segunda-feira, 21 de julho de 2014

Jenifer

Em 2008 começava esta minha aventura de ser "sponsor" de uma criança desfavorecida e desconhecida. Ponderei, pensei bem e depois de algum tempo de reflexão decidi mesmo escolher uma criança para apoiar. Eu sabia que ia ser uma coisa para a vida, não podia abandoná-la depois de lhe dar a mão, quando tomei a decisão pensei "vai ser para sempre". Não foi.
Durante estes últimos 6 anos, todos os meses mandava a mensalidade definida para que a Jenifer tivesse acesso a cuidados básicos de saúde, médicos, escola, material escolar e comida. Nunca me esqueci, nunca faltei com uma mensalidade, nem mesmo quando estive sem emprego. Além da mensalidade ainda mandava uma quantia extra nas festas, Natal, Páscoa, aniversário, dia da família, entre outros. Além disso comprava-lhe roupas ou brinquedos ou outras coisas que achasse que ela ia gostar e enviava-lhe pelo correio. Muitas vezes ficava mais caro o envio que o próprio presente. Ela retribuia-me com cartas e desenhos. Foi assim durante 6 anos até ao dia em que me enviaram um email a informar-me que não poderiam entregar à Jenifer a prenda da Páscoa (uma tshirt e uma saia de ganga) pois ela e a família tinham saído do lugar onde viviam sem avisar. Como assim? Desapareceram do mapa? A organização não sabe nada da Jenifer, nem para onde foi nem se volta. Talvez a família tenha emigrado à procura de melhores condições, espero que estejam todos bem e que tenham mudado para melhor. 
Já eu sinto que fiquei coxa. Ao fim de 6 anos, ainda que não nos conhecessemos pessoalmente, a Jenifer já fazia parte da minha vida, era uma "afilhada" que um dia ainda havia de ir conhecer. Não aconteceu.
Cá dentro tenho esperança que ela tenha guardado a minha morada e um dia me contacte e me conte que está bem. Espero mesmo que tenha ido ser feliz para um lugar melhor. 

sábado, 12 de julho de 2014

Coisas que me irritam #3

Aquelas pessoas que insistem em meter acentos nos advérbios de modo, especialmente quando esses erros aparecem em notícias. "Estéticamente"? "Práticamente"? A sério?
Não é suposto serem jornalistas a escrever as notícias? Não é suposto os jornalistas saberem escrever muito bem? Os erros ortográficos corroem-me o fígado. 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Isto não é música

A música de chamada em espera do call center da Sportzone é capaz de ser das mais aborrecidas do mundo. Estou há 5 minutos à espera e sinto-me a sangrar dos ouvidos.

Há uma altura na vida #2

...em que dormir 6 horas seguidas é tido como um luxo.

sábado, 5 de julho de 2014

Happiness

Eu não diria melhor. Não há nada melhor que acordar na praia, sair de casa a pé e em 2 minutos estar a ver o mar, beber um café enquanto ao longe o barco regressa do mar. Isto é qualidade de vida. É assim que sou feliz.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A Viagem do Elefante, de José Saramago


"A Viagem do Elefante" conta isso mesmo, a viagem do elefante Solimão de Lisboa até Viena, como oferta de D. João III ao seu primo, o arquiduque Maximiliano de Áustria. Solimão vem acompanhado de um cornaca, o homem que dele trata, Subhro, que é a personificação de muitas características da sociedade que o autor critica.
Nunca deixando de esconder críticas em metáforas, Saramago escreve num ritmo e estilo próprios, pegando numa viagem que se resumiria numa página e transformando-a num livro.



Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam.O Livro dos Itinerários Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante. Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias, não sabemos o que mais admirar – o estilo pessoal do autor; a combinação de personagens reais e inventadas; o olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão com que o autor observa as fraquezas humanas. Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário.    
Fonte: fnac.pt