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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Hummm, não vai dar

Os hotéis deste país andam uns "mãos largas". Já perdi a conta aos blogs que leio que têm pelo menos um post nos últimos tempos a dizer que o Hotel X convidou a família para um fim de semana de rambóia à grande e à francesa. Certo é que uma pessoa até fica com vontade de lá ir ver como é, mas depois faz contas de somar e de sumir e...deixa lá isso.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Obrigada, Carlos

O fado, esse indivíduo, foi-me apresentado muito lá atrás no tempo. Num tempo onde cantava a Amália, cantava a Argentina Santos, cantava a Maria da Fé, cantava o Marceneiro,  e cantava também Carlos do Carmo. Nesse tempo ouvia-se cantar nos discos que alguém lá em casa um dia comprara. Um dos discos da Amália estava sempre no gira-discos, tenho ideia que até já estaria riscado. Nesse tempo o fado não era moda, o fado era a história, era aquela coisa tão nossa, era para ouvir de olhos fechados e em silêncio.
Nesse tempo já o Carlos do Carmo construia uma carreira a cantar o nosso fado e essa carreira levou-o hoje aos Estados Unidos para receber um Grammy "Lifetime Achievement Award". Para comemorar esse feito, a Rádio Comercial (na ideia original desse pequeno grande Palmeirim) homenageou Carlos do Carmo com um vídeo que me rouba as palavras, uma homenagem que se sente do lado de cá, do lado de quem por cá ouviu o Carlos do Carmo desde sempre e assiste agora ao reconhecimento de uma vida dedicada ao fado.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ser português é...

Ser português é, entre tantas coisas, estas que alguém escreveu. Posso não concordar inteiramente com tudo, posso até querer acrescentar outras tantas, ainda assim aqui está um bom resumo daquilo que é ser português.

Podemos não ter a organização dos Suíços, o rigor dos alemães, a limpeza dos austríacos, a pontualidade dos britânicos, a meticulosidade dos franceses, o orgulho dos espanhóis ou a riqueza dos escandinavos, mas que somos um povo muito mais simpático e caloroso que esta cambada toda disso não tenho dúvidas. E ser português é isso. Ser português é ser muita coisa.
Ser português é pedir um ramo de salsa ao vizinho e ficar lá meia hora a conversar. Ser português é falar alto na rua e nos restaurantes sem notar. Ser Português é ter o melhor jogador de futebol do mundo e não gostar muito dele até vir alguém de fora criticar. Ser português é ter na guelra o sangue quente arrefecido por uma ditadura. Ser português é ter poesia de revolução e fazê-la sem violência e de cravo na mão. Ser português é comer chouriço assado na lareira com mais prazer do que ir ao restaurante gourmet. Ser português é revoltarmo-nos quando nos dizem que o limite passa de 0,5 para 0,2, porque ser português é beber vinho, cerveja e agua-ardente.
Ser português é ter orgulho em sê-lo mesmo quando se diz o contrário. É ir lá fora e falar de fado, da comida, da praia, de tudo o que nos orgulhamos quando temos saudades. Ser português é ter saudades. É ter saudades do sol, das sopas da avo, dos cafés e cigarros na esplanada com os amigos. Ser português é ter saudades e não esquecer.É ser nostálgico mas ter amnésia selectiva de 4 em 4 anos e queixar-se que está tudo na mesma.
Ser português é desenrascar. É encontrar caminho sem perguntar. Ser português é pedir indicações e ter logo a ajuda de vários estranhos. Ser português é tentar a borla seja do que for. Ser português é oferecer só porque se simpatizou com alguém. Ser português é ter os melhores lá fora porque é lá fora que se faz o melhor. Ser português é ter o mar no horizonte e nunca olhar para terra, é seguir em frente até o mar acabar, é descobrir, sonhar e inventar. Ser português é conquistar, é dar porrada na mãe, é dizer não e expulsar os mouros e os espanhóis. Ser português é esquecer. Ser português é o vídeo da Bernardina ter mais de 3 milhões de visualizações e a maioria não ter gostado. Ser português é toda a gente ver a casa dos segredos em segredo. Ser português é achar que ser advogado ou doutor é melhor do que ser pasteleiro ou agricultor mas gostar mais de bolos e batatas do que tribunais e hospitais. 
Ser português é dizer bom dia ao vizinho, é dizer bom dia no café, é dizer olá como está ao carteiro, é dizer bem obrigado no elevador. Ser português é dizer vai-se andando, para a frente, nunca para trás. Ser português é ser pessimista quando as coisas estão boas mas optimista quando estão más. Ser português é ser-se humano e por isso ser-se incoerente. É ter poetas nas gentes, é ter Antónios Aleixos semi-analfabetos mas que sabem mais que doutores. É ter bêbedos e drogados no génio de Pessoa. É tudo valer a pena porque a nossa alma não é pequena. Ser português é ter a alma grande mas não ter dinheiro para a manter. Ser português é pedir crédito para o plasma e LCD, para as férias no Brasil e depois ficar sem comer. Ser português é acreditar em tudo o que passa na TV. Ser português é duvidar de tudo o que se lê.
Ser português é ser de brandos e bons costumes até ver. Ser português é andar à porrada por causa de futebol ou lugares de estacionamento. Ser português é acelerar e ficar chateado se se é multado. Ser português é saber as leis e saber que podem ser ignoradas. Ser português é eleger sempre os mesmos filhos da puta. Ser português é ser revoltado. Ser português é esquecer a semana no sábado e sofrer por antecedência no domingo. Ser português é chegar ao trabalho na segunda e falar da bola. Ser português é ser descarado. É dizer à gaja boa do trabalho que temos que ir beber um copo a qualquer lado. Ser português é seduzir sem medo do resultado. É ter lata de cerveja na mão e na outra contar os trocos para mais uma rodada.
Ser português é sentir orgulho na garganta mesmo com a pressão do nó de forca que nos traçaram. Ser português é apertar o cinto mas andar de rego à mostra.Ser português é dizer mal mas ai de quem diga mal e não seja português. Ser português é não ser patriótico mas sentir os olhos aguados ao ouvir o hino. É dizer que é o mais bonito de todos. É meter uma bandeira na janela e deixar a porta aberta a quem quiser entrar. Ser português é gritar com a selecção mesmo sem nunca se ter ganho nada, só pelo orgulho de se ser de Portugal.
Ser português é escrever este texto à pressa porque estão à minha espera em algum lado. Ser português é chegar atrasado mas de peito levantado.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Berlenga

