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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Fui a banhos

Apesar de estar a passar grande parte da licença de maternidade na casa da praia, onde posso sair à rua com a Leonor sem ter de pegar no carro, hoje foi a primeira vez que vesti o biquini e fui à praia mergulhar. O mar estava uma autêntica lagoa, com bandeira verde, a temperatura estava óptima e a minha satisfação foi mais que muita. Nem consigo explicar sequer a alegria de entrar no mar depois de passar um Verão inteiro a olhá-lo cá de cima. 
Hoje até a Leonor também foi à praia. A avó ficou com ela ao colo enquanto eu fui nadar um bocadinho e parece que ficou muito espantada a contemplar as ondas do mar. Aposto que vai gostar tanto do mar como eu. 


sábado, 5 de julho de 2014

Happiness

Eu não diria melhor. Não há nada melhor que acordar na praia, sair de casa a pé e em 2 minutos estar a ver o mar, beber um café enquanto ao longe o barco regressa do mar. Isto é qualidade de vida. É assim que sou feliz.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Gosto de ir à praia de manhã

Este ano as férias de Verão foram única e exclusivamente passadas na minha praia, a do costume. Foram 15 dias de boa vida por lá.
Não digo que foram de descanso porque descanso foi coisa que efectivamente não houve.
O problema (ou será a vantagem?) de passar férias na minha praia é que se conhece toda a gente, está sempre lá muita gente amiga de férias e é impossível haver descanso, são almoços com uns, jantares com outros, tardes de praia com outros, caminhadas pela manhã e copos à noite com outros!
Foi a primeira vez que passei 15 dias de férias seguidos por lá depois de deixar de ser estudante, em que o mês de Agosto era inteiramente passado lá, e devo dizer que não me arrependo nada, foi até revigorante voltar a estar por lá tanto tempo seguido. Se no próximo ano se proporcionar posso muito bem voltar a fazer o mesmo, porque...there's no place like home.








segunda-feira, 29 de julho de 2013

Primeiro mergulho do ano


21 de Julho de 2013, foi o dia em que inaugurei finalmente a época balnear deste ano com um grande e demorado mergulho no mar da minha praia, tão mais tarde que nos anos anteriores.
O mar estava calmo, ainda que com algumas ondas que traziam uma grande massa de água, a água não parecia tão fria como em anos anteriores, o dia estava quente e a companhia foi óptima, estavam reunidas as condições para um óptimo dia de praia.
Isto só pode ser um prenúncio de grandes dias de praia este Verão.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

São João em 2013

Há anos que não passo a noite de S. João na minha praia. Durante anos participei nesse evento anual que enche a praia de gente, de boa disposição, festa e diversão. Este ano não foi excepção, ainda assim, dado que a noite de S.João era de domingo para segunda, no sábado fizemos a festa, e se fizemos!
Foi tudo por acaso, nada combinado, encontrámo-nos todos porque calhou (não que a praia seja grande) e talvez por não ter sido planeado foi uma noite em grande, com amigos e conhecidos, com muita música e dança, com muita boa disposição, até nascer o dia.
Estas noites alimentam a alma e as conversas dos dias seguintes, estas noites dão saúde, são memoráveis e eu gosto de as guardar cá dentro.
(este era o cenário da praia antes de ir dormir)

Museu de Arte Xávega

Sou gandaresa, digo-o com orgulho e à boca cheia. Nasci e cresci no coração da gândara.

Gândara é, por definição, uma zona de terreno arenoso, improdutivo. A minha gândara era assim, a terra era areia solta, areia que pertenceu ao mar e que os gandareses, antepassados nossos, pessoas de muita coragem, se esforçaram por trabalhar para que produzissem alguma coisa, ainda hoje lutam para que aquele terreno arenoso produza batatas, feijões, couves, alfaces e todo um arraial de coisas.

