terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Portugal à Gargalhada
Fui à revista! Chamem-me démodé, ultrapassada, antiquada, chamem o que quiserem mas eu divirto-me com teatro de revista. A última vez que fui à revista deve ter sido há uns 20 anos, ainda o Parque Mayer não tinha sido comprado pela Bragaparques, havia mais do que uma revista em cena e a revista era um género popular na sociedade. A nata lisboeta encontrava-se no teatro e perdia a pose perante a crítica e o humor da revista.
"Portugal à Gargalhada", de Felipe La Feria, conta com Marina Mota, Joaquim Monchique, Maria João Abreu, José Raposo, Paula Sá e Ricardo Soler no elenco. Eles cantam, eles dançam, eles arrancam sorrisos e gargalhadas.
Vale a pena? Então não vale? Rir, sorrir, cantar e bater palmas faz sempre falta. Ainda que a crítica apregoe que esta não é das revistas mais inspiradas de La Feria, este espectáculo vale bem a pena, qualquer espectáculo do género, que dê trabalho aos nossos actores, músicos e bailarinos, que encha os nossos teatros moribundos, vale sempre a pena.
Uma descrição detalhada de todas as cenas por ser lida aqui.
Fonte das fotos: Público
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Arrepios
Ouço muitas vezes música em modo shuffle e hoje calhou-me esta na rifa. Quando começam os primeiros acordes pára tudo. Fico com o coração apertadinho. Quando Camané entra em cena arrepia-se-me a pele toda, é a voz, é a letra, é o significado, esta música é tão perfeita que dói.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
1 ano de Ana
Ana,
Hoje é dia 5 de Fevereiro, o dia do teu 1º aniversário.
Já passou um ano desde aquela madrugada em que recebi uma mensagem do teu pai a dizer "Ela vem aí!" e que dormi nos intervalos das mensagens que íamos trocando.
Foi um ano feliz, não poderia ser de outra forma, uma criança traz sempre alegria, foi um ano cheio de risos de criança, cheio de descobertas, cheio de conquistas, cheio de video calls para te ver crescer, cheio de fotografias enviadas do Vietname para Portugal em segundos.
A tua curiosidade, boa disposição e energia conquistaram-nos desde logo e ainda que só te tenhamos visto, ao vivo e a cores, duas vezes neste ano que passou, é como se estivéssemos juntos todos os dias. Acho que nos conheces, identificas-nos pelas brincadeiras que fazíamos contigo nas férias do Natal em casa dos avós.
A tua cara não engana, és uma asiática com passaporte português. Gostas de ter sempre companhia, de brincar às escondidas, não dormes sem o Becas e já te pões em pé com facilidade. Novas conquistas virão, dia após dia, e nós vamos continuar aqui a assistir à distância e à espera das tuas próximas férias em Portugal.
Parabéns, sobrinha linda!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Séries
Há séries que gosto de ir acompanhando. Ultimamente temos acompanhado estas duas em particular: Tyrant e Forever.
São bastante diferentes uma da outra, e talvez por isso nos prendam, cada uma à sua maneira.
Tyrant terminou agora a primeira season e deixou muita curiosidade para o que aí vem.
Forever continua com os seus episódios misteriosos e deliciosos, semana após semana.
Continuo ainda a ver Revenge, Scandal e Person of Interest que já vão na 4ª season. Claro que não vou vendo sempre que saem episódios novos, mas com os intervalos que fazem no lançamento de novos episódios lá vou conseguindo acompanhar.
Vinte anos depois da sua "fuga" para os Estados Unidos, Bassam Al Fayeed regressa ao seu país com a esposa e os filhos para o casamento do sobrinho. No evento, o seu pai, o ditador do país, morre e o seu irmão Jamal, que toda a vida foi preparado para esta função, assume o comando de chefe do Governo do país.
No entanto, Bassam não acha que o irmão seja capaz de governar o país, Jamal não tem o respeito do povo, apenas sabe usar a força e o poder. Aquilo que era uma viagem de férias acaba por se tornar numa estadia prolongada da família em Abudeen.
Dr. Henry Morgan é um médico-legista que vive à procura de uma solução para o seu problema: a imortalidade. Henry é uma figura muito caricata, com um poder de observação de detalhe incrível, com um humor muito particular que muito impressiona a sua parceira, a detective Jo Martinez.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Saldos?
Não sou fã. Não me perco por uma pechincha. Não gosto de lojas desarrumadas. Não gosto de muita gente junta. Não gosto de comprar só porque até está com um preço em conta. Não compro sem precisar. Não gosto dos saldos.
Nos saldos parece que toda a roupa que estava em armazém desde 1976 vem para as prateleiras e é uma confusão de cores e estilos que ninguém se entende.
Quando o Verão estava a terminar fui à Zara comprar roupa para a pequena Leonor vestir na estação que se avizinhava, pois ela só tinha roupa de Verão. Comprei várias peças, bem bonitas, tudo a combinar em brancos e rosas velhos, ficou uma autêntica boneca. Ora, como seria de esperar, quando vier a próxima Primavera/Verão vou ter de lhe comprar roupa nova, porque a miúda entretanto cresceu e obviamente nada do que tinha lhe serve. Passei na Zara a espreitar a nova colecção, ali meio escondida no meio dos saldos, já a fazer contas e a planear a aquisição de roupa para a criança e qual não é o meu espanto quando vejo rotulada de "nova colecção" uma das camisolinhas que lhe adquiri em Setembro. Fiquei indignada, pronto.
Nos saldos parece que toda a roupa que estava em armazém desde 1976 vem para as prateleiras e é uma confusão de cores e estilos que ninguém se entende.
Quando o Verão estava a terminar fui à Zara comprar roupa para a pequena Leonor vestir na estação que se avizinhava, pois ela só tinha roupa de Verão. Comprei várias peças, bem bonitas, tudo a combinar em brancos e rosas velhos, ficou uma autêntica boneca. Ora, como seria de esperar, quando vier a próxima Primavera/Verão vou ter de lhe comprar roupa nova, porque a miúda entretanto cresceu e obviamente nada do que tinha lhe serve. Passei na Zara a espreitar a nova colecção, ali meio escondida no meio dos saldos, já a fazer contas e a planear a aquisição de roupa para a criança e qual não é o meu espanto quando vejo rotulada de "nova colecção" uma das camisolinhas que lhe adquiri em Setembro. Fiquei indignada, pronto.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Coisas que me irritam #4
Uma pessoa está ali à porta de casa, uma rua a subir, a fazer inversão de marcha para ir trabalhar, estou com o carro atravessado no meio da estrada a tentar despachar-me o mais depressa possível e vem-me uma alminha a subir a rua e não é capaz de esperar que acabe a manobra para passar. Não. Tem de passar logo. Assim que faço marcha-atrás, quase a completar a manobra de inversão, ainda atravessada na estrada, abre-se um espaço e o gajo arranca, passa por mim e lá vai ele à vida dele. Eu fico a olhar, meio embasbacada com a falta de paciência, cortesia, educação e quiçá de civismo das pessoas que andam na estrada.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Amesterdão
Já não falta tudo! Estou na fase do planeamento. Há por aí boas sugestões e dicas?
Fonte da imagem: Viajante Abreu
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
52 coisas em 52 semanas
O início de um novo ano vem sempre acompanhado de decisões, promessas, objectivos escritos. Tenho vindo a criar esta lista já há algum tempo e agora que a completei apetece-me partilhá-la. No próximo ano por esta altura hei-de fazer o balanço de tanta resolução.
