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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Portugal à Gargalhada








Fui à revista! Chamem-me démodé, ultrapassada, antiquada, chamem o que quiserem mas eu divirto-me com teatro de revista. A última vez que fui à revista deve ter sido há uns 20 anos, ainda o Parque Mayer não tinha sido comprado pela Bragaparques, havia mais do que uma revista em cena e a revista era um género popular na sociedade. A nata lisboeta encontrava-se no teatro e perdia a pose perante a crítica e o humor da revista.
"Portugal à Gargalhada", de Felipe La Feria, conta com Marina Mota, Joaquim Monchique, Maria João Abreu, José Raposo, Paula Sá e Ricardo Soler no elenco. Eles cantam, eles dançam, eles arrancam sorrisos e gargalhadas.
Vale a pena? Então não vale? Rir, sorrir, cantar e bater palmas faz sempre falta. Ainda que a crítica apregoe que esta não é das revistas mais inspiradas de La Feria, este espectáculo vale bem a pena, qualquer espectáculo do género, que dê trabalho aos nossos actores, músicos e bailarinos, que encha os nossos teatros moribundos, vale sempre a pena.
Uma descrição detalhada de todas as cenas por ser lida aqui.

Fonte das fotos: Público

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Intruso



17 de Outubro de 2013. Estamos em crise, toda a gente sabe, e esta crise não é de agora, tem-se vindo a arrastar lentamente como uma lagartixa preguiçosa.
Marco Horácio é o actor que traz até nós uma peça cheia de boa disposição com dicas para ultrapassar a crise, introduzindo o conceito de low-cost em tudo desde a namorada aos sogros. Até truques de magia Marco Horácio, ou deverei dizer Arménio Carlos, faz em palco, frente a uma plateia onde figurava o grande mágico Luís de Matos.
Durante mais de uma hora uma plateia inteira riu, mas riu com vontade, durante mais de uma hora a crise animou aquela sala que no fim aplaudiu de pé e com toda a força.
Apetecia-me apontar todos os bons disparos do Marco Horácio, que foram tantos, mas lembro-me particularmente de um: "primeiro mandaram-nos apertar o cinto, não sei para quê, é que agora mandaram-nos baixar as calças!"
Portugal também é Coimbra, não me canso de dizer, e peças destas fazem-nos falta, cada vez que uma peça destas vem a Coimbra enche a sala, isso não é um sinal de que merecemos mais varidade?
Marco Horácio, o apresentador, ator, humorista, criador e intérprete, propõe “soluções” para combater a crise. Vai fazer refletir. Vai descortinar maneiras de os portugueses olharem a crise de frente. Até os estrábicos. Vai mostrar pequenos truques para fazer face à falta de dinheiro, à falta de perspetivas e à falta de noção de quem usa t-shirts de alças. E não menos importante que isso, Marco Horácio vai demonstrar como o low cost pode ser aplicado nas mais pequenas e variadas coisas do quotidiano. Desde a namorada low cost, aos sogros low cost, ao artista low cost, nada parece impossível aos olhos deste gentil-homem e benfeitor comediante. Um espetáculo de intrusos, que nada têm a perder: do público, à senhora da bilheteira, ao técnico. Intrusos que de repente assistem a um espetáculo… por um Intruso. O texto foi escrito por três dos mais conceituados guionistas portugueses: Henrique Dias, Frederico Poiares e Roberto Pereira, em coautoria com o próprio Marco Horácio. TEXTO Frederico PoiaresHenrique Dias e Roberto PereiraCOAUTOR Marco HorácioENCENAÇÃO Sónia Aragão INTERPRETAÇÃO Marco HorácioENCENAÇÃO DE MAGIA Luís de MatosMÚSICA Carlos Menezes e Carlos LeitãoSOM Luís Ramos/Jorge PinaPRODUÇÃO Ana Soares Produções Lda.PRODUÇÃO EXECUTIVA Ana Teresa Soares
Fonte: TAGV