Um gandarês é um lutador, seja em terra ou no mar, o povo da gândara é rijo, não se deixa ir abaixo perante as contrariedades da vida, somos feitos de uma massa forte. É com a cabeça erguida que aceitamos derrotas e nos propomos aos desafios.

Há mais de 50 anos atrás o meu avô, gandarês de gema, enfrentou um desafio que se transformou numa paixão, enfrentou as ondas violentas do mar da nossa praia num barco a remos para pescar, para dar corpo e voz à Arte Xávega, a pesca de arrasto tão tradicional na nossa costa.

Agora essa Arte toma forma num museu que irá nascer na Praia da Tocha e enche-me de orgulho pensar que as minhas/as nossas raízes estarão expostas para quem as quiser conhecer. Sei que aquele museu terá para sempre um bocadinho da história da minha família na figura do meu avô, um homem rijo, com uns olhos azuis brilhantes como o mar, com a pele queimada de tantas e tantas horas exposto ao sol daquela praia onde cada ruga marcada conta uma história.

Uma palavra: orgulho.



terça-feira, 26 de março de 2013

A minha terra tem...


A minha terra tem um Café Central, pois claro. Tem o mar e tem a Arte Xávega, que me orgulha cada vez que vejo o barco entrar no mar, na minha terra as tradições ainda se mantêm. Tem pão fresco na porta de manhã. Tem um largo com uma igreja no meio, tem o mercado ao domingo desde que me lembro onde senhoras velhinhas vendem feijões, abóboras, batatas e legumes, tudo lá do quintal delas. Tem um barco atracado no meio de uma rotunda, tem o sol e o bom tempo mas também tem muito vento. Tem uma pista para andar a pé e de bicicleta, tem pessoas que se cumprimentam mesmo quando não se conhecem. Tem vizinhos, tios, primos em todos os graus. Tem uma União Desportiva na 3ª divisão. Tem pessoas que não sabem o meu nome mas que me identificam pelos laços familiares ou pelos olhos azuis da mãe e do avô. Tem pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte e não para praticar desporto. Tem papas de abóbora à refeição e tem também papa labeça (nunca escrevi isto) para aproveitar o resto da sopa do dia anterior. A minha terra tem mulheres e homens de trabalho, gandareses, que cultivam com muito esforço as areias conquistadas ao mar. Tem uma avenida em frente ao mar, tem pessoas que ainda fazem abanos de penas de gaivota apanhadas pela praia. Tem um rancho folclórico do qual fiz parte durante 12 anos da minha vida. Tem o S.João e a festa de arromba associada, tem bares onde posso entrar sozinha mas onde vejo sempre alguém conhecido com quem posso sentar e beber um copo.
A minha terra tem um cheiro a mar inconfundível e isso é insubstituível.

Inspirado num post da Polo Norte.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Férias de Verão - 2011

Os 15 dias de férias de Verão deste ano voltaram a ser divididos entre dois lugares, mas desta vez entre Altura (Algarve) e Praia da Tocha.

Altura
Este ano batemos o record e juntámos 7 amigos para uma semana de pura loucura ao sol.
No quarto ano de férias juntos trocámos Porto Côvo por Altura devido a uma indisponibilidade das casas. Não conseguimos encontrar um sítio que nos alojasse e, como tal, decidimos procurar algo mais a sul, onde a água não é tão fria.
Voltámos a arranjar uma casa espectacular, a 300m da praia, grande, bem equipada (vivam as casas de praia com máquina de lavar louça), com três quartos, três wc's, uma boa sala, uma cozinha cheia de electrodomésticos e ainda um alpendre generoso com uma churrasqueira, jardim e chuveiro na rua. A casa adaptou-se bem a nós e nós a ela!
Como tínhamos a praia mesmo ali à porta de casa poucas vezes arredámos pé para outras bandas, os dias foram maioritariamente passados na praia de Altura. Fomos apenas uma manhã à praia da Ilha de Tavira para alguns amigos a conhecerem e verem como a água lá é transparente! Ainda chegámos a passar a Praia da Manta Rota mas a pé, pelo areal, numa bela caminhada de 8km que fizémos numa das manhãs.
Para não ser diferente, as nossas noites eram passadas a cozinhar, beber minis, petiscar, jogar monopólio de cartas, matraquilhos e rir até doer a barriga, como é costume entre amigos. Na praia nunca nos faltaram as bolas de Berlim e o mar com temperatura amena!
Numa manhã de chuva ainda houve oportunidade para a corrida (semanal neste caso que não houve tempo para mais que isto).
O que soube mesmo bem foi nos últimos dois dias jogar volei ao final da tarde, correr para o mar e ficar lá na palhaçada com a malta até vermos o sol a pôr-se.
O regresso a casa é sempre aquela coisa triste e melancólica, mas desta vez as minhas férias ainda continuaram na minha praia.