Para 2015 esta é a minha lista:
1 - Correr uma meia maratona
2 - Ler pelo menos um livro por mês
3 - Fechar o planeamento de duas viagens
4 - Visitar a Madeira e os primos que lá vivem
5 - Escrever
6 - Celebrar os aniversários como eles merecem ser comemorados
7 - Não comprar botas novas
8 - Perder 4 Kg
9 - Visitar uma cidade europeia
10 - Fazer uma viagem em família
11 - Mudar de emprego
12 - Poupar tudo o que conseguir
13 - Não comprar um único livro
14 - Reduzir a despesa em supermercado
15 - Beber 2L de água por dia
16 - Fazer 30 anos (parece uma resolução parva mas implica chegar lá)
17 - Ser feliz
18 - Passar um fim de semana com amigos num qualquer sítio rural deste país
19 - Fazer um vídeo com vídeos e fotos desde que a Leonor nasceu até 1 ano
20 - Ir à missa
21 - Arrumar e organizar o sótão
22 - Jantar com os amigos mais vezes, como antigamente
23 - Ir à Revista e ao Teatro
24 - Aprender a desenvolver para iOS
25 - Organizar o baptizado da Leonor
26 - Transformar os fins de semana em dias mais produtivos
27 - Tirar mais fotografias com a máquina e menos com o telemóvel
28 - Ouvir mais música
29 - Cultivar a solidariedade
30 - Procurar motivação mesmo nas coisas mais chatas
31 - Arriscar
32 - Mais determinação e menos preguiça
33 - Desenvolver a minha app de livros
34 - Vender ou dar o que tenho a mais
35 - Actualizar a minha música
36 - Organizar o backup de fotografias
37 - Andar mais vezes de salto alto
38 - Não desistir de publicar um artigo
39 - Não desistir dos meus pequenos projectos pessoais
40 - Passar um fim de semana num turismo rural
41 - Planear e projectar
42 - Concretizar
43 - Aproveitar melhor o tempo, especialmente durante a semana
44 - Planear melhor as refeições
45 - Organizar a festa de 1 ano da Leonor
46 - Levar a Leonor a conhecer sítios e lugares
47 - Não esquecer a palavra do ano
48 - Arrumar o armário das caixas de plástico (também conhecidas por tupperwares)
49 - Tentar encaixar mais um desporto
50 - Fazer muitos bolinhos na areia da praia
51 - Aprender a fazer qualquer coisa à mão
52 - Fazer prendas de Natal
Fonte da imagem: aqui
Dilema
Almoçar sozinha no Centro Comercial coloca-me perante o dilema de escolher uma conversa para ouvir, a das duas irmãs em que um marido foi viajar e a família dele nem sequer ligou a perguntar se chegou bem ou os dois amigos cuja primeira frase que ouço é "fogo, isso foi há 20 anos!"
Fonte da imagem: weheartit
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
É todo um regresso ao passado
Onze anos depois voltei ao dentista para meter novo aparelho. Desta vez foi só em cima, não apanha todos os dentes (os mais de trás ficaram de fora desta vez) mas continua a ser extremamente incomodativo. Cada vez que tento comer algo mais rijo lembro-me da semana que passei há 11 anos a comer nestum e papa cerelac.
Em 11 anos aconteceu muita coisa mas não me esqueci do que passei por ter decidido alinhar os dentes. Adorei o resultado final, de tal maneira que a partir da primeira semana com aparelho já os dentes pareciam alinhados e eu ria-me com os dentes todos. Nessa altura teve a agravante de ter arrancado dois dentes no mesmo dia que me meteram o aparelho, para ter espaço. Desta vez espero que as dores sejam menos intensas porque acabo de descobrir que não tenho benuron em casa...
Em 11 anos aconteceu muita coisa mas não me esqueci do que passei por ter decidido alinhar os dentes. Adorei o resultado final, de tal maneira que a partir da primeira semana com aparelho já os dentes pareciam alinhados e eu ria-me com os dentes todos. Nessa altura teve a agravante de ter arrancado dois dentes no mesmo dia que me meteram o aparelho, para ter espaço. Desta vez espero que as dores sejam menos intensas porque acabo de descobrir que não tenho benuron em casa...
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Se fosse eu a mandar nisto tudo
O café serve-se cheio sem chávena aquecida.
As leggings não se combinam com camisolas curtas.
Os horários cumprem-se e as pessoas chegam a horas.
As pessoas cumprem aquilo que prometem e a palavra vale mais que tudo.
Os concursos para melhores empregos do mundo, concursos fotográficos, concursos de escrita, e outros que tais não passam pelo número de Likes no Facebook.
Os políticos são pessoas como as outras e não estão acima da lei.
Os apertos de mão dão-se com a mão firme, é chato parecer que estamos a apertar a mão a um polvo.
As empresas respondem quando enviamos um CV, uma proposta ou algo do género, mesmo que seja para nos dizer que não precisam de nós.
Os sapatos são bens essenciais, ainda que passem a maior parte do tempo no armário.
Os relógios nunca são demais e a hora de Verão/Inverno não faz sentido.
Os animais de estimação são como os filhos, fazem parte da família e não se abandonam quando não dá jeito tê-los em casa.
À mesa as pessoas conversam.
As famílias com filhos têm tempo para brincar com eles.
Os livros estimam-se.
Fonte da imagem: weheartit
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Taken
Bryan Mills (Liam Neeson) é um ex-espião, divorciado, que permite que a sua filha Kim vá passar uns dias a Paris com a amiga Amanda. Quando Bryan consegue falar com a sua filha para saber se está tudo bem em Paris, assiste, por telefone, ao rapto da filha. Bryan mexe todos os seus contactos enquanto ex-espião e parte para Paris em busca da sua filha.
Em Taken há muitas cenas violentas, muitos tiros, muita porrada, perseguições, mas há uma história coerente, o que transforma o filme num thriller que os fãs do género devem ver.
Kim, uma jovem com dezassete anos, é o orgulho do pai, o ex-agente secreto Bryan Mills, que se reformou para estar junto da filha na Califórnia, onde esta vive com a mãe e o abastado padrasto. Decidida em fazer uma viagem a Paris na companhia da sua amiga Amanda, Kim convence o pai a assinar a autorização. À chegada, as duas raparigas partilham um táxi com o desconhecido Peter e Amanda revela-lhe que estão sozinhas em Paris. Quando, Bryan telefona para saber como estão as coisas, Kim diz-lhe que foram raptadas por um bando de albaneses dedicado ao tráfico de jovens mulheres. Bryan promete matar os responsáveis e parte imediatamente para Paris na senda dos criminosos para libertar a filha.Fonte: cinema.sapo.pt
Taken no IMDB.
7 Pecados Rurais
Comédia protagonizada pelos tão conhecidos Quim Roscas e Zeca Estacionâncio de Curral de Moinas, 7 Pecados Rurais é um filme que pretende fazer rir, o que está garantido em algumas cenas mas noutras conseguem apenas um certo nível de brejeirice.
Neste filme realizado por Nicolau Breyner (também ele actor neste filme), podemos acompanhar a vida desta dupla durante as festas da aldeia após um incidente inesperado.
É um filme mediano, nada de muito especial mas que em algumas situações atinge o objectivo de fazer rir.
Quim e Zé vão buscar duas primas afastadas de Lisboa, que pretendem reviver o Verão louco de há dois anos em Curral de Moinas, mas esbardalham-se fatalmente num rebanho de ovelhas. Quando chegam ao Céu, Deus oferece-lhes uma segunda oportunidade de voltar a Curral de Moinas. Terão de lhe provar que abdicarão de uma vida amoral e libertina, renunciando aos sete pecados capitais: luxúria, gula, ira, inveja, avareza, soberba e preguiça. Isto, por si, já seria um desafio quase impossível mas, para tornar tudo mais animado, cada vez que Quim e Zé vacilam perante o pecado são chamados “lá acima” ou vem Deus “cá abaixo”. Será que Quim e Zé resistem à avalanche de tentações que lhes são oferecidas?Fonte: cinema.sapo.pt
7 Pecados Rurais no IMDB.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Son of God
A história da vida de Jesus (Diogo Morgado) é-nos contada através de muitas das parábolas que ouvimos em pequenos na catequese, que conhecemos dos livros ou, em último caso, de ouvir falar.
