de várias turmas numa só e conhecemos aquele que seria o nosso grupo de amigos. A nós 3 juntaram-se os meninos (o A. e o T.) e as meninas (D., M., C., e AC.). O grupo passou a ter 9 pessoas.
E passámos a ir os 9 para todo o lado! Começámos por fazer almoços juntos na praia, churrascos. Íamos de bicicleta com a traquitana toda em mochilas. Íamos passar tardes à praia ou à praia fluvial, sempre de bicicleta. Fazíamos quilómetros de bicicleta. Passámos de almoços a jantares.
Mudámos de escola no 10ºano e continuámos a pertencer à mesma turma. Fomos de viagem de finalistas juntos. Assistimos aos mais velhos do grupo a tirar a carta. Deixámos de andar de bicicleta e passámos a andar à boleia dos que já tinham carta. No 12ºano separámo-nos em três turmas diferentes mediante as opções que escolhemos. Fizemos amigos nas novas turmas mas continuámos a sair juntos, e a encontrarmo-nos nos intervalos e a frequentar os bares da cidade juntos. Houve situações difíceis e apoiámo-nos uns aos outros. Sofremos juntos a pressão dos Exames Nacionais. Alguns de nós entraram na Universidade, outros ficaram a fazer disciplinas e outros ficaram por ali, não quiseram estudar mais. Dos que entraram na Universidade nesse ano, foi em cursos diferentes, e até cidades diferentes. Cada um de nós conheceu pessoas diferentes mas nunca deixámos de nos encontrar. Ao longo do tempo alguns de nós perderam o contacto.
Hoje, vejo a A. bastantes vezes, moramos na mesma cidade, encontramo-nos na praia e às vezes na cidade. Ainda gostamos de conversar como antes, conseguimos passar horas a meter a conversa em dia. É a minha amiga mais antiga, sempre foi como uma irmã. Mesmo que não a veja há meses, quando a reencontro é como se a tivesse visto ontem. Anda para ir jantar lá a casa há meses. A minha agenda é o diabo, é só trabalhar e estudar e às vezes esqueço-me que também preciso de momentos com os amigos.
O R. trabalha na mesma cidade que eu. Encontramo-nos apenas na praia ou na casa dos pais (sempre foi o meu vizinho do lado). Já combinámos encontrarmo-nos na cidade para beber um copo e meter a conversa em dia mas a minha agenda preenchida ainda não permitiu.
A D. voltou a morar na aldeia e trabalha não muito longe de lá, vejo-a às vezes ao fim de semana quando aparece na praia para beber um copo.
A M. vi-a quando ainda era só estudante, já lá vai mais que muito tempo. Não sei o que faz agora.
A C. vi-a um destes dias no centro comercial ao longe. Não sei que faz da vida.
A AC. vi-a em Milfontes um fim de semana que passei por aqueles lados. Não sei onde está a morar nem a trabalhar.
O A. estuda e estou com ele muitas vezes ao fim de semana ou quando vou a Aveiro a alguma reunião que dure o dia inteiro às vezes almoço com ele para meter a conversa em dia.
O T. vi-o na passagem de ano do ano passado. Também não sei que faz da vida agora nem onde vive.
Já pensei nisto e até já falei com a A. que um dia destes havemos de orientar um jantar com esta rapaziada para relembrar velhos tempos. Há pessoas que nos marcam na vida e por vezes perdemos-lhe o rasto. Quero voltar a reunir este grupinho para ver como há coisas que nunca mudam.
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