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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Obrigada, Carlos

O fado, esse indivíduo, foi-me apresentado muito lá atrás no tempo. Num tempo onde cantava a Amália, cantava a Argentina Santos, cantava a Maria da Fé, cantava o Marceneiro,  e cantava também Carlos do Carmo. Nesse tempo ouvia-se cantar nos discos que alguém lá em casa um dia comprara. Um dos discos da Amália estava sempre no gira-discos, tenho ideia que até já estaria riscado. Nesse tempo o fado não era moda, o fado era a história, era aquela coisa tão nossa, era para ouvir de olhos fechados e em silêncio.
Nesse tempo já o Carlos do Carmo construia uma carreira a cantar o nosso fado e essa carreira levou-o hoje aos Estados Unidos para receber um Grammy "Lifetime Achievement Award". Para comemorar esse feito, a Rádio Comercial (na ideia original desse pequeno grande Palmeirim) homenageou Carlos do Carmo com um vídeo que me rouba as palavras, uma homenagem que se sente do lado de cá, do lado de quem por cá ouviu o Carlos do Carmo desde sempre e assiste agora ao reconhecimento de uma vida dedicada ao fado.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

"Afinal o tempo fica, a gente é que vai passando"

A inconfundível Argentina Santos.


Volta atrás vida vivida
Para eu tornar a ver
Aquela vida perdida
Que nunca soube viver

Voltar de novo quem dera 
A tal tempo, que saudade
Volta sempre a primavera 
Só não volta a mocidade

A vida começa cedo 
Mas assim que ela começa
Começamos por ter medo 
Que ela se acabe depressa

O tempo vai-se passando 
E a gente vai-se iludindo
Ora rindo ora chorando 
Ora chorando ora rindo

Meu Deus, como o tempo passa Dizemos de quando em quando
Afinal, o tempo fica 
A gente é que vai passando

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Troquei o Carnaval pelo Fado...


...e marquei presença na noite de sábado no Diligência.
Decidi não festejar o Carnaval e acabei numa noite de fados, cheia de boa disposição, risos, sangria, música e alegria.
O Carnaval já não é como os Outros Carnavais, e este ano não estava com grande espírito para os festejos associados a esta época, com máscaras e disfarces e a obrigatoriedade da diversão, por isso este ano troquei o Carnaval pelo Fado e que bem que me soube.

segunda-feira, 28 de março de 2011

À Capella

Sexta-feira passada, a noite foi passada n'à Capella a ouvir fados típicos de Coimbra, as guitarradas de Carlos Paredes e ainda algumas músicas de Zeca Afonso, tudo isto em família.
Fiz alguns vídeos e partilho aqui apenas um de um dos fados de Coimbra cantados nessa noite.

O Fado de Coimbra tem algumas particularidades, além de ser tipicamente cantado por homens, a guitarra portuguesa tem uma afinação diferente quando acompanha o Fado de Coimbra.
Muito ligado às tradições académicas da respectiva Universidade, o fado de Coimbra é exclusivamente cantado por homens e tanto os cantores como os músicos usam o traje académico: calças e batina pretas, cobertas por capa de fazenda de lã igualmente preta. Canta-se à noite, quase às escuras, em praças ou ruas da cidade. Os locais mais típicos são as escadarias do Mosteiro de Santa Cruz e da Sé Velha. Também é tradicional organizar serenatas, em que se canta junto à janela da casa da dama que se pretende conquistar.
O fado de Coimbra é acompanhado igualmente por uma guitarra portuguesa (mais correctamente uma guitarra de Coimbra) e uma guitarra clássica (também aqui chamada "viola"). No entanto, a afinação e a sonoridade da guitarra portuguesa são, em Coimbra, diferentes das do fado de Lisboa na medida em que as cordas são afinadas um tom abaixo, e a técnica de execução é diferente por forma a projectar o som do instrumento nos espaços exteriores, que são o palco privilegiado deste Fado. Também a guitarra clássica se deve afinar um tom abaixo. Esta afinação pretende transmitir à música uma sonoridade mais soturna, relativamente ao Fado de Lisboa.
Temas mais glosados: os amores estudantis, o amor pela cidade, e outros temas relacionados com a condição humana. Dos cantores ditos "clássicos", destaques para Augusto Hilário, António Menano, Edmundo Bettencourt.
No entanto, nos anos 1950 do Século XX iniciou-se um movimento que levou os novos cantores de Coimbra a adoptar a balada e o folclore. Começaram igualmente a cantar grandes poetas, clássicos e contemporâneos, como forma de resistência à ditadura de Salazar. Neste movimento destacaram-se nomes como Adriano Correia de Oliveira e José Afonso (Zeca Afonso), que tiveram um papel preponderante na autêntica revolução operada desde então na Música Popular Portuguesa.
No que respeita à guitarra portuguesa, Artur Paredes revolucionou a afinação e a forma de acompanhamento do fado de Coimbra, associando o seu nome aos cantores mais progressistas e inovadores. (Artur Paredes foi pai de Carlos Paredes, que o seguiu e que ampliou de tal forma a versatilidade da guitarra portuguesa que a tornou um instrumento conhecido em todo o mundo.)
Fado Hilário, Saudades de Coimbra ("Do Choupal até à Lapa"), Balada da Despedida do 6º Ano Médico de 1958 ("Coimbra tem mais encanto, na hora da despedida", os primeiros versos, são mais conhecidos do que o título), O meu menino é d’oiro, Samaritana – são alguns dos mais conhecidos fados de Coimbra.
Curiosamente, não é um fado de Coimbra, mas uma canção, o mais conhecido tema falando daquela cidade: Coimbra é uma lição, que teve um êxito assinalável em todo o mundo com títulos como Avril au Portugal ou April in Portugal.
Fonte: wikipedia

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Eu gostava de... #12

...assistir à peça do Filipe La Feria intitulada "Fado- A história de um povo", um espectáculo que conta a nossa história, uma viagem desde as origens até aos dias que correm em cena no Casino Estoril.

“Fado-História de um Povo” é um espectáculo de invulgar beleza estética que articula o bailado com o circo e com as novas tecnologias de vídeo, numa original concepção do percurso da mais significativa canção portuguesa. O espectáculo corporiza essa viagem às origens, um regresso ao presente, uma antecipação às novas tendências, magistralmente retratadas na sua dedicatória final - o renascer do espírito de Amália.
Fonte: http://www.filipelaferia.pt

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Qualidade de vida #1

Eu, o sofá e o fado...
E neste momento ouve-se Rosa Enjeitada por Hermínia Silva.

Sou essa rosa, caprichosa, sem ser má
Flor de alma pura e de ternura ao Deus dará
Que viu um dia, que sentia um grande amor
E de paixão o coração estalar de dor

Rosa enjeitada
Sem mãe sem pão sem ter nada
Que vida triste e chorada
O teu destino te deu
Rosa enjeitada
Rosa humilde e perfumada
Afinal desventurada quem és tu?
Rosa enjeitada
Uma mulher que sofreu

Tão pobrezinha que ainda tinha uma afeição
Alguém que amava e que sonhava uma ilusão
Mas esse alguém por outro bem se apaixonou
E assim fiquei sem ele que amei e me enjeitou