terça-feira, 31 de março de 2015

Madeira

Voltei, e desta vez voltámos a três.
Ando nisto há 7 anos, volto sempre, todos os anos mais ou menos na mesma altura, sempre em modo low-cost (excepto no primeiro ano, meus ricos 250€) e vou e volto num fósforo.
Já virei a ilha de uma ponta à outra, de Norte a Sul, já bebi poncha em tascos e tabernas, já subi no teleférico para o Monte, já passei muito frio no Pico do Areeiro, já vi as ondas de Porto Moniz rebentarem muito acima das piscinas naturais, já comi um gelado em São Vicente, já vi São Vicente do meio de uma Levada, já atravessei túneis escuros noutra Levada, já apanhei muito sol na cabeça na Ponta de São Lourenço, já fiz praia na Prainha, já comi bananas em Santana, já almocei tão bem no Estreito de Câmara de Lobos e jantei igualmente bem em Câmara de Lobos, já bebi Nikitas em Câmara de Lobos e na zona velha do Funchal, já provei a fruta toda no Mercado dos Lavradores, já me armei em Cristo Rei no Garajau, já perdi a conta às ponchas na Serra d'Água, já fiz quilómetros ao volante de um carro que não travava, já fui muito feliz a comer carne grelhada no Caniço, já vi 500 metros debaixo dos pés no Cabo Girão, já vi como fazem a aguardente de cana na Sociedade dos Engenhos da Calheta, já comi espada frito e tive conversas sérias na Madalena do Mar, elegi a melhor poncha de tangerina na Venda do André, já bebi inúmeros cafés na Praia Formosa e inclusivamente já lá fiz praia e nadei, já comi bolo do caco na rua no Funchal, já assisti ao fogo de artifício mais bonito de todo o sempre no Funchal, já comi tabaibos e tive cuidado com as serugas, já dei vários pés de dança na Copacabana e no Jam, já fui ao Curral das Freiras de propósito só para comprar bolo de castanha, já andei a provar vinho da Madeira no Museu do dito no Funchal, já vi as trutas do Ribeiro Frio, já fui tão feliz na Madeira.
Desta vez não fui ver nada de novo, fui aos sítios de sempre, sem tempo contado nem objectivos a cumprir, fui com o único propósito de ver a família e passar algum tempo de qualidade, e assim foi. Para o ano volto, pois claro!








Xutos


Ouvir os Contentores dos Xutos e Pontapés no rádio enquanto trabalho é coisa para me fazer ficar a sorrir durante todo o tempo em que a música está a passar. No meio de tanta música que passa todos os dias, e até algumas que passam várias vezes ao dia, ouvir uma música velhinha que já não ouvi há algum tempo, é coisa para me fazer um bocadinho mais feliz no dia de hoje.

A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
Num voo nocturno num cargueiro espacial
Não voa nada mal isto onde vou
P'lo espaço fundo
Mudaram todas as cores
Rugem baixinho os motores
E numa força invencível
Deixo a cidade natal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Pela certeza dum bocado de treva
De novo Adão e Eva a renascer
No outro mundo
Voltar a zero num planeta distante
Memória de elefante talvez
O outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
E nasce de novo o dia
Nesta nave de Noé
Um pouco de fé 
Foto: daqui

Namoro à Moda Antiga, de Gabriel Frada


Foi com enorme curiosidade e gosto que li este livro que nos conta como era difícil a vida na Gândara há muitos anos e nos encanta com todos os pormenores do namoro à moda antiga. Este livro traduz-se num relato fidedigno das tradições de uma época na nossa terra, tradições que se foram desvanecendo com o tempo mas que nunca deixaram de existir. Vale tanto a pena compreender as nossas raízes.
«A vida da nossa gente nos tempos de namoro à antiga torna-se mais compreensível se formos capazes de entender o diálogo travado entre o homem e a terra». Estas palavras são deste interessante trabalho de pesquisa das raízes e manifestações culturais do povo da Gândara, notável património desta região.A riqueza desta obra está tanto na atenção prestada aos mais insignificantes fenómenos da vida tradicional, como na tentativa duma interpretação coerente destes factos.
Fonte: bertrand.pt

quinta-feira, 26 de março de 2015

Desigual

Tenho um problema grave com a roupa da Desigual, eu até gosto dos trapinhos que eles por lá têm, especialmente vestidos e casacos, mas o preço, senhores, o preço chega a ser pornográfico.

Na secção das últimas promoções da época tem lá um vestido e um casaco a metade do preço, que eu gosto desde que lhes meti a vista em cima, e até têm o meu tamanho, mas ainda assim, é fim do mês, a farmácia leva-me metade do orçamento e a escola outra metade, de maneiras que vamos continuar a sonhar (ou rezar para que as promoções se estendam por Abril fora).


terça-feira, 17 de março de 2015

Driving

Tenho por hábito dizer que tirei a carta de carro, não foi de Opel Corsa (ou outra marca e modelo que venha ao caso). Ora isto a propósito de quê? Há uns dias os meus pais ficaram com o meu carro e eu trouxe o Opel deles, carro antigo, herdado do meu irmão quando o gajo ainda não era emigrante (isso foi há uma vida) com mais idade que algumas pessoas jovens que conheço, de dois lugares e já um bocadito cansado.

Considerações a fazer do dito:
- mais limpinho que o meu, é um facto
- direcção assistida apenas quando se vira para o lado esquerdo, porque quando viro para a direita preciso da força de um Golias
- rádio sintonizado numa daquelas estações que passam aquelas músicas conhecidas como "músicas pimba" que por muito que afirmem que não, toda a gente sabe cantar
- não há a 6ª mudança, é escusado procurar
- aquela subida que normalmente faço em 4ª, agora vai em 2ª com sorte
- por muito que carregue a fundo no acelerador, vou demorar 2 dias a ultrapassar aquele camião que ali vai, mais vale ficar quieta

Pai, está na hora de trocar o chaço!


