Os Carnavais de antigamente tinham aquela mística, os de hoje em dia têm muita diversão.
Alguma malta da viagem à Ásia juntou-se num jantar de Carnaval no sábado 18/02, claro que só podia ir quem entrasse no espírito carnavalesco e se mascarasse de acordo com o tema pré-definido: agricultura de antigamente, gandareses e gandaresas à moda dos anos 40. Vesti-me de saia e avental, chinelas nos pés, camisa da avó e xaile pelas costas, sem faltar o lenço na cabeça e um cesto de batatas na mão, cesto esse que foi feito pelo meu bisavô há mais de 30 anos, uma autêntica preciosidade.
Este ano o Carnaval soube a sorrisos, muitos, desde o momento em que nos juntámos todos já mascarados em que rimos a bandeiras despregadas da figura de cada um em particular, passando por um jantar cheio de boa disposição numa mesa muito comprida com uma panela cheia de comida para mais de 20 pessoas até ao fim quando o álcool já dava o ar da sua graça.
Claro que quando entrámos no café para beber café, as poucas pessoas que lá estavam olharam para nós com sorrisos de aprovação, então quando montámos o arraial no meio do café, mesmo à moda de quem vem do campo de um dia de labuta, foi uma risada.
Mudámo-nos para o bar do costume, aquele que já tem um bocadinho nosso, e foi a loucura quando entram 20 agricultores trajados a rigor, com utensílios e tudo. Fomos provavelmente o maior grupo vestido de igual naquela noite. O bar não tardou a encher (não é difícil que também não é assim muito espaçoso), ainda assim dançámos, cantámos e rimos muito sempre à nossa moda, até cansar!
Foi uma noite memorável, sem dúvida!
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Dos nossos Carnavais
O nosso Carnaval, durante anos, foi feito de desfiles, fatos confeccionados pelas mães, carros feitos pelos pais, flores coladas por nós, três dias de festa intensa mas dois meses antes já tínhamos os planos de que nos íamos mascarar, como ia acontecer, que tecidos era preciso comprar, e por aí fora. No centro da vila reuniam-se todas as aldeias da freguesia, cada uma com o seu carro e os seus desfilantes. Nós representávamos a nossa aldeia com orgulho porque os nossos fatos eram sempre os mais bem feitinhos, não era por acaso, na aldeia tínhamos três costureiras de profissão, o que nos conferia vantagem nesse campo.No domingo de Carnaval saíamos à rua, à tarde, para começar o desfile por volta das 15h, vaidosos dentro dos nossos fatos de Carnaval, com um conjunto de pessoas todo igual, chegámos a ser perto de 50 a desfilar pela nossa aldeia. Tínhamos coreografias previamente ensaiadas. Dávamos duas voltas ao largo da vila e o júri dizia de sua justiça. Conseguimos durante alguns anos o 1º lugar. Lembro-me de nos termos mascarado de abelhas, ratos mickey e minnie, nenúfares, palhaços (o ano mais divertido), cartas, espantalhos, laranjas e limões, entre outros. Os fatos causavam sensação, o tamanho do grupo também.
No domingo à noite íamos ao Baile de Carnaval, de caras tapadas para não nos conhecerem. Ainda não satisfeitos com o cansaço de dançar no desfile, dançavamos até cansar os pés. Cheguei a dançar em cima do palco com o grupo que estava a cantar. Claro que só o fiz por ter a cara tapada, não teria coragem de o fazer de cara à mostra!
Terça-feira de Carnaval saíamos de novo à rua para novo desfile, para quem não tinha vindo assistir no domingo. Estes dias traziam muita gente à nossa vila.
Estas festividades duraram 12 anos, se não me engano. Tudo tem o seu tempo limite, e o nosso Carnaval, como o conhecíamos, acabou quando eu tinha 17 anos.
Hoje limito-me a jantar com os amigos num dos dias de véspera de Carnaval, vestimos fatos a gosto e celebramos o Carnaval desta forma. No ano passado fui uma Can-Can Girl, este ano serei uma Odalisca. E esse jantar será hoje.
Fonte da imagem: aqui
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