Desde o nascimento, passando pela crussificação e culminando na ressurreição, é-nos dada a conhecer a vida de Jesus com o detalhe adequado.
Son of God é a versão cinematográfica da série The Bible, que alcançou um elevado patamar de sucesso.
Com o português Diogo Morgado à frente dum importante elenco internacional, o filme relata-nos a vida pública de Jesus até à sua morte na cruz e posterior ressurreicão. Um retrato fiel da vida de Jesus, com uma fidelidade que só a fé partilhada pelos produtores pode garantir.Fonte: cinema.sapo.pt
Son of God no IMDB.
Todos Lá Para Trás
Passo muito tempo a ouvir música só como companhia, sem prestar atenção ao que estou a ouvir, mas quando ouço Pedro Abrunhosa gosto de escutar bem todos os detalhes das suas músicas e esta merece ser ouvida com atenção. No final de ouvir a música, ler a letra e repetir tudo de novo só me apraz dizer: é tão isto!
Tenho medo de contar
O que acabo de assistir,
Um homem a trabalhar
E mais de vinte a dirigir,
Por decreto, tudo certo,
Diz a lei que assim se faz,
Até que o homem se fartou
E berrou
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Venham ver como se faz,
Todos, todos lá para trás!
Vi a geração currículo,
Dez estágios no japão,
Cinco cursos, doutorados,
Recibos verdes e pão,
Tudo às cegas, e os colegas,
Enterrados no sofá,
Voltam para casa dos pais
Que fartos, berram:
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Estudou e é um incapaz,
Todos todos lá para trás!
Ah, se eu te dissesse
Tudo o que vai no meu país,
Ah, se eu conseguisse,
Matar o mal pela raiz.
E se tu viesses
Também beber desta euforia,
Os dois somos multidão,
E toda a gente gritaria:
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
É a nossa vez, queremos paz,
Todos, todos lá para trás!
Vi quem de saber tão curto,
Ainda acaba presidente,
E à sua volta sábios
Disfarçados de inocentes
De fato no retrato,
Como a muita gente apraz,
Até que alguém se irritou
E ordenou:
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Queremos pão, queremos paz,
Todos, todos lá para trás!
Que país tão engraçado,
A comprar o que não quer,
Submarinos estragados
Auto-estradas de aluguer,
Tanto crédito, inédito,
De escravo a capataz,
Até que alguém de lá do fundo
Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
E quem come do cabaz?
Todos, todos lá para trás
Ah, se eu te dissesse
Tudo o que vai no meu país,
Ah, se eu conseguisse,
Matar o mal pela raiz
E se tu viesses
Também beber desta euforia,
Os dois somos multidão,
E toda a gente gritaria
Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Queremos pão, queremos paz
Venham ver com se faz.
Todos, todos, lá para trás,
Quero todos lá para trás,
Queremos pão, queremos paz,
Agora todos lá para trás,
Todos, todos lá para trás,
Venham ver como se faz,
E o presidente ineficaz,
Todos, todos, lá para trás
Todos, todos, lá para trás
Queremos pão, queremos paz,
Todos, todos lá para trás
Todos, todos lá para trás
Tenho medo de contar
O que acabo de assistir,
Um homem a trabalhar
E mais de vinte a dirigir,
Por decreto, tudo certo,
Diz a lei que assim se faz,
Até que o homem se fartou
E berrou
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Venham ver como se faz,
Todos, todos lá para trás!
Vi a geração currículo,
Dez estágios no japão,
Cinco cursos, doutorados,
Recibos verdes e pão,
Tudo às cegas, e os colegas,
Enterrados no sofá,
Voltam para casa dos pais
Que fartos, berram:
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Estudou e é um incapaz,
Todos todos lá para trás!
Ah, se eu te dissesse
Tudo o que vai no meu país,
Ah, se eu conseguisse,
Matar o mal pela raiz.
E se tu viesses
Também beber desta euforia,
Os dois somos multidão,
E toda a gente gritaria:
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
É a nossa vez, queremos paz,
Todos, todos lá para trás!
Vi quem de saber tão curto,
Ainda acaba presidente,
E à sua volta sábios
Disfarçados de inocentes
De fato no retrato,
Como a muita gente apraz,
Até que alguém se irritou
E ordenou:
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Queremos pão, queremos paz,
Todos, todos lá para trás!
Que país tão engraçado,
A comprar o que não quer,
Submarinos estragados
Auto-estradas de aluguer,
Tanto crédito, inédito,
De escravo a capataz,
Até que alguém de lá do fundo
Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
E quem come do cabaz?
Todos, todos lá para trás
Ah, se eu te dissesse
Tudo o que vai no meu país,
Ah, se eu conseguisse,
Matar o mal pela raiz
E se tu viesses
Também beber desta euforia,
Os dois somos multidão,
E toda a gente gritaria
Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Queremos pão, queremos paz
Venham ver com se faz.
Todos, todos, lá para trás,
Quero todos lá para trás,
Queremos pão, queremos paz,
Agora todos lá para trás,
Todos, todos lá para trás,
Venham ver como se faz,
E o presidente ineficaz,
Todos, todos, lá para trás
Todos, todos, lá para trás
Queremos pão, queremos paz,
Todos, todos lá para trás
Todos, todos lá para trás
A Gândara Antiga, de João Reigota
"É assim o Homem da Gândara, esse Homem extraordinário que foi capaz de criar a sua própria terra (no sentido mais literal do termo...), e fê-lo secularmente, num enorme esforço, verdadeiramente heróico, de autêntico demiurgo.."
Esta obra, além de ter grande detalhe sobre as terras da Gândara, os seus limites, as suas características sociais e arqueológicas, é quase uma ode às gentes da nossa terra, esta terra de gente de trabalho, de esforço, de persistência e resiliência.
"Felizmente já não sofremos tanto as agruras da Gândara, mas ainda sentimos muito de perto as adversidades e a luta tenaz das gentes gandaresas."
É a minha terra e é um gosto aprender mais sobre ela.
Esta obra, além de ter grande detalhe sobre as terras da Gândara, os seus limites, as suas características sociais e arqueológicas, é quase uma ode às gentes da nossa terra, esta terra de gente de trabalho, de esforço, de persistência e resiliência.
"Felizmente já não sofremos tanto as agruras da Gândara, mas ainda sentimos muito de perto as adversidades e a luta tenaz das gentes gandaresas."
É a minha terra e é um gosto aprender mais sobre ela.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Lucy
Lucy (Scarlett Johansson) é uma jovem que estuda em Taipé, Taiwan que, como qualquer jovem da sua idade, gosta de se divertir, andar em festas e muita paródia.
No fim de uma festa, inesperadamente e aquando de uma entrega que foi forçada a fazer, Lucy é raptada e é introduzido um saco de droga (CPH4) no seu corpo, com recurso a cirurgia, fazendo dela uma "mula" (nome vulgarmente dado a quem transporta droga). O saco rompe-se e a droga começa a espalhar-se pelo seu corpo e Lucy começa a conseguir controlar cada vez mais percentagem do seu cérebro, adquirindo capacidades sobre-humanas.
Não é um filme exímio, é um filme interessante que se vê facilmente e que prende a atenção. Fiquei a achar que ficou a faltar explorar um pouco mais o papel do grande Morgan Freeman.
Um thriller de ação sobre uma mulher que se envolve acidentalmente num negócio obscuro, que acaba por dar uma reviravolta e se transformar numa implacável guerreira que evolui além da lógica humana.Fonte: cinema.sapo.pt
Lucy no IMDB.