Só me acontece a mim?

Habitualmente vou encher o depósito do carro de gasóleo em bombas manuais, isto é, tenho de sair do carro, escolher a bomba correcta e encher devidamente o depósito. Não custa nada, é fácil.
Ainda hoje, na hora de almoço, lá fui eu encher o depósito da minha viatura, que por essa altura já só se deslocava à base de vapores de gasóleo.
Ora é só a mim que me ocorre, enquanto espero que o depósito encha, "será que estou mesmo a meter gasóleo?" Acho que tenho um trauma, por uma qualquer razão fico com o coração na garganta cada vez que me ocorre "e se me enganei e estou a meter gasolina?"

Não esquecer #290

Fonte: Icanread

terça-feira, 3 de março de 2015

Escobrar: Paradise Lost


"Escobrar: Paradise Lost", baseado numa figura real, é um drama centrado na figura do poderoso narcotraficante Pablo Escobar (o grande Benicio del Toro), para uns um herói que construiu escolas e hospitais, para outros um assassino cruel.
Nick (Josh Hutcherson), um surfista canadiano viaja para Medellín, na Colômbia, com o seu irmão e família para o lugar que pensam ser o paraíso na terra, e apaixona-se por Maria (Claudia Traisac), uma rapariga colombiana, sobrinha de Pablo Escobar. Ao início Nick ainda se deixa cativar por essa grande figura que é Pablo Escobar mas rapidamente se apercebe da teia onde entrou e de onde não poderá sair.
Este filme está longe de ser uma biografia de Escobar, é apenas uma história de amor muito centrada na figura do maior narcotraficante da América nos anos 80, um filme que sabe a pouco, e que ainda assim faz brilhar Benicio del Toro, a alma do filme.
Nick pensa ter encontrado o paraíso quando se junta ao irmão na Colombia. Uma lagoa azul-turquesa, uma praia marfim com ondas perfeitas, um sonho para o jovem surfista canadiano. Aí conhece Maria, uma bela colombiana, por quem se apaixona loucamente. Tudo parece perfeito até ao momento em que Maria lhe apresenta seu tio, Pablo Escobar. No início, Nick deixa-se seduzir pela aura em torno de uma figura tão idolatrada quão odiada, mas aos poucos o sonho vai-se transformando em pesadelo.
Fonte: cinema.sapo.pt
Escobar: Paradise Lost no IMDB.

Encontros do acaso

Ontem, depois de fazer as compras no supermercado, lá ia eu a pensar nas coisas que tinha de fazer enquanto me dirigia ao estacionamento quando cruzei o olhar com uma senhora que subia a passadeira rolante. De óculos, cabelo apanhado, a falar ao telefone, com um ar feliz e despachado a empurrar um carrinho com uma criança que dormia. Eu olhei para ela, ela olhou para mim, olhei de novo e ela disse-me olá e sorriu. Era a enfermeira Marta. É impossível esquecer aquela cara. Fiquei a sorrir durante muito tempo e a pensar como é que ela se lembrava da minha cara. Vi-a apenas durante 3 dias há mais de 9 meses atrás e passam tantas caras naquela Maternidade. Este pequeno encontro deixou-me mesmo feliz.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

52 coisas em 52 semanas - update à 8ª semana do ano

1 - Correr uma meia maratona - a cumprir o plano de treinos
2 - Ler pelo menos um livro por mês - 2 meses - praticamente no fim do 2º livro - a correr bem
3 - Fechar o planeamento de duas viagens - planeamento de uma a meio
4 - Visitar a Madeira e os primos que lá vivem
5 - Escrever - 1 crónica e meia
6 - Celebrar os aniversários como eles merecem ser comemorados
7 - Não comprar botas novas - até agora consegui cumprir
8 - Perder 4 Kg - 1 down
9 - Visitar uma cidade europeia
10 - Fazer uma viagem em família
11 - Mudar de emprego
12 - Poupar tudo o que conseguir
13 - Não comprar um único livro - até agora consegui cumprir
14 - Reduzir a despesa em supermercado
15 - Beber 2L de água por dia  - até agora consegui cumprir
16 - Fazer 30 anos (parece uma resolução parva mas implica chegar lá)
17 - Ser feliz - working on it
18 - Passar um fim de semana com amigos num qualquer sítio rural deste país
19 - Fazer um vídeo com vídeos e fotos desde que a Leonor nasceu até 1 ano
20 - Ir à missa
21 - Arrumar e organizar o sótão
22 - Jantar com os amigos mais vezes, como antigamente
23 - Ir à Revista e ao Teatro - Portugal à Gargalhada de Felipe La Feria no Politeama
24 - Aprender a desenvolver para iOS - working on it
25 - Organizar o baptizado da Leonor - working on it
26 - Transformar os fins de semana em dias mais produtivos
27 - Tirar mais fotografias com a máquina e menos com o telemóvel
28 - Ouvir mais música
29 - Cultivar a solidariedade - Invisible Children, Contributo para ajudar a Ilha do Fogo depois do vulcão, Donativo para a Operação Nariz Vermelho
30 - Procurar motivação mesmo nas coisas mais chatas
31 - Arriscar
32 - Mais determinação e menos preguiça
33 - Desenvolver a minha app de livros
34 - Vender ou dar o que tenho a mais - já ando a encaixotar
35 - Actualizar a minha música
36 - Organizar o backup de fotografias - Done
37 - Andar mais vezes de salto alto
38 - Não desistir de publicar um artigo
39 - Não desistir dos meus pequenos projectos pessoais
40 - Passar um fim de semana num turismo rural
41 - Planear e projectar
42 - Concretizar
43 - Aproveitar melhor o tempo, especialmente durante a semana
44 - Planear melhor as refeições
45 - Organizar a festa de 1 ano da Leonor
46 - Levar a Leonor a conhecer sítios e lugares
47 - Não esquecer a palavra do ano
48 - Arrumar o armário das caixas de plástico (também conhecidas por tupperwares)
49 - Tentar encaixar mais um desporto
50 - Fazer muitos bolinhos na areia da praia
51 - Aprender a fazer qualquer coisa à mão
52 - Fazer prendas de Natal