Dois anos e meio depois da última vez, voltámos para passar o fim de semana nas Caldas da Raínha já com o plano do fim de semana bem delineado: visita à ilha Berlenga, Feira Medieval de Óbidos e ainda uma passagem pela Foz do Arelho e São Martinho do Porto. O plano estava fechado e nem o mau tempo que parecia querer ficar nos atrapalhou a vida.

No sábado (13/07) por volta das 11h00 chegámos a Peniche com a ideia de apanhar o barco para a Berlenga. No caminho das Caldas para Peniche chovia, estávamos na dúvida se apanharíamos o barco ou não por causa do mau tempo. No entanto quando chegámos a Peniche, apesar das nuvens, decidimos ir. Vimos o barco grande partir e apanhámos uma lancha pequena, que levava 12 pessoas no máximo. O mar estava tranquilo, não se previa uma viagem atribulada, ainda assim depois das histórias que já tinha ouvido sobre esta viagem ia algo reticente com medo de enjoar. Não aconteceu. A viagem durou cerca de 45minutos e foi feita a conversar, a ver as vistas e a aproveitar aqueles momentos no mar.
Quando chegámos à ilha Berlenga, a maior do arquipélago e a única que se visita, o tempo esta encoberto. Não se previa grande dia por ali. Mal saímos da lancha ficámos boquiabertos com a transparência da água e a beleza da ilha.



A ilha tem um pequeno parque de campismo que, devido à enorme quantidade de gaivotas na ilha, fica com as tendas completamente pintadas de fezes de gaivota, as tendas ficam brancas, portanto.



O caminho para o Forte de S. João Baptista não é longo mas é sinuoso, tem pedras soltas, degraus de diferentes alturas, o que não é propriamente confortável para quem ia de chinelos de praia como nós.


A paisagem quando se desce para o Forte é genial, o Forte ali no meio das águas transparentes com uma pequena ponte que o liga a terra.


