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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Socorro, estou a tornar-me na minha mãe
Ontem preparei a base do caldo verde, cozinhei e cortei o chouriço para o dito, fiz uma panelada de moelas, fiz paté de atum, cortei chouriço para as bruschetas, fiz salada de orelha de porco, preparei a sobremesa que ficou apenas a precisar de uns 20 minutos de forno, preparei a mesa e arrumei a casa toda para receber as visitas. Fiz tudo de véspera, antevendo a falta de tempo hoje para tudo o que me propunha, antevendo que hoje apenas teria tempo para compras de última hora e dar toques finais no repasto, antevendo que vou às compras com uma criança de 18 meses atracada a mim. Caraças, estou a transformar-me na minha mãe.
terça-feira, 31 de março de 2015
Madeira
Voltei, e desta vez voltámos a três.
Ando nisto há 7 anos, volto sempre, todos os anos mais ou menos na mesma altura, sempre em modo low-cost (excepto no primeiro ano, meus ricos 250€) e vou e volto num fósforo.
Já virei a ilha de uma ponta à outra, de Norte a Sul, já bebi poncha em tascos e tabernas, já subi no teleférico para o Monte, já passei muito frio no Pico do Areeiro, já vi as ondas de Porto Moniz rebentarem muito acima das piscinas naturais, já comi um gelado em São Vicente, já vi São Vicente do meio de uma Levada, já atravessei túneis escuros noutra Levada, já apanhei muito sol na cabeça na Ponta de São Lourenço, já fiz praia na Prainha, já comi bananas em Santana, já almocei tão bem no Estreito de Câmara de Lobos e jantei igualmente bem em Câmara de Lobos, já bebi Nikitas em Câmara de Lobos e na zona velha do Funchal, já provei a fruta toda no Mercado dos Lavradores, já me armei em Cristo Rei no Garajau, já perdi a conta às ponchas na Serra d'Água, já fiz quilómetros ao volante de um carro que não travava, já fui muito feliz a comer carne grelhada no Caniço, já vi 500 metros debaixo dos pés no Cabo Girão, já vi como fazem a aguardente de cana na Sociedade dos Engenhos da Calheta, já comi espada frito e tive conversas sérias na Madalena do Mar, elegi a melhor poncha de tangerina na Venda do André, já bebi inúmeros cafés na Praia Formosa e inclusivamente já lá fiz praia e nadei, já comi bolo do caco na rua no Funchal, já assisti ao fogo de artifício mais bonito de todo o sempre no Funchal, já comi tabaibos e tive cuidado com as serugas, já dei vários pés de dança na Copacabana e no Jam, já fui ao Curral das Freiras de propósito só para comprar bolo de castanha, já andei a provar vinho da Madeira no Museu do dito no Funchal, já vi as trutas do Ribeiro Frio, já fui tão feliz na Madeira.
Desta vez não fui ver nada de novo, fui aos sítios de sempre, sem tempo contado nem objectivos a cumprir, fui com o único propósito de ver a família e passar algum tempo de qualidade, e assim foi. Para o ano volto, pois claro!
Ando nisto há 7 anos, volto sempre, todos os anos mais ou menos na mesma altura, sempre em modo low-cost (excepto no primeiro ano, meus ricos 250€) e vou e volto num fósforo.
Já virei a ilha de uma ponta à outra, de Norte a Sul, já bebi poncha em tascos e tabernas, já subi no teleférico para o Monte, já passei muito frio no Pico do Areeiro, já vi as ondas de Porto Moniz rebentarem muito acima das piscinas naturais, já comi um gelado em São Vicente, já vi São Vicente do meio de uma Levada, já atravessei túneis escuros noutra Levada, já apanhei muito sol na cabeça na Ponta de São Lourenço, já fiz praia na Prainha, já comi bananas em Santana, já almocei tão bem no Estreito de Câmara de Lobos e jantei igualmente bem em Câmara de Lobos, já bebi Nikitas em Câmara de Lobos e na zona velha do Funchal, já provei a fruta toda no Mercado dos Lavradores, já me armei em Cristo Rei no Garajau, já perdi a conta às ponchas na Serra d'Água, já fiz quilómetros ao volante de um carro que não travava, já fui muito feliz a comer carne grelhada no Caniço, já vi 500 metros debaixo dos pés no Cabo Girão, já vi como fazem a aguardente de cana na Sociedade dos Engenhos da Calheta, já comi espada frito e tive conversas sérias na Madalena do Mar, elegi a melhor poncha de tangerina na Venda do André, já bebi inúmeros cafés na Praia Formosa e inclusivamente já lá fiz praia e nadei, já comi bolo do caco na rua no Funchal, já assisti ao fogo de artifício mais bonito de todo o sempre no Funchal, já comi tabaibos e tive cuidado com as serugas, já dei vários pés de dança na Copacabana e no Jam, já fui ao Curral das Freiras de propósito só para comprar bolo de castanha, já andei a provar vinho da Madeira no Museu do dito no Funchal, já vi as trutas do Ribeiro Frio, já fui tão feliz na Madeira.