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Modas

Eu cresci numa aldeia onde havia vacas, pessoas que iam com as vacas à ordenha todos os fins de tarde. Passavam em frente à casa da minha avó, onde eu passava as tardes, a caminho da ordenha no seu ritual diário.
Quando eu nasci e a minha avó teve de tomar conta de mim, deixou de ter vacas para ter mais disponibilidade, e dedicou-se unicamente ao cultivo das alfaces, dos feijões, etc e à criação de galinhas e de um porco.
Havia dias que a minha avó me levava à ordenha para eu ver como era o processo do leite. Eu não cresci a achar que o leite vinha do pacote, eu vi desde cedo de onde vinha o leite, conheci de perto a fábrica que mandava buscar aquele leite e o metia dentro dos pacotes. Cresci a conhecer os códigos dos pacotes de leite, onde ele se fazia, que o leite que estava dentro deste pacote era igualzinho ao que estava naquele pacote, só mudava o rolo de cartão.
As vizinhas da minha avó tinham várias vacas e de vez em quando via chegar o inseminador, botas de borracha brancas, bata de plástico, luvas até aos ombros, enfim, toda uma indumentária própria para o propósito que ali o levava.

Ora toda esta conversa para chegar onde?
Ontem, no trajecto trabalho-casa, sendo que o trabalho fica perto da zona universitária, vi passar uma jovem que trazia calçado nada mais nada menos que umas botas de borracha brancas. O que me veio imediatamente à cabeça? "Botas de borracha brancas? Aquela deve ir inseminar vacas..."
A infância no campo tolda a mente a uma pessoa.

Foto: algures da internet

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Nova série


Começou ontem na Fox Life uma nova série: Empire.
Empire conta a história de Lucious Lyon (Terrence Howard), o bem sucedido produtor musical que, após descobrir a sua doença, tem de escolher qual dos três filhos irá suceder na liderança do seu império. É nessa altura que a sua ex-mulher, Cookie (Taraji P. Henson), sai da prisão mais cedo onde esteve 17 anos devido a tráfico de droga, e aparece a reclamar o que também é seu.
Por trás do drama familiar há todo um jogo de interesses, dinheiro, prestígio, sacrifício e muita música.
Lá por casa, esta série é bem capaz de ter sucesso, agora que outras estão em pausa.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Humor

Acho tanta graça ao António Raminhos como a uma batata cozida com a pele.

Sapatos com história


Há dias em que não me apetece botas nem sapatos de salto, apetece-me o conforto das sapatilhas. Calço as Merrell logo de manhã e penso nos quilómetros calcorreados com elas, penso na viagem a Paris e nos 20km por dia a pé feitos com elas, penso na Madeira e os montes que já pisaram, penso em Nova Iorque e no Central Park, penso em Times Square e na Estátuda da Liberdade, na Ellis Island e no Ground Zero.
Estas sapatilhas têm história, têm quilómetros, têm viagens nas solas, têm pensamentos e memórias boas. E logo de manhã sorrio.

Encomendas


Antes de haver Leonor, recebia encomendas com livros e cds. Agora? Agora é isto, meus senhores, menina Leonor monipoliza as encomendas e ora é o DVD da Peppa, livros de histórias, ora são pijamas quentinhos e fofuchos, enfim, é todo um mundo novo!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Portugal à Gargalhada








Fui à revista! Chamem-me démodé, ultrapassada, antiquada, chamem o que quiserem mas eu divirto-me com teatro de revista. A última vez que fui à revista deve ter sido há uns 20 anos, ainda o Parque Mayer não tinha sido comprado pela Bragaparques, havia mais do que uma revista em cena e a revista era um género popular na sociedade. A nata lisboeta encontrava-se no teatro e perdia a pose perante a crítica e o humor da revista.
"Portugal à Gargalhada", de Felipe La Feria, conta com Marina Mota, Joaquim Monchique, Maria João Abreu, José Raposo, Paula Sá e Ricardo Soler no elenco. Eles cantam, eles dançam, eles arrancam sorrisos e gargalhadas.
Vale a pena? Então não vale? Rir, sorrir, cantar e bater palmas faz sempre falta. Ainda que a crítica apregoe que esta não é das revistas mais inspiradas de La Feria, este espectáculo vale bem a pena, qualquer espectáculo do género, que dê trabalho aos nossos actores, músicos e bailarinos, que encha os nossos teatros moribundos, vale sempre a pena.
Uma descrição detalhada de todas as cenas por ser lida aqui.

Fonte das fotos: Público

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Arrepios



Ouço muitas vezes música em modo shuffle e hoje calhou-me esta na rifa. Quando começam os primeiros acordes pára tudo. Fico com o coração apertadinho. Quando Camané entra em cena arrepia-se-me a pele toda, é a voz, é a letra, é o significado, esta música é tão perfeita que dói.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

1 ano de Ana


Ana,
Hoje é dia 5 de Fevereiro, o dia do teu 1º aniversário.
Já passou um ano desde aquela madrugada em que recebi uma mensagem do teu pai a dizer "Ela vem aí!" e que dormi nos intervalos das mensagens que íamos trocando.
Foi um ano feliz, não poderia ser de outra forma, uma criança traz sempre alegria, foi um ano cheio de risos de criança, cheio de descobertas, cheio de conquistas, cheio de video calls para te ver crescer, cheio de fotografias enviadas do Vietname para Portugal em segundos.
A tua curiosidade, boa disposição e energia conquistaram-nos desde logo e ainda que só te tenhamos visto, ao vivo e a cores, duas vezes neste ano que passou, é como se estivéssemos juntos todos os dias. Acho que nos conheces, identificas-nos pelas brincadeiras que fazíamos contigo nas férias do Natal em casa dos avós.
A tua cara não engana, és uma asiática com passaporte português. Gostas de ter sempre companhia, de brincar às escondidas, não dormes sem o Becas e já te pões em pé com facilidade. Novas conquistas virão, dia após dia, e nós vamos continuar aqui a assistir à distância e à espera das tuas próximas férias em Portugal.
Parabéns, sobrinha linda!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Séries