Praia da Tocha
Nas férias os dias passam a voar e na minha praia isso nota-se bem. Gosto mesmo de voltar e encontrar as pessoas de sempre, aquelas que todos os Verões lá estão, para podermos dizer e ouvir "então que é feito de ti? Não te vejo desde o Verão passado!".
Os dias dividiram-se entre as caminhadas na praia pela manhã (mergulhos incluídos no final da caminhada), os almoços em família, o café depois de almoço em frente ao mar, as tardes de praia, calor e sol, as corridas ao final da tarde, os jantares e copos pela madrugada dentro com amigos.
Todos os anos (e só uma vez por ano) nesta semana que passo na minha praia a minha mãe faz-me a vontade e cozinha uns jaquinzinhos fritos com arroz de tomate, e nesse dia como até ficar prestes a rebentar, e este ano não foi excepção, soube mesmo muito bem!
Li numa revista uma frase que marca bem esta semana: "Voltamos sempre ao lugar onde fomos felizes." Por essa razão todos os anos volto porque é lá que me sinto em casa.






quinta-feira, 9 de junho de 2011

Batatas assadas na areia

Sim, é possível assar batatas na areia. 
Há anos que falava nesta tradicional forma de assar batatas na minha praia e os meus amigos não acreditavam que seria possível. Assim sendo, no passado sábado fomos até à Praia da Tocha ver como se assam batatas na areia, com a especial ajuda do meu avô e do Sr. Zé Maria que domina a arte de assar a batata na areia.
O processo até parece simples, apesar de a confecção dar algum trabalho:
  • Faz uma ligeira cova e faz-se grande fogueira que deve arder durante algum tempo, para aquecer a areia
  • Afastam-se as brasas, abre-se uma cova na areia quente onde se colocam as batatas 
  • Tapam-se as batatas com a areia quente e colocam-se por cima as brasas
  • As batatas devem permanecer enterradas cerca de meia hora
  • Pode eventualmente voltar a afastar-se as brasas para virar as batatas
  • Tapam-se novamente com areia quente e brasas
  • Retiram-se as batatas da areia, limpa-se bem a areia e estão prontas a comer
Nós comemos com bacalhau assado, que neste prato tradicional é assado nas brasas que estão por cima das batatas, mas no nosso caso foi um processo feito à parte.
O bacalhau foi desfiado, colocado numa grande panela, com as batatas a murro, muito alho, cebola e azeite.
Foi um almoço diferente e animado, com a malta do costume, na casa da praia. Foi o primeiro dia que me soube a praia apesar de só ter ido molhar os pezinhos para ver a temperatura do mar, fresquinha como se quer na minha praia.
Pode-se ver a sequência das fotos do processo de assar as batatas.





sábado, 22 de janeiro de 2011

Vamos andando, com a cabeça entre as orelhas

Podia vir aqui queixar-me do frio que está lá fora que não deixa meter o nariz de fora da janela sem antes congelar o corpinho todo. Podia até queixar-me da chuva que é coisa que me chateia, mas essa hoje fez questão de não aparecer.