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As Mulheres Não Percebem


TAGV, 8 de Novembro. Rui (Aldo Lima), Nuno (André Nunes) e Gonçalo (Rui Unas) são amigos desde sempre, trintões e solteiros. Por uma razão vêem-se obrigados a passar uma hora juntos, sem outras distracções, confirmando aquilo que se diz do que eles falam quando estão sozinhos: sexo, sexo, carros, trabalho, sexo e sexo. Por muito que se esforcem para falar de outros temas, acabam sempre por voltar ao tema do costume. Naquela hora partilham dúvidas, curiosidades, histórias, mas sempre no auge do exagero da masculinidade, especialmente no que diz respeito ao "tamanho" e ao número de mulheres que já "comeram". As gargalhadas femininas que se ouvem com uma grande frequência na sala podem ser o prenúncio de que afinal as mulheres até percebem.
É uma peça muito cómica, que faz com que uma pessoa saia da sala com dores de barriga de tanto rir à gargalhada.
A peça tem encenação do grande José Pedro Gomes, com texto de Frederico Pombares, Henrique Dias e Roberto Pereira e vale muito a pena o preço do bilhete.

Um dos disparos de Rui (Aldo Lima) na peça:
"Cuidados com o corpo?? Oh! Só há duas coisas com que um homem tem de ter cuidado: a SIDA e as ameijoas fechadas!"

O que ficamos a saber sobre os homens quando três trintões, amigos de longa data, se vêem forçados a passar cerca de uma hora, juntos, sozinhos, sem distracções e a falar uns com os outros? Serão os homens seres tão complexos como dão a entender quando... Bem, na verdade, nunca o dão a entender. Mas do que falam quando as mulheres não os ouvem? Sim, disso. Mas conversam acerca de quê? Sim, disso. Mas do que falam... Ok, basicamente, só falam disso. Mas já ouviu?

Encenação José Pedro Gomes | Texto Frederico Pombares, Henrique Dias e Roberto Pereira | Desenho de Luz Paulo Sabino | Música Alexandre Manaia |Ass.Encenação Anaísa raquel Interpretação ALDO LIMA, ANDRÉ NUNES E RUI UNAS

terça-feira, 29 de maio de 2012

É como diz o outro

Ir ao teatro é, para mim, sempre uma grande alegria, especialmente se for uma peça que esteja a ter tanto sucesso como esta.
Miguel Guilherme é um actor que em nada desilude, Bruno Nogueira (cada vez que o vejo parece ainda maior) fica óptimo neste papel e a dupla que fazem parece imbatível. Mérito seja dado a quem escreveu os textos (Frederico Pombares e Henrique Dias) mas a peça não teria este sucesso sem Miguel Guilherme e Bruno Nogueira.
Sempre que vou ao teatro, a sala enche e aplaude de pé. Coimbra gosta de teatro, gosta de peças que se falam, gosta de peças que fazem rir, Coimbra deveria ser ponto de passagem obrigatório destas peças.
É Como Diz o Outro é uma comédia que relata o dia a dia de dois amigos que trabalham juntos, frente a frente. Entre o trabalho, conversam sobre as suas vidas, aspirações, dúvidas, trocam confidências e discutem sobre temas tão complexos como uma receita de arroz de rodovalho ou a escassez da pedra mármore. Esta comédia é baseada nos textos escritos e interpretados por Frederico Pombares e Henrique Dias na rubrica com o mesmo nome, emitida no programa Cinco para a Meia-Noite, da RTP 2. 
Fonte: tagv.pt

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

É como diz o outro

Miguel Guilherme e Bruno Nogueira, dois dos nossos humoristas, vão estrear a peça "É como diz o outro" no Casino de Lisboa no próximo dia 6 de Setembro.
Miguel Guilherme é para mim uma referência de humor, desde sempre, e teria todo o gosto em assistir a este diálogo entre os dois, sentados a uma mesa só a conversar sobre tudo e sobre nada.
Vou esperar pacientemente que esta peça chegue ao nosso TAGV, pois esta tendência que as produtoras têm de fazer o mundo acontecer em Lisboa já devia estar a desaparecer. Cada vez que uma peça vem a Coimbra a casa enche e quase vem abaixo com os aplausos e a satisfação de também nós termos direito à cultura disponível apenas em Lisboa.
Nas cidades mais pequenas também gostamos de teatro.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Os 39 Degraus


Estreou ontem, a nível nacional, a peça "Os 39 Degraus" e curiosamente esta estreia foi em Coimbra, no TAGV.