Há séries que gosto de ir acompanhando. Ultimamente temos acompanhado estas duas em particular: Tyrant e Forever.
São bastante diferentes uma da outra, e talvez por isso nos prendam, cada uma à sua maneira.
Tyrant terminou agora a primeira season e deixou muita curiosidade para o que aí vem.
Forever continua com os seus episódios misteriosos e deliciosos, semana após semana.
Continuo ainda a ver Revenge, Scandal e Person of Interest que já vão na 4ª season. Claro que não vou vendo sempre que saem episódios novos, mas com os intervalos que fazem no lançamento de novos episódios lá vou conseguindo acompanhar. 


Vinte anos depois da sua "fuga" para os Estados Unidos, Bassam Al Fayeed regressa ao seu país com a esposa e os filhos para o casamento do sobrinho. No evento, o seu pai, o ditador do país, morre e o seu irmão Jamal, que toda a vida foi preparado para esta função, assume o comando de chefe do Governo do país.
No entanto, Bassam não acha que o irmão seja capaz de governar o país, Jamal não tem o respeito do povo, apenas sabe usar a força e o poder. Aquilo que era uma viagem de férias acaba por se tornar numa estadia prolongada da família em Abudeen.



Dr. Henry Morgan é um médico-legista que vive à procura de uma solução para o seu problema: a imortalidade. Henry é uma figura muito caricata, com um poder de observação de detalhe incrível, com um humor muito particular que muito impressiona a sua parceira, a detective Jo Martinez.

Coisas que me irritam #5


Almoçar sozinha.

Fonte: weheartit

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Saldos?

Não sou fã. Não me perco por uma pechincha. Não gosto de lojas desarrumadas. Não gosto de muita gente junta. Não gosto de comprar só porque até está com um preço em conta. Não compro sem precisar. Não gosto dos saldos.

Nos saldos parece que toda a roupa que estava em armazém desde 1976 vem para as prateleiras e é uma confusão de cores e estilos que ninguém se entende.

Quando o Verão estava a terminar fui à Zara comprar roupa para a pequena Leonor vestir na estação que se avizinhava, pois ela só tinha roupa de Verão. Comprei várias peças, bem bonitas, tudo a combinar em brancos e rosas velhos, ficou uma autêntica boneca. Ora, como seria de esperar, quando vier a próxima Primavera/Verão vou ter de lhe comprar roupa nova, porque a miúda entretanto cresceu e obviamente nada do que tinha lhe serve. Passei na Zara a espreitar a nova colecção, ali meio escondida no meio dos saldos, já a fazer contas e a planear a aquisição de roupa para a criança e qual não é o meu espanto quando vejo rotulada de "nova colecção" uma das camisolinhas que lhe adquiri em Setembro. Fiquei indignada, pronto.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Coisas que me irritam #4

Uma pessoa está ali à porta de casa, uma rua a subir, a fazer inversão de marcha para ir trabalhar, estou com o carro atravessado no meio da estrada a tentar despachar-me o mais depressa possível e vem-me uma alminha a subir a rua e não é capaz de esperar que acabe a manobra para passar. Não. Tem de passar logo. Assim que faço marcha-atrás, quase a completar a manobra de inversão, ainda atravessada na estrada, abre-se um espaço e o gajo arranca, passa por mim e lá vai ele à vida dele. Eu fico a olhar, meio embasbacada com a falta de paciência, cortesia, educação e quiçá de civismo das pessoas que andam na estrada.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Amesterdão


Já não falta tudo! Estou na fase do planeamento. Há por aí boas sugestões e dicas?

Fonte da imagem: Viajante Abreu

Ai Janeiro, Janeiro


Sou só eu que acho Janeiro um mês gigante, que parece que não chega ao fim?

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

52 coisas em 52 semanas


O início de um novo ano vem sempre acompanhado de decisões, promessas, objectivos escritos. Tenho vindo a criar esta lista já há algum tempo e agora que a completei apetece-me partilhá-la. No próximo ano por esta altura hei-de fazer o balanço de tanta resolução.

Para 2015 esta é a minha lista:
1 - Correr uma meia maratona
2 - Ler pelo menos um livro por mês
3 - Fechar o planeamento de duas viagens
4 - Visitar a Madeira e os primos que lá vivem
5 - Escrever
6 - Celebrar os aniversários como eles merecem ser comemorados
7 - Não comprar botas novas
8 - Perder 4 Kg
9 - Visitar uma cidade europeia
10 - Fazer uma viagem em família
11 - Mudar de emprego
12 - Poupar tudo o que conseguir
13 - Não comprar um único livro
14 - Reduzir a despesa em supermercado
15 - Beber 2L de água por dia
16 - Fazer 30 anos (parece uma resolução parva mas implica chegar lá)
17 - Ser feliz
18 - Passar um fim de semana com amigos num qualquer sítio rural deste país
19 - Fazer um vídeo com vídeos e fotos desde que a Leonor nasceu até 1 ano
20 - Ir à missa
21 - Arrumar e organizar o sótão
22 - Jantar com os amigos mais vezes, como antigamente
23 - Ir à Revista e ao Teatro
24 - Aprender a desenvolver para iOS
25 - Organizar o baptizado da Leonor
26 - Transformar os fins de semana em dias mais produtivos
27 - Tirar mais fotografias com a máquina e menos com o telemóvel
28 - Ouvir mais música
29 - Cultivar a solidariedade
30 - Procurar motivação mesmo nas coisas mais chatas
31 - Arriscar
32 - Mais determinação e menos preguiça
33 - Desenvolver a minha app de livros
34 - Vender ou dar o que tenho a mais
35 - Actualizar a minha música
36 - Organizar o backup de fotografias
37 - Andar mais vezes de salto alto
38 - Não desistir de publicar um artigo
39 - Não desistir dos meus pequenos projectos pessoais
40 - Passar um fim de semana num turismo rural
41 - Planear e projectar
42 - Concretizar
43 - Aproveitar melhor o tempo, especialmente durante a semana
44 - Planear melhor as refeições
45 - Organizar a festa de 1 ano da Leonor
46 - Levar a Leonor a conhecer sítios e lugares
47 - Não esquecer a palavra do ano
48 - Arrumar o armário das caixas de plástico (também conhecidas por tupperwares)
49 - Tentar encaixar mais um desporto
50 - Fazer muitos bolinhos na areia da praia
51 - Aprender a fazer qualquer coisa à mão
52 - Fazer prendas de Natal