Meia Maratona da Figueira da Foz
É um objectivo para 2015 e antes que o entusiasmo se esfume já me inscrevi e fiz ontem o primeiro treino do plano. É desta, ou vai ou racha. Tenho muito tempo para me preparar para isto por isso vamos com calma e descontracção.
O meu objectivo é modesto: chegar ao fim. Não posso pedir muito mais para a primeira meia maratona. O máximo que corri seguido foram 15km e deve ter sido num dia em que os astros estavam alinhados que eu nem sou adepta de grandes distâncias, ainda assim, vamos ver no que isto dá. Claro que o que preciso é força de vontade para não começar a anular treinos por causa de outras prioridades e meter a boca no trombone, que é como quem diz, partilhar com o mundo, é meio caminho andado para ir com isto até ao fim, fim esse que fica ali junto à Torre do Relógio mesmo em frente à Emanha (hei-de merecer um grande gelado se chegar ao fim)!
Wish me luck!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
PPC 2014
Alvíssaras meu capitão, já chegou o meu postal de Natal!!
Obrigada Cat ! Agora vou ali ler o teu blog de início!
PN, continuas a ser a maior a dar a ganhar aos CTT.
sábado, 13 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Ninguém Escreve ao Coronel, de Gabriel Garcia Marquez
Neste romance Gabriel Garcia Marquez conta a história de um coronel e da sua esposa que vivem de forma miserável. O coronel espera há 15 anos a carta da sua reforma por ter sido coronel na Guerra dos Cem Anos , mas ela teima em nunca chegar e a única coisa que têm, e que de certa forma está também a dar despesa, é um galo de lutas, uma herança do seu filho Agustin, que foi assassinado. Esse galo é mais uma boca para alimentar quando o casal já passa tanta fome que chega a colocar pedras a cozer para os vizinhos não perceberem que há dias em que não se come naquela casa.
A velhice, a doença, a solidão, a pobreza, a fome, são temas que não deixam o leitor indiferente.
Escrito em poucas páginas e num estilo despreocupado, este livro lê-se de uma assentada, apesar de se chegar ao fim a querer saber um pouco mais da vida do casal. É inevitável conter o sorriso no último desabafo do coronel que parece ter chegado ao seu limite.
Um dos romances que definiu García Márquez como escritor. Num estilo puro e transparente, com uma economia expressiva excepcional que marcava já o seu futuro como escritor, García Márquez narra com brilho inaudito a história de uma injustiça e violência: um pobre coronel reformado vai ao porto esperar, todas as sextas-feiras, a chegada de uma carta oficial que responda à justa reclamação dos seus direitos por serviços prestados à pátria. Mas a pátria permanece muda… Prémio Nobel de Literatura em 1982, Gabriel García Márquez nasceu na Colômbia em 1928. Da sua vasta bibliografia destacamos os romances Cem Anos de Solidão, O Outono do Patriarca, O Amor nos Tempos de Cólera, Crónica de Uma Morte Anunciada, O General no Seu Labirinto, Doze Contos Peregrinos, Do Amor e Outros Demónios, Notícia de Um Sequestro e A Aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile, assim como o primeiro volume do seu livro de memórias Viver Para Contá-la, todos eles publicados nesta colecção. Memória das Minhas Putas Tristes, editado em 2005, é o seu mais recente romance.Fonte: fnac.pt
20 anos de "Viagens"
Passaram 20 anos desde que Pedro Abrunhosa e os Bandemónio editaram aquele que viria a ser um dos álbuns mais ouvidos lá em casa.
Em 1994 o meu mundo era simples, ingénuo e infantil, restringindo-se na sua essência à minha aldeia à beira mar. Em 1994 o mundo lá fora estava em ebulição com ataques em Sarajevo, conversações que em nada resultavam, a África do Sul conseguia o seu 1º Presidente negro, o Ruanda via o seu Presidente ser assassinado, Ayrton Senna morria num acidente de F1, Kurt Cobain suicidava-se, enfim, o mundo girava à sua velocidade e um conjunto de acontecimentos permitiu que Pedro Abrunhosa escrevesse canções de índole mais política do que outra coisa, sem que os meus tenros 9 anos dessem conta,
"Não posso mais", "Lua", "Tudo o que eu te dou", "É preciso ter calma", "Socorro", "Estrada", "Viagens" são canções que reconheço aos primeiros acordes e ainda hoje me orgulho de conseguir cantar sem me enganar "Não posso mais" naquele ritmo frenético-acelerado que me enche a alma de nostalgia.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
The Lone Ranger
The Lone Ranger, filme adaptado da série televisiva homónima, conta a história do lendário herói da mascarilha e do índio que lhe salvou a vida.
Depois de a justiça lhe falhar, John Reid, advogado e agora ranger, junta-se a Tonto, o índio misterioso, para vingar a morte do irmão e fazer justiça pelas suas próprias mãos, fazendo o criminoso Butch Cavendish pagar pelos seus hediondos crimes.
O filme é previsível, cliché, irreal e com pouco conteúdo mas diverte e entretém, tem alguma da magia dos westerns, alguma acção e humor.
Tonto, um nativo Americano de espírito guerreiro, relata as histórias inéditas que transformaram John Reid, um homem da lei, num lendário justiceiro - levando o público numa corrida desenfreada por entre surpresas épicas e momentos de tensão humorística, enquanto estes dois heróis improváveis, aprendem a trabalhar juntos no combate à ganância e corrupção. Tonto, nativo Americano de espírito guerreiro e John Reid, um homem da lei, são opostos que se atraem, unidos pelo destino e juntos no combate à ganância e corrupção.Fonte: cinema.sapo.pt
The Lone Ranger no IMDB.
The Muppets
Os Marretas são um clássico da infância de qualquer um. Quando eu era criança já os Marretas existiam há anos mas continuavam a ser apreciados.
Depois de alguns anos afastados da fama e da ribalta eis que surge o filme com aquelas personagens que tão bem conhecemos. Os Marretas ainda são bem capazes de entreter crianças e adultos e a prova é que ficámos colados a ver o filme.
Walter, o marreta criado para esta aventura, é jovem, ingénuo e sonhador. Vive com o seu irmão humano, Gary, em Smaltown. Gary e a sua namorada Mary planeiam ir a LA comemorar o 10º aniversário de namoro e Gary decide levar o irmão pois desde pequenos que são grandes fãs dos Marretas e poderão visitar o mítico Muppet Theatre.
Walter ouve os planos de Tex Richman para destruir o famoso lugar dos Marretas e decide tentar fazer alguma coisa para o salvar.
É um filme que assenta na nostalgia de quem assiste, divertido, comovente, alegre e um pouco mágico.
Cocas, continuas a ser o meu preferido!
De férias em Los Angeles, Walter, o maior fã dos Marretas, o seu irmão Gary e a namorada de Gary, a Mary de Smalltown (EUA), descobrem o maquiavélico plano de Tex Richman, um homem do petróleo que quer demolir o Teatro dos Marretas e perfurar o solo em busca do recentemente petróleo encontrado nos terrenos do Teatro. Para organizar a Maior Gala dos Marretas e angariar os 10 milhões de dólares necessários para salvar o Teatro, Walter, Mary e Gary vão ajudar o Cocas a reunir os Marretas, que entretanto seguiram caminhos separados: o Fozzie atua num casino em Reno com uma banda de tributo aos Marretas, a Miss Piggy é uma editora de moda dirigida a gordinhas na Vogue de Paris, o Animal está numa Clinica em Santa Bárbara a receber tratamento para Controlo de Temperamento, e o Gonzo é um bem sucedido magnata no campo das canalizações.Fonte: cinema.sapo.pt
The Muppets no IMDB.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
A Arte da Viagem, de Paul Theroux
"A Arte da Viagem" não é um romance nem é o relato de uma viagem, é sim um aglomerado daquilo que os viajantes dizem das suas viagens. É um livro para se ir lendo, devagarinho, para ir absorvendo as frases ditas por quem foi, viu, esteve e sentiu.
