Mostrar mensagens com a etiqueta espectáculo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta espectáculo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Stomp


Os Stomp vão voltar a Portugal! Depois de os ter visto no Porto em 2011, só me resta deixar um conselho: façam um favor a vós próprios em prol da vossa cultura e vão assistir a um espectáculo destes senhores, que é dinheiro muito bem empregue.
Desta vez não vão estar só em Lisboa e Porto, o centro do país começa a deixar de ser paisagem, finalmente.

  • 2 e 3 de Abril no CAE na Figueira da Foz
  • 5 e 6 de Abril no Coliseu do Porto
  • 9 a 12 de Abril no CCB em Lisboa

Agora esqueçam-se...

Fonte da foto: Stomp website

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Deixem o Pimba em Paz

Fonte da foto: aqui

O Bruno Nogueira é daqueles humoristas que me passa um bocado ao lado, porque se às vezes acho que tem graça, outras acho que é só uma parvoíce pegada.
Ainda assim, e sem saber bem o que poderia esperar, fui ao CAE no passado dia 29 de Novembro, ver "Deixem o Pimba em Paz", espectáculo idealizado e montado pelo próprio Bruno Nogueira com a participação da cantora (e mulher de muitos instrumentos neste espectáculo) Manuela Azevedo.
A direcção musical, a cargo de Filipe Melo e Nuno Rafael, é brilhante, os arranjos são fantásticos, não conhecesse eu a música pimba de forma mais ou menos peculiar e só ia reconhecer o refrão da música.
Na minha modesta opinião que não percebo assim muito de música, além de divertido é um espectáculo com qualidade musical.
Sempre que uma nova música começava era ver a plateia ansiosa por saber qual era, e frequentemente olhei à minha volta e vi os espectadores a cantarem a par com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, com aquela sensação de quem está a ouvir alguém tocar na sala lá de casa numa noite de jantarada com amigos.
E há lá coisa melhor que ver as tias da Figueira desfilar no CAE os seus casacos de peles com um cheirinho a naftalina?

Só uma notazinha, Bruno, diz-se "língua gestual" e não "linguagem gestual"...
Desde sempre fascinado pelo universo pimba, Bruno Nogueira propõe-se dar outra vida a essas canções, juntando Manuela Azevedo, vocalista dos Clã, e outros músicos que fizeram arranjos de jazz e pop onde eles eram pouco prováveis.
O pimba é unificador. Às escondidas, para não parecer mal. Seja numa festa da Quinta do Lago, seja no meio de um churrasco em Massamá, aos primeiros acordes de uma música de Quim Barreiros haverá uma debandada a correr para a pista de dança e a cantar o refrão em alegre e alta voz.
"Deixem o Pimba em Paz" é um concerto e um espectáculo de desconstrução e, quem sabe, a oportunidade de juntar numa sala pessoas da Quinta do Lago e de Massamá. E já não é pouco.
Ideia original e direcção: Bruno Nogueira
Direcção musical e arranjos: Filipe Melo, Nuno Rafael
Não querendo ser spoiller não resisti a meter aqui o alinhamento do espectáculo, ainda que conheçam as músicas originais, no espectáculo estão totalmente transformadas.

Alinhamento:
José Malhoa - 24 Rosas
Nel Monteiro - Azar na Praia
Ágata - Sozinha
Mónica Sintra - Na Minha Cama com Ela
Camané em vídeo, não consegui identificar o que cantou
Graciano Saga - Vem Devagar Emigrante
Ágata - Comunhão de Bens
Leonel Nunes - Porque Não Tem Talo o Nabo
Marco Paulo - Isabel
Quim Barreiros - A Garagem da Vizinha
Dino Meira - Meu Querido Mês de Agosto
Marco Paulo - Ninguém, Ninguém
Romana - Não És Homem para Mim
Marco Paulo - Taras e Manias

Meddley:
Quim Barreiros - Peitos da Cabritinha
Quim Barreiros - Os Tomates a Bater no Pito
Quim Barreiros - A Padaria
Quim Barreiros - Os Bichos da Fazenda


domingo, 29 de maio de 2011

Stomp


No sábado passado, depois da já habitual voltinha do Raio da Bicicleta (mais curta devido a restrições temporais), rumámos ao Porto para ir ao Coliseu ver Stomp.
Os Stomp são conhecidos por darem um espectáculo de sons completamente diferente de tudo a que já se assistiu com objectos pouco convencionais. 
Este grupo, oriundo do Reino Unido, faz sons com caixotes do lixo, vassouras, lava-louças, caixas de fósforo, isqueiros, latas de tinta, sinais de trânsito, sacos de plástico, jornais, canos entre muitas outras coisas esquisitas.
Em palco estava uma estrutura metálica cravejada de objectos que produziam sons que, quando conjugados, se traduziam em ritmos espectaculares.
O grupo de 8 pessoas que apresentou este espectáculo no Coliseu do Porto fez a plateia vibrar e a certa altura os artistas promoveram a interacção com o público num jogo de palmas.
Foi, sem dúvida, um grande espectáculo que nos prendeu durante quase 2 horas, sem nunca cansar!
Fonte da foto: Stomp Online

sábado, 13 de novembro de 2010

Camané, no TAGV


Camané deu, na quinta feira à noite, um fantástico espectáculo no Teatro Académico Gil Vicente, acompanhado dos músicos com quem toca vai para mais de 15 anos e que conheceu nestas andanças do fado: José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e Paulo Paz no contrabaixo.
Foi na cidade de Coimbra que Camané deu o último espectáculo de apresentação do novo disco "Do Amor e dos Dias".
O espectáculo começou com Camané, num canto do cenário, sentado à secretária à luz ténue de um antigo candeeiro. O cenário representava uma sala, com várias cadeiras onde Camané se ia sentando ao longo do espectáculo, malas de viagem antigas empilhadas no meio da sala, uma parede cheia de molduras, uma televisão antiga.
Produzido pelo mestre José Mário Branco, o disco centra-se no amor, no ciúme, na raiva, no ódio e nas arrelias do dia-a-dia das relações a dois.
Destaco a música "Último recado" que fez a sala bater palmas durante uns largos minutos. Músicas de outros álbuns do grande Camané foram também cantadas, algumas delas aplaudidas de pé por uma sala contente por receber o maior fadista da actualidade.
Nos dois encores cantou "Mais um Fado no Fado" e "Saudades Trago Comigo", fado que permitiu a José Manuel Neto um grande momento na guitarra portuguesa, aplaudido com satisfação. A actuação terminou no auge com a segunda interpretação da "Guerra das Rosas", a principal música de promoção do novo álbum. E assim Camané saiu despedindo-se com um "boa noite meu amor"(versos finais da "Guerra das Rosas").
A voz masculina do fado que tem marcado a actualidade proporcionou-nos uma grande noite de fado, consegui abstrair-me do cenário e imaginar-me numa casa de fados pelas ruas de Alfama, uma mesa rústica e solitária, dois copos de vinho e Camané a encher a alma de quem o ouve.

Fonte da imagem: Portal do Fado