Fonte da imagem: aqui

Dilema


Almoçar sozinha no Centro Comercial coloca-me perante o dilema de escolher uma conversa para ouvir, a das duas irmãs em que um marido foi viajar e a família dele nem sequer ligou a perguntar se chegou bem ou os dois amigos cuja primeira frase que ouço é "fogo, isso foi há 20 anos!"

Fonte da imagem: weheartit

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

É todo um regresso ao passado

Onze anos depois voltei ao dentista para meter novo aparelho. Desta vez foi só em cima, não apanha todos os dentes (os mais de trás ficaram de fora desta vez) mas continua a ser extremamente incomodativo. Cada vez que tento comer algo mais rijo lembro-me da semana que passei há 11 anos a comer nestum e papa cerelac.
Em 11 anos aconteceu muita coisa mas não me esqueci do que passei por ter decidido alinhar os dentes. Adorei o resultado final, de tal maneira que a partir da primeira semana com aparelho já os dentes pareciam alinhados e eu ria-me com os dentes todos. Nessa altura teve a agravante de ter arrancado dois dentes no mesmo dia que me meteram o aparelho, para ter espaço. Desta vez espero que as dores sejam menos intensas porque acabo de descobrir que não tenho benuron em casa...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Se fosse eu a mandar nisto tudo


O café serve-se cheio sem chávena aquecida.
As leggings não se combinam com camisolas curtas.
Os horários cumprem-se e as pessoas chegam a horas.
As pessoas cumprem aquilo que prometem e a palavra vale mais que tudo.
Os concursos para melhores empregos do mundo, concursos fotográficos, concursos de escrita, e outros que tais não passam pelo número de Likes no Facebook.
Os políticos são pessoas como as outras e não estão acima da lei.
Os apertos de mão dão-se com a mão firme, é chato parecer que estamos a apertar a mão a um polvo.
As empresas respondem quando enviamos um CV, uma proposta ou algo do género, mesmo que seja para nos dizer que não precisam de nós.
Os sapatos são bens essenciais, ainda que passem a maior parte do tempo no armário.
Os relógios nunca são demais e a hora de Verão/Inverno não faz sentido.
Os animais de estimação são como os filhos, fazem parte da família e não se abandonam quando não dá jeito tê-los em casa.
À mesa as pessoas conversam.
As famílias com filhos têm tempo para brincar com eles.
Os livros estimam-se.

Fonte da imagem: weheartit




segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Taken


Bryan Mills (Liam Neeson) é um ex-espião, divorciado, que permite que a sua filha Kim vá passar uns dias a Paris com a amiga Amanda. Quando Bryan consegue falar com a sua filha para saber se está tudo bem em Paris, assiste, por telefone, ao rapto da filha. Bryan mexe todos os seus contactos enquanto ex-espião e parte para Paris em busca da sua filha.
Em Taken há muitas cenas violentas, muitos tiros, muita porrada, perseguições, mas há uma história coerente, o que transforma o filme num thriller que os fãs do género devem ver.

Kim, uma jovem com dezassete anos, é o orgulho do pai, o ex-agente secreto Bryan Mills, que se reformou para estar junto da filha na Califórnia, onde esta vive com a mãe e o abastado padrasto. Decidida em fazer uma viagem a Paris na companhia da sua amiga Amanda, Kim convence o pai a assinar a autorização. À chegada, as duas raparigas partilham um táxi com o desconhecido Peter e Amanda revela-lhe que estão sozinhas em Paris. Quando, Bryan telefona para saber como estão as coisas, Kim diz-lhe que foram raptadas por um bando de albaneses dedicado ao tráfico de jovens mulheres. Bryan promete matar os responsáveis e parte imediatamente para Paris na senda dos criminosos para libertar a filha.
Fonte: cinema.sapo.pt
Taken no IMDB.

7 Pecados Rurais


Comédia protagonizada pelos tão conhecidos Quim Roscas e Zeca Estacionâncio de Curral de Moinas, 7 Pecados Rurais é um filme que pretende fazer rir, o que está garantido em algumas cenas mas noutras conseguem apenas um certo nível de brejeirice.
Neste filme realizado por Nicolau Breyner (também ele actor neste filme), podemos acompanhar a vida desta dupla durante as festas da aldeia após um incidente inesperado.
É um filme mediano, nada de muito especial mas que em algumas situações atinge o objectivo de fazer rir.
Quim e Zé vão buscar duas primas afastadas de Lisboa, que pretendem reviver o Verão louco de há dois anos em Curral de Moinas, mas esbardalham-se fatalmente num rebanho de ovelhas. Quando chegam ao Céu, Deus oferece-lhes uma segunda oportunidade de voltar a Curral de Moinas. Terão de lhe provar que abdicarão de uma vida amoral e libertina, renunciando aos sete pecados capitais: luxúria, gula, ira, inveja, avareza, soberba e preguiça. Isto, por si, já seria um desafio quase impossível mas, para tornar tudo mais animado, cada vez que Quim e Zé vacilam perante o pecado são chamados “lá acima” ou vem Deus “cá abaixo”. Será que Quim e Zé resistem à avalanche de tentações que lhes são oferecidas?
Fonte: cinema.sapo.pt
7 Pecados Rurais no IMDB.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Son of God


