segunda-feira, 23 de maio de 2011

Budapeste, de Chico Buarque

José Costa é um ghost writer brasileiro que produz textos, livros e artigos que outros assinam. É casado com Vanda, mas a chama há muito que se apagou. Numa viagem atribulada para Istambul vê-se obrigado a uma escala em Budapeste, cidade pela qual se apaixona.
Estabelecendo um paralelo entre o Rio de Janeiro e Budapeste, Chico Buarque conta-nos a história deste escritor que se divide entre as duas cidades e duas mulheres.
No mesmo capítulo, o autor consegue-nos fazer atravessar o oceano várias vezes, ora com um pé no Brasil ora com o outro na Hungria. Os saltos temporais de Chico Buarque, a princípio, são desconcertantes, gera-se grande confusão para perceber quando aconteceu, onde aconteceu, com quem aconteceu. Umas páginas de leitura depois, e o estilo de escrita entranha-se. A dúvida permanece ao longo do livro: onde acabará por ficar José? Budapeste ou Rio? Kriska ou Vanda?
José Costa é um escritor anónimo pago para produzir artigos de jornal, discursos políticos, cartas de amor, monografias e autobiografias romanceadas que outros assinam. Um dia, regressado de um congresso anónimo de escritores anónimos em Istambul, é obrigado a fazer uma escala forçada em Budapeste. Fascinado pela língua magiar, José Costa retorna à capital húngara, passando a ser Zsoze Kósta, e tornando-se amante de Kriska, a sua professora. A obsessão de dominar completamente o novo idioma, leva-o a viver num tresloucado vaivém entre o Rio de Janeiro, onde vive com a sua mulher Vanda, e Budapeste, onde passa a viver com Kriska.
Fonte: fnac.pt

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