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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fins de tarde

Durante a tarde a minha amiga T. do MBA/Mestrado ligou-me a pedir o horário de encerramento da secretaria. Ia entregar a sua Tese depois de um ano de esforço e dedicação. Era notável a felicidade na sua voz suave e tranquila.
Depois de sair do trabalho encontrámo-nos para pôr a conversa em dia, não nos víamos há meses, neste intervalo de tempo a barriga de grávida dela cresceu a olhos vistos e ontem pude finalmente vê-la redondinha já com ar de mãe de primeira viagem.
Assentámos arraiais no Galeria ainda era dia, a vista para a Universidade e para a famosa Torre da Cabra como pano de fundo, muitas linhas de conversa trocadas, muitos assuntos diferentes, novidades e acontecimentos, a noite a cair e ao longe ilumina-se toda a zona da Alta e no meio do cenário sobressai a Universidade com a sua notoriedade de mais de 700 anos e o carimbo da melhor Universidade de Portugal.
A conversa só terminou duas horas depois porque já era tarde, senão ali teríamos ficado mais um par de horas a deixar fluir as palavras e os sorrisos num misto de amizade e saudade.
Dou tanto valor a estas pequenas coisas. É a importância que dou a estes pequenos momentos que fazem de mim quem sou, e que me fazem gostar de estar perto das pessoas que tanto me dizem.
Foto: é minha, tirada ao final da tarde no Galeria

quinta-feira, 29 de abril de 2010

No tempo em que se escreviam cartas

Sempre gostei de escrever. Escrevia poemas. Escrevia textos em prosa. Escrevia histórias. Escrevia cartas. Sim, escrevia cartas. Escrever uma carta era um acto quase sagrado, sentava-me na minha secretária com um papel de rascunho e um lápis, pensava em tudo o que queria escrever e punha mãos à obra. Riscava, corrigia, re-escrevia, lia, passava a limpo, relia e finalmente enviava.
Comecei a escrever cartas aos 7 anos. Escrevia aos primos que estavam longe e que não via frequentemente. Escrevia aos amigos que fazia na praia e que só via de ano a ano. Conheci a Filipa num Verão na praia, em mil novecentos e troca o passo, todos os anos em Agosto ela voltava à praia e eu lá estava à espera da minha companheira de férias. Temos muitas histórias juntas. Escrevemo-nos durante 8 anos. Contavamos as novidades, as tristezas, os desamores, as alegrias, as vitórias, era um acto descritivo daquilo que se ia passando nas nossas vidas.
Essas cartas foram alimentando a nossa amizade. Hoje a Filipa é uma mulher casada e já não a vejo há cerca de quatro anos. Um dia vou ao Porto e telefono-lhe.
Ainda hoje quando recebo uma carta sinto o mesmo que sentia há 10 ou 15 anos. Numa época em que já só se mandam emails e sms's, sabe mesmo muito bem receber uma carta ou um postal.


Fonte da imagem: Flickr

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Coisas de mulher #1

Há dias em que uma pessoa sai de casa para comprar 2 ou 3 peças de roupa, para não andar sempre com a mesma...

[um àparte]
sim que mulher que é mulher acha sempre que anda todos os dias com a mesma roupa e que não tem mais nada para vestir e eu não sou excepção...
[/um àparte]

...e chega a casa com uma caixinha que traz lá dentro umas sandálias lindas, altas, frescas, a apetecer Verão, a apetecer passeios pelo jardim da cidade, ou pela rua em frente ao mar, pela passadeira que entra pela praia. Apetece Verão e apetece férias, daquelas com muito descanso, caipirinhas e caracóis.



Detalhes da compra:
Loja: Quebramar
Tamanho: 37 (se alguém se quiser chegar à frente e oferecer-me as azuis, eu deixo)
Preço: uns pesarosos 85 euros


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cornetos de Chocolate e finos

Há pequenas coisas que sabem tão bem como sair de casa à quinta-feira à noite para ir ao Cartola comer um Corneto de Chocolate assim de repente. O estudo ficou em stand-by mas não azedou, estava lá no mesmo lugar quando voltei.
Foi engraçado ver aquela juventude estudantil pelas ruas, expectactivas em alta, roupas em baixa (ou será em falta?).
A repetir, pois com certeza. Voltamos lá na semana que vem? Mas para a próxima quero um Magnum de amêndoa!

Fonte da imagem: aqui