A história da vida de Jesus (Diogo Morgado) é-nos contada através de muitas das parábolas que ouvimos em pequenos na catequese, que conhecemos dos livros ou, em último caso, de ouvir falar.
Desde o nascimento, passando pela crussificação e culminando na ressurreição, é-nos dada a conhecer a vida de Jesus com o detalhe adequado.
Son of God é a versão cinematográfica da série The Bible, que alcançou um elevado patamar de sucesso.
Com o português Diogo Morgado à frente dum importante elenco internacional, o filme relata-nos a vida pública de Jesus até à sua morte na cruz e posterior ressurreicão. Um retrato fiel da vida de Jesus, com uma fidelidade que só a fé partilhada pelos produtores pode garantir.
Fonte: cinema.sapo.pt
Son of God no IMDB.

Todos Lá Para Trás

Passo muito tempo a ouvir música só como companhia, sem prestar atenção ao que estou a ouvir, mas quando ouço Pedro Abrunhosa gosto de escutar bem todos os detalhes das suas músicas e esta merece ser ouvida com atenção. No final de ouvir a música, ler a letra e repetir tudo de novo só me apraz dizer: é tão isto!



Tenho medo de contar
O que acabo de assistir,
Um homem a trabalhar
E mais de vinte a dirigir,
Por decreto, tudo certo,
Diz a lei que assim se faz,
Até que o homem se fartou
E berrou
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Venham ver como se faz,
Todos, todos lá para trás!

Vi a geração currículo,
Dez estágios no japão,
Cinco cursos, doutorados,
Recibos verdes e pão,
Tudo às cegas, e os colegas,
Enterrados no sofá,
Voltam para casa dos pais
Que fartos, berram:
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Estudou e é um incapaz,
Todos todos lá para trás!

Ah, se eu te dissesse
Tudo o que vai no meu país,
Ah, se eu conseguisse,
Matar o mal pela raiz.
E se tu viesses
Também beber desta euforia,
Os dois somos multidão,
E toda a gente gritaria:
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
É a nossa vez, queremos paz,
Todos, todos lá para trás!

Vi quem de saber tão curto,
Ainda acaba presidente,
E à sua volta sábios
Disfarçados de inocentes
De fato no retrato,
Como a muita gente apraz,
Até que alguém se irritou
E ordenou:
'Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Queremos pão, queremos paz,
Todos, todos lá para trás!

Que país tão engraçado,
A comprar o que não quer,
Submarinos estragados
Auto-estradas de aluguer,
Tanto crédito, inédito,
De escravo a capataz,
Até que alguém de lá do fundo
Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
E quem come do cabaz?
Todos, todos lá para trás

Ah, se eu te dissesse
Tudo o que vai no meu país,
Ah, se eu conseguisse,
Matar o mal pela raiz
E se tu viesses
Também beber desta euforia,
Os dois somos multidão,
E toda a gente gritaria
Agora todos lá para trás!
Todos, todos, lá para trás,
Queremos pão, queremos paz
Venham ver com se faz.

Todos, todos, lá para trás,
Quero todos lá para trás,
Queremos pão, queremos paz,
Agora todos lá para trás,
Todos, todos lá para trás,
Venham ver como se faz,
E o presidente ineficaz,
Todos, todos, lá para trás
Todos, todos, lá para trás
Queremos pão, queremos paz,
Todos, todos lá para trás
Todos, todos lá para trás

A Gândara Antiga, de João Reigota

"É assim o Homem da Gândara, esse Homem extraordinário que foi capaz de criar a sua própria terra (no sentido mais literal do termo...), e fê-lo secularmente, num enorme esforço, verdadeiramente heróico, de autêntico demiurgo.."

Esta obra, além de ter grande detalhe sobre as terras da Gândara, os seus limites, as suas características sociais e arqueológicas, é quase uma ode às gentes da nossa terra, esta terra de gente de trabalho, de esforço, de persistência e resiliência.

"Felizmente já não sofremos tanto as agruras da Gândara, mas ainda sentimos muito de perto as adversidades e a luta tenaz das gentes gandaresas."

É a minha terra e é um gosto aprender mais sobre ela.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Lucy


Lucy (Scarlett Johansson) é uma jovem que estuda em Taipé, Taiwan que, como qualquer jovem da sua idade, gosta de se divertir, andar em festas e muita paródia.
No fim de uma festa, inesperadamente e aquando de uma entrega que foi forçada a fazer, Lucy é raptada e é introduzido um saco de droga (CPH4) no seu corpo, com recurso a cirurgia, fazendo dela uma "mula" (nome vulgarmente dado a quem transporta droga). O saco rompe-se e a droga começa a espalhar-se pelo seu corpo e Lucy começa a conseguir controlar cada vez mais percentagem do seu cérebro, adquirindo capacidades sobre-humanas.
Não é um filme exímio, é um filme interessante que se vê facilmente e que prende a atenção. Fiquei a achar que ficou a faltar explorar um pouco mais o papel do grande Morgan Freeman.
Um thriller de ação sobre uma mulher que se envolve acidentalmente num negócio obscuro, que acaba por dar uma reviravolta e se transformar numa implacável guerreira que evolui além da lógica humana.
Fonte: cinema.sapo.pt
Lucy no IMDB.