Baseada no filme de Hitchcock com o mesmo nome, conta com quatro actores bem conhecidos do panorama nacional: Inês Castel-Branco, João Didelet, Joaquim Horta e Rui Melo, que sozinhos interpretam um leque de variadíssimas personagens.

A história de espionagem começa em Londres, de onde viaja até à Escócia. Há um crime e um inocente é acusado. Durante 2h, o suposto criminoso tenta provar a sua inocência e impedir que um segredo saia do país e mude assim o seu destino. Misturando comédia, romance e suspense, a peça tem como pano de fundo o período pré-Segunda Guerra Mundial.

O cenário é praticamente inexistente, contando apenas com meia dúzia de adereços, e os actores conseguem transformar-se noutras personagens em questões de segundos, com um chapéu, uma bata ou um casaco.
Neste espectáculo até a mensagem inicial é divertida, a Statement (empresa produtora) escreveu um pequeno texto que começa logo por divertir quem assiste.

Divertido, com cenas cómicas e boas interpretações, é assim que defino o espectáculo que ontem encheu o TAGV. Naturalmente que quem assiste precisa de ter noção que assiste a uma peça de teatro, onde não existem os recursos do cinema e que muitos cenários são improvisados, e diga-se, bem improvisados, como na cena em que vão todos no comboio para a Escócia ou quando o suspeito do crime é levado no carro dos supostos polícias.

Na plateia contámos ainda com a presença de Pedro Lamy e Carla Matadinho, a namorada de um dos produtores do espectáculo, Paulo Sousa Costa. Coimbra agradeceu de pé este previlégio de estreia nacional na nossa sala de espectáculos e o aplauso mais forte fez-se sentir quando Pedro Costa mencionou o facto de querer estrear o espectáculo fora de Lisboa, e Coimbra ter sido claramente a primeira opção, depois de terem sido tão bem recebidos aquando da peça "Os Produtores".

Quando um ilustre e bem parecido gentleman inglês é procurado por um crime que não cometeu e se vê enredado numa teia de espiões, isto significa que estamos perante "39 Degraus". Adaptado do clássico de Hitchcock, “39 Degraus” leva ao palco 4 corajosos actores que, sozinhos, desempenham mais de 150 personagens, num dos mais brilhantes e premiados espectáculos da Broadway e West End.
O resultado só pode ser uma comédia a alta velocidade que tem tudo: intriga, espionagem, aventuras, heróis, vilões, romance e muitas gargalhadas. Mais que um espectáculo, “39 Degraus” é uma experiência teatral nunca antes vista nos palcos portugueses.
Ficha Técnica:
Encenação Cláudio Hochman | Assistente de Encenação Félix Lozano | Interpretação Inês Castel-Branco, Joaquim Horta, João Didelet e Rui Melo | Tradução Sílvia Baptista | Música e Sonoplastia Alexandre Manaia | Som Jorge Barata | Desenho de Luz José Carlos Nascimento | Cenografia, figurinos e adereços Sara Machado Graça | Adereços Mafalda Pinto-Coelho |Guarda-Roupa Andreia Rocha | Costureira Mónica Félix 
Produção Executiva Pedro Costa | Produção Maria João Santos | Promoção Rui Carvalheira 

Fonte: tagv.info

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vip Manicure, no TAGV

Estiveram ontem, dia 25, no TAGV, Maria Rueff e Ana Bola com a peça Vip Manicure - A Crise.
Maria Delfina e Denise estão em crise, vítimas de uma situação pouco favorável estão praticamente à beira da falência. Num diálogo caricato e divertido, estas duas grandes actrizes apresentam um espectáculo dinâmico com diálogos fantásticos, música e dança.
Foi um espectáculo de hora e meia com riso do início ao fim. Aconselhável, sem dúvida!

sábado, 10 de maio de 2008

Os melhores sketches dos Monty Python

Foi assim que começou o espectáculo que me deixou com dores de barriga de tanto rir! O que o público não sabe na altura em que os vê desta forma é que por trás do avental não há mais nada :)
José Pedro Gomes, Jorge Mourato, Miguel Guilherme, António Feio e Bruno Nogueira fazem rir do início ao fim num espectáculo de 2 horas.
Estes senhores são realmente grandes humoristas e vale a pena ver este espectáculo!