De acordo com Paul Theroux, estes são os 10 mandamentos relativamente ao "essencial da viagem":
1. Sair de casa;
2. Ir sozinho;
3. Viajar leve;
4. Levar um mapa;
5. Ir por terra;
6. Atravessar a pé uma fronteira nacional;
7. Fazer um diário;
8. Ler um romance que não esteja relacionado com o local em que se está;
9. Se tiver de levar um telemóvel, evitar usá-lo;
10. Fazer um amigo».
Cinquenta anos de viagens celebrados por uma recolha de textos que formaram Paul Theroux enquanto leitor e enquanto viajante - um manual literário de viagem, um guia filosófico, uma antologia de grandes autores que viajaram, entre eles Theroux. "A Arte da Viagem" mostra toda a bagagem - espiritual ou física - que levaram e que trouxeram; os lugares por onde passaram, ou nunca passaram; os prazeres e os sofrimentos do viajante, os paradoxos da viagem, a solidão, o anonimato, o encontro com estranhos; a estrada enquanto vida; as cidades, os comboios, as paisagens; a aventura; e a tradição, a política e a pornografia na viagem; o tempo e o amor na viagem; e a viagem enquanto transformação. Neste extraordinário tributo encontramos, entre muitos, Vladimir Nabokov, Samuel Johnson, Evelyn Waugh, Mark Twain, Bruce Chatwin, Graham Greene, Isak Dineses, Anton Tchekov, Ernest Hemingway e o melhor de Paul Theroux.Fonte: fnac.pt
Gosto de listas
Gosto de listas. Faço listas de tudo e mais alguma coisa, desde tarefas pendentes, a listas de compras, listas de coisas para aprender, listas de pequenos projectos. Muitas desses listas nunca vêem o fim, o tempo não permite tudo, nem que vivesse até aos 100 anos poderia pôr um fim às minhas listas, que crescem e crescem.
Andava por aí a deambular pela blogosfera, a ler os blogs do costume e dou de caras com uma lista de 10 coisas a fazer até ao fim do ano. Claro que pensei logo que eu devia ter uma lista destas, ora faço tanta lista e não tenho uma das coisas a fazer até ao fim do ano.
Claro que a minha lista é muito modesta, ainda assim estando escrita é meio caminho andado para mão me esquecer de a cumprir.
1. Ler dois livros até ao fim do ano
2. Pegar a minha sobrinha ao colo e brincar com ela
3. Ensinar a pequena Leonor a dizer xau e bater palminhas
4. Jantar fora uma vez ou duas
5. Almoçar com a família pelo menos 7 vezes (e sei que em pelo menos 4 delas comeremos leitão assado)
6. Correr os jantares de Natal todos e levar a miúda para ela se habituar ao reboliço
7. Beber cafés de empreitada com aqueles amigos que emigraram e que estarão cá todos este ano para passar o Natal
8. Fazer um curso online, ou pelo menos dar-lhe um avanço dos bons
9. Escrever umas coisas que andam pendentes há tempo demais
10. Voltar à minha praia todos os fins de semana, porque lá tudo sabe melhor
Foto: a minha praia
Andava por aí a deambular pela blogosfera, a ler os blogs do costume e dou de caras com uma lista de 10 coisas a fazer até ao fim do ano. Claro que pensei logo que eu devia ter uma lista destas, ora faço tanta lista e não tenho uma das coisas a fazer até ao fim do ano.
Claro que a minha lista é muito modesta, ainda assim estando escrita é meio caminho andado para mão me esquecer de a cumprir.
1. Ler dois livros até ao fim do ano
2. Pegar a minha sobrinha ao colo e brincar com ela
3. Ensinar a pequena Leonor a dizer xau e bater palminhas
4. Jantar fora uma vez ou duas
5. Almoçar com a família pelo menos 7 vezes (e sei que em pelo menos 4 delas comeremos leitão assado)
6. Correr os jantares de Natal todos e levar a miúda para ela se habituar ao reboliço
7. Beber cafés de empreitada com aqueles amigos que emigraram e que estarão cá todos este ano para passar o Natal
8. Fazer um curso online, ou pelo menos dar-lhe um avanço dos bons
9. Escrever umas coisas que andam pendentes há tempo demais
10. Voltar à minha praia todos os fins de semana, porque lá tudo sabe melhor
Foto: a minha praia
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Obrigada, Carlos
O fado, esse indivíduo, foi-me apresentado muito lá atrás no tempo. Num tempo onde cantava a Amália, cantava a Argentina Santos, cantava a Maria da Fé, cantava o Marceneiro, e cantava também Carlos do Carmo. Nesse tempo ouvia-se cantar nos discos que alguém lá em casa um dia comprara. Um dos discos da Amália estava sempre no gira-discos, tenho ideia que até já estaria riscado. Nesse tempo o fado não era moda, o fado era a história, era aquela coisa tão nossa, era para ouvir de olhos fechados e em silêncio.
Nesse tempo já o Carlos do Carmo construia uma carreira a cantar o nosso fado e essa carreira levou-o hoje aos Estados Unidos para receber um Grammy "Lifetime Achievement Award". Para comemorar esse feito, a Rádio Comercial (na ideia original desse pequeno grande Palmeirim) homenageou Carlos do Carmo com um vídeo que me rouba as palavras, uma homenagem que se sente do lado de cá, do lado de quem por cá ouviu o Carlos do Carmo desde sempre e assiste agora ao reconhecimento de uma vida dedicada ao fado.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Voltei, voltei...
...voltei de lá, ainda ontem estava em França e agora já estou cá.
Podia ser, mas não! Voltei esta semana ao trabalho, acabou a licença de maternidade e deixei a minha Leonor em casa com o pai (que vai agora ter um mês de licença) e vim trabalhar.
Nas duas últimas semanas andei um bocadinho deprimida a pensar que ia deixar de estar sempre com a minha pequenina, mas o regresso nem foi assim tão mau, ajudou o facto de ter voltado a uma quinta-feira e de trabalhar menos 2h para amamentação.
Estes dois dias com o pai foram normais, a Leonor porta-se bem, chateia-se com o sono, ri-se muito e come a sopa porque tem fome, não porque goste muito dela.
Fonte: weheartit
Podia ser, mas não! Voltei esta semana ao trabalho, acabou a licença de maternidade e deixei a minha Leonor em casa com o pai (que vai agora ter um mês de licença) e vim trabalhar.
Nas duas últimas semanas andei um bocadinho deprimida a pensar que ia deixar de estar sempre com a minha pequenina, mas o regresso nem foi assim tão mau, ajudou o facto de ter voltado a uma quinta-feira e de trabalhar menos 2h para amamentação.
Estes dois dias com o pai foram normais, a Leonor porta-se bem, chateia-se com o sono, ri-se muito e come a sopa porque tem fome, não porque goste muito dela.
Fonte: weheartit
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
A Desumanizacão, de Valter Hugo Mãe
Depois de ler "A Máquina de Fazer Espanhóis" tinha alguma curiosidade no novo livro de Valter Hugo Mãe, "A Desumanização". Perdoem-me os intelectuais e os apreciadores deste livro mas não o achei a obra prima que apregoava a crítica. O livro é diferente, bem escrito e original mas a história, passada nos fiordes da Islândia não me prendeu. No texto não se sentem as paisagens da Islândia, não há grande referências ao local. A história é realmente diferente relacionando temas negros como a depressão, o ódio, a morte, o abandono, luto, solidão e medo que deixam o leitor numa ansiedade para acabar de ler para acabar o sofrimento.
