terça-feira, 26 de agosto de 2014

Portugal - A Flor e a Foice, de J. Rentes de Carvalho


Portugal - A Flor e a Foice faz-nos uma rectrospectiva da história de Portugal desde os primórdios da Monarquia ao pós 25 de Abril. Através do olhar crítico de Rentes de Carvalho em 1975, vemos a história e os mitos cairem por terra.
Apesar da prosa fluida, por vezes, e especialmente até meio, é difícil prosseguir na leitura pois a história é-nos ali apresentada de forma tão condensada que parece que nos estão a dar uma injecção rápida da história de Portugal. Ainda assim é uma leitura interessante para quem pretende compreender melhor os meandros dos feitos históricos dos portugueses. E no fim conlcluimos que o que temos hoje, 40 anos passados da tão famosa revolução, é uma ilusão de liberdade, a emigração continua, ainda que com mais qualificações, a classe média continua a ser a mais explorada e o fosso entre ricos e pobres acentua-se cada vez mais.
Um olhar heterodoxo sobre os dias da Revolução.No ano em que se comemora o 40.º aniversário da Revolução dos Cravos, a publicação de "Portugal, a Flor e a Foice", até aqui inédito em Portugal, promete dar que falar.Escrito em 1975, em cima dos acontecimentos que então convulsionavam Portugal (e que eram acompanhados com entusiasmo e apreensão pela Europa e o resto do Mundo), "Portugal, a Flor e a Foice" é a observação pessoal que um português culto e estrangeirado faz do seu país em mudança. Nesta apreciação aguda e de tom sempre crítico, todos os mitos da História Portuguesa são, senão destruídos, pelo menos questionados: o Sebastianismo, os Descobrimentos, Fátima; denunciadas instituições como a Monarquia e a Igreja; e impiedosamente escalpelizado não apenas o antigo regime mas também, e sobretudo, o 25 de Abril. Com acesso a círculos restritos nos anos que antecederam e sucederam a Abril de 1974, e a documentos ainda hoje classificados, J. Rentes de Carvalho faz uma História alternativa da Revolução e das suas figuras de proa, em que novos factos e relações de poder se conjugam num relato sui generis, revelador e, no mínimo, desconcertante.
Fonte: fnac.pt

1 comentário:

Timtim Tim disse...

Por ora, tenho alguns em lista de espera...