Desta vez não fui ver nada de novo, fui aos sítios de sempre, sem tempo contado nem objectivos a cumprir, fui com o único propósito de ver a família e passar algum tempo de qualidade, e assim foi. Para o ano volto, pois claro!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
1 ano de Ana
Ana,
Hoje é dia 5 de Fevereiro, o dia do teu 1º aniversário.
Já passou um ano desde aquela madrugada em que recebi uma mensagem do teu pai a dizer "Ela vem aí!" e que dormi nos intervalos das mensagens que íamos trocando.
Foi um ano feliz, não poderia ser de outra forma, uma criança traz sempre alegria, foi um ano cheio de risos de criança, cheio de descobertas, cheio de conquistas, cheio de video calls para te ver crescer, cheio de fotografias enviadas do Vietname para Portugal em segundos.
A tua curiosidade, boa disposição e energia conquistaram-nos desde logo e ainda que só te tenhamos visto, ao vivo e a cores, duas vezes neste ano que passou, é como se estivéssemos juntos todos os dias. Acho que nos conheces, identificas-nos pelas brincadeiras que fazíamos contigo nas férias do Natal em casa dos avós.
A tua cara não engana, és uma asiática com passaporte português. Gostas de ter sempre companhia, de brincar às escondidas, não dormes sem o Becas e já te pões em pé com facilidade. Novas conquistas virão, dia após dia, e nós vamos continuar aqui a assistir à distância e à espera das tuas próximas férias em Portugal.
Parabéns, sobrinha linda!
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Conheci-os todos
Ouvi no outro dia que era dia dos avós. Nao é um dia ainda muito comemorado, vão ser preciso ainda uns anos para fixar o dia, tal como o dia da mãe ou do pai. Tive a sorte de os poder conhecer aos quatro e ainda tive o bónus de conhecer a minha bisavó Albina, uma das melhores pessoas que conheci até hoje.
Hoje em dia ainda me restam uma avó e dois avôs.
Sempre conheci a avó materna assim, com aquele semblante pesado, magra e cheia de pressa para tudo. Parece que carrega o mundo às costas e talvez por isso já caminhe curvada. Mulher do campo, lenço na cabeça, de enxada na mão, gandaresa à moda antiga, com um pulso firme a gerir o pouco dinheiro que entrava em casa e a aplicá-lo onde ele era realmente preciso. No fundo tem bom coração, gosta de nos ajudar no que pode. Não há alfaces que saibam tão bem como aquelas que ela planta, os morangos sabem mesmo a morango, as cenouras são inconfundíveis e os ovos são sempre frescos. Não é pessoa de palavras doces e carinhos, é fria, como a vida foi com ela, ainda assim gosta mais de nós do que tudo na vida, só não o diz, mas sabemos que o sente.
Já o meu avô materno conheci-o sempre assim com um sorriso no rosto, mesmo quando a doença lhe começou a levar o cabelo e a fazê-lo emagrecer a olhos vistos nunca deixou de exibir o sorriso naquele rosto queimado pelo sol da nossa praia. Foi carteiro numa época em que o correio se distribuia a pé, mas fazia a volta de bicicleta, numa bicicleta comprada em segunda mão há mais de cinquenta anos, para poder distribuir as cartas mais depressa e ir para a pesca de tarde. Pescador de arte xávega desde que se reformou do correio é ainda hoje a alma daquela arte na minha praia.
Os 89 anos do meu avô paterno permitem-lhe dizer tudo o que lhe apetece. Dono de uma vivacidade incrível, gosta de ler até de madrugada, está sempre informado sobre benefícios e malefícios de todos os alimentos e faz questão de partilhar connosco essa informação. Viu crescer 3 filhos, 5 netos e já conta com 6 bisnetos. A vida levou-lhe a minha avó demasiado cedo. Teimoso como só ele consegue ser, ocupa o tempo no quintal e a inventar ferramentas para o ajudar no cultivo das cebolas, alhos, couves e por aí fora.
Seria muito bom se me permitissem tê-los por perto mais uns anos para a Leonor poder um dia ter boas recordações dos bisavós.
Hoje em dia ainda me restam uma avó e dois avôs.
Sempre conheci a avó materna assim, com aquele semblante pesado, magra e cheia de pressa para tudo. Parece que carrega o mundo às costas e talvez por isso já caminhe curvada. Mulher do campo, lenço na cabeça, de enxada na mão, gandaresa à moda antiga, com um pulso firme a gerir o pouco dinheiro que entrava em casa e a aplicá-lo onde ele era realmente preciso. No fundo tem bom coração, gosta de nos ajudar no que pode. Não há alfaces que saibam tão bem como aquelas que ela planta, os morangos sabem mesmo a morango, as cenouras são inconfundíveis e os ovos são sempre frescos. Não é pessoa de palavras doces e carinhos, é fria, como a vida foi com ela, ainda assim gosta mais de nós do que tudo na vida, só não o diz, mas sabemos que o sente.