A curiosidade aguçou-se e vi-me obrigada a fazer uso das tecnologias para saber um pouco mais sobre a história deste Forte:
A ocupação humana da Berlenga Grande (única habitável) remonta à Antiguidade, sendo assinalada como ilha de Saturno pelos geógrafos Romanos. Posteriormente foi visitada por navegadores Muçulmanos, Vikings, corsários Francesese Ingleses.
Em 1513, com o apoio da rainha D. Leonor, monges da Ordem de São Jerónimo aí se estabeleceram com o propósito de oferecer auxílio à navegação e às vítimas dos freqüentes naufrágios naquela costa atlântica, assolada por corsários, fundando o Mosteiro da Misericórdia da Berlenga, no local onde, desde 1953, se ergue um restaurante. Entretanto, a escassez de alimentos, as doenças e os constantes assaltos de piratas e corsários Marroquinos, Argelinos, Ingleses e Franceses, tornaram impossível a vida de retiro dos frades, muitas vezes incomunicáveis devido à inclemência do mar.
No contexto da Guerra da Restauração, sob o governo de D. João IV (1640-1656), o Conselho de Guerra determinou a demolição das ruínas do mosteiro abandonado e a utilização de suas pedras na construção de uma fortificação para a defesa daquele ponto estratégico do litoral. Embora se ignore a data em que as obras foram iniciadas, já em 1655, quando ainda em construção, resistiu com sucesso ao seu primeiro assalto, ao ser bombardeada por três embarcações de bandeira turca.
Em 1666, no contexto da tentativa de rapto da princesa francesa Maria Francisca Isabel de Saboia, noiva de Afonso VI (1656-67), uma esquadra espanhola integrada por 15 embarcações intentou a conquista do forte, defendido por um efetivo de pouco mais de duas dezenas de soldados sob o comando do Cabo Antônio Avelar Pessoa. Numa operação combinada de bombardeio naval e desembarque terrestre os atacantes perderam, em apenas dois dias, 400 soldados em terra e 100 nos navios (contra um morto e quatro feridos pelos defensores), sendo afundada a nau Covadonga e sériamente avariadas outras duas, afundadas no regresso a Cádiz. Traída por um desertor, sem mais munição e mantimentos, a praça finalmente se rendeu perdendo nove das peças da sua artilharia capturadas pelos invasores.
Ao tempo da Guerra Peninsular foi utilizada, como base de apoio pelas forças inglesas, numa campanha de guerrilha na qual colaborou ativamente a população de Peniche.
Posteriormente sofreu obras de restauração, com a reedificação da Capela em seu interior.
Durante a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), a fortaleza encontrava-se em mãos dos partidários de Miguel I de Portugal (1828-1834). Com deficiência de artilharia, entretanto, não resistiram diante do assalto dos liberais que a utilizaram como base para o assalto à cidadela de Peniche, reduto dos miguelistas.
Sem maior valor militar, diante da evolução dos meios bélicos no século XIX, foi desartilhada (1847) e abandonada passando a ser utilizada como base de apoio para a pesca comercial.
Em meados do século XX foi parcialmente restaurada e aberta ao turismo adaptada como pousada. Actualmente funciona apenas como casa-abrigo, sob a gestão da Associação dos Amigos das Berlengas.
Fonte: Wikipedia




Fizémos um piquenique nos muros do Forte, deliciosamente preparado pela minha querida S., e regressámos ao ponto de partida. Ainda que com a barriga cheia, o caminho de volta pareceu ainda mais difícil, foi preciso subir muitos degraus, cada um com o seu tamanho, uns pequenos, outros gigantescos.
Já que ali estávamos e a lancha de regresso era apenas às 17h30 decidimos ir fazer o passeio de visita às grutas da ilha. 


Passeio de barco ao largo da ilha Berlenga para visitar as grutas da ilha, que pertence ao arquipélago das Berlengas, ao largo de Peniche.


A piada do passeio não está nas grutas que por si só não são nada de extraordinário, mas sim na possibilidade de ver a ilha por fora, isto é, pelo ponto de vista do mar. Não me canso de dizer o quanto a água é transparente e bonita naquele sítio! Pelo caminho, o nosso timoneiro ia-nos chamando a atenção para algumas formações rochosas especiais, como a da baleia, a do elefante, entre outras, onde a rocha toma a forma destes animais.





Claro que isto de andar a passear faz fome, depois do passeio de barco não resistimos ao lanche: ameijoas e perceves, tudo impecavelmente confeccionado no pequeno restaurante da ilha.


No regresso o mar continuava tranquilo e ainda tivémos a oportunidade de ver três golfinhos a passear nas águas entre a Berlenga e Peniche, o condutor da nossa lancha fez até questão de dar a volta para trás para que pudéssemos ver melhor e de mais perto estes espécimes que fazem as delícias de qualquer pessoa.

No regresso ainda fomos ao Baleal fazer o segundo lanche do dia: moelas, pois claro. 
O plano para a noite manteve-se: jantar na Feira Medieval de Óbidos. Eu que só tinha ido a pequenas Feiras Medievais aqui pela zona achei a de Óbidos verdadeiramente espectacular, há realmente muito empenho e investimento neste evento.







