Se é difícil? Bastante, especialmente nos moldes em que fizemos a viagem, percorrendo 50km no primeiro dia e 40km no segundo. A viagem foi feita em apenas 2 dias, e tudo seguido, só parando para comer e dormir, num grupo de 44 pessoas.
Caminhar até Fátima é uma experiência difícil de descrever, nestes dois dias de peregrinação com muito sofrimento físico vem ao de cima o melhor de cada um de nós, o espírito de entre-ajuda, a camaradagem, a solidariedade, o fazer alguém trocar as lágrimas por um sorriso ainda que tímido, a coragem, a persistência, o incentivo.
No fim do primeiro dia disse mal à minha vida, pensei seriamente no que me tinha metido, os gémeos latejavam, as bolhas nos pés doíam, até os glúteos davam sinais de si. Depois de uma noite bem dormida, o caso mudou de figura e às 5h30 da manhã do segundo dia já estava pronta para outra. Depois de algumas horas a caminhar, quando parámos para o pequeno almoço vi que a minha sapatilha estava impregnada de sangue de um dos lados, assustei-me, pois claro, mas quando vi o estado da situação não era tão grave quanto poderia parecer, eram apenas umas unhas em sangue. Fazendo uma avaliação dos dois dias de viagem, custou-me muito mais o primeiro dia do que o segundo, as dores e as bolhas foram muito mais abundantes no primeiro dia.
À entrada do Santuário de Fátima tem-se aquela sensação de dever cumprido, de objectivo atingido, é uma satisfação enorme saber que fui capaz de chegar ao fim inteira.
A subir a Serra da Boa Viagem
O início da travessia da ponte da Figueira da Foz
Hora de almoço!
É de noite, o sol ainda nem nasceu e já aqui vamos
A tragédia na sapatilha, a outra estava quase igual mas um bocadinho melhor









