Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Piódão

Depois de uma primeira tentativa frustrada de uma caminhada e piquenique no Piódão, decidimos fazer nova tentativa no feriado de 1 de Maio. Desta vez todos em carros, mais do que na vez anterior, com uma hora para a frente em relação à partida e aí vão eles muito airosos pela estrada fora, novamente com os carros carregados de carne para gelhar, pão, sumos, minis e muita boa disposição.
A viagem fez-se bem, sempre em velocidade cruzeiro. Ignorámos o GPS e seguimos as placas, como devíamos ter feito na semana anterior. Chegámos ao Piódão e tratámos logo de comer uma fatia de bolo, meter águas e fruta nas mochilas e demos início à caminhada.
A caminhada que tínhamos visto na Internet e da qual arranjámos o percurso para o GPS (outra vez o GPS...) era do Piódão a Foz d'Égua e regresso por um caminho diferente. A caminhada começou por estrada e a certa altura lá entrámos por um trilho meio escondido sem qualquer indicação a descer e a subir por um caminho estreito, com pedras soltas, vegetação e tudo a que tínhamos direito. Foz d'Égua é um pequeno lugar com poucas casas, um ribeiro e uma ponte à Indiana Jones mas com cariz de lugar paradisíaco (claro que eu não sobrevivia mais de 2 dias naquele ermo).
O regresso da caminhada foi pela outra margem e muito menos acidentado no que toca a pedras soltas, descidas acentuadas e vegetação no caminho.
Quando chegámos novamente ao Piódão já a fome era negra e as horas de almoço já lá iam. A aldeia tem um pequenino parque de merendas mesmo no centro com churrasqueira e tudo. Claro que nos alapámos ao lugar e só de lá saímos com a barriga cheia de carne, pão, batatas fritas e salada, e depois de tudo devidamente limpo e arrumado.
Depois de beber café achámos que era altura para passeio a pé pela aldeia, parámos logo na banca dos licores, passámos pela Igreja, subimos à Capela e andámos por ali a descobrir um bocadinho dos recantos da aldeia. É a terceira vez que vou ao Piódão e é a terceira vez que venho de lá a dizer que as pessoas são umas antipáticas de primeira. Meus senhores do Piódão, vocês vivem num buraco no fundo da serra do Açor, se não forem simpáticos com quem vos vai visitar e comprar os vossos produtos, sujeitam-se a uma maior solidão e menos rendimentos. "O posto de turismo fechou às 17h" não é resposta que se dê a uma pessoa curiosa sobre o pormenor das cruzes, que pergunta educadamente e com simpatia, ainda para mais a senhora estava na Igreja a vender velas, devia ao menos dizer que não sabia com bons modos. Os bons modos nunca fizeram mal a ninguém. (Desculpem lá, alguém tinha de dizer isto).
Posto isto, arrumámo-nos todos nos carros e fomos embora à nossa vida que ainda nos esperavam uns bons quilómetros até casa.
No caminho aproveitámos para passar na Mata da Margaraça e na Fraga da Pena, uma queda de água muito fresquinha de cerca de 20metros que fica junto à aldeia de Benfeita, na serra do Açor.
Claro que o dia não ficou por aí, e quando chegámos ainda nos juntámos para comer e beber o que sobrou. Mais um daqueles dias memoráveis. Agora que já sabemos como é temos de ir às outras aldeias históricas de Portugal.







Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Broken City


Nicholas Hostetler (Russel Crowe) é o Presidente da Câmara de Nova Iorque, arrogante, ambicioso e meio fanfarrão que está prestes a ser re-eleito. Nick contrata Billy Taggart (Mark Wahlberg), ex-polícia e agora detective privado, para investigar quem é o amante da sua esposa Cathleen (Catherine Zeta-Jones). Apesar de reticente, Billy aceita o trabalho mas começa a desconfiar que algo está errado quando o suposto amante aparece morto à porta de casa. Billy descobre que as intenções por trás desta investigação de um suposto amante são outras e Billy acaba envolvido num cenário de crime e corrupção.
Não tendo um argumento de grande originalidade ou eloquência, este filme tem a capacidade de nos deixar divididos entre o que está certo perante a lei e o que está certo na consciência de cada um, tal como aconteceu em Flight.
Billy Taggart tem uma carreira promissora como polícia da cidade de Nova York até à noite em que se vê envolvido num controverso tiroteio. Billy é afastado da polícia, mas consegue manter-se em liberdade graças ao popular presidente da câmara de Nova Iorque, começando a trabalhar como detetive particular. Os tempos estão difíceis para Billy mas parecem melhorar quando o presidente lhe oferece $50.000 para investigar as supostas relações extraconjugais da primeira-dama.
Infelizmente, rapidamente se torna evidente que as intenções do presidente da câmara não são o que parecem e que para Billy alcançar a redenção, terá de arriscar tudo - até possivelmente a sua liberdade.
Fonte: Sétima Arte Online

Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Uma aventura no IC6


Dia 25 de Abril, (ainda) feriado, às 9h da manhã estavam 13 pessoas a carregar carros, preparar as motas para dar início a um dia entre amigos num misto de piquenique e caminhada para os lados do Piódão. A vida corria bem, era cedo, estávamos entusiasmados, com dois carros carregados de carne e pão para o almoço.


Iam eles todos gaiteiros IC6 adiante quando surge na estrada um bocado de pneu de camião. Ora a minha perícia como condutora permitiu-me pensar que se me desviasse para a direita batia nos pinos de um acesso ao IC6, se me desviasse para a esquerda encostava um dos nossos motards ao separador central correndo o sério risco de o deixar muito mal tratado. Assim sendo, tentei passar mais ao meio possível do pneu e deu-se um estoiro de tal ordem que não foi bonito de se ouvir.



Encostámos todos, olhámos para o carro, parecia inteiro apesar de um barulho grande e estranho que fazia. Decidimos andar mais um pouco a ver se se mantinha, e manteve-se o barulho. Sem saber qual o tamanho do estrago não poderíamos continuar a empreitada, os planos acabavam de ir por água abaixo.
Chamou-se a assistência em viagem, que mandou um reboque e dois taxis para levar os 5 marmanjos que seguiam no meu carro mais a bucha toda que levávamos na mala do carro. Chamou-se a polícia para fazer uma queixa formal dado que o lugar daquele pneu não era ali e as Estradas de Portugal têm como obrigação manter as estradas limpas para a circulação.
Claro que estas coisas demoram tempo. O 112 passou-me a chamada para a polícia de Coimbra, de Coimbra passaram-me para Arganil e isto manteve-me ocupada durante uns bons 20 minutos a explicar tudo direitinho a cada um a quem me passavam a chamada. Finalmente a polícia de Arganil lá disse que ia mandar alguém para averiguar a situação.
Depois de algum tempo ali na berma do IC6 a secar ao sol, já quase todos com bonés na cabeça e no fim de uma das nossas distribuir fatias de bolinho embrulhadas em película aderente, chegou a polícia (e agora só me vem à cabeça aquela música "Chamem a polícia, oh oh oh").
Os dois jovens polícias, bem dispostos e cheios de humor tomaram conta da ocorrência, no meio de tudo ainda soube que um deles era oriundo lá dos lados da minha Gândara, conhecíamos pessoas em comum e até andei na escola com o irmão dele, apesar de não me lembrar de tal pessoa. Levei uma lição prática de "como fechar o triângulo" que aqui a naba nunca tal coisa tinha feito e aquilo até parece que é preciso um curso.



Depois de tudo bem escrito e detalhado, lá chega o reboque, o meu azulinho sobe lá para cima e lá vai o desgraçado estrada fora, valha-nos o gasóleo que isso me poupou! Nós distribuimo-nos pelos taxis, conduzidos por dois senhores que mais pareciam fugidos de um lar de idosos, foram quilómetros de pânico e medo até Coimbra. 


 Ora dado que tínhamos tanta carne fresquinha, pãozinho molezinho, batatas fritas, água, minis e toda uma refeição nos carros, não demos o dia por terminado e seguimos para um parque de merendas desencantado não se sabe bem como em Arzila, nos arredores da cidade. A tarde foi passada a assar carne, a comer, a conversar, sentados em mesas ou deitados nas mantas que levámos para a sesta.
No fim de tudo foi um dia bem passado com aqueles amigos de sempre e os para sempre. No meio da desgraça toda conseguimos aproveitar bem o dia. Claro que à noite jogava o SLB deles e ainda se orientou um jantar cá em casa para assistir ao dito jogo.
A história terminou com o arranjo do carro que nem ficou assim tão mal tratado como seria de esperar e uma reclamação feita às Estradas de Portugal, que o arranjo não foi caro mas eu não nado em notas de 500€, e por muito boa pessoa que eu seja este incidente não fica por aqui, hei-de reclamar com quem tiver de ser para que o estrago me seja pago. Deixem-me acreditar que isso um dia vai acontecer.

Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

Longe do meu Coração, de Júlio Magalhães


"Longe do meu Coração", de Júlio Magalhães, traça-nos o retrato da emigração dos portugueses para França na década de 50 e 60, antes da Revolução. Naquela época foram milhaes os portugueses que deram o "salto" para fugir a uma vida de pobreza, a uma falta de oportunidades na ditadura Salazarista, para fugir à obrigatoriedade de ir para a Guerra Colonial.
Joaquim, a personagem principal, e o seu grande amigo Albano, ambos oriundos de Memória, uma pequena aldeia perto de Leiria, decidiram arriscar a vida numa viagem complexa e clandestina, desde Portugal até França, tentando não serem capturados nas malhas da PIDE, uma viagem que se revelou cheia de peripécias e muito sofrimento, que teve dois momentos marcantes: a passagem da fronteira de Vilar Formoso e a travessia dos Pirinéus. Conseguem chegar a França e são acolhidos pelo tio de Joaquim que estava em França já há alguns anos e que lhe contava maravilhas daquele país que oferecia trabalho com fartura aos portugueses com pouca formação. No entanto, a realidade que encontram não era bem aquela que esperavam e a chegada a França é marcada pela desilusão.
É uma história real, marcante com muita emoção que nos mostra que os tempos idos dos anos 60 eram realmente difíceis, não só pelo preconceito com que os portugueses eram vistos lá fora mas pela falta de condições de sobrevivência e falta de direitos destes emigrantes vistos, afinal, como bons trabalhadores.
É impossível ficar indiferente a esta história simples sobre gente simples, sobre portugueses que se fizeram à vida e deixaram o país onde nasceram para vingarem lá fora. A história não é sobre Joaquim, é sobre milhares de portugueses, milhares de pessoas anónimas que sairam para vencer num país que as olhava de lado.
Joaquim não queria acreditar no que os seus olhos viam. Tinha saído a salto de Portugal, viajado apertado em camionetas de gado, andado quilómetros e quilómetros a pé, à chuva e à neve, quase tinha perdido a vida nos Pirenéus e agora estava ali. Na capital portuguesa em França. O sítio onde, todos lhe garantiam, podia enriquecer e concretizar os seus sonhos. Mas o que via era um bairro de lata. Sentia os pés enterrarem-se na lama. Olhava para as barracas miseráveis e para os fardos de palha que faziam as vezes de uma cama. Mas, Joaquim não estava disposto a baixar os braços. "Longe do meu Coração" retrata com mestria e realismo o quotidiano dos portugueses que partiram em busca de uma vida melhor, sonhando um dia regressar ricos à terra que os viu partir pobres. Para Joaquim, Portugal estava longe. Era ali, em França, na terra que lhe dava de comer, que queria vingar, que prometia, à força do seu trabalho, derrubar fronteiras e preconceitos. O plano estava traçado. Iria abrir uma empresa de construção, com o seu amigo Albano, enriquecer e, depois de ter casa montada com carro com emblema no capô, estacionado à porta, iria pedir a mão da sua Françoise, a professora de Francês que lhe abriu o mundo das letras e do amor. Mas, cedo Joaquim vai descobrir que há barreiras difíceis de ultrapassar.
Fonte: fnac.pt

"Afinal o tempo fica, a gente é que vai passando"

A inconfundível Argentina Santos.


Volta atrás vida vivida
Para eu tornar a ver
Aquela vida perdida
Que nunca soube viver

Voltar de novo quem dera 
A tal tempo, que saudade
Volta sempre a primavera 
Só não volta a mocidade

A vida começa cedo 
Mas assim que ela começa
Começamos por ter medo 
Que ela se acabe depressa

O tempo vai-se passando 
E a gente vai-se iludindo
Ora rindo ora chorando 
Ora chorando ora rindo

Meu Deus, como o tempo passa Dizemos de quando em quando
Afinal, o tempo fica 
A gente é que vai passando

Quarta-feira, 24 de Abril de 2013

Jack Reacher


Cinco pessoas são assassinadas na rua por um sniper a sangue frio, um veterano da Guerra do Iraque, James Barr (Joseph Sikora) é acusado pela evidência de todas as provas, a hipótese de defesa é mínima. Durante o interrogatório ele só pede para chamarem Jack Reacher, um ex-investigador do exército condecorado e desaparecido desde que passou à reserva. Jack Reacher (Tom Cruise) surge do nada precisamente no momento em que o procurador Rodin (Richard Jenkins) pensava numa maneira de o encontrar. Reacher torna-se o investigador chefe da advogada de defesa, Helen Rodin (Rosamund Pike), pois logo à partida vê que há peças que não estão a encaixar e juntos terão de descobrir a conspiração por trás do homicídio. Jack não desiste de encontrar a verdade e a justiça está acima de tudo, doa a quem doer.
"Jack Reacher" tem bons momentos de acção com partes cómicas muito bem sucedidas. É intenso, com momentos um pouco violentos mas a história prende do início ao fim. Tom Cruise ainda não perdeu aquele carisma que é tão seu.


