quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O meu Moleskine

Quando vi os Moleskines e todo o conceito à volta deles, Hemingway, Picasso, Van Gogh, quis comprar um. E comprei. Sem linhas, sem quadrículas, liso como eu queria. Agora tenho um problema grave. Tenho um Moleskine e não sei o que escrever nele. Não quero que se torne num mero bloco de notas, não quero apontar lá coisas soltas. Não quero que seja mais um aglomerado de palavras sem jeito e sem ligação. Quero escrever lá algo que faça sentido como um todo. Se eu fizesse muitas viagens teria certamente um para anotar pormenores das viagens, notas a reter, e toda uma panóplia de informação útil. Também já me lembrei de escrever histórias (tem dias que me dá para isto). Não sei desenhar, não tenho jeito, portanto também não será um caderno de esboços. E é por isso que o meu Moleskine, preto, liso está desde que o comprei na estante junto com os livros, à espera de uma oportunidade.

Foto da foto: Flickr

5 comentários:

Rui disse...

Faz um diário :)

Nirvana disse...

Poemas, talvez?
Bjnhs

Kelle disse...

Rui, um diário já tento que este blog seja :)

Nirvana, tempos houve em que escrevia poemas, letras de canções mas a minha imaginação já não é o que era, ou se calhar é a falta de tempo que não me permite imaginar. :(

patxocas disse...

- Eu colo os bilhetes de cinema;
- O ticket da conta de café qdo fui colocar a conversa em dia com uma amiga;
- Escrevo a lista de compras;
- Faço desenhos;
- Escrevo a música que acabei de ouvir e que não quero esquecer;
- Escrevo o que quero dizer mais tarde no blog;
- Escrevo declarações de amor sem ter namorado;
- Escrevo e colo ....

começa sem pensar no que queres fazer com ele... simplesmente faz o que queres. :)

Kelle disse...

Patxi, o problema aqui é começar. Não quero que se torne um caderno banal :) Quero que seja algo especial :) Mas as banalidades às vezes são especiais. Ai, decisions decisions.