Já o meu avô materno conheci-o sempre assim com um sorriso no rosto, mesmo quando a doença lhe começou a levar o cabelo e a fazê-lo emagrecer a olhos vistos nunca deixou de exibir o sorriso naquele rosto queimado pelo sol da nossa praia. Foi carteiro numa época em que o correio se distribuia a pé, mas fazia a volta de bicicleta, numa bicicleta comprada em segunda mão há mais de cinquenta anos, para poder distribuir as cartas mais depressa e ir para a pesca de tarde. Pescador de arte xávega desde que se reformou do correio é ainda hoje a alma daquela arte na minha praia.
Os 89 anos do meu avô paterno permitem-lhe dizer tudo o que lhe apetece. Dono de uma vivacidade incrível, gosta de ler até de madrugada, está sempre informado sobre benefícios e malefícios de todos os alimentos e faz questão de partilhar connosco essa informação. Viu crescer 3 filhos, 5 netos e já conta com 6 bisnetos. A vida levou-lhe a minha avó demasiado cedo. Teimoso como só ele consegue ser, ocupa o tempo no quintal e a inventar ferramentas para o ajudar no cultivo das cebolas, alhos, couves e por aí fora.
Seria muito bom se me permitissem tê-los por perto mais uns anos para a Leonor poder um dia ter boas recordações dos bisavós.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Ana
A Ana nasceu hoje, 5 de Fevereiro, mais um dia que ficará para sempre com uma marca especial no nosso calendário. A Ana é a minha sobrinha luso-vietnamita e nasceu esta noite, ou esta tarde pelo fuso horário do Vietname.
Pouco mais de 3Kgs de gente e já encantou as duas partes do mundo, a família da mãe do lado de lá e a família do pai do lado de cá. A partir do momento em que recebi a mensagem do meu irmão quase à 1 da manhã de cá a dizer "Ela vem aí" nem foi preciso acordar muito bem para perceber o que se passava, a Ana já estava com ordem de chegada. A partir daí trocámos mensagens pela noite fora, dormi nos intervalos e quando acordei a última vez já tinha no telemóvel três fotos da minha sobrinha, com uma carinha exótica, ainda de olhos fechados sem se incomodar com o mundo que gira cá fora que a aguardava ansiosamente.
Quando soube que seria uma menina e que se ia chamar Ana escrevi este texto, que não poderia deixar de relembrar neste dia de alegria imensa.
E agora vamos aguardar com calma e paciência que se chegue o tempo de ela vir pessoalmente conhecer-nos, no entretanto já pedi que me mandassem sempre fotos para a ver crescer, ainda que a mais de 11000km.
Fonte da imagem: aqui
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Coisas da família
A família não se escolhe, tem-se e pronto, não tive oportunidade de a escolher mas quem a escolheu por mim esteve muito bem porque esta família é do melhor.
Passámos anos sem festas de maior na família, os almoços e jantares todos juntos que fazemos frequentemente não contam como festa, no espaço de uma semana tivemos três grandes festas:
Nesta família é assim, quando é para haver festa, é festa da rija e ninguém nos bate nesta coisa das festas de arromba!
Passámos anos sem festas de maior na família, os almoços e jantares todos juntos que fazemos frequentemente não contam como festa, no espaço de uma semana tivemos três grandes festas:
- Festa de casamento do meu irmão, casamento esse que se realizou em Outubro na Ásia na forma tradicional vietnamita e, devido ao facto de ser longe, muitos familiares e amigos não foram, e por isso aproveitou-se o facto do mano estar cá com a cunhada e os pais dela para se fazer uma espécie de almoço de casamento sem cerimónia.
- Casamento dos primos que moram na Madeira que foi uma festa de arromba, um casamento na Sé como manda a tradição, a tuna, um almoço cheio de boa disposição, muitos amigos e família, pézinhos de dança, e fui das últimas a sair da festa que para mim estas festas têm de ser aproveitadas até ao fim!
- O meu casamento, na praia para ser diferente, com todas as nossas pessoas importantes, uma festa que durou até não dar mais, com muita boa disposição, risos e alegria, um dia memorável.
Nesta família é assim, quando é para haver festa, é festa da rija e ninguém nos bate nesta coisa das festas de arromba!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Happy Birthday brother
33 é muito aniversário festejado!
Se estivesses cá era capaz de te fazer um bolo assim, cheio de m&m's para comermos todos em família. Faz este mês precisamente 8 anos que mudaste de país e de continente, tinhas a minha idade. Não me consigo imaginar a fazer o teu percurso, se calhar é por isso que acho que tens um pouco de louco. Enjoy your life, I'll be always here!
Fonte da imagem: weheartit
Se estivesses cá era capaz de te fazer um bolo assim, cheio de m&m's para comermos todos em família. Faz este mês precisamente 8 anos que mudaste de país e de continente, tinhas a minha idade. Não me consigo imaginar a fazer o teu percurso, se calhar é por isso que acho que tens um pouco de louco. Enjoy your life, I'll be always here!
Fonte da imagem: weheartit
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