Jeb: Hey, outside!
Jack Reacher: Pay your check first.
Jeb: I'll pay later.
Jack Reacher: You won't be able to.

Quando um homem armado mata cinco pessoas com seis tiros, todas as provas apontam para um suspeito colocado em custódia. No interrogatório, o suspeito fornece uma única nota: "Tragam o Jack Reacher!" Assim começa uma extraordinária perseguição pela verdade, colocando Jack Reacher contra um inesperado inimigo, com habilidade para a violência e um segredo a manter.
Fonte: cinema.sapo.pt
Jack Reacher no IMDB.

Terça-feira, 23 de Abril de 2013

Desafio "5 capas mais bonitas da minha estante"

Este post responde ao desafio da Ruthy.

Regras: O Blog que receber a tag deve colocar as 5 melhores capas da estante deles, postar a foto arco-íris, a entrevista colectiva e indicar 10 blogs, com menos de 200 seguidores, para que possamos fazer com que esses blogs sejam mais vistos e mais conhecidos!!

Estas são cinco capas da minha estante de livros ainda não lidos que eu mais gosto:






A minha foto arco-íris já colocada aqui num desafio anterior:

Peito Grande, Ancas Largas - Mo Yan
A Ilustre Casa de Ramirez - Eça de Queirós
A Segunda Guerra Mundial - Martin Gilbert
A Capital! - Eça de Queirós
O Museu da Inocência - Orhan Pamuk
Procuro-te - Lesley Pearse
A Conspiração - Dan Brown

Agora a entrevista colectiva:

Como escolheu o nome do Blog?
Já lá vão tantos anos que nem me lembro bem de como isto começou, deve ter surgido numa manhã de nevoeiro, como o D. Sebastião :)

Quanto tempo se dedica ao blog?
Dedico-lhe o tempo necessário para não ficar abandonado nem para estar agarrada, ali no meio termo entre a vida real e a virtual.

Já teve algum problema com comentários anónimos no Blog?Qual?
Não.

Quanto tempo está na Blogosfera?
Desde Julho de 2006, há quase uma vida!

Quantos blogs visita por dia?
Todos os dias visito aqueles que sigo e que têm actualizações, o que pode variar muito dependendo dos posts que esses bloggers fazem.

Quantos livros lê por mês?
Agora que tenho tempo de sobra tenho lido entre 3 e 4 por mês.

Livros curtos ou grandes?
Há de tudo aqui na minha estante, mas os últimos têm todos menos de 400 páginas.

Já ficou sem inspiração para postar? Como superou isso?
Não ligo muito, se não tiver nada para escrever simplesmente não escrevo. 

Pretende mudar algo no Blog em 2013?
Gosto disto assim :)

Por último indicar devia indicar 10 blogs para levarem com este selo mas ultimamente não tenho sido bem sucedida, nomeio blogs que nunca chegam a fazer os desafios por isso desta vez não vou passar o selo a ninguém.

Seven Psychopaths


"Seven Psychopaths" conta a história de Martin (Colin Farrell), um argumentista com problemas de álcool, que se vê a braços com a escrita de um novo argumento para o qual só tem a ideia do título: "Seven Psychopaths".
O seu amigo Billy (Sam Rockwell) oferece-se para o ajudar a escrever o argumento. Billy, nas horas vagas, dedica-se a raptar cães e vive das recompensas, juntamente com o seu "sócio" Hans (Christopher Walken). O negócio começa a correr mal quando Billy rapta o Shih Tzu de estimação de Charlie (Woody Harrelson), um gangster da pior espécie. Marty vê-se metido nesta embrulhada mas tudo acaba por ajudar na escrita do seu argumento, o que acaba por se tornar num filme dentro de um filme.
Os sete psicopatas vão sendo apresentados no decorrer da acção, uns mais reais que outros, a certa altura parece haver muita ponta solta e confusão neste filme dentro do filme, mas no final desta comédia negra as pontas ganham sentido de alguma forma, no entanto há pormenores que ficam por explicar.
Surreal e caricato, apesar da carnificina de que é composto, acaba por se tornar um filme engraçado de ver.
Para os mais distraídos, Tom Waits é um dos psicopatas.
Sete Psicopatas conta-nos a história de um escritor de guiões que inadvertidamente se vê envolvido no criminoso submundo de Los Angeles, depois dos seus peculiares amigos roubarem o amado Shih Tzu de estimação dum gangster poderoso.
Fonte: cinema.sapo.pt
Seven Psychopaths no IMDB.