«Mais tarde, também eu arrancarei o coração do peito para o secar como um trapo e usar limpando apenas as coisas mais estúpidas.» Passado nos recônditos fiordes islandeses, este romance é a voz de uma menina diferente que nos conta o que sobra depois de perder a irmã gémea. Um livro de profunda delicadeza em que a disciplina da tristeza não impede uma certa redenção e o permanente assombro da beleza.O livro mais plástico de Valter Hugo Mãe. Um livro de ver. Uma utopia de purificar a experiência difícil e maravilhosa de se estar vivoFonte: fnac.pt
domingo, 14 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
O Retrato da Mãe de Hitler, de Domingos Amaral
"O Retrato da Mãe de Hitler" surge na sequência de "Enquanto Salazar Dormia". Jack Gil volta novamente a Lisboa, e não é só para ver o bisneto que entretanto nasceu. Lisboa é o local da acção e os acontecimentos numa época em que a guerra termina são o centro da história. Lisboa era naquela época local de fuga ou ponto de passagem dos refugiados da guerra.
O pai de Jack Gil, que fugiu para os EUA quando a guerra começou, regressa a Portugal para mandar o seu filho ajudá-lo na sua busca por tesouros nazis cuja rota de fuga passa por Portugal.
Apesar de todo o contexto histórico interessante, há demasiados capítulos dedicados à vida amorosa de Jack Gil, a informação histórica acaba por se perder entre as descrições cheias de pormenores da vida libertina de Jack Gil.
A escrita de Domingos Amaral volta a ser simples e agradável, o que faz com que o livro se leia rapidamente.
Lisboa 1945. Jack Gil Mascarenhas Deane já não trabalha para os serviços secretos ingleses, pois a guerra acabou, mas a chegada do seu pai a Lisboa vai alterar a sua vida. O pai é um colecionador de tesouros nazis e vai obrigar Jack Gil a ajudá-lo na sua demanda pelos valiosos artefactos, que muitos nazis, como Manfred, tentam vender em Lisboa, antes de fugirem para a América do Sul. Dividido entre o desejo de ajudar o pai e o desejo de partir de Lisboa, Jack Gil está também dividido nos seus amores, pois embora esteja apaixonado por Luisinha, uma portuguesa que adora cinema e acredita na democracia, fica perturbado pelo regresso de Alice, o seu amor antigo, uma mulher duvidosa, misteriosa mas entusiasmante, que fora a sua paixão de uns anos antes, e que desaparecera certa noite da sua vida.Fonte: fnac.pt
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Fui a banhos
Apesar de estar a passar grande parte da licença de maternidade na casa da praia, onde posso sair à rua com a Leonor sem ter de pegar no carro, hoje foi a primeira vez que vesti o biquini e fui à praia mergulhar. O mar estava uma autêntica lagoa, com bandeira verde, a temperatura estava óptima e a minha satisfação foi mais que muita. Nem consigo explicar sequer a alegria de entrar no mar depois de passar um Verão inteiro a olhá-lo cá de cima.
Hoje até a Leonor também foi à praia. A avó ficou com ela ao colo enquanto eu fui nadar um bocadinho e parece que ficou muito espantada a contemplar as ondas do mar. Aposto que vai gostar tanto do mar como eu.
sábado, 30 de agosto de 2014
É uma necessidade
Sabes que estás a precisar de viajar quando lês "Cabo Verde" onde está escrito "Caldo Verde".
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Mar Humano, No Meio de Todos Há Alguém, de Raquel Ochoa
Ema e Samuel são os protagonistas desta história de desencontros numa época tão marcante como foi o Estado Novo. A (não) relação dos dois resume-se a muitas palavras que ficam por dizer. Na época conturbada em que viviam, os dois acabam por se distinguir no seu meio e caminhar sempre numa estrada paralela que parece nunca se cruzar.
A par com a história dos dois, surge associada à narrativa uma constante crítica social ao mesmo tempo que se mostra um amor por Portugal que corrói.
Esta é uma história absorvente, onde a amizade surge como um ponto fulcral da nossa vida enquanto indivíduos, onde a liberdade é resgatada sem nunca ter sido perdida.
Foi o primeiro livro que li de Raquel Ochoa e gostei da sua forma de escrever, sem exageros, sem cair na banalidade.
"Só tu podes contar a tua história".
"Mar Humano" parte da ligação turbulenta entre duas pessoas e penetra em temas como a longevidade da vida humana, a responsabilidade que os sentimentos acarretam, a luta pela liberdade de expressão e o impacto da ciência na evolução da consciência. Um brinde à coragem de cada indivíduo em ser autor da sua própria vida.Um romance que nos envolve entre a magia da escrita e o rasto da história de Portugal.Fonte: fnac.pt
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Portugal - A Flor e a Foice, de J. Rentes de Carvalho
Portugal - A Flor e a Foice faz-nos uma rectrospectiva da história de Portugal desde os primórdios da Monarquia ao pós 25 de Abril. Através do olhar crítico de Rentes de Carvalho em 1975, vemos a história e os mitos cairem por terra.
Apesar da prosa fluida, por vezes, e especialmente até meio, é difícil prosseguir na leitura pois a história é-nos ali apresentada de forma tão condensada que parece que nos estão a dar uma injecção rápida da história de Portugal. Ainda assim é uma leitura interessante para quem pretende compreender melhor os meandros dos feitos históricos dos portugueses. E no fim conlcluimos que o que temos hoje, 40 anos passados da tão famosa revolução, é uma ilusão de liberdade, a emigração continua, ainda que com mais qualificações, a classe média continua a ser a mais explorada e o fosso entre ricos e pobres acentua-se cada vez mais.
Um olhar heterodoxo sobre os dias da Revolução.No ano em que se comemora o 40.º aniversário da Revolução dos Cravos, a publicação de "Portugal, a Flor e a Foice", até aqui inédito em Portugal, promete dar que falar.Escrito em 1975, em cima dos acontecimentos que então convulsionavam Portugal (e que eram acompanhados com entusiasmo e apreensão pela Europa e o resto do Mundo), "Portugal, a Flor e a Foice" é a observação pessoal que um português culto e estrangeirado faz do seu país em mudança. Nesta apreciação aguda e de tom sempre crítico, todos os mitos da História Portuguesa são, senão destruídos, pelo menos questionados: o Sebastianismo, os Descobrimentos, Fátima; denunciadas instituições como a Monarquia e a Igreja; e impiedosamente escalpelizado não apenas o antigo regime mas também, e sobretudo, o 25 de Abril. Com acesso a círculos restritos nos anos que antecederam e sucederam a Abril de 1974, e a documentos ainda hoje classificados, J. Rentes de Carvalho faz uma História alternativa da Revolução e das suas figuras de proa, em que novos factos e relações de poder se conjugam num relato sui generis, revelador e, no mínimo, desconcertante.Fonte: fnac.pt
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Conheci-os todos
Ouvi no outro dia que era dia dos avós. Nao é um dia ainda muito comemorado, vão ser preciso ainda uns anos para fixar o dia, tal como o dia da mãe ou do pai. Tive a sorte de os poder conhecer aos quatro e ainda tive o bónus de conhecer a minha bisavó Albina, uma das melhores pessoas que conheci até hoje.
Hoje em dia ainda me restam uma avó e dois avôs.
Sempre conheci a avó materna assim, com aquele semblante pesado, magra e cheia de pressa para tudo. Parece que carrega o mundo às costas e talvez por isso já caminhe curvada. Mulher do campo, lenço na cabeça, de enxada na mão, gandaresa à moda antiga, com um pulso firme a gerir o pouco dinheiro que entrava em casa e a aplicá-lo onde ele era realmente preciso. No fundo tem bom coração, gosta de nos ajudar no que pode. Não há alfaces que saibam tão bem como aquelas que ela planta, os morangos sabem mesmo a morango, as cenouras são inconfundíveis e os ovos são sempre frescos. Não é pessoa de palavras doces e carinhos, é fria, como a vida foi com ela, ainda assim gosta mais de nós do que tudo na vida, só não o diz, mas sabemos que o sente.