Meia Maratona da Figueira da Foz


É um objectivo para 2015 e antes que o entusiasmo se esfume já me inscrevi e fiz ontem o primeiro treino do plano. É desta, ou vai ou racha. Tenho muito tempo para me preparar para isto por isso vamos com calma e descontracção.
O meu objectivo é modesto: chegar ao fim. Não posso pedir muito mais para a primeira meia maratona. O máximo que corri seguido foram 15km e deve ter sido num dia em que os astros estavam alinhados que eu nem sou adepta de grandes distâncias, ainda assim, vamos ver no que isto dá. Claro que o que preciso é força de vontade para não começar a anular treinos por causa de outras prioridades e meter a boca no trombone, que é como quem diz, partilhar com o mundo, é meio caminho andado para ir com isto até ao fim, fim esse que fica ali junto à Torre do Relógio mesmo em frente à Emanha (hei-de merecer um grande gelado se chegar ao fim)!
Wish me luck!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

PPC 2014


Alvíssaras meu capitão, já chegou o meu postal de Natal!!
Obrigada Cat ! Agora vou ali ler o teu blog de início!

PN, continuas a ser a maior a dar a ganhar aos CTT.

sábado, 13 de dezembro de 2014

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ninguém Escreve ao Coronel, de Gabriel Garcia Marquez


Neste romance Gabriel Garcia Marquez conta a história de um coronel e da sua esposa que vivem de forma miserável. O coronel espera há 15 anos a carta da sua reforma por ter sido coronel na Guerra dos Cem Anos , mas ela teima em nunca chegar e a única coisa que têm, e que de certa forma está também a dar despesa, é um galo de lutas, uma herança do seu filho Agustin, que foi assassinado. Esse galo é mais uma boca para alimentar quando o casal já passa tanta fome que chega a colocar pedras a cozer para os vizinhos não perceberem que há dias em que não se come naquela casa.
A velhice, a doença, a solidão, a pobreza, a fome, são temas que não deixam o leitor indiferente.
Escrito em poucas páginas e num estilo despreocupado, este livro lê-se de uma assentada, apesar de se chegar ao fim a querer saber um pouco mais da vida do casal. É inevitável conter o sorriso no último desabafo do coronel que parece ter chegado ao seu limite.
Um dos romances que definiu García Márquez como escritor. Num estilo puro e transparente, com uma economia expressiva excepcional que marcava já o seu futuro como escritor, García Márquez narra com brilho inaudito a história de uma injustiça e violência: um pobre coronel reformado vai ao porto esperar, todas as sextas-feiras, a chegada de uma carta oficial que responda à justa reclamação dos seus direitos por serviços prestados à pátria. Mas a pátria permanece muda… Prémio Nobel de Literatura em 1982, Gabriel García Márquez nasceu na Colômbia em 1928. Da sua vasta bibliografia destacamos os romances Cem Anos de Solidão, O Outono do Patriarca, O Amor nos Tempos de Cólera, Crónica de Uma Morte Anunciada, O General no Seu Labirinto, Doze Contos Peregrinos, Do Amor e Outros Demónios, Notícia de Um Sequestro e A Aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile, assim como o primeiro volume do seu livro de memórias Viver Para Contá-la, todos eles publicados nesta colecção. Memória das Minhas Putas Tristes, editado em 2005, é o seu mais recente romance.
Fonte: fnac.pt

20 anos de "Viagens"


Passaram 20 anos desde que Pedro Abrunhosa e os Bandemónio editaram aquele que viria a ser um dos álbuns mais ouvidos lá em casa.
Em 1994 o meu mundo era simples, ingénuo e infantil, restringindo-se na sua essência à minha aldeia à beira mar. Em 1994 o mundo lá fora estava em ebulição com ataques em Sarajevo, conversações que em nada resultavam, a África do Sul conseguia o seu 1º Presidente negro, o Ruanda via o seu Presidente ser assassinado, Ayrton Senna morria num acidente de F1, Kurt Cobain suicidava-se, enfim, o mundo girava à sua velocidade e um conjunto de acontecimentos permitiu que Pedro Abrunhosa escrevesse canções de índole mais política do que outra coisa, sem que os meus tenros 9 anos dessem conta,
"Não posso mais", "Lua", "Tudo o que eu te dou", "É preciso ter calma", "Socorro", "Estrada", "Viagens" são canções que reconheço aos primeiros acordes e ainda hoje me orgulho de conseguir cantar sem me enganar "Não posso mais" naquele ritmo frenético-acelerado que me enche a alma de nostalgia.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

The Lone Ranger


The Lone Ranger, filme adaptado da série televisiva homónima, conta a história do lendário herói da mascarilha e do índio que lhe salvou a vida.
Depois de a justiça lhe falhar, John Reid, advogado e agora ranger, junta-se a Tonto, o índio misterioso, para vingar a morte do irmão e fazer justiça pelas suas próprias mãos, fazendo o criminoso Butch Cavendish pagar pelos seus hediondos crimes.
O filme é previsível, cliché, irreal e com pouco conteúdo mas diverte e entretém, tem alguma da magia dos westerns, alguma acção e humor.
Tonto, um nativo Americano de espírito guerreiro, relata as histórias inéditas que transformaram John Reid, um homem da lei, num lendário justiceiro - levando o público numa corrida desenfreada por entre surpresas épicas e momentos de tensão humorística, enquanto estes dois heróis improváveis, aprendem a trabalhar juntos no combate à ganância e corrupção. Tonto, nativo Americano de espírito guerreiro e John Reid, um homem da lei, são opostos que se atraem, unidos pelo destino e juntos no combate à ganância e corrupção.
Fonte: cinema.sapo.pt
The Lone Ranger no IMDB.

The Muppets


Os Marretas são um clássico da infância de qualquer um. Quando eu era criança já os Marretas existiam há anos mas continuavam a ser apreciados.
Depois de alguns anos afastados da fama e da ribalta eis que surge o filme com aquelas personagens que tão bem conhecemos. Os Marretas ainda são bem capazes de entreter crianças e adultos e a prova é que ficámos colados a ver o filme.
Walter, o marreta criado para esta aventura, é jovem, ingénuo e sonhador. Vive com o seu irmão humano, Gary, em Smaltown. Gary e a sua namorada Mary planeiam ir a LA comemorar o 10º aniversário de namoro e Gary decide levar o irmão pois desde pequenos que são grandes fãs dos Marretas e poderão visitar o mítico Muppet Theatre.
Walter ouve os planos de Tex Richman para destruir o famoso lugar dos Marretas e decide tentar fazer alguma coisa para o salvar.
É um filme que assenta na nostalgia de quem assiste, divertido, comovente, alegre e um pouco mágico.