Para Sempre, Talvez, de Cecelia Ahern


Alex e Rosie vivem em Dublin, são amigos desde os cincos anos, são os melhores amigos, e assim continuam mesmo quando Alex se muda com os pais da Irlanda para os EUA. Os dois amigos têm um Oceano entre eles mas ainda assim não deixam de o ser. Rosie promete a Alex ir ter com ele a Boston, contudo o destino não lhe permite que esse desejo aconteça, a partir daí há toda uma série de contratempos que irão gerar desentendimentos que os dois irão tentar ultrapassar, nem sempre com facilidade.
O livro é escrito no formato de cartas, emails, conversas no chat e postais. Está escrito de uma forma simples, fluida, com humor e até com erros ortográficos característicos sempre que Alex escreve.
Uma pequena ode à amizade, ao amor e à esperança por melhores dias. Uma lição? Nunca deixar nada por dizer ou por fazer, pois podemos estar a adiar o inevitável por muitos anos. Desistir é proibido, é obrigatório acreditar nos sonhos.
Cecelia Ahern volta a surpreender-nos com o seu segundo livro - "Para Sempre, Talvez". Com grande perspicácia e originalidade, Ahern conta-nos a história envolvente de um amor contrariado por um destino que teima em brincar com os seus dois protagonistas. Alex e Rosie atravessaram a infância e a adolescência juntos, mas quando chega o momento de começarem a descobrir as alegrias das noites na cidade e das primeiras aventuras amorosas, o destino resolve pregar-lhes uma partida ao colocar entre os dois a vastidão do oceano Atlântico, quebrando, assim, a evolução natural e espontânea de uma relação de amizade para algo mais profundo. Mas poderão o tempo, a distância e o próprio destino ser mais fortes que um grande amor?
Fonte: fnac.pt

Lágrima de preta


Um poema bonito que encontrei por acaso, de António Gedeão.

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

(António Gedeão)

Sexta-feira, 12 de Abril de 2013

Mil Anos Menos Cinquenta, de Angela Dutra de Menezes


"Mil Anos Menos Cinquenta" é uma versão da História de Portugal focando nas duas religiões que fundaram o país e a sua cultura: o catolicismo e o islamismo. Todos os capítulos começam com uma citação religiosa retirada da Bíblia ou do Alcorão.
A história começa com os progenitores de uma grande família, Ab'ul e Urraca, de olhos mouros e cabelos ruivos, traços que ficarão para sempre como a marca da família que se desdobra ao longo do livro em 38 gerações de conquistas, fracassos, derrotas, vitórias, entrelaçadas com os acontecimentos da História de Portugal.
É cansativo pela quantidade de personagens e nomes diferentes, se ficamos uns dias sem ler perde-se o fio à meada com grande facilidade, a juntar a uma escrita simples mas aborrecida.
Da autora de "O Português que nos Pariu"
Uma viagem através das gerações de uma família de Coimbra.
Em Mil Anos Menos Cinquenta, Angela Dutra de Menezes produz uma espécie de romance de aventuras no qual o que sobressai é a história de uma família cujos traços, virtudes e pecados caracterizam a própria história de Portugal. À mistura, há factos verídicos, folclóricos e imaginários…
Entre a Coimbra reconquistada aos Mouros (1064) e o Brasil do século XX, uma família lusa, orgulhoso sangue milenarmente misturado, descobre as suas verdades, enquanto constrói a História portuguesa.
No caminho de quase um milénio, entre o partir e o chegar, o medo e a coragem, o clã esbarra com deuses destruidores, guerras, omissões e vinganças – sempre com fé no possível e lutando cegamente pelo impossível. Mas o tempo, a grande personagem, transforma todos em vencidos e vencedores.
A cada passo, homens e mulheres consolam-se na esperança indestrutível e nas paixões furiosas, as marcas de um povo forte que desvirginou o mundo e inventou a geografia.
Fonte: fnac.pt