Já o meu avô materno conheci-o sempre assim com um sorriso no rosto, mesmo quando a doença lhe começou a levar o cabelo e a fazê-lo emagrecer a olhos vistos nunca deixou de exibir o sorriso naquele rosto queimado pelo sol da nossa praia. Foi carteiro numa época em que o correio se distribuia a pé, mas fazia a volta de bicicleta, numa bicicleta comprada em segunda mão há mais de cinquenta anos, para poder distribuir as cartas mais depressa e ir para a pesca de tarde. Pescador de arte xávega desde que se reformou do correio é ainda hoje a alma daquela arte na minha praia.
Os 89 anos do meu avô paterno permitem-lhe dizer tudo o que lhe apetece. Dono de uma vivacidade incrível, gosta de ler até de madrugada, está sempre informado sobre benefícios e malefícios de todos os alimentos e faz questão de partilhar connosco essa informação. Viu crescer 3 filhos, 5 netos e já conta com 6 bisnetos. A vida levou-lhe a minha avó demasiado cedo. Teimoso como só ele consegue ser, ocupa o tempo no quintal e a inventar ferramentas para o ajudar no cultivo das cebolas, alhos, couves e por aí fora.
Seria muito bom se me permitissem tê-los por perto mais uns anos para a Leonor poder um dia ter boas recordações dos bisavós.
Hoje em dia ainda me restam uma avó e dois avôs.
Sempre conheci a avó materna assim, com aquele semblante pesado, magra e cheia de pressa para tudo. Parece que carrega o mundo às costas e talvez por isso já caminhe curvada. Mulher do campo, lenço na cabeça, de enxada na mão, gandaresa à moda antiga, com um pulso firme a gerir o pouco dinheiro que entrava em casa e a aplicá-lo onde ele era realmente preciso. No fundo tem bom coração, gosta de nos ajudar no que pode. Não há alfaces que saibam tão bem como aquelas que ela planta, os morangos sabem mesmo a morango, as cenouras são inconfundíveis e os ovos são sempre frescos. Não é pessoa de palavras doces e carinhos, é fria, como a vida foi com ela, ainda assim gosta mais de nós do que tudo na vida, só não o diz, mas sabemos que o sente.
Já o meu avô materno conheci-o sempre assim com um sorriso no rosto, mesmo quando a doença lhe começou a levar o cabelo e a fazê-lo emagrecer a olhos vistos nunca deixou de exibir o sorriso naquele rosto queimado pelo sol da nossa praia. Foi carteiro numa época em que o correio se distribuia a pé, mas fazia a volta de bicicleta, numa bicicleta comprada em segunda mão há mais de cinquenta anos, para poder distribuir as cartas mais depressa e ir para a pesca de tarde. Pescador de arte xávega desde que se reformou do correio é ainda hoje a alma daquela arte na minha praia.
Os 89 anos do meu avô paterno permitem-lhe dizer tudo o que lhe apetece. Dono de uma vivacidade incrível, gosta de ler até de madrugada, está sempre informado sobre benefícios e malefícios de todos os alimentos e faz questão de partilhar connosco essa informação. Viu crescer 3 filhos, 5 netos e já conta com 6 bisnetos. A vida levou-lhe a minha avó demasiado cedo. Teimoso como só ele consegue ser, ocupa o tempo no quintal e a inventar ferramentas para o ajudar no cultivo das cebolas, alhos, couves e por aí fora.
Seria muito bom se me permitissem tê-los por perto mais uns anos para a Leonor poder um dia ter boas recordações dos bisavós.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Passagem para o horizonte, de Gonçalo Cadilhe
Uma volta ao mundo de um ano, este é o sonho de qualquer pessoa que goste de viajar. Gonçalo Cadilhe, viajante profissional, foi mais longe. Realizou o sonho. Desde pequeno que Gonçalo tinha uma lista das melhores ondas do mundo que gostaria de surfar e foi com base nesse critério que Gonçalo traçou a viagem da sua vida, a viagem do ano em que fez 40 anos, a viagem que deu origem a este livro. Escolheu 12 ondas da sua lista e começou a sua viagem de volta ao mundo cheia de peripécias, reflexões e paisagens fantásticas.
Os livros do Gonçalo Cadilhe continuam a ser para mim uma inspiração para as minhas viagens e com este comecei a construir uma viagem na minha cabeça que dificilmente se poderá realizar, no entanto, sonhar ainda não paga imposto.
Gonçalo Cadilhe viveu o ano mais feliz da sua vida dando uma volta ao mundo. Este livro é um concentrado de mais de duas décadas a tratar as estradas do globo por tu. Quando completou 40 anos, Gonçalo Cadilhe arrancou para uma volta ao mundo de um ano que pretendia realizar um sonho antigo e reafirmar o sonho de vida que tem levado: viajar e escrever.Seguindo um itinerário pelos cinco continentes baseado na localização das melhores ondas de surf do planeta, saltando da pobreza extrema da América Latina e da orla do Índico para o excesso de mordomias da Polinésia e da Califórnia, Gonçalo Cadilhe deixa-nos o relato de um périplo variado e original.Fonte: fnac.pt
sábado, 9 de agosto de 2014
Sobre a maternidade #2 - a estadia
A Leonor nasceu a 12 de Maio e no dia 15 deram-nos alta. Estivemos apenas 3 dias na maternidade, mas agora que olho para trás parece que foram tantos.
Já várias pessoas me tinham dito que as pessoas que trabalhavam naquela Maternidade eram impecáveis mas eu pude confirmar por mim própria.
A Leonor nasceu às 11:31 da manhã, a equipa que esteve no bloco operatório foi toda de uma simpatia extrema. Claro que não posso opinar sobre o profissionalismo porque a única coisa que ia vendo durante a operação era o pano verde que me meteram a tapar a área da operação, assim sendo pude ir conversando com as enfermeiras e com a anestesista que esteve sempre ao meu lado a monitorizar se tudo estava conforme previsto. Toda a equipa foi de uma simpatia e preocupação permanente, é bom ser recebido assim quando se está numa situação de ansiedade e fragilidade como é um parto.
Quando nos levaram para o quarto, logo o primeiro do piso, as enfermeiras de serviço vieram conhecer-nos, explicar-me que podia chamá-las através daquele botão caso precisasse de alguma coisa, que se fosse mesmo uma urgência para carregar duas vezes que vinham a correr. Cheguei a testar essa funcionalidade para a minha vizinha do lado e efectivamente largavam tudo quando alguém tocava duas vezes na campainha.
No primeiro dia tinha no quarto uma senhora que já tinha tido um filho, já sabia como as coisas se processavam e que me deu algumas dicas preciosas, mas no segundo dia, quando ela foi embora com o seu pequeno Guilherme, chegou o Rodrigo e a mamã, também um primeiro filho. Estávamos, portanto, as duas numa situação nova, cada uma a tentar perceber como funcionava o seu rebento. Neste processo de aprendizagem as enfermeiras foram uma peça fundamental, sempre disponíveis, sempre atentas, sempre a ajudar e a aconselhar.
Todas as manhãs a minha médica nos vinha visitar, ver se estava tudo a correr bem e dar-nos um bocadinho de mimo. Os outros médicos não nos diziam tanto, passavam só de vez em quando para fazer testes de audição ou para auscultar a Leonor ou para fazer não sei bem o quê que as drogas que me meteram para a veia não me permitem lembrar nitidamente de tudo naqueles dias. Ainda assim nunca é demais frisar que as enfermeiras daquela maternidade são incansáveis.