Podia vir aqui queixar-me das teorias à volta do FMI e da dívida pública, do BPN e as 2655 novas viaturas que o Estado quer comprar. Podia até fazer aqui uma dissertação sobre o PEC e os recuos da economia devido à queda do consumo privado.

Podia vir aqui expressar o meu desagrado face às campanhas eleitorais para a Presidência, os ataques partidários, os milhares que se gastam em campanhas de treta, as sondagens que me irritam e a minha aversão à política.

No limite, podia-me queixar da falta de espírito que me impede de acelerar a tese.

Como eu não sou menina de me queixar, vou é sair para a rua, apanhar sol e frio, comprar o jornal de hoje, vou ver como está o mar e pensar que tenho 3256 razões para sorrir hoje!
Fonte da imagem: weheartit

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Férias de Verão - 2010

Os 15 dias de férias de Verão este ano dividiram-se apenas por dois lugares: Praia da Tocha e Porto Côvo, os meus dois lugares do coração.

Praia da Tocha
Uma semana com a família e os amigos de sempre. Os dias passaram entre manhãs e tardes de praia, esplanadas, à noite café prolongado com os amigos. O acontecimento dessa semana foi mesmo ter ido ao mar no barco de pesca, a pesca artesanal (Arte Xávega) que  se pratica na minha praia (post para um dia), coisa que andava a prometer há pelo menos 10 anos. Adorei aquela ida ao mar, estava tranquilo, bandeira verde, as ondas quase nem se notavam e aprendi algumas coisas sobre o processo da pesca. Nessa semana comemos quase sempre peixe grelhado, e ainda não enjoei de carapau grelhado, não. O carapau da minha praia é mesmo bom! A noite era reservada para conversas longas, copos e risos. É incrível como todos os anos encontro as pessoas de sempre pela praia, mesmo aquelas que só vejo nesta altura do ano, há qualquer coisa na praia que faz voltar.
 Nota: Esta foto podia ser minha, mas as minhas ainda estão na máquina, por isso pedi-a emprestada aqui.

Porto Côvo
Pelo 3º ano consecutivo, alguns do costume juntaram-se para passar férias: eu, R. F. C. e H. Desta vez armámo-nos em importantes e em vez de acamparmos como era habitual decidimos arrendar uma casinha para essa semana.
Foi uma tarefa difícil encontrar casa na costa alentejana mas com sorte (e um dedinho de um contacto) encontrámos uma casa em Porto Côvo. Foi um tiro no escuro porque não fomos ver a casa nem nada. Quando lá chegámos ficámos surpreendidos com a dimensão da casa e os utensílios que tinha. Tinha três quartos, uma sala bastante grande, dois wc's e uma cozinha mais bem equipada que a minha, com tudo. Além disso ainda tínhamos um alpendre com uma churrasqueira para fazermos os nossos tão característicos grelhados.
Como desportos oficiais deste Verão tivemos: monopoly, skimming, leitura, matraquilhos, correr atrás das gaivotas e apanhar boleia das ondas.
Chegámos a ter visitas para jantar e tudo, porque afinal há pessoas conhecidas a morar naquelas bandas.

Nos dois últimos dias ainda tivemos a visita da F., uma simpatia de vegetariana com jeito para jogar matraquilhos.
Foi com pena que regressámos à realidade porque eu era capaz de ficar por lá até qualquer dia.

domingo, 7 de outubro de 2007

Era uma vez uma praia...



Foi assim que no sábado à tarde, depois de uns bons momentos de sol e conversa na esplanada, encontrei o mar na Praia da Tocha. Estava calmo, não havia vento, só as gaivotas perturbavam de uma forma agradável aquele silêncio, aquela calma.
Saí da praia com uma paz de espírito e um sorriso inexplicáveis...e ainda há que não perceba porque é que eu gosto tanto da praia...