Enquanto jantávamos cordornizes assadas, espetadas e pernas de frango ainda tivémos direito a um espectáculo de teatro mesmo à nossa frente. Uma das coisas que mais me impressionou nesta feira, além das construções que fizeram de propósito para a mesma, foram os espectáculos de rua, sempre a acontecer em vários locais ao mesmo tempo, fosse música, teatro ou outro tipo qualquer de espectáculo, em todos os lugares havia alguma coisa a acontecer.


Feira Medieval de Óbidos



Claro que a noite acabou com um copo na Foz, como não podia deixar de ser. Foi um sábado realmente preenchido. No domingo já só queríamos descanso. Fomos à praia a S. Martinho do Porto e apesar do tempo nublado não se estava mal por lá, apesar de a areia ser do mais rijo que há, mais parece que estamos deitados num bocado de cimento. Acabámos por almoçar (e quase lanchar, tal foi a extensão do almoço) por ali, com esta vista e não resistimos a brindar à vida, à nossa!




terça-feira, 25 de setembro de 2012

Serviços públicos

Surpreende-me a disparidade nos serviços públicos, por um lado pessoas absolutamente incompetentes, do outro pessoas que se desdobram para nos resolver um problema e que se empenham de tal forma que o problema efectivamente se resolve.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Anthony Bourdain em Lisboa



Anthony Bourdain é um chef, escritor e apresentador de televisão americano que se tornou conhecido em Portugal através do seu programa "Anthony Bourdain: No Reservations" no Travel Channel, programa de aventuras culturais e culinárias pelo mundo.

Neste episódio, Anthony Bourdain esteve em Lisboa e provou tudo quanto é iguaria portuguesa na companhia de várias personalidades da nossa praça: Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Carminho, António Lobo Antunes, Dead Combo, Tozé Brito, Ljubomir Stanisic e José Diogo Quintela.

Vale a pena dedicar 45 minutos do nosso tempo a ver este episódio do seu programa porque além de ser feito na nossa capital mostra ao mundo o que temos de melhor na nossa culinária.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Portugal não é Moutinho, by Alvim

Fernando Alvim, conhecido faz-tudo do panorama televisivo, radiofónico, quase-literário (e tudo e tudo) português, escreveu para a revista Printed Blog um texto a que eu achei imensa piada, especialmente na parte em que Alvim refere que Portugal é um país que diz mal de si próprio. É verdade, só faltou acrescentar que nós podemos falar mal de nós próprios mas não admitimos a estranhos, estrangeiros de fora, que venham para cá dizer mal do nosso país e isto lembra-me o caso da Moody's.
O meu conhecimento sobre futebol não é vasto, muito menos sei das características de cada jogador mencionado no texto, pelo que as referências aos nomes dos jogadores me passam ligeiramente ao lado.
Não assumo que concordo nem que discordo do texto escrito por Fernando Alvim, apenas quero partilhar.
"Portugal não é o maior, mas pode a qualquer momento ser."


Texto completo no blog do Alvim:

Portugal não é Moutinho
Percebi hoje que era de Portugal, quando recebi uma chamada do estrangeiro onde alguém me perguntava com voz alta: É de Portugal? E eu respondi-lhe com a firmeza devota de um militar na chamada:  “ sou sim! Sou de Portugal”. E neste mesmo instante, percebi que eu sou de Portugal não porque tivesse nascido aqui, mas porque me sinto daqui. E sinto muito. A grande virtude de Portugal ao contrário do que muita gente diz, é dizer mal de si próprio. Portugal é um casal que discute a toda a hora e se for preciso parte um ou outro prato no chão. Eu gosto deste Portugal por isto, por ser um país nervoso, por dizer mais mal de si do que dos outros, por assumidamente ter uma auto-estima inferior a cada um deles. Eu não gosto de países de olhares altivos perante os outros, mas justamente daqueles que mesmo sabendo a sua elevação, não fazem uso disso. Os países maiores, tal como os maiores entre as pessoas, nunca dizem que são os maiores, quando muito – e olhem que isto não é nada fácil – conseguem que os outros o digam por si. E antes que pensem que este texto é um panfleto para aumentar a auto-estima de Portugal tal como os vídeos que já circulam na Net, vou já dizendo que Portugal não é o maior, mas pode a qualquer momento ser. Portugal não é de facto um jogador equilibrado e regular -  Portugal não é Moutinho! – Portugal é Quaresma, é Carlos Martins, é Nuno Gomes. É certo que nunca se sabe o que irá fazer cada um deles, mas a incerteza com que jogam faz-nos roer as unhas, se for preciso dos pés. Portugal é esse jogador imprevisível, que não sabemos bem se quando entrar poderá resolver o jogo. Mas o facto de percebermos que poderá de facto o resolver, é a maior certeza que transportamos connosco. A ideia de que a qualquer momento podemos levantar um estádio e uma taça e ganhar um campeonato e uma final, com um golo extraordinário, um lance de génio, uma jogada que levante um, dois estádios ao mesmo tempo. Portugal não é Moutinho não, Portugal é Quaresma, é Carlos Martins é Nuno Gomes. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Exames Nacionais