Cocas, continuas a ser o meu preferido!
De férias em Los Angeles, Walter, o maior fã dos Marretas, o seu irmão Gary e a namorada de Gary, a Mary de Smalltown (EUA), descobrem o maquiavélico plano de Tex Richman, um homem do petróleo que quer demolir o Teatro dos Marretas e perfurar o solo em busca do recentemente petróleo encontrado nos terrenos do Teatro. Para organizar a Maior Gala dos Marretas e angariar os 10 milhões de dólares necessários para salvar o Teatro, Walter, Mary e Gary vão ajudar o Cocas a reunir os Marretas, que entretanto seguiram caminhos separados: o Fozzie atua num casino em Reno com uma banda de tributo aos Marretas, a Miss Piggy é uma editora de moda dirigida a gordinhas na Vogue de Paris, o Animal está numa Clinica em Santa Bárbara a receber tratamento para Controlo de Temperamento, e o Gonzo é um bem sucedido magnata no campo das canalizações.
Fonte: cinema.sapo.pt
The Muppets no IMDB.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Arte da Viagem, de Paul Theroux


"A Arte da Viagem" não é um romance nem é o relato de uma viagem, é sim um aglomerado daquilo que os viajantes dizem das suas viagens. É um livro para se ir lendo, devagarinho, para ir absorvendo as frases ditas por quem foi, viu, esteve e sentiu.
De acordo com Paul Theroux, estes são os 10 mandamentos relativamente ao "essencial da viagem":
1. Sair de casa;
2. Ir sozinho;
3. Viajar leve;
4. Levar um mapa;
5. Ir por terra;
6. Atravessar a pé uma fronteira nacional;
7. Fazer um diário;
8. Ler um romance que não esteja relacionado com o local em que se está;
9. Se tiver de levar um telemóvel, evitar usá-lo;
10. Fazer um amigo».
Cinquenta anos de viagens celebrados por uma recolha de textos que formaram Paul Theroux enquanto leitor e enquanto viajante - um manual literário de viagem, um guia filosófico, uma antologia de grandes autores que viajaram, entre eles Theroux. "A Arte da Viagem" mostra toda a bagagem - espiritual ou física - que levaram e que trouxeram; os lugares por onde passaram, ou nunca passaram; os prazeres e os sofrimentos do viajante, os paradoxos da viagem, a solidão, o anonimato, o encontro com estranhos; a estrada enquanto vida; as cidades, os comboios, as paisagens; a aventura; e a tradição, a política e a pornografia na viagem; o tempo e o amor na viagem; e a viagem enquanto transformação. Neste extraordinário tributo encontramos, entre muitos, Vladimir Nabokov, Samuel Johnson, Evelyn Waugh, Mark Twain, Bruce Chatwin, Graham Greene, Isak Dineses, Anton Tchekov, Ernest Hemingway e o melhor de Paul Theroux.
Fonte: fnac.pt

Gosto de listas

Gosto de listas. Faço listas de tudo e mais alguma coisa, desde tarefas pendentes, a listas de compras, listas de coisas para aprender, listas de pequenos projectos. Muitas desses listas nunca vêem o fim, o tempo não permite tudo, nem que vivesse até aos 100 anos poderia pôr um fim às minhas listas, que crescem e crescem.

Andava por aí a deambular pela blogosfera, a ler os blogs do costume e dou de caras com uma lista de 10 coisas a fazer até ao fim do ano. Claro que pensei logo que eu devia ter uma lista destas, ora faço tanta lista e não tenho uma das coisas a fazer até ao fim do ano.

Claro que a minha lista é muito modesta, ainda assim estando escrita é meio caminho andado para mão me esquecer de a cumprir.

1. Ler dois livros até ao fim do ano
2. Pegar a minha sobrinha ao colo e brincar com ela
3. Ensinar a pequena Leonor a dizer xau e bater palminhas
4. Jantar fora uma vez ou duas
5. Almoçar com a família pelo menos 7 vezes (e sei que em pelo menos 4 delas comeremos leitão assado)
6. Correr os jantares de Natal todos e levar a miúda para ela se habituar ao reboliço
7. Beber cafés de empreitada com aqueles amigos que emigraram e que estarão cá todos este ano para passar o Natal
8. Fazer um curso online, ou pelo menos dar-lhe um avanço dos bons
9. Escrever umas coisas que andam pendentes há tempo demais
10. Voltar à minha praia todos os fins de semana, porque lá tudo sabe melhor


Foto: a minha praia

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Obrigada, Carlos

O fado, esse indivíduo, foi-me apresentado muito lá atrás no tempo. Num tempo onde cantava a Amália, cantava a Argentina Santos, cantava a Maria da Fé, cantava o Marceneiro,  e cantava também Carlos do Carmo. Nesse tempo ouvia-se cantar nos discos que alguém lá em casa um dia comprara. Um dos discos da Amália estava sempre no gira-discos, tenho ideia que até já estaria riscado. Nesse tempo o fado não era moda, o fado era a história, era aquela coisa tão nossa, era para ouvir de olhos fechados e em silêncio.
Nesse tempo já o Carlos do Carmo construia uma carreira a cantar o nosso fado e essa carreira levou-o hoje aos Estados Unidos para receber um Grammy "Lifetime Achievement Award". Para comemorar esse feito, a Rádio Comercial (na ideia original desse pequeno grande Palmeirim) homenageou Carlos do Carmo com um vídeo que me rouba as palavras, uma homenagem que se sente do lado de cá, do lado de quem por cá ouviu o Carlos do Carmo desde sempre e assiste agora ao reconhecimento de uma vida dedicada ao fado.