Ficou-me na memória e no coração a enfermeira Marta, muito despachada, muito bonita, sempre com muito atarefada mas sempre a fazer o que podia e o que não podia por nós. Guardo também na memória a estagiária enfermeira Beatriz Costa (um nome que se decora facilmente), uma menina com pouco mais de 20 anos, sempre muito querida com os bebés e com as mamãs, de uma simpatia incrível, tão prestável e amável.
Naturalmente que depois da boa experiência que tive com estas pessoas recomendo a Maternidade Daniel de Matos a quem estiver a pensar ter filhos porque o apoio que sentimos lá é meio caminho andado para uma boa recuperação e para acolher de forma saudável o bebé que acaba de se juntar à família.
Já várias pessoas me tinham dito que as pessoas que trabalhavam naquela Maternidade eram impecáveis mas eu pude confirmar por mim própria.
A Leonor nasceu às 11:31 da manhã, a equipa que esteve no bloco operatório foi toda de uma simpatia extrema. Claro que não posso opinar sobre o profissionalismo porque a única coisa que ia vendo durante a operação era o pano verde que me meteram a tapar a área da operação, assim sendo pude ir conversando com as enfermeiras e com a anestesista que esteve sempre ao meu lado a monitorizar se tudo estava conforme previsto. Toda a equipa foi de uma simpatia e preocupação permanente, é bom ser recebido assim quando se está numa situação de ansiedade e fragilidade como é um parto.
Quando nos levaram para o quarto, logo o primeiro do piso, as enfermeiras de serviço vieram conhecer-nos, explicar-me que podia chamá-las através daquele botão caso precisasse de alguma coisa, que se fosse mesmo uma urgência para carregar duas vezes que vinham a correr. Cheguei a testar essa funcionalidade para a minha vizinha do lado e efectivamente largavam tudo quando alguém tocava duas vezes na campainha.
No primeiro dia tinha no quarto uma senhora que já tinha tido um filho, já sabia como as coisas se processavam e que me deu algumas dicas preciosas, mas no segundo dia, quando ela foi embora com o seu pequeno Guilherme, chegou o Rodrigo e a mamã, também um primeiro filho. Estávamos, portanto, as duas numa situação nova, cada uma a tentar perceber como funcionava o seu rebento. Neste processo de aprendizagem as enfermeiras foram uma peça fundamental, sempre disponíveis, sempre atentas, sempre a ajudar e a aconselhar.
Todas as manhãs a minha médica nos vinha visitar, ver se estava tudo a correr bem e dar-nos um bocadinho de mimo. Os outros médicos não nos diziam tanto, passavam só de vez em quando para fazer testes de audição ou para auscultar a Leonor ou para fazer não sei bem o quê que as drogas que me meteram para a veia não me permitem lembrar nitidamente de tudo naqueles dias. Ainda assim nunca é demais frisar que as enfermeiras daquela maternidade são incansáveis.
Ficou-me na memória e no coração a enfermeira Marta, muito despachada, muito bonita, sempre com muito atarefada mas sempre a fazer o que podia e o que não podia por nós. Guardo também na memória a estagiária enfermeira Beatriz Costa (um nome que se decora facilmente), uma menina com pouco mais de 20 anos, sempre muito querida com os bebés e com as mamãs, de uma simpatia incrível, tão prestável e amável.
Naturalmente que depois da boa experiência que tive com estas pessoas recomendo a Maternidade Daniel de Matos a quem estiver a pensar ter filhos porque o apoio que sentimos lá é meio caminho andado para uma boa recuperação e para acolher de forma saudável o bebé que acaba de se juntar à família.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
À volta do mundo
Tinha começado há minutos o novo livro do Gonçalo Cadilhe, aquele em que ele conta a viagem que fez à volta do mundo e já a minha cabeça fervilhava de ideias. Não precisava ser um ano, 2 meses era aceitável se fosse possível. precisamos de um fio condutor para os lugares de estadia. Estava embrenhada entre pensamentos e a sua verbalização quando reparo que a Leonor me escutava muito atenta ao plano que eu ali delineava. Ou muito me engano ou teremos mais uma a gostar de viajar.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
About Time
Tim Lake vive na Cornualha, numa zona rural, e não tem muito sucesso com as raparigas. Aos 21 anos o pai conta-lhe o seu maior segredo: os homens da sua família têm a capacidade de viajar no tempo. O pai explica-lhe que assim tem a possibilidade de todos os dias ter uma segunda oportunidade e é para isso mesmo que Tim vai usar este poder. Tim muda-se para Londres e conhece Mary e imediatamente percebe que é com ela que quer ficar e por isso fará de tudo para corrigir seus erros com ela.
As cenas entre Tim e o pai são bastante divertidas e Rachel McAdams surge num registo a que já nos habituou.
Esta é uma comédia romântica ao bom estilo americano mas que vale a pena perder um bocadinho para ver.
Aos 21 anos, Tim Lake descobre que consegue viajar no tempo… Após mais uma insatisfatória festa de Ano Novo, o pai de Tim revela-lhe que os homens da sua família sempre tiveram a capacidade de viajar no tempo. Tim não pode mudar a história, mas consegue alterar o que acontece ou aconteceu na sua própria vida - então, decide tornar o seu mundo um lugar melhor… arranjando uma namorada. Infelizmente, esse feito tornou-se mais complicado do que previa. Ao mudar-se de Cornwall para Londres, para estudar advocacia, Tim finalmente conhece a belíssima, mas insegura, Mary. Apaixonam-se, mas um lamentável incidente nas viagens pelo tempo faz com que ele nunca a tenha conhecido. Assim, voltam a encontrar-se pela primeira vez, várias vezes, até que, finalmente, depois de muita astúcia a viajar no tempo, ele conquista o seu coração. Tim utiliza o seu poder para criar o pedido de casamento perfeito, para salvar o seu casamento dos piores discursos dos padrinhos e para salvar o seu melhor amigo de um desastre profissional. Mas conforme a sua vida progride, Tim descobre que a sua habilidade única não o pode salvar das mágoas, amores e dissabores que afetam todas as famílias, em todo o lado. São grandes os limites para o que se consegue com as viagens no tempo, assim como os perigos.Fonte: cinema.sapo.pt
About Time no IMDB.
Moçambique - Para a mãe se lembrar como foi, de Manuela Gonzaga
Moçambique era o lugar onde muitos portugueses se sentiam em casa. Numa época de prosperidade, muitos portugueses rumaram às, agora, antigas colónias portuguesas em busca de uma vida e de uma liberdade que não existia na Metrópole. Este livro conta a história da família de Manuela Gonzaga, a autora, com um adequado enquadramento histórico que nos permite situar a história desta família nos acontecimentos da época. Através do discurso de Manuela conseguimos perceber como era o quotidiano naquela terra para a classe média numa época em que a guerra colonial começava a tomar algumas proporções, não só na capital Lourenço Marques mas também em sítios tão recônditos como Niassa, Vila Cabral, Tete e outros.
Este é um livro relevante apenas com factos veríditos para todos os que se interessam pelo que foi a vida em Moçambique nos anos 60 e início de 70.
«O que é que se tinha passado, e porquê? E porque é que tudo aconteceu como aconteceu?Esse trabalho começou agora a ficar concluído, pois, à medida que ajudei a levantar as névoas que ocultam o passado aos olhos da minha mãe, pude afastar algumas névoas da minha ignorância. Mas, e acima de tudo, este relato é uma grande história de amor. A nossa, da mãe e minha, e a de todos, ou quase todos, os que por ali tiveram o privilégio de passar.Uma inolvidável história de amor por Moçambique de que não queremos abrir mão, porque ninguém dispensa uma luz que, de tão forte, ainda continua a cobrir-nos de bênçãos.»Fonte: fnac.pt
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