Fiquei um bocadinho escandalizada com a notícia sobre os resultados dos exames nacionais, especialmente os de Português: 55% negativas??
Em conversa com uma colega de trabalho ela perguntou-me de quem seria a culpa deste problema.
Não lhe soube responder, pois claro, mas tenho cá para mim que nos últimos anos se tem caído num facilitismo desmedido no ensino em Portugal. Isto tem claramente a ver com a história das estatísticas europeias, não queremos ficar mal na fotografia da Europa e por essa razão descem-se níveis de exigência básicos para que os meninos pareçam muito espertos.
Quanto menos se exige das crianças, mais preguiçoso se torna o seu cérebro, e eu tenho a noção de que se anda a exigir menos que o mínimo! A razão das fracas notas dos exames nacionais pode ter a ver com isso mesmo, com a falta de exigência nas aulas durante o ano e depois o exame nacional com um pouco (mesmo pouco) mais de exigência (que também me parece que tem a ver com a mudança de Governo) leva a notícias destas que fazem as capas dos jornais.
Entristecem-me estas notícias, entristece-me ver o fraco nível de exigência nas escolas e entristece-me ver que cada vez as nossas crianças são menos estimuladas na aprendizagem!
Falta disciplina, falta a noção do dever e isso pode passar por professores, pais e governantes, a culpa não morre solteira!

Fonte da imagem: weheartit

sexta-feira, 25 de março de 2011

Desgoverno

Vou quebrar momentaneamente a minha promessa de não falar sobre política para dar uma dica aos senhores desgovernantes, a quem controla as contas ou a quem quiser.
A chave é: salários dos gestores públicos. Temos um défice astronómico, uma dívida externa maluca, desemprego a roçar os limites do caos, meus senhores, atentem: gestores públicos e os seus salários descomunais.
Que tipo de trabalho justifica um salário de  816 330 euros por ano, o que equivale a cerca de 68000 euros por mês, que é quanto ganhava o Administrador da TAP em 2009?
Ai Portugal, Portugal...

Fonte das imagens: Google e blog alheio

terça-feira, 7 de setembro de 2010

This is my country

Acho este vídeo de promoção do Turismo de Portugal muito bem conseguido. Foca algum dos principais pontos turísticos do país, não mostra outros tantos porque não há tempo para tudo, mas o que é certo é que Portugal é um país bonito cheio de paisagens, monumentos e história para conhecer.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Não discuto política


Tenho como regra não falar de política ou religião com quem quer que seja. No entanto, e face aos últimos acontecimentos a que assistimos na bancada, eu vou abrir uma excepção e tecer uns míseros comentários (quando comparados com as páginas e páginas de jornais que se têm escrito) à volta do assunto que de momento assola o país: política, governo, impostos, crise e todas as outras palavras que fazem parte da área vocabular de "meteram-me a mão no bolso e eu vi"!
Faz-me uma certa confusão nos dois neurónios e meio que tenho activos quando acordo e nos restante 397612321 que acordam quando bebo o café de manhã, que as pessoas mintam, mas que mintam à descarada já me troca o sistema todo. Se um dia o meu caro senhor 1ºMinistro deste país diz qualquer coisa como "Não vamos aumentar os impostos, vamos fazer o que está no PEC, a senhora ministra lê no PEC o aumento de impostos? Não, pois não?" e um dias mais tarde vem o senhor 1ºMinistro com o senhor seu amigo e líder do principal partido da oposição dizer que aumentam os impostos e pedem muitas desculpas, eu fico um bocado transtornada. Que se aumente os impostos eu até entendo que temos de todos contribuir para sair desta crise mundial, ou deste buraco onde nos metemos, e vamos lá ser solidários e ajudar a Grécia e os amigos todos da UE que precisem de apoio que um dia também vai chegar a nossa vez...mas mentir? Aí saltou-me a tampa! E é isto que condeno neste Governo, um diz e desdiz que me transtorna e me confunde e no final estamos todos a pagar mais impostos e lá vamos nós felizes e contentes ao sabor da subida da taxa de desemprego.


Fonte da imagem: aqui